{"id":251,"date":"2007-11-25T16:25:00","date_gmt":"2007-11-25T19:25:00","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/2007\/11\/ainda-restam-esperancas\/"},"modified":"2007-11-25T16:25:00","modified_gmt":"2007-11-25T19:25:00","slug":"ainda-restam-esperancas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2007\/11\/25\/ainda-restam-esperancas\/","title":{"rendered":"Ainda restam esperan\u00e7as!&#8230;"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-content\/uploads\/sites\/224\/2011\/08\/headerfade1.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" style=\"margin: 0pt 0pt 10px 10px;float: right;width: 336px;height: 37px\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-content\/uploads\/sites\/224\/2011\/08\/headerfade2.jpg\" border=\"0\" alt=\"\" \/><\/a><\/p>\n<div style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: verdana\">Via EurekAlert, mais uma mat\u00e9ria sobre os Oceanos:<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/pub_releases\/2007-11\/coml-msw111807.php\"><strong>Cientistas marinhos avisam que a seguran\u00e7a e a prosperidade do ser humano dependem de uma melhor sistema de observa\u00e7\u00e3o dos Oceanos<\/strong><\/a><br \/>\n<strong>Um apelo por um sistema inicial adequado para o produ\u00e7\u00e3o de compreens\u00e3o, previs\u00f5es \u00fateis para o p\u00fablico e para os respons\u00e1veis pelas politicas<\/strong><br \/>\nO diagn\u00f3stico r\u00e1pido do temperamento e dos sinais vitais dos oceanos \u00e9 cada vez mais importante para o bem estar da humanidade, afirma uma distinta comunidade internacional de cientistas, urgindo por apoio para um completo sistema global de monitoramento marinho em at\u00e9 10 anos.<br \/>\nA Parceria para a Observa\u00e7\u00e3o dos Oceanos Globais (Partnership for Observation of the Global Oceans = POGO) declara que o aquecimento dos mares, pesca predat\u00f3ria e polui\u00e7\u00e3o est\u00e3o entre profundas preocupa\u00e7\u00f5es que t\u00eam que ser melhor medidas para auxiliar a sociedade para responder de forma bem informada, a bom tempo e com custos bem calculados.<br \/>\n\u201cUm sistema para a observa\u00e7\u00e3o e previs\u00e3o dos oceanos que cubra todos os oceanos do mundo e suas principais utiliza\u00e7\u00f5es, pode reduzir riscos crescentes, proteger os interesses humanos e monitorar a sa\u00fade de nossos preciosos oceanos,\u201d afirma o Dr. Tony Haymet, Diretor da Scripps Institution of Oceanography, University of California San Diego, USA, e Presidente do Comit\u00ea Executivo da POGO.<br \/>\n\u201cA comundade mundial resolveu construir um sistema abrangente e integrado para a observa\u00e7\u00e3o dos oceanos a duas d\u00e9cadas. A boa not\u00edcia \u00e9 que n\u00f3s demonstramos que um sistema global de observa\u00e7\u00e3o dos oceanos pode ser constru\u00eddo, instalado e posto a funcionar com as tecnologias existentes. Agora, temos que passar da fase de experi\u00eancia e da prova-do-conceito para o uso rotineiro. Progredimos menos de metade do caminho para nossas metas iniciais. Vamos completar a tarefa antes que sejamos atingidos por mais tsunamis ou calamidades compar\u00e1veis.