{"id":398,"date":"2008-10-24T15:46:04","date_gmt":"2008-10-24T18:46:04","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/2008\/10\/boas-vibracoes-das-estrelas-calma-e-astronomia-mesmo\/"},"modified":"2008-10-24T15:46:04","modified_gmt":"2008-10-24T18:46:04","slug":"boas-vibracoes-das-estrelas-calma-e-astronomia-mesmo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2008\/10\/24\/boas-vibracoes-das-estrelas-calma-e-astronomia-mesmo\/","title":{"rendered":"Boas vibra\u00e7\u00f5es das estrelas (calma!&#8230; \u00e9 astronomia, mesmo!)"},"content":{"rendered":"<p>Via EurekAlet:<br \/>\n<span class=\"relinst\"><a href=\"http:\/\/www.aaas.org\/\">American Association for the Advancement of Science<\/a><\/span><\/p>\n<h3 class=\"title\"><a href=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/pub_releases\/2008-10\/aaft-tgv101708.php\">As boas vibra\u00e7\u00f5es das estrelas vizinhas<\/a><\/h3>\n<h4 class=\"subtitle\">Dados de Sat\u00e9lite lan\u00e7am novas luzes sobre a superf\u00edcie do Sol na <em>Science<\/em> <!-- Begin image here --><\/h4>\n<table border=\"0\" width=\"210\" align=\"right\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center\">\n<hr \/>\n<p><a href=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/multimedia\/pub\/10420.php?from=123832\" target=\"_self\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/multimedia\/pub\/rel\/10420_rel.jpg\" border=\"0\" alt=\"\" \/><\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p><span class=\"imagecaption\">Imagem do c\u00e9u no entorno de uma das tr\u00eas estrelas consideradas no artigo, HD49933.<\/span><br \/>\n<span class=\"imagecaption\"><a href=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/multimedia\/pub\/10420.php?from=123832\" target=\"_self\" rel=\"noopener noreferrer\">Clique aqui para a imagem original.<\/a><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><!-- End image here --><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Alguns dos primeiros dados coletados pelo telesc\u00f3pio espacial CoRoT, lan\u00e7ado em desembro de 2006, trouxeram informa\u00e7\u00f5es valiosas acerca das vibra\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e caracter\u00edsitcas das superf\u00edcies das estrelas pr\u00f3ximas, que s\u00e3o similares \u00e0s de nosso Sol, dizem os pesquisadores. Esta informa\u00e7\u00e3o nova ilustra o grande valor das observa\u00e7\u00f5es realizadas por observat\u00f3rios espaciais e fornece aos astr\u00f4nomos novas id\u00e9ias sobre o interior de nosso Sol, de outras estrelas e sobre a evoclu\u00e7\u00e3o geral de nossa gal\u00e1xia.<\/p>\n<p><!-- Begin image here --><\/p>\n<table border=\"0\" width=\"210\" align=\"left\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center\">\n<hr \/>\n<p><a href=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/multimedia\/pub\/10421.php?from=123832\" target=\"_self\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/multimedia\/pub\/rel\/10421_rel.jpg\" border=\"0\" alt=\"\" \/><\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p><span class=\"imagecaption\">Illustra\u00e7\u00e3o de uma oscila\u00e7\u00e3o estelar global vibrando todo o interior da estrela e, desta forma, trazendo informa\u00e7\u00f5es sobre ele. A cor amarela se refere \u00e0s maiores varia\u00e7\u00f5es de temperatura devidas \u00e0s oscila\u00e7\u00f5es.<\/span><br \/>\n<span class=\"imagecaption\"><a href=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/multimedia\/pub\/10421.php?from=123832\" target=\"_self\" rel=\"noopener noreferrer\">Clique aqui para a imagem original.<\/a><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify\"><!-- End image here -->O relat\u00f3rio mencionado ser\u00e1 publicado na edi\u00e7\u00e3o de 24 de outubro da <em>Science <\/em> como mat\u00e9ria de capa.\u00a0 A <em>Science <\/em> \u00e9 uma publica\u00e7\u00e3o da AAAS, a sociedade cient\u00edfica sem fins lucrativos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Dr. Eric Michel do Observat\u00f3rio de Paris-LESIA-CNRS e um grande grupo de colegas de toda a Europa e Am\u00e9rica do Sul analisaram os dados do sat\u00e9lite CoRoT para estabelecer que todas as tr\u00eas estrelas pr\u00f3ximas, todas elas siginificativamente mais quentes que nosso Sol, tamb\u00e9m t\u00eam vibra\u00e7\u00f5es, ou oscila\u00e7\u00f5es. maiores also e uma textura de superf\u00edcie, ou granula\u00e7\u00e3o, bem mais fina. Com esses dados nunca antes obtidos,\u00a0 os pesquisadores demonstram que as oscila\u00e7\u00f5es das estrelas s\u00e3o cerca de 1,5 vezes mais vigorosas do que as do Sol e sua granula\u00e7\u00e3o \u00e9 cerca de tr\u00eas vezes mais fina. As oscila\u00e7\u00f5es observadas, embora muito mais intensas que as do Sol, ainda s\u00e3o cerca de 25% mais fracas do que a maioria dos modelos previam.<\/p>\n<p><!-- Begin image here --><\/p>\n<table border=\"0\" width=\"210\" align=\"right\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center\">\n<hr \/>\n<p><a href=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/multimedia\/pub\/10422.php?from=123832\" target=\"_self\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/multimedia\/pub\/rel\/10422_rel.jpg\" border=\"0\" alt=\"\" \/><\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p><span class=\"imagecaption\">Ilustra\u00e7\u00e3o do sat\u00e9lite CoRoT.