{"id":276,"date":"2008-02-19T20:04:00","date_gmt":"2008-02-19T23:04:00","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/2008\/02\/uma-outra-nacao-de-idiotas\/"},"modified":"2008-02-19T20:04:00","modified_gmt":"2008-02-19T23:04:00","slug":"uma-outra-nacao-de-idiotas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2008\/02\/19\/uma-outra-nacao-de-idiotas\/","title":{"rendered":"Uma (outra) na\u00e7\u00e3o de idiotas&#8230;"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: verdana\">Pescado do <span style=\"font-style: italic\">Washington Post<\/span> do \u00faltimo domingo:<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.washingtonpost.com\/wp-dyn\/content\/article\/2008\/02\/15\/AR2008021502901_pf.html\"><span style=\"font-size:180%\"><strong>A estupidifica\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica<\/strong><\/span><\/a><br \/>\nPodem me chamar de ensobe, mas, realmente, somos uma na\u00e7\u00e3o de ignorantes<\/p>\n<p class=\"western\"><span style=\"font-size:85%\">Por Susan Jacoby<br \/>\nDomingo, 17 de fevereiro de 2008<\/span><\/p>\n<p class=\"western\">\u201cA mente deste pa\u00eds, ensinada a mirar em objetivos baixos, devora a si pr\u00f3pria\u201d. Ralph Waldo Emerson apresentou esta observa\u00e7\u00e3o em 1837, mas suas palavras ecoam com uma dolorosa presci\u00eancia nos atuais e muito diferentes Estados Unidos. Os americanos est\u00e3o com s\u00e9rios problemas intelectuais \u2500 em risco de perderem nosso arduamente conquistado capital cultural para uma virulenta mistura de anti-intelectualismo, anti-racionalismo e baixas espectativas.<\/p>\n<p class=\"western\">Este \u00e9 o \u00faltimo assunto que qualquer candidato ousaria levantar no caminho longo e tortuoso para a Casa Branca. \u00c9 praticamente imposs\u00edvel falar sobre a maneira com que a ingor\u00e2ncia do p\u00fablico contribui para agravar os problemas nacionais, sem ser taxado como \u201celitista\u201d, um dos pejorativos mais poderosos que podem ser aplicados a qualquer um que aspira a um alto cargo eletivo. Em vez disto, nossos pol\u00edticos repetidamente asseguram aos americanos que eles s\u00e3o apenas \u201cpov\u00e3o\u201d, um eufemismo que voc\u00ea pode procurar, em v\u00e3o, nos discursos presidenciais anteriores a 1980. (Imagine s\u00f3: \u201cN\u00f3s aqui soberanamente resolvemos que esses mortos n\u00e3o ter\u00e3o morrido em v\u00e3o&#8230; e que o governo do pov\u00e3o, pelo pov\u00e3o, para o pov\u00e3o, n\u00e3o perecer\u00e1 deste mundo\u201d). Tais exalta\u00e7\u00f5es de mediocridade est\u00e3o entre os ind\u00edcios seguros de anti-intelectualismo em qualquer era.<\/p>\n<p class=\"western\">O trabalho cl\u00e1ssico sobre este assunto \u00e9 o \u201cAnti-Intellectualism in American Life\u201d, do historiador Richard Hofstadter da Universidade de Columbia, publicado no in\u00edcio de 1963, entre as cruzadas  anti-comunistas da era McCarthy e as convuls\u00f5es sociais do final da d\u00e9cada de 1960. Hofstadter viu que o anti-intelectualismo americano era, basicamente, um fen\u00f4meno c\u00edclico que freq\u00fcentemente se manifestava como o lado negro dos impulsos democr\u00e1ticos do pa\u00eds em religi\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o. Mas a atual marca de anti-intelectualismo \u00e9 menos um ciclo do que uma enchente. Se Hofstadter (que morreu de leucemia em 1970 com a idade de 54) tivesse vivido o suficiente para escrever uma continua\u00e7\u00e3o atual, ele teria descoberto que nossa era de \u201cinfo-entretenimento\u201d (\u201cinfotainment\u201d) 24\/7 teria superado suas previs\u00f5es mais apocal\u00edpticas acerca do futuro da cultura americana.