{"id":2042,"date":"2016-01-27T17:18:32","date_gmt":"2016-01-27T20:18:32","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/?p=2042"},"modified":"2016-01-27T17:18:32","modified_gmt":"2016-01-27T20:18:32","slug":"como-crescem-os-aglomerados-estelares-gigantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2016\/01\/27\/como-crescem-os-aglomerados-estelares-gigantes\/","title":{"rendered":"Como crescem os Aglomerados Estelares Gigantes"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/i73.photobucket.com\/albums\/i222\/joaocarlos_photos\/EAHeaderTop.gif\" alt=\"EurekAlert\" \/><\/a><\/p>\n<div class=\"release_date\">27-JAN-2016<\/div>\n<h4 class=\"page_title\"><a href=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/pub_releases\/2016-01\/tkf-spg012516.php\">Nascimento de estrelas: aglomerados gigantescos de estrelas criam novas estrelas &#8220;adotando&#8221; gases c\u00f3smicos livres<\/a><\/h4>\n<p class=\"meta_institute\">THE KAVLI FOUNDATION<\/p>\n<header>\n<div class=\"toolbar hidden-print hidden-search\">\n<div class=\"article-tools pull-right\"><a class=\"addthis_button_email btn btn-xs\" title=\"Email\" href=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/pub_releases\/2016-01\/tkf-spg012516.php#\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><i class=\"fa fa-envelope\"><\/i><span class=\"hidden-xs\">\u00a0<\/span><\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"entry\">\n<figure class=\"thumbnail pull-right\">\n<div class=\"img-wrapper\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-content\/uploads\/sites\/224\/2016\/01\/107502_web.jpg\" alt=\"IMAGE\" \/><\/div><figcaption class=\"caption\">\n<div class=\"well\">\n<p style=\"text-align: center\">Foto do massivo aglomerado globular\u00a0NGC 1783 na Grande Nuvem de Magalh\u00e3es, tirada pelo telesc\u00f3pio espacial Hubble. Este denso agrupamento de estrelas fica a cerca de 160.000 anos luz da Terra e tem uma massa equivalente da 170.000 vezes a de nosso Sol. Um novo estudo aponta que esse aglomerado globular sugou o g\u00e1s e a poeira intergal\u00e1ticos para gerar tr\u00eas diferentes gera\u00e7\u00f5es de estrelas.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"well\">\n<h4 style=\"text-align: center\">CR\u00c9DITO:\u00a0ESA\/Hubble &amp; NASA. Acknowledgement: Judy Schmidt (geckzilla.com)<\/h4>\n<\/div>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">Entre os mais surpreendentes objetos do universo, est\u00e3o os brilhantes e densos grupos de estrelas conhecidos como aglomerados globulare. Os astr\u00f4nomos sempre pensaram que os aglomerados globulares formaram seus milh\u00f5es de estrelas em uma s\u00f3 fornada e que todos os aglomerados globulares tinham, mais ou menos, a mesma idade, tais como irm\u00e3os e irm\u00e3s g\u00eameos. Por\u00e9m descobertas recentes de estrelas jovens dentro de velhos aglomerados globulares tiraram essa imagem do foco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em lugar de ter toda sua descend\u00eancia estelar em uma \u00fanica ninhada, os aglomerados globulares podem ter uma segunda e at\u00e9 uma terceira ninhada de estrelas irm\u00e3s. Um novo estudo, liderado pelos pesquisadores do Kavli Institute for Astronomy and Astrophysics (KIAA) na Universidade de Beijing e que incluiu astr\u00f4nomos dos Observat\u00f3rios Nacionais da Academia Chinesa de Ci\u00eancias (NAOC), da Universidade Northwestern e do Planet\u00e1rio Adler, pode explicar essas gera\u00e7\u00f5es sucessivas e intirgantes de estrelas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Empregando observa\u00e7\u00f5es feitas pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble, a equipe de pesquisas encontrou, pela primeira vez, popula\u00e7\u00f5es de estrelas jovens dentro de aglomerados globulares que, aparentemente, se desenvolveram gra\u00e7as ao g\u00e1s de fora desses aglomerados. Este m\u00e9todo contrasta com a ideia convencional de que as estrelas iniiciais dos aglomerados estelares espalham seu g\u00e1s, na medida em que envelhecem, para formar novas ninhadas de estrelas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O estudo ser\u00e1 publicado hoje (27\/01\/2016) na <i>Nature<\/i>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;O presente estudo fornece novas abordagens para o problema de m\u00faltiplas gera\u00e7\u00f5es de estrelas em aglomerados estelares&#8221;, afirma o autor principal Chengyuan Li, astr\u00f4nomo de KIAA, NAOC e do Observat\u00f3rio Nacional da Montanha Violeta, afiliado \u00e0 Academia Chinesa de Ci\u00eancias. &#8220;Nosso estudo indica que o combust\u00edvel gasoso para essas