<\/span><br \/>\n<span class=\"imagecaption\"><a href=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/multimedia\/pub\/10422.php?from=123832\" target=\"_self\" rel=\"noopener noreferrer\">Clique aqui para a imagem original.<\/a><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify\"><!-- End image here -->Esses resultados (que s\u00e3o um novo marco) representam a primeira vez que os pesquisadores foram capazes de medir com precis\u00e3o a amplitude das oscila\u00e7\u00f5es e obter as assinaturas granulares de estrelas do universo, al\u00e9m de nosso pr\u00f3prio Sol.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A descoberta inicial das oscila\u00e7\u00f5es de nosso Sol, no final da d\u00e9cada de 1970, levou \u00e0 cria\u00e7\u00e3o da &#8220;sismologia solar&#8221;, que, desde ent\u00e3o, foi usada para medir o movimento e o transporte do calor dentro do Sol. A sismologia solar levou a um r\u00e1pido progresso na compreens\u00e3o da estrutura interna do Sol, mas, com o tempo, os pesquisadores encontraram uma parede. Medi\u00e7\u00f5es acuradas de oscila\u00e7\u00f5es do tipo Solar necessitam da coleta de dados precisos, vindos de longas e ininterruptas seq\u00fc\u00eancias de observa\u00e7\u00f5es, o que torna o estudo com base na superf\u00edcie da Terra impratic\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;Embora a energia vinda do Sol seja mais ou menos constante ao longo de nossas vidas, at\u00e9 varia\u00e7\u00f5es muito pequenas em sua vaz\u00e3o podem ter importantes efeitos&#8221;, explica Brooks Hanson, editora-assistente de ci\u00eancias f\u00edicas da Revista <em>Science<\/em> . &#8220;Compreender essas varia\u00e7\u00f5es pequenas \u00e9 um passo cr\u00edtico para, por exemplo, predizer tempestades solares e o clima espacial, bem como para a resolu\u00e7\u00e3o das causas das mudan\u00e7as no clima da Terra\u2026 Essas observa\u00e7\u00f5es [feitas por Michel e seus colegas], e as que vir\u00e3o no futuro, v\u00e3o fornecer dados essenciais para aumentar nossa compreens\u00e3o do interior do Sol e das estrelas em geral&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As descobertas apresentadas por Michel <em>et al.<\/em> s\u00e3o baseadas nas curvas de luz obtidas pelo sat\u00e9lite CoRoT por um per\u00edodo de 60 dias e auxiliam a refinar nossa compreens\u00e3o das estrelas e do Sol. Esses resultados &#8220;nos permitem colocar nosso Sol dentro do quadro maior da evolu\u00e7\u00e3o de nossa gal\u00e1xia e do universo local&#8221;, declara Ian Osborne, editor-senior da Revista <em>Science<\/em>.<\/p>\n<div style=\"text-align: center\">###<\/div>\n<p style=\"text-align: justify\">A Associa\u00e7\u00e3o Americana para o Progresso da Ci\u00eancia (American Association for the Advancement of Science = AAAS) \u00e9 a maior sociedade cient\u00edfica do mundo e publica a revista <em>Science<\/em> (<a href=\"http:\/\/www.sciencemag.org\/\">www.sciencemag.org<\/a>).A AAAS foi fundada em 1848 e serve a 262 sociedades afiliadas e academias de ci\u00eancias, alcan\u00e7ando 10 milh\u00f5es de pessoas. <em>Science<\/em> tem o maior n\u00famero de assinantes e eventuais leitores entre todas as publica\u00e7\u00f5es de ci\u00eancias, com revis\u00e3o-por-pares, em todo o mundo, com um n\u00famero estimado de leitores na casa de 1 milh\u00e3o. A AAAS (<a href=\"http:\/\/www.aaas.org\/\">www.aaas.org<\/a>) (organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos) est\u00e1 aberta a todos e raliza sua miss\u00e3o de &#8220;promover o avan\u00e7o das ci\u00eancias e servir \u00e0 sociedade&#8221; atrav\u00e9s de iniciativas na pol\u00edtica de ci\u00eancias; programas internacionais; educa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica; e mais. Para as mais recentes not\u00edcias sobre pesquisas cient\u00edficas, procure o EurekAlert!, <a href=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/\">www.eurekalert.org<\/a>, o servi\u00e7o de not\u00edcias cient\u00edficas n\u00famero um e um servi\u00e7o da AAAS.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Via EurekAlet: American Association for the Advancement of Science As boas vibra\u00e7\u00f5es das estrelas vizinhas Dados de Sat\u00e9lite lan\u00e7am novas luzes sobre a superf\u00edcie do Sol na Science Imagem do c\u00e9u no entorno de uma das tr\u00eas estrelas consideradas no artigo, HD49933. Clique aqui para a imagem original. Alguns dos primeiros dados coletados pelo telesc\u00f3pio [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":480,"featured_media":399,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[2,19],"tags":[],"class_list":["post-398","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-astrofisica","category-fisica"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-content\/uploads\/sites\/224\/2011\/08\/10420_rel.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/398","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/480"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=398"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/398\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/399"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=398"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=398"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=398"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}