{"id":59,"date":"2005-10-29T19:08:00","date_gmt":"2005-10-29T22:08:00","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/2005\/10\/ciencia-e-religiao\/"},"modified":"2005-10-29T19:08:00","modified_gmt":"2005-10-29T22:08:00","slug":"ciencia-e-religiao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2005\/10\/29\/ciencia-e-religiao\/","title":{"rendered":"Ci\u00eancia e Religi\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: arial\">Salve, Pessoal!<br \/>\nO meu professor particular de F\u00edsica de Altas Energias, Prof. Daniel Doro Ferrante (que, nas horas vagas \u2013 eu sou um aluno muito aplicado, portanto ele tem bastante delas \u2013 est\u00e1 tirando um PhD em F\u00edsica de Altas Energias na Universidade de Brown, Providence, Rhode Island, USA, enquanto se diverte como Webmaster do Departamento de F\u00edsica daquela pequena instiui\u00e7\u00e3o acad\u00eamica) tem um irritante h\u00e1bito de publicar em seu BLOG (o <em>link<\/em> est\u00e1 a\u00ed do lado) uma por\u00e7\u00e3o de <em>links<\/em> para assuntos extremamente interessantes e deixar de coment\u00e1-los, sob pretextos vagos de que tem que preparar alguns <em>papers<\/em>, ou torturar os <em>undergraduates<\/em> em cursos sobre assuntos triviais como Relatividade Geral (ou \u2013 ris\u00edvel \u2013 jogar basquete)&#8230;<br \/>\nEm 27 de outubro, sob o prosaico t\u00edtulo de &#8220;<a href=\"http:\/\/blog.olympus.het.brown.edu\/science\/archives\/000400.php#comments\">As coisinhas interessantes de hoje<\/a>&#8220;, entre outros <em>links<\/em>, ele deixou um para um artigo, republicado, sobre o t\u00f3pico deste artigo. Embora o autor seja uma figura obscura, suas id\u00e9ias me pareceram bastante razo\u00e1veis e, como eu adoro traduzir, l\u00e1 vai:<\/p>\n<blockquote><p><strong>Sobre ci\u00eancia e Religi\u00e3o<\/strong><br \/>\nUma palestra proferida na Confer\u00eancia sobre Ci\u00eancia, Filosofia e Religi\u00e3o em 1941<br \/>\nPor Albert Einstein<br \/>\nN\u00e3o deveria ser dif\u00edcil chegar a um acordo sobre o que entendemos por ci\u00eancia. Ci\u00eancia \u00e9 o empreendimento centen\u00e1rio de arrebanhar, por meio do racioc\u00ednio sistem\u00e1tico, os fen\u00f4menos percept\u00edveis deste mundo, em uma associ\u00e7\u00e3o t\u00e3o abrangente quanto poss\u00edvel. Em uma defini\u00e7\u00e3o ampla, \u00e9 a tentativa de reconstruir, <em>a postreriori<\/em>, a exist\u00eancia, por meio de conceitualiza\u00e7\u00f5es. Por\u00e9m, quando me pergunto sobre o que \u00e9 religi\u00e3o, eu n\u00e3o consigo pensar em uma resposta t\u00e3o simples. E, mesmo depois de encontrar uma resposta que me satisfa\u00e7a no momento, eu ainda permane\u00e7o convencido de que n\u00e3o posso, sob circunst\u00e2ncia alguma, conciliar, nem mesmo um pouco, todos os que deram a esta quest\u00e3o uma considera\u00e7\u00e3o s\u00e9ria.<br \/>\nEm primeiro lugar, ent\u00e3o, em vez de perguntar o que \u00e9 religi\u00e3o, eu prefiro perguntar o que caracteriza as aspira\u00e7\u00f5es de uma pessoa que me d\u00e1 a impress\u00e3o de ser religiosa: uma pessoa que \u00e9 religiosamente iluminada, me parece ser uma que, na melhor medida de suas habilidades, se libertou das limita\u00e7\u00f5es de seus desejos ego\u00edstas e se preocupa com pensamentos, sensa\u00e7\u00f5es e aspira\u00e7\u00f5es aos quais se liga por causa de seus valores supra-pessoais. Me parece que o que realmente importa \u00e9 a for\u00e7a desse contentamento supra-pessoal e a profundidade da convic\u00e7\u00e3o acerca de seu supremo significado, a despeito de qualquer tentativa de unir este conte\u00fado com um Ser Divino, porque, sen\u00e3o, seria imposs\u00edvel contar Buddha e Spinoza como personalidades religiosas. De acordo com esta ide\u00eda, uma