{"id":206,"date":"2007-08-31T21:01:00","date_gmt":"2007-09-01T00:01:00","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/2007\/08\/oceanos-toxicos\/"},"modified":"2007-08-31T21:01:00","modified_gmt":"2007-09-01T00:01:00","slug":"oceanos-toxicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2007\/08\/31\/oceanos-toxicos\/","title":{"rendered":"Oceanos t\u00f3xicos?"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: verdana\">Extra\u00eddo do <a href=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/\">EurekAlert<\/a>:<\/span><\/div>\n<p><span class=\"relinst\"><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.uwm.edu\/\">University of Wisconsin &#8211; Milwaukee<\/a><\/span><\/p>\n<h1 class=\"title\"><a href=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/pub_releases\/2007-08\/uow--wbr083107.php\">Quando os bivalves dominavam o mundo<\/a><\/h1>\n<h2 class=\"subtitle\">Paleobiologista estuda como o n\u00edvel elevado de CO2 afetou a vida marinha primitiva<\/h2>\n<p><!-- Begin image here --><\/p>\n<table border=\"0\" width=\"210\" align=\"right\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<hr \/>\n<p><a href=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/multimedia\/pub\/5043.php?from=100714\" target=\"_self\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/multimedia\/pub\/rel\/5043_rel.jpg\" border=\"0\" alt=\"\" \/><\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p><span class=\"imagecaption\">Margaret Fraiser, professora assistente de geoci\u00eancias  na UW-Milwaukee, exibe f\u00f3sseis dos poucos sobreviventes da extin\u00e7\u00e3o em massa Permiano-Tri\u00e1ssico, a maior da hist\u00f3ria da Terra.<\/span><br \/>\n<span class=\"imagecaption\"><a href=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/multimedia\/pub\/5043.php?from=100714\" target=\"_self\" rel=\"noopener noreferrer\"><br \/>\n<\/a><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><!-- End image here --><br \/>\nAntes da pior extin\u00e7\u00e3o em massa da vida na hist\u00f3ria da Terra \u2013 a 252 milh\u00f5es de anos \u2013 a vida oce\u00e2nica era diversa e organismos semelhantes \u00e0s ostras, chamados braqu\u00edpodes, dominavam.  Depois da calamidade, quando pouca coisa mais existia, um tipo diferente de organismo semelhante \u00e0 ostra, chamado bivalve, passou a dominar.<br \/>\nO que os destinos diferentes desses dois invertebrados podem contar aos cientistas acerca de sobreviv\u00eancia a um evento de extin\u00e7\u00e3o em massa?<br \/>\nMuito, diz a paleoecologista da UWM Margaret Fraiser. Sua pesquisa sobre esta quest\u00e3o particular n\u00e3o s\u00f3 responde esta quest\u00e3o; ela tamb\u00e9m apoia uma teoria relativamente nova para a causa da extin\u00e7\u00e3o em massa que ocorreu quando o Per\u00edodo Permiano terminou e come\u00e7ou o Per\u00edodo Tri\u00e1ssico: oceanos t\u00f3xicos criados por um excesso de di\u00f3xido de Carbono (CO2) atmosf\u00e9rico.<br \/>\nA teoria \u00e9 importante porque pode auxiliar os cientistas a prever o que aconteceria nos oceanos durante um &#8220;evento CO2&#8221; moderno. E poderia dar-lhes uma id\u00e9ia de quanto seria o tempo necess\u00e1rio para a recupera\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO estudo da recupera\u00e7\u00e3o da ecologia \u00e9 igualmente significativo, afirma Fraiser. A evolu\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies sobreviventes na seq\u00fc\u00eancia da extin\u00e7\u00e3o em massa, estabelece o cen\u00e1rio para a evolu\u00e7\u00e3o dos dinossauros no final do Tri\u00e1ssico.