\u201d<br \/>\nO custo de um sistema inicial adequado necessitar\u00e1 de mais investimentos, da ordem de 2 a 3 bilh\u00f5es de d\u00f3lares, envolvendo:<\/p>\n<ul>\n<li>uma rede est\u00e1vel de sat\u00e9lites para vigiar as vastas extens\u00f5es das superf\u00edcies dos oceanos;<\/li>\n<li>esta\u00e7\u00f5es fixas realizando cont\u00ednua medi\u00e7\u00e3o no fundo do mar ou como flutuantes e b\u00f3ias ancoradas na coluna d&#8217;\u00e1gua na superf\u00edcie;<\/li>\n<li>pequenos rob\u00f4s monitores submarinos, alguns garrando com as correntes, outros realizando monitoramento ao longo de rotas programadas;<\/li>\n<li>animais marinhos engenhosamente dotados de &#8220;etiquetas&#8221; eletr\u00f4nicas que os equipem para capturar e transmitir dados acerca dos ambientes que visitam;<\/li>\n<li>navios mercantes e de pesquisa, aproveitando suas rotas para realizar observa\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A an\u00e1lise dos dados, integrados com observa\u00e7\u00f5es da atmosfera e outras fontes,  e sua assimila\u00e7\u00e3o em modelos, podem produzir compreens\u00f5es e previs\u00f5es \u00fateis para o p\u00fablico e para aqueles que estabelecem pol\u00edticas.<br \/>\n\u201cOs oceanos cobrem a maior pare de nosso planeta \u2013 71% \u2013 mesmo assim s\u00e3o grandemente sub-amostrados,\u201d diz o Dr. Haymet. \u201cN\u00f3s temos uma urgente necessidade e novas maravilhas tecnol\u00f3gicas dispon\u00edveis hoje para completar um sistema pelo qual os cientistas marinhos podem diagnosticar com autoridade e antecipar muta\u00e7\u00f5es nas condi\u00e7\u00f5es dos oceanos globais \u2013 algo parecido com o sistema que permite aos meteorologistas prever o tempo.<br \/>\n\u201cUm sistema cont\u00ednuo e integrado de observa\u00e7\u00e3o dos oceanos vai dar um retorno de muitas vezes o valor do investimento em opera\u00e7\u00f5es mar\u00edtimas mais seguras, diminui\u00e7\u00e3o dos danos causados por tempestades e a conserva\u00e7\u00e3o dos recursos marinhos vivos, bem como coletar os sinais vitais dos oceanos que s\u00e3o necess\u00e1rios para monitorar mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.\u201d<br \/>\nO chamado dos cientistas para a complementa\u00e7\u00e3o deste \u201cprimeiro recrutamento\u201d do sistema de observa\u00e7\u00e3o dos oceanos \u00e9 feito na hora em que os ministros e oficiais das 71 na\u00e7\u00f5es membros do GEO (o intergovernamental Grupo para Observa\u00e7\u00f5es da Terra = Group on Earth Observations) se re\u00fane em Cape Town, \u00c1frica do Sul, entre 28 e 30 de novembro. O encontro vai revisar o progresso e tra\u00e7ar o mapa dos pr\u00f3ximos passos para um esfor\u00e7o no per\u00edodo de 10 anos para construir um sistema com base em terra, se deslocando pelos oceanos, a\u00e9reo e espacial, o Sistema Global de Observa\u00e7\u00e3o de Sistemas da Terra (Global Earth Observation System of Systems = GEOSS) para monitorar todas as condi\u00e7\u00f5es ambientais da Terra.<br \/>\n<strong>Tecnologias<\/strong><br \/>\n\u201cO passo r\u00e1pido do desenvolvimento tecnol\u00f3gico est\u00e1 abrindo abordagens inteiramente novas para a medi\u00e7\u00e3o dos oceanos, inclusive observa\u00e7\u00f5es f\u00edsicasa e biol\u00f3gicas a partir de peixes e mam\u00edferos aqu\u00e1ticos. O potencial para a explora\u00e7\u00e3o da marinha mercante como plataforma para a monitora\u00e7\u00e3o das propriedades dos oceanos, embora bem demonstrada, oferece uma enorme oportunidade para maior desenvolvimento. T\u00e9cnicas de biologia molecular est\u00e3o transformando a maneira como identificamos esp\u00e9cies e interpretamos seu desenvolvimento evolucion\u00e1rio; existem importantes oportunidades para combinar dados f\u00edsicos e biol\u00f3gicos para melhor entender a liga\u00e7\u00e3o entre os ecossistemas marinhos e a din\u00e2mica oce\u00e2nica,\u201d declara David Farmer, da Royal Society e chefe da University of Rhode Island\u2019s Graduate School of Oceanography.