{"id":244,"date":"2007-11-12T17:41:00","date_gmt":"2007-11-12T20:41:00","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/2007\/11\/physics-news-update-n-846\/"},"modified":"2007-11-12T17:41:00","modified_gmt":"2007-11-12T20:41:00","slug":"physics-news-update-n-846","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2007\/11\/12\/physics-news-update-n-846\/","title":{"rendered":"Physics News Update n\u00ba 846"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: verdana\">O Boletim de Not\u00edcias da F\u00edsica do Instituto Americano de F\u00edsica, n\u00famero 846, de 12 de novembro de 2007 por Phillip F. Schewe <a href=\"http:\/\/www.aip.org\/pnu\">PHYSICS NEWS UPDATE<\/a><br \/>\nOS RAIOS C\u00d3SMICOS DE MAIS ALTA ENERGIA provavelmente v\u00eam dos centros dos n\u00facleos gal\u00e1ctico ativos (active galactic nuclei = AGN), onde buracos negros de massas gigantescas, supostamente, fornecem a energia para arremessar os raios atrav\u00e9s do cosmos.<br \/>\nEsta foi a conclus\u00e3o a que chegaram os cientistas que operam o Observat\u00f3rio Pierre Auger na Argentina. Este gigantesco dispositivo de detectores, espalhados por 3.000 km\u00b2 de terreno, procura apenas por uma coisa: jatos de raios c\u00f3smicos. Estes surgem quando part\u00edculas extremamente energ\u00e9ticas atingem nossa atmosfera, espalhando um chuveiro de part\u00edculas secund\u00e1rias. Muitos dos raios v\u00eam de dentro de nossa Via L\u00e1ctea, especialmente de nosso Sol, mas muitas outras vem de muito longe.<br \/>\nOs de maior interesse s\u00e3o os jatos de mais alta energia, com energias acima de10<sup>19<\/sup> el\u00e9tron-volts (eV), muito mais altas do que qualquer part\u00edcula energizada que possa ser produzida em um acelerador na Terra.<br \/>\nA origem de tais artefatos f\u00edsicos potentes oferece aos f\u00edsicos uma ferramenta para estudar os mais violentos eventos no universo. Para chegar \u00e0 Terra, a maior parte dos raios c\u00f3smicos ter\u00e1 atravessado uma boa parte de espa\u00e7o intergal\u00e1tico, onde os campos magn\u00e9ticos podem deflet\u00ed-los de suas trajet\u00f3rias iniciais. Por\u00e9m, para os raios da mais alta energia, os campos magn\u00e9ticos n\u00e3o podem exercer tanta influ\u00eancia e, conseq\u00fcentemente, o ponto de partida dos raios c\u00f3smicos pode ser tra\u00e7ado com alguma confian\u00e7a.<br \/>\nIsto permitiu aos cientistas do Auger definir que os principais raios c\u00f3smicos n\u00e3o vinham uniformemente de todas as dire\u00e7\u00f5es, mas, sim, de prefer\u00eancia de gal\u00e1xias com n\u00facleos ativos, onde o &#8220;acelerador de part\u00edculas&#8221; provavelmente eram Buracos Negros de tamanho enorme.<br \/>\nO maior feixe de raios c\u00f3smicos, daqueles com uma energia maior do que 57 EeV (1 EeV = 10<sup>18<\/sup> eV), apresenta uma bela correla\u00e7\u00e3o com conhecidos N\u00facleos Gal\u00e1ticos Ativos. (<em>Science<\/em>, 9 de novembro de 2007)<br \/>\nEXERC\u00cdCIOS RESPIRAT\u00d3RIOS PARA ENZIMAS. Um novo modelo de prote\u00ednas busca explicar como as enzimas extraem energia de suas vizinhan\u00e7as e a p\u00f5em em uso para regular a qu\u00edmica das c\u00e9lulas.<br \/>\nEnzimas s\u00e3o grandes mol\u00e9culas de prote\u00ednas que desempenham um papel crucial na cat\u00e1lise de rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas entre outras mol\u00e9culas ou \u00e1tomos, diminuindo a barreira de energia que, de outra forma, impediria a ocorr\u00eancia da rea\u00e7\u00e3o. As enzimas, portanto, podem ser consideradas m\u00e1quinas de processamento de energia para a facilita\u00e7\u00e3o de rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas. Elas s\u00e3o, usualmente, grandes, tipicamente contendo milhares de \u00e1tomos pesados (n\u00e3o-Hidrog\u00eanio), mas somente umas poucas d\u00fazias desses \u00e1tomos realmente participam no processo catal\u00edtico.<br \/>\nPara abordar essa importante quest\u00e3o, uma equipe de cientistas da \u00c9cole Normale Superieure (Lyon, Fran\u00e7a) e da \u00c9cole Polytechnique Federale de Lausanne (Su\u00ed\u00e7a) se concentraram na modelagem do comportamento das partes r\u00edgidas da enzima, uma vez que eles acreditam que parte da energia, empregada no processo catal\u00edtico, \u00e9 armazenada n\u00e3o somente na forma de energia qu\u00edmica (na forma de trifosfato de adenosina, mais conhecida pela sigla em ingl\u00eas, ATP, a &#8220;comida&#8221; para todos os fins das c\u00e9lulas), mas tamb\u00e9m na forma de energia mec\u00e2nica na forma de um movimento vibrat\u00f3rio ou &#8220;respira\u00e7\u00e3o&#8221; nas partes mais r\u00edgidas da enzima.