<\/p>\n<p class=\"western\">A ignor\u00e2ncia, parafraseando o falecido senador Daniel Patrick Moynihan, tem sido constantemente definida em termos cada vez mais baixos por v\u00e1rias d\u00e9cadas, pela combina\u00e7\u00e3o de duas for\u00e7as, at\u00e9 hoje, irresist\u00edveis. Elas incluem o triunfo da cultura do v\u00eddeo sobre a cultura impressa (e, quando  eu digo v\u00eddeo, eu quero dizer qualquer forma de meio digital, inclusive os mais velhos meios eletr\u00f4nicos); uma defasagem entre o crescente n\u00edvel de educa\u00e7\u00e3o formal do americano e sua fr\u00e1gil compreens\u00e3o das no\u00e7\u00f5es mais b\u00e1sicas de geografia, ci\u00eancia e hist\u00f3ria; e a fus\u00e3o do anti-racionalismo com o anti-intelectualismo.<\/p>\n<p class=\"western\">O primeiro e principal vetor do novo anti-intelectualismo \u00e9 o v\u00eddeo. O decl\u00ednio da leitura de livros,  jornais e revistas, j\u00e1 \u00e9 mat\u00e9ria velha. Esta tend\u00eancia \u00e9 mais pronunciada entre os jovens, mas continua a se acelerar e a afligir americanos de todos as idades e n\u00edveis de educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"western\">O h\u00e1bito da leitura n\u00e3o declinou apenas entre os menos educados, de acordo com um relat\u00f3rio do ano passado do National Endowment for the Arts (nota do tradutor: um programa federal para o patroc\u00ednio das artes nos EUA). Em 1982, 82 % dos formandos em universidades liam novelas ou poemas por prazer; duas d\u00e9cadas depois, somente 67% o faziam. E mais de 40% dos americanos com menos de 44 anos n\u00e3o leu um \u00fanico livro <span style=\"font-family: Times New Roman,serif\">\u2500<\/span> de fic\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o <span style=\"font-family: Times New Roman,serif\">\u2500<\/span> durante o per\u00edodo de um ano. A propor\u00e7\u00e3o de pessoas com 17 anos que n\u00e3o l\u00ea coisa alguma (a menos que obrigada pela escola) mais do que dobrou entre 1984 e 2004. Este per\u00edodo de tempo, \u00e9 claro, abrange o crescimento do uso de computadores pessoais, <em>Web surfing<\/em> e <em>video games<\/em>.<\/p>\n<p class=\"western\">Ser\u00e1 que isso importa? Os tecn\u00f3filos ridicularizam as catilin\u00e1rias acerca do fim da cultura impressa como sendo apenas como \u201ccontempla\u00e7\u00e3o-do-pr\u00f3prio-umbigo\u201d dos (quem mais?) elitistas. Em seu livro \u201cEverything Bad Is Good for You: How Today&#8217;s Popular Culture Is Actually Making Us Smarter\u201d (\u201cTudo que \u00e9 ruim \u00e9 bom para voc\u00ea: como a atual cultura popular est\u00e1 nos tornando mais sabidos\u201d) o escritor de ci\u00eancias Steven Johnson nos assegura que n\u00e3o temos com o que nos preocupar. Claro, os pais podem ver seus \u201cvibrantes e ativos filhos fitando silenciosamente, de bocas abertas, uma tela\u201d. Mas este comportamento de zumbis \u201cn\u00e3o s\u00e3o sinais de uma atrofia mental. S\u00e3o sinais de aten\u00e7\u00e3o focalizada\u201d.  