{"id":349,"date":"2008-09-21T00:42:26","date_gmt":"2008-09-21T03:42:26","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/2008\/09\/uma-aspirina-realmente-verde\/"},"modified":"2008-09-21T00:42:26","modified_gmt":"2008-09-21T03:42:26","slug":"uma-aspirina-realmente-verde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2008\/09\/21\/uma-aspirina-realmente-verde\/","title":{"rendered":"Uma aspirina realmente \u201cverde\u201d"},"content":{"rendered":"<p>Via EurekAlert:<br \/>\n<strong><a href=\"http:\/\/www.ucar.edu\/news\/releases\/2008\/plants.jsp\">Plantas nas Florestas Emitem \u201cAspirina\u201d para Lidar com Estresse; Uma Descoberta que Pode Ajudar a Agricultura<\/a><br \/>\n<\/strong><br \/>\n18 de Setembro de 2008<\/p>\n<table border=\"0\" cellpadding=\"8\" width=\"210\" align=\"left\">\n<tbody>\n<tr>\n<td valign=\"top\"><a href=\"ftp:\/\/ftp.ucar.edu\/communications\/karl.tif\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.ucar.edu\/news\/releases\/2008\/images\/karl.jpg\" border=\"0\" alt=\"Thomas Karl\" width=\"250\" height=\"274\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"caption\">Thomas Karl. (Photo de Carlye Calvin, \u00a9UCAR.)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>BOULDER\u00a0 \u2014 Plantas em uma floresta respondem ao estresse produzindo significativas quantidades de uma subst\u00e2ncia qu\u00edmica an\u00e1loga \u00e0 aspirina, foi o que os cientistas descobriram. A descoberta, feita pelos cientistas do Centro Nacional para Pesquisa Atmosf\u00e9rica (National Center for Atmospheric Research =\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ncar.ucar.edu\/\"> NCAR<\/a>), abre novas avenidas para a pesquisa sobre o comportamento das plantas e seu impacto na qualidade do ar, bem como tem o potencial para dar a agricultores um alerta antecipado de problemas com suas planta\u00e7\u00f5es.<br \/>\n&#8220;Diferentemente das pessoas, a quem se prescreve aspirina como um antit\u00e9rmico, as plantas t\u00eam a capacidade de produzir sua pr\u00f3pria mistura de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas an\u00e1logas \u00e0 aspirina,\u00a0 disparando a forma\u00e7\u00e3o de prote\u00ednas que aumentam suas defesas bioqu\u00edmicas e reduzem os danos&#8221;, diz o cientista do NCAR Thomas Karl, que liderou o estudo. &#8220;Nossas medi\u00e7\u00f5es mostraram significativas quantidades da subst\u00e2ncia qu\u00edmica que pode ser detectada na atmosfera quando as plantas respondem a secas, temperaturas extremas ou outros fatores causadores de estresse&#8221;.<br \/>\nH\u00e1 anos que os cientistas sabem que as plantas no laborat\u00f3rio podem produzir salicilato de metila, que \u00e9 uma variante qu\u00edmica do \u00e1cido acetilsalis\u00edlico ou aspirina. Mas os pesquisadores nunca tinham detctado antes o salicilato de metila em um ecossistema, ou verificado que as plantas emitem essa subst\u00e2ncia qu\u00edmica em quantidades significativas na atmosera.<br \/>\nA equipe de cientistas relatou suas descobertas na semana passada na<em> Biogeosciences<\/em>. A pesquisa foi financiada pela Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Ci\u00eancias (National Science Foundation), patrocinadora do NCAR.<br \/>\n<strong>Uma descoberta inesperda<\/strong><br \/>\nOs pesquisadores n\u00e3o pensavam que poderiam encontrar salicilato de metila em uma floresta e a equipe do NCAR descobriu a subst\u00e2ncia por acidente. Eles dispuseram instrumentos especializados, no ano passado, em um bosque de nogueiras pr\u00f3ximo de Davis, Calif\u00f3rnia, para monitorar as emiss\u00f5es das plantas de certos compostos org\u00e2nicos vol\u00e1teis (volatile organic compounds = VOCs). Estes compostos hidrocarb\u00f4nicos s\u00e3o\u00a0 importantes porque eles podem se combinar com emiss\u00f5es industriais, afetando a polui\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica e tamb\u00e9m podem influenciar o clima local.<\/p>\n<table border=\"0\" cellpadding=\"8\" width=\"210\" align=\"left\">\n<tbody>\n<tr>\n<td valign=\"top\"><a href=\"ftp:\/\/ftp.ucar.edu\/communications\/chats.tif\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.ucar.edu\/news\/releases\/2008\/images\/chats.jpg\" border=\"0\" alt=\"Alex Guenther\" width=\"300\" height=\"230\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"caption\">Alex Guenther examina as folhas de uma nogueira do bosque na Calif\u00f3rnia onde uma equipe de cientistas do NCAR descobriu que as plantas emitem salicilato de metila. (Foto de Carlye Calvin, \u00a9UCAR.)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Quando os cientistas do NCAR revisaram suas medi\u00e7\u00f5es, para sua surpresa descobriram que as emiss\u00f5es dos VOCs inclu\u00edam salicilato de metila. Os n\u00edveis das emiss\u00f5es de salicilato de metila aumentavam muito quando as plantas, que j\u00e1 estavam estressadas por uma seca local, passaram por um frio extremo durante as noites, seguidas de altas pronunciadas na tmperatura diurna. Os instrumentos montados em torres a cerca de 30 metros acima do ch\u00e3o mediram cerca de at\u00e9 0,025 miligramas de salicilato de metila emitidos por uma \u00e1rea de um p\u00e9 quadrado de floresta a cada hora.