<br \/>\nEntre as tecnologias usadas pelos observadores oce\u00e2nicos:<br \/>\n<em>Sondas Rob\u00f3ticas Mergulhadores<\/em><br \/>\nIncluem, atualmente,cerca de 3.000 pequenas e m\u00f3veis sondas \u201cArgo\u201d que medem a press\u00e3o, salinidade e temperatura em profundidades de at\u00e9 2 km e retornam \u00e0 superf\u00edcie a cada 10 dias para transmitir suas leituras via sat\u00e9lite. Os instrumentos medem condi\u00e7\u00f5es que atuam sobre mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Os oficiais da POGO dizem que s\u00e3o necess\u00e1rias at\u00e9 10 vezes mais dessas sondas para produzir um quadro global de alta resolu\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es marinhas.<br \/>\n<em>Ve\u00edculos e naves de pesquisa n\u00e3o-tripulados<\/em><br \/>\nEst\u00e3o em andamento testes de campo com os assim chamados \u2018air-clippers\u2019: sensores atmosf\u00e9ricos e da superf\u00edcie dos oceanos pendurados em bal\u00f5es. Com esses sensores, os cientistas conseguiram obter medi\u00e7\u00f5es concorrentes das condi\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas e da superf\u00edcie do oceano de dentro o olho de um forte ciclone onde os bal\u00f5es foram capturados.<br \/>\nEnquanto isso, os cientistas que usam equipamentos rob\u00f3ticos submarinos para registrar a vida e as condi\u00e7\u00f5es nas remotas profundezas oce\u00e2nicas, dizem que eles ainda apenas arranharam a superf\u00edcie com os recursos dispon\u00edveis.<br \/>\nA bordo de navios de pesquisas, os cientistas podem tirar amostras e monitorar a distribui\u00e7\u00e3o e a abund\u00e2ncia de esp\u00e9cies marinhas, enquanto desenvolvem tecnologias da pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o para observa\u00e7\u00e3o \u2013 por exemplo, dispositivos para realizar, em alto mar, o seq\u00fcenciamento do DNA de formas de vida, tais como micr\u00f3bios, bact\u00e9rias e pl\u00e2nctons, realizando medi\u00e7\u00f5es em tempo real semelhantes \u00e0s \u201ccontagens de p\u00f3len\u201d.<br \/>\n<em>Novas abordagens com Sonar<\/em><br \/>\nA tecnologia de ac\u00fastica naval para a transmiss\u00e3o de som em todas as dire\u00e7\u00f5es, por\u00e9m detectando o som com uma grade de hidrofones, e transformar este sinal em uma imagem dos objetos nos oceanos, foi demonstrada com um sucesso espetacular nas \u00e1guas costeiras. Imagens cobrindo milhares de km\u00b2 revelaram a presen\u00e7a de cardumes enormes,  contendo dezenas de milhares de peixes e se estendendo por v\u00e1rios quil\u00f4metros. Outros sistemas de sonar est\u00e3o permitindo o mapeamento e a caracteriza\u00e7\u00e3o do leito do mar com uma precis\u00e3o sem precedentes.<br \/>\n<em>Etiquetas<\/em><br \/>\nComo parte do Censo da Vida Marinha Internacional (Census of Marine Life = CoML), aproximadamente 2.000 animais marinhos que viajam para o profundo mar aberto foram etiquetados pelo projeto TOPP (Tagging of Pacific Palagics), criando uma equipe de ocean\u00f3grafos animais que revelam locais importantes de biodiversidade, \u00e1reas de reprodu\u00e7\u00e3o e rotas de migra\u00e7\u00e3o que precisam ser protegidas e tamb\u00e9m descrevem o estado f\u00edsico das \u00e1reas dos oceanos habitadas por esses animais.<br \/>\nAs 22 esp\u00e9cies etiquetadas incluem elefantes marinhos, tubar\u00f5es brancos, tartarugas de couro, lulas, albatrozes e uma esp\u00e9cie de procel\u00e1ria (para ver um v\u00eddeo das etiquetas em funcionamento:    <a href=\"http:\/\/biology.st-andrews.ac.uk\/seaos\/movies\/seaos_withVO.mpg\">arquivo em formato .mpg<\/a>).<br \/>\nDados sobre luminosidade, profundidade, temperatura e salinidade capturados pelas etiquetas s\u00e3o transmitidos por sat\u00e9lite \u00e0 medida em que as criaturas v\u00e3o se deslocando. Os elefantes marinhos, por exemplo. levam 10 meses no mar e mergulham a profundidades de at\u00e9 1,5 km abaixo da superf\u00edcie.