<br \/>\nEstendendo esta pesquisa para as prote\u00ednas em geral, Yves-Henri Sanejouand diz que ele e seus colegas gostariam de escrutinar em maiores detalhes o processo n\u00e3o-linear  pelo qual algumas porte\u00ednas capturam e armazenam a energia t\u00e9rmica de seus ambientes e tamb\u00e9m como energia qu\u00edmica pode ser transformada em energia mec\u00e2nica, tal como na contra\u00e7\u00e3o muscular. (Juanico et al., <em>Physical Review Letters<\/em>, artigo em publica\u00e7\u00e3o)<br \/>\nSELE\u00c7\u00c3O DIGITAL DE GOT\u00cdCULAS. Um novo laborat\u00f3rio-em-um-chip microflu\u00eddico forma pequenas got\u00edculas, as faz passar entre um par de eletrodos que podem, ent\u00e3o, realizar uma identifica\u00e7\u00e3o das got\u00edculas, as faz passar por um segundo par que lhes d\u00e1 uma carga e, ent\u00e3o, por um terceiro par que seleciona as got\u00edculas segundo suas propriedades.<br \/>\nBasicamente a carga imposta \u00e0 got\u00edcula \u00e9 proporcional a seu tamanho e a carga \u00e9 calibrada pelo efeito que ela tem quando passa pelo primeiro conjunto de eletrodos capacitores.<br \/>\nOs cientistas da Hong Kong University of Science and Technology formam um suprimento de got\u00edculas que se movem em um microcanal, misturando o flu\u00eddo de seu interesse (em um canal) com um &#8220;riacho&#8221; corrente de \u00f3leo (\u00f3leo de sil\u00edcio ou de girassol) em um segundo canal (ver a figura em <a href=\"http:\/\/www.aip.org\/png\/2007\/290.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/www.aip.org\/png\/2007\/290.htm<\/a>). Pela regulagem do fluxo do fluido e do \u00f3leo, se pode formar got\u00edculas de diversos tamanhos e propor\u00e7\u00f5es.<br \/>\nOs cientistas de Hong Kong podem, atualmente, observar got\u00edculas menores do que um picolitro (10<sup>-12<\/sup> litro) de tamanho, com uma sensibilidade capacitiva de um picoFarad (10<sup>-12<\/sup> Farad). A atual taxa de detec\u00e7\u00e3o \u00e9, agora, de cerca de 10.000 got\u00edculas por segundo, o que j\u00e1 \u00e9 muita coisa.<br \/>\nDe acordo com um dos pesquisadores, Weijia Wen, esta taxa de detec\u00e7\u00e3o com base em capacit\u00e2ncia \u00e9 melhor do que a que pode ser obtida com meios \u00f3pticos (tais como uma c\u00e2mera CCD) e o processo de capacit\u00e2ncia \u00e9 intrinsecamente mais barato do que seu equivalente \u00f3ptico.<br \/>\nNo novo processso de Hong Kong, a detec\u00e7\u00e3o e sele\u00e7\u00e3o s\u00e3o ambos realizados por eletrost\u00e1tica: a sele\u00e7\u00e3o ocorre quando um campo el\u00e9trico envia as got\u00edculas mais carregadas para um canal e as got\u00edculas menos carregadas para outro canal.<br \/>\nDesta forma, nano ou micro-part\u00edculas podem ser selecionadas digitalmente. A meta \u00e9 obter um chip funcional bioqu\u00edmico digital para realizar v\u00e1rias experi\u00eancias com volumes de nanolitros de reagentes ou amostras biol\u00f3gicas. (Niu et al., <em>Biomicrofluidics<\/em>, Out-Dez 2007; <a href=\"http:\/\/www.phys.ust.hk\/phwen\"><em>website<\/em> do laborat\u00f3rio<\/a>)<br \/>\n********************<br \/>\nPHYSICS NEWS UPDATE \u00e9 um resumo de not\u00edcias sobre f\u00edsica que aparecem em conven\u00e7\u00f5es de f\u00edsica, publica\u00e7\u00f5es de f\u00edsica e outras fontes de not\u00edcias. \u00c9 fornecida de gra\u00e7a, como um meio de disseminar informa\u00e7\u00f5es acerca da f\u00edsica e dos f\u00edsicos. Por isso, sinta-se \u00e0 vontade para public\u00e1-la, se quiser, onde outros possam ler, desde que conceda o cr\u00e9dito ao AIP (American Institute of Physics = Instituto Americano de F\u00edsica). O boletim Physics News Update \u00e9 publicado, mais ou menos, uma vez por semana.<br \/>\n**************<br \/>\nComo divulgado no numero anterior, este boletim \u00e9 traduzido por um curioso, com um dom\u00ednio apenas razo\u00e1vel de ingl\u00eas e menos ainda de f\u00edsica. Corre\u00e7\u00f5es s\u00e3o bem-vindas.<br \/>\n<\/span><\/div>\n<div class=\"blogger-post-footer\">http:\/\/chivononpo.blogspot.com\/atom.xml<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Boletim de Not\u00edcias da F\u00edsica do Instituto Americano de F\u00edsica, n\u00famero 846, de 12 de novembro de 2007 por Phillip F. 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