<br \/>\nKarl e seus colegas especulam que o salicilato de metila pode ter duas fun\u00e7\u00f5es. Uma delas \u00e9 estimular as plantas a iniciarem um processo conhecido como resist\u00eancia sist\u00eamica adquirida, que \u00e9 an\u00e1loga \u00e0 resposta imunol\u00f3gica em um animal. Isto ajuda a planta a resistir e a se recuperar de doen\u00e7as.<br \/>\nO salicilato de metila tamb\u00e9m pode ser um mecanismo atrav\u00e9s do qual uma planta estressada se comunica com as plantas vizinhas, alertando-as para a amea\u00e7a. Os pesquisadores demonstrarm em laborat\u00f3rio que uma planta pode aumentar suas defesas se estiver ligada, de alguma maneira, a outra planta que esteja emitindo essa subst\u00e2ncia. Agora que a equip do NCAR demonstrou que o salicilato de metila pode se acumular na atmosfera acima de uma floresta estressada, os cientistas especulam que as plantas podem usar a subst\u00e2ncia para ativar um sistema imunol\u00f3gico por todo um ecossistema.<br \/>\n&#8220;Essas descobertas s\u00e3o uma prova tang\u00edvel de que existe uma comunica\u00e7\u00e3o de planta-a-planta a n\u00edvel de ecossisstema&#8221;, afirma o cientista Alex Guenther do NCAR, um co-autor do estudo. &#8220;Parece que as plantas t\u00eam a capacidade de se comunicar por meio da atmosfera&#8221;.<\/p>\n<p class=\"h2gold\"><strong>Implica\u00e7\u00f5es para os agricultores<\/strong><\/p>\n<table border=\"0\" cellpadding=\"8\" width=\"210\" align=\"right\">\n<tbody>\n<tr>\n<td valign=\"top\"><a href=\"ftp:\/\/ftp.ucar.edu\/communications\/chats2.tif\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.ucar.edu\/news\/releases\/2008\/images\/chats_2.jpg\" border=\"0\" alt=\"NCAR scientists\" width=\"250\" height=\"375\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"caption\">Os cientistas do NCAR usaram torres especialmente equipadas para medir as emiss\u00f5es das plantas acima da cobertura de um bosque de nogueiras.(Foto de Carlye Calvin, \u00a9UCAR.)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>A descoberta levanta a possibilidade de que os agricultores, adminstradores de florestas e outros possam, eventualmente, ser capazes de come\u00e7ar a monitorar as plantas para detectar sinais antecipados de uma doen\u00e7a, de uma infesta\u00e7\u00e3o de isetos, ou outro tipo de estresse. No presente, eles freq\u00fcentemente n\u00e3o sabem se um ecossistema est\u00e1 doente at\u00e9 que haja ind\u00edcios vis\u00edveis, tais como folhas mortas.<br \/>\n&#8220;Um sinal qu\u00edmico \u00e9 uma forma muito sens\u00edvel para a detec\u00e7\u00e3o de estresse nas plantas e pode ser uma ordem de magnitude mais eficaz do que inspe\u00e7\u00f5es visuais&#8221;, diz Karl. &#8220;Se tivermos um sinal de alarme sens\u00edvel que possa ser medido no ar, podemos tomar provid\u00eancias bem antes, tais como aplicar pesticidas. Quanto antes for detectado que alguma coisa est\u00e1 acontecendo, maior ser\u00e1 o benef\u00edcio em termos de usar menos pesticidas e cuidar melhor das planta\u00e7\u00f5es&#8221;.<br \/>\nA descoberta tamb\u00e9m pode auxiliar os cientistas a resolver um mist\u00e9rio capital acerca dos VOCs. Por anos, os cientistas que estudam a atmosfera v\u00eam especulando que existem mais VOCs na atmosfera do que eles s\u00e3o capazes de encontrar. Agora, parce que uma parte faltante desses VOCs pode ser salicilato de metila e outros horm\u00f4nios das plantas. Essa descoberta pode auxiliar os cientistas a melhorar a avalia\u00e7\u00e3o do impacto dos VOCs no comportamento de nuvens e na emiss\u00e3o de oz\u00f4nio ao n\u00edvel do solo, um polunte importante.<br \/>\nThe University Corporation for Atmospheric Research manages the National Center for Atmospheric Research under sponsorship by the National Science Foundation. Any opinions, findings and conclusions, or recommendations expressed in this publication are those of the author(s) and do not necessarily reflect the views of the National Science Foundation.<br \/>\n<strong>Acerca do artigo<\/strong><br \/>\nT\u00edtulo: &#8220;Chemical sensing of plant stress at the ecosystem scale&#8221;<br \/>\nAutores: T. Karl, A. Guenther, A. Turnipseed, E.G. Patton, K. Jardine<br \/>\nPublica\u00e7\u00e3o:<em> <a href=\"http:\/\/www.agu.org\/journals\/jg\/\">Biogeosciences<\/a><\/em>, 8 de setembro de 2008<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Via EurekAlert: Plantas nas Florestas Emitem \u201cAspirina\u201d para Lidar com Estresse; Uma Descoberta que Pode Ajudar a Agricultura 18 de Setembro de 2008 Thomas Karl. (Photo de Carlye Calvin, \u00a9UCAR.) BOULDER\u00a0 \u2014 Plantas em uma floresta respondem ao estresse produzindo significativas quantidades de uma subst\u00e2ncia qu\u00edmica an\u00e1loga \u00e0 aspirina, foi o que os cientistas descobriram. 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