<br \/>\nEtiquetas ac\u00fasticas, espalhadas por outro projeto do CoML, POST (Pacific Ocean Salmon Tracking), permite que os pesquisadores sigam os animais que permanecem nas rasas plataformas continentais, tais como o salm\u00e3o e o esturj\u00e3o, criando visualiza\u00e7\u00f5es sobre suas migra\u00e7\u00f5es e sobreviv\u00eancia <span><span style=\"font-family: verdana\">\u2013<\/span><\/span> onde e porque eles morrem \u2013 que sugerem melhores estrat\u00e9gias para pesca auto-sustent\u00e1vel. Mais de 12.000 etiquetas ac\u00fasticas da POST foram distribu\u00eddas pela rede da POST, resultando em mais de 4 milh\u00f5es de detc\u00e7\u00f5es dos movimentos e sobreviv\u00eancia dos animais etiquetados.<br \/>\nO Cientista Chefe do CoML, Ron O\u2019Dor, diz que se est\u00e1 buscando o aval e o apoio dos ministros em Cape Town para a Rede de Detec\u00e7\u00e3o Oce\u00e2ncia, recentemente criada para expandir o uso dessas t\u00e9cnicas para um sistema cont\u00ednuo de \u00e2mbito mundial.<br \/>\nOs experts do CoML tamb\u00e9m querem que os ministros da GEO endossem protocolos padr\u00e3o para gerenciar um sistema de monitora\u00e7\u00e3o de biodiversidade de \u00e1guas rasas, de baixo custo, que pode se tornar operacional em 5 anos, para lan\u00e7ar luzes sobre esp\u00e9cies invasivas, mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e outros assuntos dignos de nota.<br \/>\n<em>B\u00f3ias ancoradas <\/em><br \/>\nAo longo da regi\u00e3o equatorial da Terra, aproximadamente 50 b\u00f3ias ancoradas foram lan\u00e7adas para medir a temperatura, as correntes, ondas e ventos, salinidade, di\u00f3xido de carbono, permitindo aos cientistas estudar os sinais  e  prever padr\u00f5es meteorol\u00f3gicos destrutivos, tais como El Ni\u00f1o. Os cientistas dizem que s\u00e3o necess\u00e1rias quatro vezes mais b\u00f3ias para criar uma cobertura mais uniforme. Algumas \u00e1reas n\u00e3o t\u00eam sequer uma esta\u00e7\u00e3o de coleta de dados.<br \/>\nEm um  crescente n\u00famero de lugares, enquanto isso, sensores de press\u00e3o espalhados pr\u00f3ximos da costa e no fundo do mar ajudam a detectar tanto a eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar como tsunamis. A opera\u00e7\u00e3o no alto mar envolve uma b\u00f3ia de superf\u00edcie para receber as informa\u00e7\u00f5es do fundo e retransmit\u00ed-la para as esta\u00e7\u00f5es em terra via sat\u00e9lite. Havia seis dessas b\u00f3ias Deep Ocean Assessment and Reporting of Tsunamis (DART), todas instaladas no Pac\u00edfico, na ocasi\u00e3o do terremoto e do devastador tsunami do Oceano \u00cdndico de dezembro de 2004. Logo foram anunciadas as instala\u00e7\u00f5es de mais 32 b\u00f3ias DART, inclusive esta\u00e7\u00f5es no \u00cdndico, Caribe e Oceano Atl\u00e2ntico.<br \/>\n<em>Observat\u00f3rios com cabos<\/em><br \/>\nUsando cabos com centenas de km de comprimento no fundo do mar, em profundidades de at\u00e9 3 km, pontuadas com \u201cnodos\u201d de instrumentos, os cientistas podem acessar e controlar sensores cient\u00edficos e ve\u00edculos e c\u00e2meras de controle remoto.<br \/>\nA informa\u00e7\u00e3o coletada vai melhorar a compreens\u00e3o das flora\u00e7\u00f5es de pl\u00e2nctons, migra\u00e7\u00f5es de peixes, mudan\u00e7as nas condi\u00e7\u00f5es dos oceanos, mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas submarinas, terremotos e o processo que os causa, e vai auxiliar no alerta de aproxima\u00e7\u00e3o de tsunamis.<br \/>\n<em>Sat\u00e9lites<\/em><br \/>\nO sistema de observa\u00e7\u00e3o do oceano sofre de grandes descontinuidades na cobertura de observa\u00e7\u00e3o por sat\u00e9lites, que fornecem uma janela de grande altitude em caracter\u00edsticas marinhas tais como os enrugamentos da superf\u00edcie oce\u00e2nica, temperatura, correntes, cobertura glacial e bancos de sarga\u00e7os.