<br \/>\nDos registros f\u00f3sseis a c\u00e9u aberto aos subaqu\u00e1ticos, tudo sugere que o trauma nos oceanos realmente come\u00e7ou no ar.<br \/>\n\u201cAs estimativas do CO2 na atmosfera de ent\u00e3o ficam entre seis a 10 vezes mais do que a atual\u201d, afirma Fraiser, uma professora assistente de geociencias. Faz sentido, diz ela. A maior erup\u00e7\u00e3o vulc\u00e2nica cont\u00ednua da Terra \u2013 conhecida como as \u201cArmadilhas Siberianas\u201d \u2013 estiveram exalando CO2 por cerca de um milh\u00e3o de anos antes da extin\u00e7\u00e3o em massa Permiano-Tri\u00e1ssica.<br \/>\n<!-- Begin image here --><\/p>\n<table border=\"0\" width=\"210\" align=\"left\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<hr \/>\n<p><a href=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/multimedia\/pub\/5044.php?from=100714\" target=\"_self\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/multimedia\/pub\/rel\/5044_rel.jpg\" border=\"0\" alt=\"\" \/><\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p><span class=\"imagecaption\">A escala de tempo mostra  o intervalo de tempo entre  a extin\u00e7\u00e3o em massa Permiano-Tri\u00e1ssica e a menos grave extin\u00e7\u00e3o em massa que eliminou os dinossauros.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><!-- End image here --><br \/>\nA extin\u00e7\u00e3o Permiano-Tri\u00e1ssica varreu 70 por cento da vida na terra e perto de 95 por cento no oceano \u2013 quase tudo exceto os bivalves e um pequeno n\u00famero de gastr\u00f3podes (carac\u00f3is).<br \/>\nO C02 \u00e9 um g\u00e1s de efeito estufa que influencia as temperaturas globais. Por\u00e9m, afirma Fraiser, de acordo com o registro f\u00f3ssil, altos n\u00edveis de C02 e os correspondentes baixos n\u00edveis de Oxig\u00eanio causam muito mais do que isso.<br \/>\nA hip\u00f3tese se desdobra da seguinte maneira: Altos n\u00edveis de CO2  aumentariam as temperaturas, resultando em um aquecimento global em larga escala. Sem \u00e1gua fria nos Polos, a circula\u00e7\u00e3o oce\u00e2nica teria estagnado. Os oceanos teriam se tornado pobres em Oxig\u00eanio, matando a vida nas \u00e1guas mais profundas onde n\u00e3o havia a oportunidade para a \u00e1gua se misturar com o pouco Oxig\u00eanio restante na atmosfera.<br \/>\nMais Di\u00f3xido de Carbono teria sido criado, \u00e0 medida em que formas de vida iam morrendo e os micr\u00f3bios os fossem decompondo, o que, por sua vez, teria criado o venenoso Sulfeto de Hidrog\u00eanio. Os oceanos teriam se tornado um coquetel inabit\u00e1vel.<br \/>\n<span style=\"font-weight: bold\">Acompanhamento do CO2<\/span><br \/>\nDe fato, muitos eventos de CO2 ocorreram na escala de tempo geol\u00f3gica e eles, literalmente, deixaram sua marca.<br \/>\n\u201cPode-se ver onde as rochas se tornam escuras\u201d, diz Fraiser, apontando as camadas multicoloridas em uma amostra f\u00f3ssil do per\u00edodo. \u201cIsto \u00e9 uma indica\u00e7\u00e3o de baixos n\u00edveis de Oxig\u00eanio na \u00e9poca. Estes s\u00e3o de locais que estavam submersos no in\u00edcio do Per\u00edodo Tri\u00e1ssico\u201d.<br \/>\nFraiser, que acabou de concluir seu primeiro ano na UWM, \u00e9 titular de uma de v\u00e1rias novas cadeiras de geoci\u00eancias e seu emergente programa de paleobiologia.<br \/>\nEla coletou amostras f\u00f3sseis dos sobreviventes do per\u00edodo nos locais onde hoje s\u00e3o a China, Jap\u00e3o, It\u00e1lia e o Oeste dos Estados Unidos. As semelhan\u00e7as entre os f\u00f3sseis de todos esses lugares foi surpreendente.<br \/>\n\u201c\u00c9 algo inesperado ver isso\u201d, afirma Fraiser. \u201cParece que esses bivalves e gastr\u00f3podos foram os \u00fanicos sobreviventes em todo o mundo\u201d.