{"id":2125,"date":"2016-03-02T14:59:16","date_gmt":"2016-03-02T17:59:16","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/?p=2125"},"modified":"2016-03-02T14:59:16","modified_gmt":"2016-03-02T17:59:16","slug":"corpos-celestes-se-formam-como-rachaduras-em-tinta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2016\/03\/02\/corpos-celestes-se-formam-como-rachaduras-em-tinta\/","title":{"rendered":"Corpos celestes se formam como rachaduras em tinta"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/i73.photobucket.com\/albums\/i222\/joaocarlos_photos\/EAHeaderTop.gif\" alt=\"EurekAlert\" \/><\/a><\/p>\n<figure class=\"featured_image\">\n<div class=\"center-image\">\n<h3 class=\"page_title\">Link para o original: <a href=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/pub_releases\/2016-03\/du-cbb030116.php\">Celestial bodies born like cracking paint<\/a><\/h3>\n<p class=\"summary\" style=\"text-align: justify\">Volumes sob tens\u00e3o interna se racham de maneira hier\u00e1rquica, revelando como a gravidadde criou a variedade de tamanhos de corpos c\u00f3smicos<\/p>\n<p class=\"meta_institute\">DUKE UNIVERSITY<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-content\/uploads\/sites\/224\/2016\/03\/110197_web.jpg\" alt=\"IMAGE\" \/><\/p>\n<\/div><figcaption class=\"caption\">O mesmo princ\u00edpio de f\u00edsica que faz com que tinta e lama rachem, funciona na forma\u00e7\u00e3o dos corpos celestes de diversos tamanhos, afirma um professor de engenharia da Duke.<br \/>\nCR\u00c9DITO DA IMAGEM:\u00a0NASA<\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"entry\">\n<p style=\"text-align: justify\">DURHAM, N.C. &#8212; Um te\u00f3rico da Duke afirna que h\u00e1 uma boa raz\u00e3o pela qual os objetos no universo t\u00eam uma larga gama de tamanhos, desde as maiores estrelas, aos menores gr\u00e3os de poeira \u2013 e que isso tem a ver com o modo como a tinha racha quando seca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em um artigo, publicado na edi\u00e7\u00e3o de 01 de mar\u00e7o de <i>Journal of Applied Physics<\/i>, Adrian Bejan, o Professor &#8220;J.A. Jones&#8221; de engenharia mec\u00e2nica da Universidade Duke, explica como a necessidade de liberar tens\u00f5es internas moldou o universo tal qual o vemos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Muito embora fosse grande e espalhado de forma que nem podemos imaginar, o universo primitivo pode ser encarado como um volume finito de part\u00edculas em suspens\u00e3o. E porque todo objeto no universo exerce uma for\u00e7a gravitacional sobre todos os outros objetos no universo, este volume tem uma tens\u00e3o interna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Era apenas uma quest\u00e3o de tempo para que as part\u00edculas come\u00e7assem a se juntar para formar objetos maiores. Mas por que elas se juntaram formando objetos com uma tal variedade de tamanhos, em vez de uma maneira uniforme?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;Sabemos, a partir de nossa experi\u00eancia com as coisas comuns que coisas com tens\u00f5es internas tendem a se rachar e elas se racham instantaneamente em todos os lugares&#8221;, diz Bejan. &#8220;O exemplo mais simples \u00e9 o da tinta que seca em uma parede. Na medida em que seca, ela encolhe, pondo todo o sistema sob tens\u00e3o. E ent\u00e3o, bum! Subitamente, de uma hora para a outra, ela se racha, liberando a tens\u00e3o. E o padr\u00e3o para esta libera\u00e7\u00e3o \u00e9 hier\u00e1rquico, o que significa: poucos peda\u00e7os grandes e muitos pequenos&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Segundo Bejan, este padr\u00e3o de libera\u00e7\u00e3o segue a Lei Constructal, proposta por ele em 1996. A Lei Constructal declara que qualuqer sistema em fluxo, quando permitido se modificar livremente ao longo do tempo, tender\u00e1 a ter uma arquitetura de fluxo mais f\u00e1cil. Para rios, ra\u00edzes e sistemas vasculares, isto significa uns poucos canais maiores com fluxos massivos, at\u00e9 pequenas ramifica\u00e7\u00f5es de al\u00edvio. Para um universo jovem, com part\u00edculas puxando em todas as dire\u00e7\u00f5es, isto significa que a tens\u00e3o interna \u00e9 liberada da forma mais r\u00e1pida poss\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Com uma s\u00e9rie de experi\u00eancias te\u00f3ricas e equa\u00e7\u00f5es simples de f\u00edsica, o artigo de Bejan demonstra que a maneira mais r\u00e1pida para liberar a tens\u00e3o era atrav\u00e9s da forma\u00e7\u00e3o de corpos em uma hierarquia. Ou seja, ele demonstra que, se todos os corpos se formassem com o mesmo tamanho, a tens\u00e3o n\u00e3o seria liberada de maneira t\u00e3o eficaz como quando se formam poucos corpos grandes, junto com v\u00e1rios corpos menores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Exatamente como as rachaduras na pintura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;Todo o processo de rachadura volum\u00e9trica \u00e9 hier\u00e1rquico. Nunca iremos observar uma rachadura uniforme&#8221;, afirma Bejan. &#8220;Na mec\u00e2nica celeste, existe uma no\u00e7\u00e3o muito antiga de que os corpos coalescem e crescem devido \u00e0 gravidade, o que, \u00e9 claro, \u00e9 correto. Crescimento \u00e9 uma coisa, por\u00e9m o crescimento hier\u00e1rquico \u00e9 outra que se chama natureza&#8221;.<\/p>\n<p align=\"center\">###<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;The physics origin of the hierarchy of bodies in space.&#8221; A. Bejan e\u00a0R.W. Wagstaff. <i>Journal of Applied Physics<\/i>, 2016. DOI: 10.1063\/1.4941986<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Link para o original: Celestial bodies born like cracking paint Volumes sob tens\u00e3o interna se racham de maneira hier\u00e1rquica, revelando como a gravidadde criou a variedade de tamanhos de corpos c\u00f3smicos DUKE UNIVERSITY O mesmo princ\u00edpio de f\u00edsica que faz com que tinta e lama rachem, funciona na forma\u00e7\u00e3o dos corpos celestes de diversos tamanhos, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":480,"featured_media":2126,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[2,3],"tags":[98,158,160],"class_list":["post-2125","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-astrofisica","category-astronomia","tag-crescimento-hierarquico","tag-formacao-de-galaxias","tag-formacao-do-universo"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-content\/uploads\/sites\/224\/2016\/03\/110197_web.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2125","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/480"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2125"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2125\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2126"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2125"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2125"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2125"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}