Baboseira. O problema real \u00e9 o que as crian\u00e7as est\u00e3o assistindo, n\u00e3o no que a aten\u00e7\u00e3o deles est\u00e1 focalizada, enquanto eles se sentam mesmerizados por v\u00eddeos que eles j\u00e1 assistiram dezenas de vezes.<\/p>\n<p class=\"western\">A despeito de uma agressiva campanha de marketing que visa encorajar crian\u00e7as a partir de 6 meses a assisitir v\u00eddeos, n\u00e3o h\u00e1 qualquer ind\u00edcio de que focalizar uma tela seja outra coisa que n\u00e3o prejudicial para ciran\u00e7as de tenra idade. Em um estudo publicado em agosto passado, pesquisadores da Universidade de Washington descobriram que beb\u00eas entre 8 e 16 meses reconheciam uma m\u00e9dia de menos seis a oito palavras para cada hora gasta assitindo v\u00eddeos.<\/p>\n<p class=\"western\">Eu n\u00e3o posso provar que ler por horas em uma casa-na-\u00e1rvore (que \u00e9 o que eu fazia quando tinha 13 anos) cria cidad\u00e3os mais informados do que martelar horas na Microsoft Xbox ou ser obsessivo acerca de perf\u00eds do Facebook. Mas a incapacidade em se concentrar por longos per\u00edodos de tempo <span style=\"font-family: Times New Roman,serif\">\u2500<\/span> ao contr\u00e1rio de breves buscas por informa\u00e7\u00e3o na Web <span style=\"font-family: Times New Roman,serif\">\u2500<\/span> me parece intimamente relacionada com a incapacidade do p\u00fablico em se lembrar at\u00e9 de not\u00edcias de eventos recentes. N\u00e3o \u00e9 surpreendente, por exemplo, que se tenha ouvido menos dos candidatos \u00e0 presid\u00eancia sobre a guerra no Iraque nestes \u00faltimos est\u00e1gios da campanha, do que no come\u00e7o dela, simplesmente porque t\u00eam havido menos reportagens e v\u00eddeos sobre a viol\u00eancia no Iraque. Os candidatos, tal como os eleitores, d\u00e3o \u00eanfase \u00e0s \u00faltimas not\u00edcias, n\u00e3o necessariamente \u00e0s mais importantes.<\/p>\n<p class=\"western\">N\u00e3o surpreende que propagandas pol\u00edticas negativas funcionem. \u201cCom o texto, \u00e9 at\u00e9 f\u00e1cil perceber os diferentes n\u00edveis de confiabilidade entre diferentes peda\u00e7os de informa\u00e7\u00e3o\u201d, observou recentemente o cr\u00edtico cultural Caleb Crain no <em>New Yorker<\/em>. \u201cUma compara\u00e7\u00e3o entre duas reportagens de v\u00eddeo, por outro lado, \u00e9 mais dif\u00edcil. For\u00e7ado a escolher entre duas hist\u00f3rias conflitantes na televis\u00e3o, o espectador recai nos seus palpites, ou no que ele j\u00e1 acreditava antes de come\u00e7ar a ver\u201d.<\/p>\n<p class=\"western\">No mesmo passo em que os consumidores de v\u00eddeo ficam cada vez mais impacientes com o processo de aquisi\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da linguagem escrita, todos os pol\u00edticos se acham sob a press\u00e3o de entregar suas mensagens t\u00e3o r\u00e1pido quanto poss\u00edvel <span style=\"font-family: Times New Roman,serif\">\u2500<\/span> e \u201cr\u00e1pido\u201d, atualmente, \u00e9 muito mais \u201cr\u00e1pido\u201d do que costumava ser. Kiku Adatto, da Universidade de Harvard, descobriu que, entre 1968 e 1988, a \u201cdeixa\u201d m\u00e9dia de um candidato \u00e0 presid\u00eancia nos notici\u00e1rios <span style=\"font-family: Times New Roman,serif\">\u2500<\/span> onde aparecia a voz do pr\u00f3prio candidato <span style=\"font-family: Times New Roman,serif\">\u2500<\/span> caiu de 42,3 segundos para 9.8 segundos. No entorno de 2000, de acordo com outro estudo de Harvard, a <span><span style=\"font-family: verdana\">\u201c<\/span><\/span>deixa\u201d di\u00e1ria do candidato tinha ca\u00eddo para apenas 7,8 segundos.