{"id":2052,"date":"2016-01-29T17:30:46","date_gmt":"2016-01-29T20:30:46","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/?p=2052"},"modified":"2016-01-29T17:30:46","modified_gmt":"2016-01-29T20:30:46","slug":"como-desviar-um-asteroide-com-lasers-e-claro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2016\/01\/29\/como-desviar-um-asteroide-com-lasers-e-claro\/","title":{"rendered":"Como desviar um aster\u00f3ide?&#8230; Com lasers, \u00e9 claro!"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.insidescience.org\/\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/i73.photobucket.com\/albums\/i222\/joaocarlos_photos\/BannernovodoISNS_zps9eeff269.png\" alt=\"Inside Science News Service\" width=\"540\" height=\"120\" align=\"center\" border=\"0\" \/><\/a><\/p>\n<h1 id=\"page-title\" class=\"title\" style=\"text-align: justify\"><a href=\"https:\/\/www.insidescience.org\/content\/lasers-could-one-day-stop-asteroids-striking-earth\/3606\">Lasers Podem Impedir Que Um Dia Aster\u00f3ides Colidam Com a Terra\u00a0<\/a><\/h1>\n<div class=\"field field-name-field-article-image field-type-image field-label-hidden clearfix\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-content\/uploads\/sites\/224\/2016\/01\/laer-sattelite-top.jpg\" alt=\"\" width=\"730\" height=\"349\" \/><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"field field-name-field-top-image-caption field-type-text field-label-hidden clearfix\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\" style=\"text-align: center\"><em>Foto do meteoro (e a bola de fogo causada por ele) de Chelyabinsk, tirada em 15 de fevereiro de 2013, a uma dist\u00e2ncia de mais de 200km.<\/em><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"field field-name-field-top-image-credit field-type-text field-label-inline clearfix clearfix\" style=\"text-align: center\">\n<div class=\"field-label\"><em>Cr\u00e9dito da Imagem:\u00a0cyberborean via flickr | http:\/\/bit.ly\/1RR6huH<\/em><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"field field-name-field-top-image-reuse-info field-type-text field-label-inline clearfix clearfix\">\n<div class=\"field-label\" style=\"text-align: center\"><em>Informa\u00e7\u00f5es sobre direitos:\u00a0http:\/\/bit.ly\/1dWcOPS<\/em><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"field field-name-field-youtube-video field-type-text-long field-label-hidden clearfix\"><\/div>\n<div class=\"field field-name-field-deck field-type-text-long field-label-hidden clearfix\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\"><strong>Original\u00a0em ingl\u00eas publicado em 29 de janeiro de 2016<\/strong><\/div>\n<div class=\"field-item even\"><strong>Por \u00a0Charles Q. Choi, Contribuidor do ISNS<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"field field-name-body field-type-text-with-summary field-label-hidden clearfix\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">\n<p style=\"text-align: justify\">(Inside Science) \u2014\u00a0Lasers montados em espa\u00e7onaves rob\u00f3ticas ou sat\u00e9lites gigantescos podem desviar aster\u00f3ides para longe da Terra \u2013 \u00e9 o que sugerem novas simula\u00e7\u00f5es orbitais que exploram esta estrat\u00e9gia de defesa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O impacto de um cometa ou aster\u00f3ide com cerca de 20 km de largura provavelmente foi a causa da mais recente e familiar extin\u00e7\u00e3o em massa que encerrou a Era dos Dinossauros, h\u00e1 cerca de 65 milh\u00f5es de anos. Tais impactos gigantescos s\u00e3o raros, mas impactos menores ainda podem causar um caos de grandes propor\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;Nos \u00faltimos 100 anos, aproximadamente, tivemos dois impactos significativos dos quais temos conhecimento&#8221;, diz Philip Lubin, cosmologista experimental na Universidade da California, Santa Barbara. &#8220;Um foi o evento de 1908 em Tunguska, Russia, com uma pot\u00eancia estimada de 10 a 15 megatons de TNT, mais ou menos a mesma pot\u00eancia da maior arma nuclear j\u00e1 detonada pelos EUA. O segundo foi o evento de Chelyabinsk, tamb\u00e9m na Russia, em 2014, que teve uma pot\u00eancia estimada de cerca de meio megaton, o equivalente a uma arma termonuclear de m\u00e9dia pot\u00eancia dos arsenais dos EUA e Russia&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os cientistas propuseram v\u00e1rias ideias para desviar objetos pr\u00f3ximos da Terra (conhecidos