<br \/>\n<em>Benef\u00edcios sociais<\/em><br \/>\nOs oceanos est\u00e3o absorvendo menos carbono e, assim, perdendo a capacidade de diminuir as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas? Estar\u00e1 o fluxo de \u00e1guas profundas no Atl\u00e2ntico Norte vagarosamente freando at\u00e1 o congelamento \u2013 a premissa do filme apocal\u00edptico de Hollywood \u201cO Dia Depois de Amanh\u00e3\u201d? Os recifes est\u00e3o sendo branqueados? Os cientistas visam um cont\u00ednuo e integrado sistema de observa\u00e7\u00e3o do oceano que pesquise e monitore rotineiramente as condi\u00e7\u00f5es e ofere\u00e7a prontos diagn\u00f3sticos e oportunas previs\u00f5es de problemas \u2013 informa\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas em benef\u00edcio da humanidade de diversos modos:<br \/>\n<em>Diminuir os danos de desastres naturais e mau tempo<\/em><br \/>\nUm a compreens\u00e3o mais profunda do comportamento do oceano vai ajudar a sociedade a prever e se proteger melhor de tempestades catastr\u00f3ficas tais como furac\u00f5es, tuf\u00f5es e tsunamis.<br \/>\nMelhores informa\u00e7\u00f5es sobre o oceano v\u00e3o melhorar a previs\u00e3o do tempo e do clima em curto e longo prazo, refor\u00e7ando assim a prepara\u00e7\u00e3o para os desastres e mitiga\u00e7\u00e3o de danos, assim como estrat\u00e9gias para colheitas agr\u00edcolas e marinhas. Bem como uma melhor observa\u00e7\u00e3o do oceano vai melhorar a seguran\u00e7a do transporte mar\u00edtimo \u2013 que transporta 90% das mercadorias internacionalmente comercializadas \u2013 com informa\u00e7\u00f5es acuradas e a tempo sobre as condi\u00e7\u00f5es oce\u00e2nicas.<br \/>\n<em>Sa\u00fade humana e bem estar<\/em><br \/>\nEntre os benef\u00edcios oferecidos por uma melhor observa\u00e7\u00e3o dos oceanos: a medi\u00e7\u00e3o das temperaturas da superf\u00edcie dos mares pode prever a movimenta\u00e7\u00e3o dos peixes de \u00e1guas tradicionais, e at\u00e9 surtos de doen\u00e7as associadas com\u00e1gua mais quentes, enquanto a monitora\u00e7\u00e3o da eutrofica\u00e7\u00e3o induzida pela polui\u00e7\u00e3o ajudar\u00e1 a predizer o crescimento de algas t\u00f3xicas.<br \/>\n<em>Energia<\/em><br \/>\nOa oceanos s\u00e3o uma fonte crescente de energia \u2013 petr\u00f3leo e especialmente g\u00e1s natural \u2013 na medida em que as operadoras procuram no leito do mar e em \u00e1guas cada vez mais profundas, com instala\u00e7\u00f5es de muitos bilh\u00f5es de d\u00f3lares. &#8220;Fazendas de ventos&#8221; em alto mar tamb\u00e9m dependem de informa\u00e7\u00e3o confi\u00e1vel e a tempo sobre as condi\u00e7\u00f5es oce\u00e2nicas. Uma melhor observa\u00e7\u00e3o do oceano vai ajudar a coletar v\u00e1rias fontes de energia segura e eficientemente, com efeitos m\u00ednimos sobre o meio ambiente.<br \/>\n<em>Clima e acidez dos mares <\/em><br \/>\nUm sistema de observa\u00e7\u00e3o do oceano totalmente desenvolvido vai fornecer novas abordagens sobre como condi\u00e7\u00f5es alteradas nos mares, inclusive \u00e1guas mais quentes e acidifica\u00e7\u00e3o dos mares, afetam o clima, o tempo e o papel do oceano como absorvedor de carbono. Os cientistas querem saber como \u00e1guas mais quentes, por exemplo, t\u00eam impacto sobre as formas de vida microsc\u00f3picas que consomem 50 gigatons de carbono por ano, mais ou menos o mesmo do que todas as plantas e \u00e1rvores na terra.