novas popula\u00e7\u00f5es de estelas tem uma origem externa ao aglomerado, n\u00e3o interna&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Dito de outra forma, os aglomerados globulares parecem ser capazes de &#8220;adotar&#8221; estrelas rec\u00e9m nascidas \u2013 ou, ao menos, o material do qual elas s\u00e3o formadas \u2013 em lugar de criarem mais descendentes &#8220;biol\u00f3gicos&#8221;, como o fazem as fam\u00edlias humanas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;Nossa explica\u00e7\u00e3o de que as popula\u00e7\u00f5es estelares secund\u00e1rias se originam de g\u00e1s acretado a partir das vizinhan\u00e7as do aglomerado, \u00e9 a alternativa mais vi\u00e1vel at\u00e9 agora&#8221;, diz Richard de Grijs, tamb\u00e9m astr\u00f4nomo do KIAA e mentor de PhD de Chengyuan. &#8220;Aglomerados globulares passaram a ser muito mais complexos do que se pensava&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os aglomerados globulares s\u00e3o grupos de estrelas densamente compactadas. de formato esf\u00e9rico, que orbitam as periferias das gal\u00e1xias. Nossa pr\u00f3pria gal\u00e1xia, a Via L\u00e1ctea, hospeda v\u00e1rias centenas deles. Entretanto, a maioria desses aglomerados locai e massivos, s\u00e3o bastante velhos, de forma que a equipe virou sua aten\u00e7\u00e3o para aglomerados jovens e de meia idade, encontrados em duas gal\u00e1xias an\u00e3s pr\u00f3ximas: as Nuvens de Magalh\u00e3es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mais especificamente, os pesquisadores se valeram das observa\u00e7\u00f5es feitas pelo Hubble dos aglomerados globulares NGC 1783 e NGC 1696 na Grande Nuvem de Magalh\u00e3es, em conjunto com o NGC 411 na Pequena Nuvem de Magalh\u00e3es. Os cientistas rotineiramente inferem as idades das estrelas pela observa\u00e7\u00e3o de suas cores e luminosidade. Dentro do NGC 1783, por exemplo, Li, de Grijs e seus colegas identificaram uma popula\u00e7\u00e3o inicial de estrelas com 1,4 bilh\u00f5es de anos de idade, junto com duas popula\u00e7\u00f5es mais jovens que se formaram a 890 milh\u00f5es e 450 milh\u00f5es de anos respectivamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Qual \u00e9 a explica\u00e7\u00e3o mais direta para essas idades icongruentes das estrelas? Alguns aglomerados globulares podem reter g\u00e1s e poeira suficientes para dar \u00e0 luz v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es de estrelas, mas isto parece pouco prov\u00e1vel, afirma o co-autor do estudo Licai Deng do NAOC e segundo mentor de PhD de Chengyuan.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;As estrelas mais massivas que se formam em um aglomerado globular, s\u00f3 vivem por cerca de 10 milh\u00f5es de anos, antes de explodirem em spernovas, que ejetam o combust\u00edvel de g\u00e1s e poeira necess\u00e1rio para gerar novas estrelas&#8221;, explica Deng.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A equipe de pesquisadores prop\u00f5e que os aglomerados globulares s\u00e3o capazes de sugar o g\u00e1s e poeira que encontram na medida em que se movem em torno de suas gal\u00e1xias m\u00e3es. A teoria de que estrelas rec\u00e9m nascidas surgem nos aglomerados na medida em que eles &#8220;adotam&#8221; gases interestelares, na verdade surgiu em um artigo publicado em 1952. Mais de meio s\u00e9culo depois, essa ideia, tida ent\u00e3o como especulativa ganou ind\u00edcios claros para apoi\u00e1-la.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;Finalmente demonstramos que essa ideia de aglomerados globulares formarem novas estrelas pela acre\u00e7\u00e3o de g\u00e1s pode funcionar&#8221;, afirma de Grijs, &#8220;e n\u00e3o soemnte para os tr\u00eas aglomerados que observamos para o presente estudo, mas para um monte deles&#8221;. Estudos futuros ter\u00e3o como alvo estender as descobertas para a outra Nuvem de Magalh\u00e3es, assim como outros aglomerados globulares da Via L\u00e1ctea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Outros membros da esquipe de pesquisa incluem Yu Xin e Yi Hu do NAOC, Aaron M. Geller da Universidade Northwestern e do Planet\u00e1rio Adler, e Claude-Andr\u00e9 Faucher-Gigu\u00e8re da Universidade Northwestern.<\/p>\n<p align=\"center\">###<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>27-JAN-2016 Nascimento de estrelas: aglomerados gigantescos de estrelas criam novas estrelas &#8220;adotando&#8221; gases c\u00f3smicos livres THE KAVLI FOUNDATION \u00a0 Foto do massivo aglomerado globular\u00a0NGC 1783 na Grande Nuvem de Magalh\u00e3es, tirada pelo telesc\u00f3pio espacial Hubble. 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