por sua abreviatura em ingl\u00eas Near-Earth Objects = NEO) amea\u00e7adores. Por exemplo, impactadores cin\u00e9ticos, talvez armados com bombas nucleares, poderiam ser lan\u00e7ados contra alvos de maneira a empurr\u00e1-los para fora da rota\u00a0de colis\u00e3o. Outra ideia \u00e9 usar espa\u00e7onaves com massa suficiente para agirem como &#8220;tratores gravitacionais&#8221;, cuja pr\u00f3pria atra\u00e7\u00e3o gravitacional seria usada para puxar os alvos para novas \u00f3rbitas. Ourtos propuseram que motores de empuxo, montados no pr\u00f3prio alvo, possam desvi\u00e1-los de maneira continua \u2014 talvez motores i\u00f4nicos, ou robos que minerem rochas dos alvos e os joguem para longe no espa\u00e7o. Outros ainda afirmam que cobrir um dos lados do alvo com tinta ou espelhos, pode alterar o quanto o alvo \u00e9 aquecido pelo Sol, o que pode, por sua vez, alterar gradualmente sua trajet\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Agora, Lubin e seus colegas propuseram empregar lasers, alimentados com energia solar, para explodir os alvos. As plumas de rochas vaporizadas podem empurrar os alvos para fora dos rumos de colis\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A equipe de Lubin rodou simula\u00e7\u00f5es em computadores para ver o qu\u00e3o bem lasers de diferentes pot\u00eancias poderiam funcionar contra aster\u00f3ides amea\u00e7adores\u00a0de v\u00e1rios tamanhos. Uma proposta \u00e9 o DE-STAR (abreviatura de Directed Energy System for Targeting of Asteroids and exploRation = Sistema de Energia Direcionada para Alvejar Aster\u00f3ides e Explora\u00e7\u00e3o), que consiste de um enorme sat\u00e9lite em \u00f3rbita da Terra para explodir aster\u00f3ides a dist\u00e2ncia. (Lubin desconversou quando perguntado se DE-STAR tem algo a ver com a &#8220;Death Star&#8221; [= &#8220;Estrela da Morte&#8221;] de &#8220;Guerra nas Estrelas&#8221;)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;O fato de que um sistema possa desviar um aster\u00f3ide em rumo de colis\u00e3o, a partir da \u00f3rbita da Terra, \u00e9 singular \u2013 todos os outros sistemas necessitam que uma astronave v\u00e1 at\u00e9 o aster\u00f3ide&#8221;, comentou o astr\u00f4nomo Paul Chodas, gerente do Centro de Estudos de NEOs no Laborat\u00f3rio de Propuls\u00e3o a Jato da NASA em Pasadena, California, o qual n\u00e3o participou da pesquisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Outro conceito de Lubin \u00e9 o DE-STARLITE, uma espa\u00e7onave rob\u00f3tica menor que voa at\u00e9 o aster\u00f3ide para desvi\u00e1-lo, mantendo uma posi\u00e7\u00e3o a cerca de 10 km de seu alvo. Os pesquisadores sugerem que DE-STARLITE \u00e9 a op\u00e7\u00e3o mais pr\u00e1tica, porque um sistema menor poderia ser constru\u00eddo mais r\u00e1pido e barato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para\u00a0DE-STARLITE, os pesquisadores modelaram uma espa\u00e7onave energizada por um conjunto de pain\u00e9is solares. Eles simularam aster\u00f3ides de tamanhos variados \u2013 desde o de 20 m da classe Chelyabinsk e de 80 m da classe Tunguska, at\u00e9 Apophis, um aster\u00f3ide de 325 m que percorre uma \u00f3rbita potencialmente perigosa, e at\u00e9 coisas maiores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Por exemplo, uma vers\u00e3o de 20 kW da DE-STARLITE, funcionando por 15 anos, poderia desviar Apophis a uma dist\u00e2ncia igual ao di\u00e2metro da Terra. &#8220;Os militares est\u00e3o estudando atualmente lasers na faixa dos 100 kW, de forma que 20 kW seria provavelmente bem f\u00e1cil de fazer&#8221;, argumenta Lubin.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Uma vers\u00e3o mais poderosa de DE-STARLITE com 1 MW poderia caber em um dos futuros foguetes do Sistema de Foguetes de Lan\u00e7amento Espacial que est\u00e1 sendo desenvolvido pela NASA, e, ao longo de 5 anos, desviar alvos com at\u00e9 500 m de di\u00e2metro, ou aster\u00f3ides das classes Tunguska \u00a0ou Chelyabinsk em menos de um ano ap\u00f3s seu encontro com essas rochas, segundo os pesquisadores. &#8220;Um megawatt parece ser um bocado, mas n\u00e3o h\u00e1 qualquer motivo para que n\u00e3o pud\u00e9ssemos faz\u00ea-lo nessa escala, se precis\u00e1ssemos&#8221;, afirma Lubin.