{"id":2088,"date":"2016-02-12T17:36:23","date_gmt":"2016-02-12T20:36:23","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/?p=2088"},"modified":"2016-02-12T17:36:23","modified_gmt":"2016-02-12T20:36:23","slug":"os-oceanos-nao-estao-subindo-tanto-porque-os-continentes-agem-como-esponjas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2016\/02\/12\/os-oceanos-nao-estao-subindo-tanto-porque-os-continentes-agem-como-esponjas\/","title":{"rendered":"Os oceanos n\u00e3o est\u00e3o subindo tanto porque os continentes agem como esponjas"},"content":{"rendered":"<div class=\"article-banner-container has-image has-tag\">\n<div class=\"article-banner\"><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/16-015.jpeg\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-content\/uploads\/sites\/224\/2016\/02\/16-015.jpeg\" alt=\"Os continentes t\u00eam absorvido uma quantidade cada vez maior de \u00e1guas das neves e chuvas.\" \/><\/a><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"article-body\">\n<div class=\"title-bar\">\n<div class=\"press-release-info\">\n<div class=\"pr-promo-date-time\">11 de fevereiro de 2016<\/div>\n<div class=\"pr-promo-release-type-id\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"addthis-wrap pull-right\"><\/div>\n<div class=\"title-wrap\">\n<h1 class=\"title\" style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/press-release\/nasa-university-study-shows-rising-seas-slowed-by-increasing-water-on-land\">Estudo da NASA e da Universidade da Calif\u00f3rnia em Irvine mostra que o aumento do n\u00edvel dos mares est\u00e1 sendo freado pea absor\u00e7\u00e3o de \u00e1gua pelas terras<\/a><\/h1>\n<\/div>\n<\/div>\n<section id=\"ember933\" class=\"ember-view collapsible opened\">\n<div class=\"text\">\n<p style=\"text-align: justify\">Novas medi\u00e7\u00f5es feitas por sat\u00e9lites da NASA permitiram aos pesquisadores identificar e quantificar, pela primeira vez, como os continentes, com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas em curso, v\u00eam aumentando sua absor\u00e7\u00e3o da \u00e1gua l\u00edquida e como isso afeta a eleva\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis dos mares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Um novo estudo realizado pelos cientistas do Laborat\u00f3rio de Propuls\u00e3o a Jato (Jet Propulsion Laboratory = JPL) em Pasadena, Calif\u00f3rnia, e da Universidade da Calif\u00f3rnia em Irvine, demonstra que, enquanto as calotas polares e as geleiras continuam a derreter, as mudan\u00e7as no tempo e no clima ao longo da d\u00e9cada passada, fizeram com que os continentes absorvessem e armazenassem mais uns 3,2 trilh\u00f5es de toneladas de \u00e1gua nos solos, lagos e aqu\u00edferos subterr\u00e2neos, diminuindo temporariamente a eleva\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis dos mares em cerca de 20%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O aumento dessas reservas de \u00e1gua ficaram espalhados por toda a Terra, mas somadas d\u00e3o um volume igual ao do Lago Huron, o s\u00e9timo maior lago do mundo. O estudo foi publicado na edi\u00e7\u00e3o de 12 de fevereiro da<em> Science<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A cada ano, uma grande quantidade de \u00e1gua evapora dos oceanos, cai sobre as terras como chuva ou neve e volta aos oceanos por escoadouros ou rios. Isto \u00e9 conhecido como o ciclo hidrol\u00f3gico global, ou simplesmente ciclo da \u00e1gua. Os cientistas sabem h\u00e1 muito tempo que pequenas mudan\u00e7as no ciclo hidrol\u00f3gico \u2013 por exemplo, mudan\u00e7as persistentes na umidade dos solos ou n\u00edveis dos lagos \u2013 podem modificar a taxa de eleva\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis dos mares daquilo que seria esperado com base nas taxas de derretimento das calotas e das geleiras. No entanto, n\u00e3o sabiam o qu\u00e3o grande esse efeito de absor\u00e7\u00e3o pelos solos poderia ser, porque n\u00e3o havia instrumentos que pudessem medir precisamente as mudan\u00e7as das \u00e1guas armazenadas nas terras em n\u00edvel global.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;Sempre presumimos que a explora\u00e7\u00e3o dos aqu\u00edferos para irriga\u00e7\u00e3o e consumo resultava em uma transfer\u00eancia l\u00edquida de \u00e1gua das terras para os oceanos&#8221;, explica o autor principal do estudo, \u00a0J.T. Reager do JPL, que come\u00e7ou o trabalho como estudante de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o na UC Irvine. &#8220;O que n\u00e3o tinhamos percebido at\u00e9 agora \u00e9 que, ao longo da \u00faltima d\u00e9cada, as mudan\u00e7as no ciclo hidrol\u00f3gico global mais do que compensaram as perdas do bombeamento das \u00e1guas para uso humano, fazendo que as terras agissem como uma esponja \u2013 ao menos, temporariamente. Estes novos dados s\u00e3o vitais para a compreens\u00e3o das varia\u00e7\u00f5es decenais dos n\u00edveis dos mares. A informa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 um complemento cr\u00edtico para proje\u00e7\u00f5es futuras do aumento dos n\u00edveis dos mares que, por sua vez, depende do derretimento dos gelos e do aqucimento dos oceanos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O