<br \/>\nEles possu\u00edam todas as caracter\u00edsticas certas para tolerar a falta de Oxig\u00eanio, diz ela. Eles eram pequenos habitantes de \u00e1guas rasas, com um alto metabolismo e formato chato que lhes permitia se espalharem para extrair mais do limitado Oxig\u00eanio quando se alimentavam.<br \/>\nAs condi\u00e7\u00f5es t\u00f3xicas tamb\u00e9m inibiam a vida marinha em produzir conchas. O tamanho, de repente, tornou-se significativo para os moluscos e somente os muito pequenos sobreviveram, erodindo a cadeia alimentar marinha.<\/p>\n<p style=\"font-weight: bold\">Recupera\u00e7\u00e3o ultra lenta<\/p>\n<p>\u00c0 medida em que organiza os registros rochosos de logo ap\u00f3s a extin\u00e7\u00e3o em massa Permiano-Tri\u00e1ssica, Fraiser tamb\u00e9m desenterrou ind\u00edcios que explicam porque levou tanto tempo para a vida se recuperar. A resposta parece ser mais do mesmo: os n\u00edveis de CO2 permaneceram altos por muito tempo ap\u00f3s a matan\u00e7a inicial.<br \/>\n\u201c Ap\u00f3s outros eventos de extin\u00e7\u00e3o em massa na Terra, a vida ressurgiu dentro de 100.000 a um milh\u00e3o de anos\u201d, diz ela. \u201cMas com a extin\u00e7\u00e3o em massa Permiano-Tri\u00e1ssica, n\u00f3s n\u00e3o vemos uma recupera\u00e7\u00e3o por 5 milh\u00f5es de anos. Existe uma complexidade e diversidade ecol\u00f3gica muito baixa por todo este tempo\u201d.<br \/>\nOutro aspecto intrigante deste intervalo da hist\u00f3ria da Terra, diz Frasier, \u00e9 que, de acordo com o registro das rochas do Triassico, ele foi limitado por dois eventos de CO2.<br \/>\nO primeiro foi o desaparecimento dos recifes de coral. \u201cEsta falta acionou o alarme\u201d, diz ela. \u201cIsso era o que indicava que os n\u00edveis de C02 estavam elevados\u201d.<br \/>\nNo final, grandes comunidades de bivalves prevaleceram em n\u00fameros t\u00e3o grandes que eles formaram seus pr\u00f3prios recifes.<br \/>\nO mapeamento de Fraiser do \u201cefeito domin\u00f3\u201d do CO2 na vida marinha do Tri\u00e1ssico inicial tem valor para o estudo cient\u00edfico das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas atuais, afirma o Professor de Geologia da UWM John Isbell.<br \/>\n\u201cO sitema da Terra n\u00e3o se importa de onde vem o CO2\u201d, diz Isbell. \u201cEle vai responder da mesma maneira\u201d.<\/p>\n<div>###<\/p>\n<div style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: verdana\">Precisa acrescentar algo?&#8230; Talvez apenas que j\u00e1 se est\u00e1 observando um &#8220;branqueamento&#8221; na Grande Barreira de Coral da Austr\u00e1lia&#8230;<br \/>\n<span style=\"color: #3333ff\">Atualizando a mat\u00e9ria em 07\/09\/2007:<\/span><br \/>\nPor favor, consultem o artigo <a href=\"http:\/\/umamallapelomundo.blogspot.com\/2007\/01\/algumas-provas-do-aquecimento_10.html\">&#8220;O fim de (minha) igenuidade ambiental<\/a> da L\u00facia Malla. Principalmente a se\u00e7\u00e2o dos coment\u00e1rios.<br \/>\n<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"blogger-post-footer\">http:\/\/chivononpo.blogspot.com\/atom.xml<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Extra\u00eddo do EurekAlert: University of Wisconsin &#8211; Milwaukee Quando os bivalves dominavam o mundo Paleobiologista estuda como o n\u00edvel elevado de CO2 afetou a vida marinha primitiva Margaret Fraiser, professora assistente de geoci\u00eancias na UW-Milwaukee, exibe f\u00f3sseis dos poucos sobreviventes da extin\u00e7\u00e3o em massa Permiano-Tri\u00e1ssico, a maior da hist\u00f3ria da Terra. 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