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Uma vantagem chave desta estrat\u00e9gia de emprego de lasers &#8220;\u00e9 que ela usa a massa do pr\u00f3prio aster\u00f3ide para desvi\u00e1-lo, em lugar de trazer um monte de combust\u00edvel e outras coisas pesadas at\u00e9 o aster\u00f3ide para mov\u00ea-lo&#8221;, argumenta Lubin. E ele acrescenta que um sistema de lasers certamente pesaria menos do que qualquer outra op\u00e7\u00e3o, embora tivesse tanto ou mais efeito sobre os aster\u00f3ides, al\u00e9m de permitir um n\u00edvel de controle t\u00e3o bom quanto as melhores alternativas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Entretanto, DE-STARLITE requer tempo para funcionar&#8211; meses at\u00e9 chegar a um aster\u00f3ide alvo e mais alguns anos at\u00e9 desvi\u00e1-lo para uma trajet\u00f3ria segura. Os astr\u00f4nomos podem n\u00e3o conseguir detectar um aster\u00f3ide perigoso a tempo de intercept\u00e1-lo com o DE-STARLITE. Ent\u00e3o, ter\u00edamos que recorrer a DE-STAR como \u00faltima linha de defesa no curto tempo restante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O DE-STAR \u00e9 mais eficaz quando os alvos est\u00e3o relativamente mais perto de seus lasers. Para desviar alvos para uma trajet\u00f3ria segura, DE-STAR precisa de um conjunto grande e muito poderoso de lasers, um onde os lasers estejam todos em fase.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os pesquisadores calcularam que, se o DE-STAR tivesse um conjunto de lasers em fase de 1 km de largura e um conjunto de paine\u00eds solares igualmente grande, poderia desviar um objeto da classe Tunguska, com 80 m, no curso de quatro semanas \u2014 provavelmente n\u00e3o o suficiente para impedir um impacto, mas o bastante para direcionar o aster\u00f3ide para um ponto de impacto desabitado. Um conjunto com 2 km poderia desviar um aster\u00f3ide em at\u00e9 127.000 km, ou seja, cerca de 10 vezes o di\u00e2metro da Terra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Um conjunto de alvos que DE-STAR poderia atacar, mas DE-STARLITE provavelmente n\u00e3o poderia, s\u00e3o os cometas de longo per\u00edodo, um daqueles que leva mais de 200 anos para completar uma \u00f3rbita. A natureza de suas \u00f3rbitas torna dif\u00edcil o encontro de espa\u00e7onaves lan\u00e7adas da Terra e eles, ainda mais para casar suas velocidades e trajet\u00f3rias. &#8220;DE-STAR pode ser uma das poucas op\u00e7\u00f5es para nos defender contra cometas de longo per\u00edodo&#8221;, diz Lubin.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No entanto, a constru\u00e7\u00e3o de algo como DE-STAR seria desafiadora. A Esta\u00e7\u00e3o Espacial Internacional \u00e9 atualmente o maior objeto feito pela humanidade existente no espa\u00e7o e s\u00f3 tem 110 metros de envergadura. &#8220;A engenharia para construir uma espa\u00e7onave desse tamnho, teria que ser formid\u00e1vel, para dizer o m\u00ednimo&#8221;, diz Chodas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Alguns podem temer que os poderosos lasers de DE-STAR possam ser potencialmente usados como armas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Por\u00e9m Chodas observa que podem existir outras aplica\u00e7\u00f5es pac\u00edficas para sat\u00e9lites dotados de lasers, al\u00e9m de defesa contra aster\u00f3ides, tais como a explora\u00e7\u00e3o interestelar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;Lasers podem ser usados para impelir pequenas sondas at\u00e9 velocidades relativ\u00edsticas, o que pode ser a \u00fanica maneira poss\u00edvel de chegar \u00e0s estrelas mais pr\u00f3ximas&#8221;, argumenta Lubin.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Lubin e seus colegas detalharam <a href=\"http:\/\/arxiv.org\/abs\/1601.03690\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">suas descobertas<\/a>\u00a0em um artigo aceito pelas <em>Publications of the Astronomical Society of the Pacific<\/em>.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>Charles Q. Choi\u00e9 um escritor\u00a0<\/em>freelance<em> de ci\u00eancias de Nova York que j\u00e1 escreveu para The New York Times, Scientific American, Wired, Science, Nature e v\u00e1rias outras ag\u00eancias de not\u00edcias. Seu Twitter \u00e9 <a href=\"https:\/\/twitter.com\/cqchoi\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@cqchoi<\/a>.<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lasers Podem Impedir Que Um Dia Aster\u00f3ides Colidam Com a Terra\u00a0 Foto do meteoro (e a bola de fogo causada por ele) de Chelyabinsk, tirada em 15 de fevereiro de 2013, a uma dist\u00e2ncia de mais de 200km. 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