{"id":2148,"date":"2016-04-25T19:57:22","date_gmt":"2016-04-25T22:57:22","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/?p=2148"},"modified":"2016-04-25T19:57:22","modified_gmt":"2016-04-25T22:57:22","slug":"sondando-a-expansao-do-universo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2016\/04\/25\/sondando-a-expansao-do-universo\/","title":{"rendered":"Sondando a expans\u00e3o do universo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.insidescience.org\/\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/i73.photobucket.com\/albums\/i222\/joaocarlos_photos\/BannernovodoISNS_zps9eeff269.png\" alt=\"Inside Science News Service\" width=\"540\" height=\"120\" align=\"center\" border=\"0\" \/><\/a><\/p>\n<h3>Link para o original: <a href=\"https:\/\/www.insidescience.org\/content\/astrophysicists-probe-expansion-universe\/3901\">Astrophysics Probe Expansion Of The Universe<\/a><\/h3>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-2149\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-content\/uploads\/sites\/224\/2016\/04\/smiling-nebulae_top-545x336.jpg\" alt=\"smiling-nebulae_top\" width=\"545\" height=\"336\" \/><\/p>\n<div class=\"field field-name-field-top-image-caption field-type-text field-label-hidden clearfix\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\" style=\"text-align: center\"><em>Gal\u00e1xias distorcidas por lentes gravitacionais aparecem nesta imagem do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble. Cr\u00e9dito da Imagem:\u00a0NASA\/ESA<\/em><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"field field-name-field-youtube-video field-type-text-long field-label-hidden clearfix\"><\/div>\n<div class=\"field field-name-field-deck field-type-text-long field-label-hidden clearfix\">\n<div class=\"field-items\">\n<h4 class=\"field-item even\">Imagens de gal\u00e1xias distorcidas s\u00e3o um novo recurso para o estudo da mat\u00e9ria escura e da energia escura.<\/h4>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"field field-name-field-date field-type-datetime field-label-inline clearfix clearfix\">\n<div class=\"field-label\"><strong><em>25 de abril de 2015.<\/em><\/strong><\/div>\n<div class=\"field-label\"><strong><em>Autor:\u00a0Ramin Skibba, Contribuidor do ISNS<\/em><\/strong>.<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"field field-name-body field-type-text-with-summary field-label-hidden clearfix\">\n<div class=\"field-items\">\n<div class=\"field-item even\">\n<p style=\"text-align: justify\">(Inside Science) \u2013 O universo \u00e9 cheio de gal\u00e1xias, mas a gravidade distorce as imagens que obtemos delas. Os astrof\u00edsicos da <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/The_Dark_Energy_Survey\">Dark Energy Survey<\/a>\u00a0criaram cat\u00e1logos gigantescos dos formatos distorcidos de 24 milh\u00f5es de gal\u00e1xias distantes, tornando poss\u00edvel uma sondagem da estrutura subjacente do universo em r\u00e1pida expans\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os cientistas da Dark Energy Survey investigaram a &#8220;rede c\u00f3smica&#8221; de gal\u00e1xias no m\u00ednimo t\u00e3o grandes quanto a Via L\u00e1ctea \u2014 assim como os aglomerados ocultos de mat\u00e9ria escura. Suas descobertas foram apresentadas no encontro de 17 de abril da American Physical Society em Salt Lake City.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A mat\u00e9ria escura n\u00e3o pode ser vista diretamente, entretanto, tal como um animal pode inferir a exist\u00eancia de um predador ao ver sua sombra, os astrof\u00edsicos inferem a distribui\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria escura pela detec\u00e7\u00e3o de seus efeitos gravitacionais. Segundo a Teoria da Relatividade de Einstein, um objeto massivo pode distorcer a tessitura do espa\u00e7o-tempo, desviando a trajet\u00f3ria dos raios de luz que emanam de gal\u00e1xias no fundo, apliando e distorcendo as imagens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Existe entre cinco e seis vezes mais mat\u00e9ria escura do que mat\u00e9ria comum que inclui gal\u00e1xias, estrelas, nebulosas e planetas. Por\u00e9m, uma rede de aglomerados de mat\u00e9ria escura preenche o universo, o que faz com que, se olharmos para longe o bastante, poderemos observar suas &#8220;lentes c\u00f3smicas&#8221; em qualquer dire\u00e7\u00e3o. O efeito dessas lentes \u00e9 extremamente pequeno, mas colete-se um n\u00famero suficiente de imagens e os cientistas ser\u00e3o capazes de realizar estudos estat\u00edsticos sobre elas. Os astronomos da DES acabam de fazer exatamente isto. Eles bisbilhotaram milh\u00f5es de gigabytes de dados e produziram um mapa preliminar da localiza\u00e7\u00e3o de 24 milh\u00f5es de gal\u00e1xias, indicando as regi\u00f5es mais densamente povoadas com gal\u00e1xias, cada uma delas com centenas de bilh\u00f5es de estrelas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;Eu nem consigo descrever como esse mapa \u00e9 fabuloso&#8221;, declarou Michael Troxel, astrof\u00edsico da Universidade de Manchester, no Reino Unido, e membro da colabora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Troxel e seus colegas agora est\u00e3o usando este mapa detalhado das gal\u00e1xias distorcidas para reconstruir a arma\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria escura do universo. Durante este processo, eles panejam fazer i maior mapa da distribui\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria escura j\u00e1 feito. Sua meta \u00e9 completar o projeto at\u00e9 o final de 2016.