lan\u00e7amento em 2002 dos sat\u00e9lites g\u00eameos da NASA Gravity Recovery and Climate Experiment (GRACE) [Experi\u00eancia de Recupera\u00e7\u00e3o de Gravidade e Clima] criou a primeira ferramenta capaz de quantificar as tend\u00eancias de armazenamento de \u00e1gua nas terras. Com a medi\u00e7\u00e3o da dist\u00e2ncia entre os dois sat\u00e9lites GRACE, com a precis\u00e3o de um fio de cabelo humano, enquanto percorrem suas \u00f3rbitas em torno da Terra, os pesquisadores podem detectar mudan\u00e7as na atra\u00e7\u00e3o gravitacional que resultam de mudan\u00e7as regionais da quantidade de \u00e1gua por toda a superf\u00edcie da Terra. com uma cuidadosa an\u00e1lise desses dados, os cientistas do JPL foram capazes de medir a mudan\u00e7a da quantidade de \u00e1gua armazenada nos continentes, assim como as mudan\u00e7as nas calotas e geleiras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cEsses resultados v\u00e3o resultar em um refinamento dos c\u00e1lculos da eleva\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis dos mares, tais como aqueles apresentados no relat\u00f3rio do Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (Intergovernmental Panel on Climate Change = IPCC), que reconhece a import\u00e2ncia das modifica\u00e7\u00f5es causadas pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas na hidrologia, mas que n\u00e3o foram capazes de incluir qualquer estimativa confi\u00e1vel na parte tocante \u00e0 eleva\u00e7\u00e3o dos oceanos&#8221;, acrescenta o hidrologista senior do\u00a0JPL, Jay Famiglietti, principal autor do artigo e professor da Universidade da Calif\u00f3rnia em Irvine.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Famiglietti tamb\u00e9m observou que o estudo \u00e9 o primeiro a observar os padr\u00f5es globais de mudan\u00e7as no armazenamento de \u00e1guas nas terras e que as regi\u00f5es \u00famidas est\u00e3o ficando mais \u00famidas, enquanto as regi\u00f5es \u00e1ridas v\u00e3o ficando mais secas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cEsses padr\u00f5es s\u00e3o consistentes com observa\u00e7\u00f5es anteriores das precipita\u00e7\u00f5es sobre as terras e oceanos, assim como com a proje\u00e7\u00f5es do IPCC das mudan\u00e7as nessas precipita\u00e7\u00f5es em um clima cada vez mais quente&#8221;, afirmou ele. \u201cPor\u00e9m vamos precisar de um registro muito mais longo dos dados para compreender inteiramente as causas dos padr\u00f5es e se eles ser\u00e3o persistentes&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A NASA usa o ponto de vantagem do espa\u00e7o para ampliar nossos conhecimentos de nosso planeta natal, melhorar nossas vidas e salvaguardar nosso futuro, assim como desenvolve novas maneiras de observar os sistemas naturais interconectados da Terra com bases de dados de longa dura\u00e7\u00e3o. A ag\u00eancia partilha livremente seus conhecimentos e trabalha com institui\u00e7\u00f5es por todo o mundo para melhorar nossa compreens\u00e3o das mudan\u00e7as que est\u00e3o ocorrendo em nosso planeta.<\/p>\n<p>Para mais dados sobre a eleva\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis dos mares:<\/p>\n<p align=\"center\"><strong><a href=\"https:\/\/sealevel.nasa.gov\/\">https:\/\/sealevel.nasa.gov\/<\/a><\/strong><\/p>\n<p>Mais informa\u00e7\u00f5es sobre a miss\u00e3o GRACE:<\/p>\n<p align=\"center\"><strong><a href=\"http:\/\/grace.jpl.nasa.gov\/mission\/grace\/\">http:\/\/grace.jpl.nasa.gov\/mission\/grace\/<\/a><\/strong><\/p>\n<p>Maiores informa\u00e7\u00f5es sobre os estudos da NASA sobre o planeta:<\/p>\n<p align=\"center\"><strong><a href=\"http:\/\/science.nasa.gov\/earth-science\/\">http:\/\/science.nasa.gov\/earth-science\/<\/a><\/strong><\/p>\n<p align=\"center\">&#8211; ### &#8211;<\/p>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>11 de fevereiro de 2016 Estudo da NASA e da Universidade da Calif\u00f3rnia em Irvine mostra que o aumento do n\u00edvel dos mares est\u00e1 sendo freado pea absor\u00e7\u00e3o de \u00e1gua pelas terras Novas medi\u00e7\u00f5es feitas por sat\u00e9lites da NASA permitiram aos pesquisadores identificar e quantificar, pela primeira vez, como os continentes, com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":480,"featured_media":2090,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[12,28,33],"tags":[66,115,220],"class_list":["post-2088","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ecologia","category-mares-do-planeta","category-mudancas-climaticas","tag-aquiferos","tag-elevacao-dos-niveis-dos-mares","tag-modificacoes-nas-precipitacoes-pluviometricas"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-content\/uploads\/sites\/224\/2016\/02\/16-015.jpeg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2088","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/480"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2088"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2088\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2090"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2088"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2088"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2088"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}