<br \/>\n<em>Ecossitemas marinhos e biodiversidade <\/em><br \/>\nUma maioria da vida na Terra come, nada, rasteja, luta e vive nos oceanos. As temperaturas das \u00e1guas afetam onde as esp\u00e9cies vivem e viajam, assim como a distribui\u00e7\u00e3o de nutrientes, dos pl\u00e2nctons para cima na cadeia alimentar. Um sistema integrado de observa\u00e7\u00e3o oce\u00e2nica vai iluminar o impacto de mudan\u00e7as nas condi\u00e7\u00f5es do oceano e da polui\u00e7\u00e3o nos ecossistemas marinhos e costeiros e a distribui\u00e7\u00e3o, abund\u00e2ncia e biodiversidade de organismos.<br \/>\n<strong>Chamada para a A\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nD. James Baker, antigo diretor da Administra\u00e7\u00e3o Nacional Oce\u00e2nica e Atosf\u00e9rica dos EUA, diz: \u201cO excitante progresso at\u00e9 a presente data tamb\u00e9m mostra o tamanho da oportunidade restante. N\u00f3s temos uma quantidade pateticamente pequena de medi\u00e7\u00f5es dos oceanos, com rela\u00e7\u00e3o a sua import\u00e2ncia sobre a vida na Terra e da extens\u00e3o na qual dependemos dele para energia, clima, alimenta\u00e7\u00e3o e recrea\u00e7\u00e3o.\u201d<br \/>\nDe acordo com o ocean\u00f3grafo Sulafricano John Field, presidente do Scientific Committee of the Global Ocean Observing System: \u201cNas primeiras poucas d\u00e9cadas deste s\u00e9culo n\u00f3s podemos desenvolver um sistema de observa\u00e7\u00e3o do oceano compar\u00e1vel em valor ao sistema que tanto apreciamos de meteorologia.  Se no ano de 2020 a monitora\u00e7\u00e3o e previs\u00e3o do oceano estiver t\u00e3o desenvolvida, poderemos nos lembrar dessa reuni\u00e3o de C\u00fapula de Cape Town como quando os governos intensificaram suas ades\u00f5es chaves.\u201d<br \/>\n\u201cO povo que vigia e se preocupa com cada mar que se una em apoio a um sistema de observa\u00e7\u00e3o oce\u00e2nica global mais aperfei\u00e7oado e integrado,\u201d diz o Prof. Howard Roe, Director Emeritus, National Oceanography Centre, Southampton, U.K. e antigo presidente da POGO Chair, que vai liderar a delega\u00e7\u00e3o da POGO em Cape Town.<br \/>\nFinalmente, nota Jesse Ausubel, diretor do programa CoML para a Funda\u00e7\u00e3o Alfred P. Sloan Foundation: &#8220;2012 ser\u00e1 o centen\u00e1rio do afundamento do Titanic. Eu penso que o Capit\u00e3o Smith ficaria desapontado com a continua\u00e7\u00e3o da hesita\u00e7\u00e3o em firmar nosso sistema de observa\u00e7\u00e3o do oceano.&#8221;<\/p>\n<div>###<\/div>\n<p>(<a href=\"http:\/\/rodadeciencia.blogspot.com\/2007\/11\/agora-gente-no-final-do-ms.html\">Coment\u00e1rios aqui, por favor<\/a>)<br \/>\n<\/span><\/div>\n<div class=\"blogger-post-footer\">http:\/\/chivononpo.blogspot.com\/atom.xml<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Via EurekAlert, mais uma mat\u00e9ria sobre os Oceanos: Cientistas marinhos avisam que a seguran\u00e7a e a prosperidade do ser humano dependem de uma melhor sistema de observa\u00e7\u00e3o dos Oceanos Um apelo por um sistema inicial adequado para o produ\u00e7\u00e3o de compreens\u00e3o, previs\u00f5es \u00fateis para o p\u00fablico e para os respons\u00e1veis pelas politicas O diagn\u00f3stico r\u00e1pido [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":480,"featured_media":252,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[45],"tags":[],"class_list":["post-251","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-roda-de-ciencia"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/251","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/480"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=251"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/251\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=251"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=251"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=251"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}