<\/p>\n<p class=\"western\">O encolhimento da amplitude de aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico, promovida pelo v\u00eddeo, \u00e9 intimamente ligada \u00e0 segunda importante for\u00e7a anti-intelectual na cultura americana: a eros\u00e3o da cultura geral.<\/p>\n<p class=\"western\">Pessoas acostumadas a ouvirem seu presidente explicar complicadas escolhas pol\u00edticas com um desdenhoso \u201cQuem decide sou eu\u201d, devem achar quase imposs\u00edvel imaginar o trabalho que Franklin D. Roosvelt teve, nos sombrios meses depois de Pearl Harbor, para explicar por que as for\u00e7as dos EUA estavam sofrendo uma derrota atr\u00e1s da outra no Pac\u00edfico. Em fevereiro de 1942, Roosevelt pediu aos americanos que abrissem um mapa, durante suas \u201cconversas ao p\u00e9 do fogo\u201d pelo r\u00e1dio, de modo a que compreendessem melhor a geografia da batalha. Nas lojas por todo o pa\u00eds os mapas foram vendidos; cerca de 80% dos adultos americanos ligavam seus r\u00e1dios para ouvir o presidente. FDR tinha dito a seus redatores de discursos que estava certo de que, se os americanos entendessem a imensid\u00e3o das dist\u00e2ncias pelas quais os suprimentos tinham que viajar at\u00e9 as for\u00e7as armadas, \u201celes poderiam tomar com as m\u00e1s not\u00edcias na ponta do queixo\u201d.<\/p>\n<p class=\"western\">Isto \u00e9 um retrato n\u00e3o s\u00f3 de uma presid\u00eancia diferente, mas tamb\u00e9m de um pa\u00eds e de cidad\u00e3os diferentes, um que n\u00e3o tinha o acesso aos Google Maps por sat\u00e9lite, mas era muito mais receptiva \u00e0 id\u00e9ia de aprendizado e de complexidade do que o p\u00fablico atual. De acordo com uma pesquisa de 2006 da National Geografic-Roper, quase metade dos americanos entre 18 e 24 anos n\u00e3o achavam necess\u00e1rio saber a localiza\u00e7\u00e3o dos outros pa\u00edses onde as importantes not\u00edcias estavam acontecendo.   Mais de um ter\u00e7o considerava \u201cnem um pouco importante\u201d saber uma l\u00edngua estrangeira e somente 14% consideravam isto \u201cmuito importante\u201d.<\/p>\n<p class=\"western\">Isso nos leva ao terceiro e final fator por tr\u00e1s da nova ignor\u00e2ncia americana: n\u00e3o a fata do conhecimento, em si, mas a arrog\u00e2ncia acerca desta falta de conhecimento. O problema n\u00e3o \u00e9 apenas o que n\u00e3o sabemos (considerem que um em cada cinco adultos americanos, de acordo com a Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Ci\u00eancias, pensa que o Sol gira em torno da Terra); \u00e9 o alarmante n\u00famero de americanos que petulantemente concluiu que n\u00e3o precisa saber dessas coisas, para come\u00e7o de conversa. Chame isto de anti-racionalismo <span style=\"font-family: Times New Roman,serif\">\u2500<\/span> uma s\u00edndrome que \u00e9 particularmente perigosa para nossas institui\u00e7\u00f5es e o discurso p\u00fablico. N\u00e3o conhecer uma l\u00edngua estrangeira ou a localiza\u00e7\u00e3o de um pa\u00eds importante \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o de ignor\u00e2ncia; negar a import\u00e2ncia de tal conhecimento \u00e9 puro anti-racionalismo. O h\u00e1lito t\u00f3xico do anti-racionalismo e da ignor\u00e2ncia fere as discuss\u00f5es das pol\u00edticas p\u00fablicas dos EUA em t\u00f3picos que v\u00e3o da pol\u00edtica de sa\u00fade aos impostos.