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Seu levantamento de cinco anos, come\u00e7ado em 2013, usa a c\u00e2mera de 570 megapixels montada no Telesc\u00f3pio Blanco de 4 metros nas montanhas do Norte do Chile. A colabora\u00e7\u00e3o inclui mais de 400 cientistas de sete ap\u00edses. Ao final, eles ter\u00e3o mapeado um oitavo do c\u00e9u \u00a0noturno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Al\u00e9m do estudo da distribui\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias, Troxel e seus colegas tamb\u00e9m compararam seus mapas com as medi\u00e7\u00f5es da radia\u00e7\u00e3o deixada pelo Big Bang, chamada de Fundo C\u00f3smico de Micro-ondas que \u00e9 medido pelo Telesc\u00f3pio do Polo Sul e pelo sat\u00e9lite Planck. Isto permite aos cientistas examinarem as conex\u00f5es entre o universo primevo e as gal\u00e1xias que vemos hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em particular, eles buscam medir a taxa de expans\u00e3o do universo da maneira mais precisa poss\u00edvel. N\u00e3o desmentindo seu nome, a Dark Energy Survey est\u00e1 sendo usada para determinar como a misteriosa &#8220;energia escura&#8221; est\u00e1 acelerando esta expans\u00e3o. Segundo Troxel, at\u00e9 agora suas descobertas est\u00e3o consistentes com aquelas obtidas por outros astrof\u00edsicos que usam o sat\u00e9lite Planck.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mas eles ainda est\u00e3o preocupados com incertezas que podem dar um vi\u00e9s a suas conclus\u00f5es. &#8220;N\u00f3s n\u00e3o temos controle sobre o tempo ou a atmosfera&#8221;, argumentou o astrof\u00edsico da New York University Boris Leistedt, outro membro da colabora\u00e7\u00e3o. Segundo ele, \u00e9 um ponto cr\u00edtico controlar esses efeitos e se assegurar que os dados n\u00e3o sejam afetados pelos mesmos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Seu colega, Ravi Gupta do Argonne National Laboratory, concorda. Segundo ele, &#8220;esta nova era de cosmologia de precis\u00e3o apresenta novos desafios&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Gupta n\u00e3o estuda gal\u00e1xias, mas supenovas, as explos\u00f5es de estelas moribundas, as quais as sens\u00edveis c\u00e2meras da DES tamb\u00e9m capturam. Uma vez que tenham compreendido o qu\u00e3o luminosas essas explos\u00f5es deveriam ser, cada vez que virem uma supernova nascer, eles poder\u00e3o estimar o qu\u00e3o distante ela est\u00e1 e isto d\u00e1 uma nova ferramenta para medir a expans\u00e3o do universo. Gupta e sua equipe observaram recentemente d\u00fazias de supernovas &#8220;superluminosas&#8221;, at\u00e9 100 vezes mais brilhantes do que a variedade mais comum. Elas podem ser vistas a dezenas de milh\u00f5es de anos luz de dist\u00e2ncia e ele espera poder us\u00e1-las para examinar a expans\u00e3o do universo em seu passado mais profundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;O desafio corrente \u00e9 o de calibrar as medi\u00e7\u00f5es realizadas e reduzir as incertezas sist\u00eamicas&#8221;, diz Shirley Ho, uma astrof\u00edsica da Carnegie Mellon University, n\u00e3o participante da colabora\u00e7\u00e3o. Ela ansia pela publica\u00e7\u00e3o dos dados e dos mapas do primeiro ano da DES , &#8220;que ser\u00e3o algo entusiasmante para se trabalhar com&#8221;, segundo ela. E acrescenta: &#8220;Os cientistas da Dark Energy Survey s\u00e3o os primeiros a po0r limites na cosmologia pela correla\u00e7\u00e3o entre os dados das lentes gravitacionais e o fundo c\u00f3smico de micro-ondas. Isto \u00e9 muito legal&#8221;.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>Ramin Skibba \u00e9 um escritor de ci\u00eancias que trabalha em Santa Cruz e San Diego, California. Seu twitter \u00e9\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/raminskibba?lang=en\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@raminskibba<\/a>.<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Link para o original: Astrophysics Probe Expansion Of The Universe Gal\u00e1xias distorcidas por lentes gravitacionais aparecem nesta imagem do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble. Cr\u00e9dito da Imagem:\u00a0NASA\/ESA Imagens de gal\u00e1xias distorcidas s\u00e3o um novo recurso para o estudo da mat\u00e9ria escura e da energia escura. 25 de abril de 2015. Autor:\u00a0Ramin Skibba, Contribuidor do ISNS. 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