<\/p>\n<p class=\"western\">N\u00e3o existe uma cura r\u00e1pida para esta epidemia de anti-racionalismo e anti-intelectualismo arrogante; esfor\u00e7os \u201ctipo decoreba\u201d para aumentar os resultados de exames padronizados, por meio de fazer os estudantes \u201cdecorebar\u201d respostas espec\u00edficas para perguntas espec\u00edficas em exames espec\u00edficos, n\u00e3o vai resolver o assunto. Al\u00e9m disto, as pessoas que personificam o problema s\u00e3o, usualmente, ignorantes do pr\u00f3prio probelma.  (\u201cVai ser dif\u00edcil achar algu\u00e9m que se ache ser contra o pensamento e a cultura\u201d, notou Hofstadter). J\u00e1 passou da hora de uma s\u00e9ria discuss\u00e3o nacional acerca de se, como uma na\u00e7\u00e3o, n\u00f3s realmente valorizamos o intelecto e a racionalidade. Se esta se tornar, realmente, uma \u201celei\u00e7\u00e3o de mudan\u00e7as\u201d, o baixo n\u00edvel do discurso em um pa\u00eds cuja mente foi ensinada a mirar em objetivos baixos, tem que ser o primeiro item da agenda de mudan\u00e7as.<\/p>\n<p><a href=\"mailto:info@susanjacoby.com\">info@susanjacoby.com<\/a><br \/>\n<em>O \u00faltimo livro de Susan Jacoby se chama &#8220;The Age of American Unreason&#8221; (\u201cA Era do Irracionalismo Americano\u201d)<\/em><br \/>\n<span style=\"font-family: verdana\"><br \/>\n<strong>Adendo do tradutor:<\/strong><br \/>\nE isso no pa\u00eds mais rico do mundo, com escolas de fazer qualquer professor (de qualquer grau) do Brasil babar de inveja, onde o transporte escolar n\u00e3o \u00e9 feito em &#8220;pau-de-arara&#8221; e a Merenda Escolar n\u00e3o vai parar na casa dos apaniguados do prefeito&#8230;<\/span><br \/>\nJ\u00e1 em um certo pa\u00eds democr\u00e1tico da America do Sul, onde o Presidente democraticamente eleito pelo voto majorit\u00e1rio direto (n\u00e3o por um &#8220;Col\u00e9gio Eleitoral&#8221; que s\u00f3 quem usa sistema de medidas &#8220;Avoirdupois&#8221; entende&#8230;), o BBB-8 vai &#8220;bombando&#8221; na audi\u00eancia, e o Fant\u00e1stico desse mesmo domingo em que esse artigo foi publicado, concedeu o dobro do tempo da reportagem sobre a precariedade do transporte escolar, para a bomb\u00e1stica estr\u00e9ia em carreira solo de uma cantora de &#8220;ax\u00e9-bunda&#8221;, cuja apresenta\u00e7\u00e3o foi a modesta frase: &#8220;eu sou a mulher mais gostosa do mundo!&#8221;&#8230;<br \/>\n<em>\u00c1urea mediocritas!&#8230;<\/em><br \/>\n<\/span><\/div>\n<div class=\"blogger-post-footer\">http:\/\/chivononpo.blogspot.com\/atom.xml<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pescado do Washington Post do \u00faltimo domingo: A estupidifica\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica Podem me chamar de ensobe, mas, realmente, somos uma na\u00e7\u00e3o de ignorantes Por Susan Jacoby Domingo, 17 de fevereiro de 2008 \u201cA mente deste pa\u00eds, ensinada a mirar em objetivos baixos, devora a si pr\u00f3pria\u201d. 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