pessoa religiosa \u00e9 devota, no sentido de que n\u00e3o tem d\u00favida alguma sobre o significado e supremacia desses metas e objetivos supra-pessoais, que n\u00e3o necessitam, nem s\u00e3o adequados a fundamentos racionais. Eles existem com a mesma necessidade factual da pessoa. Neste sentido, a religi\u00e3o \u00e9 o empreendimento  da humanidade que se perde nas brumas dos tempos, em se tornar clara e completamente consciente desses valores e metas, e de refor\u00e7ar e estender, constantemente, seus efeitos. Se algu\u00e9m concebe religi\u00e3o e ci\u00eancia de acordo com estas defini\u00e7\u00f5es, ent\u00e3o um conflito entre elas parece imposs\u00edvel. Porque a ci\u00eancia s\u00f3 pode afirmar aquilo que \u00e9, mas n\u00e3o o que deveria ser, e, fora destes dom\u00ednios, julgamentos de valores de todos os tipos permanecem necess\u00e1rios. A religi\u00e3o, por outro lado, lida apenas com avalia\u00e7\u00f5es dos pensamentos e a\u00e7\u00f5es humanos: ela n\u00e3o pode falar, justificavelmente, dos fatos e dos relacionamentos entre os fatos. De acordo com esta interpreta\u00e7\u00e3o, os bem conhecidos conflitos entre religi\u00e3o e ci\u00eancia, no passado, devem ser atribu\u00eddos a uma m\u00e1 compreens\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o descrita.<br \/>\nPor exemplo, um conflito come\u00e7a quando uma comunidade religiosa insiste na absoluta veracidade de todos os ensinamentos contidos na B\u00edblia. Isto significa uma interven\u00e7\u00e3o, por parte da religi\u00e3o, na esfera da ci\u00eancia; este \u00e9 o campo no qual se travaram as lutas da Igreja contra as doutrinas de Galileu e Darwin. Por outro lado, representantes da ci\u00eancia t\u00eam tentado chegar a julgamentos fundamentais a respeito de valores e finalidades, com base no m\u00e9todo cient\u00edfico, e, deste modo, se colocaram em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 religi\u00e3o. Todos estes conflitos nasceram de erros fatais.<br \/>\nAgora, mesmo que os reinos da religi\u00e3o e da ci\u00eancia, em si, estejam claramente definidos como separados entre si, ainda assim, existem entre os dois fortes v\u00ednculos e depend\u00eancias rec\u00edprocos. Apesar da religi\u00e3o ser aquela que determina as metas, ela, n\u00e3o obstante, aprendeu com a ci\u00eancia, em seu sentido mais abrangente, quais os meios podem contribuir para atingir as metas estabelecidas. Mas a ci\u00eancia s\u00f3 pode ser criada por aqueles que estejam totalmente imbu\u00eddos da aspira\u00e7\u00e3o pela verdade e compreens\u00e3o. A fonte deste sentimento, entretanto, nasce da esfera da religi\u00e3o. Da\u00ed vem, tamb\u00e9m, a f\u00e9 na possibilidade de que as leis para o mundo da exist\u00eancia sejam racionais, ou seja, compreens\u00edveis para a raz\u00e3o. Eu n\u00e3o consigo pensar em um genu\u00edno cientista sem esta profunda f\u00e9. A situa\u00e7\u00e3o pode ser expressa em uma imagem: a ci\u00eancia sem religi\u00e3o \u00e9 capenga; religi\u00e3o sem ci\u00eancia \u00e9 cega.<br \/>\nEmbora eu tenha afirmado acima que, na verdade, um conflito leg\u00edtimo entre religi\u00e3o e ci\u00eancia n\u00e3o pode existir, eu devo, n\u00e3o obstante, qualificar essa assertiva mais uma vez, acerca de um ponto essencial, com refer\u00eancia ao real conte\u00fado das religi\u00f5es hist\u00f3ricas. Esta qualifica\u00e7\u00e3o tem a ver com o conceito de Deus. Durante o per\u00edodo juvenil da evolu\u00e7\u00e3o espiritual da humanidade, a fantasia humana criou deuses \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a dos homens, que, por for\u00e7a de suas vontades, supostamente determinavam, ou, pelo menos, influenciavam, o mundo dos fen\u00f4menos. O homem tentou alterar a disposi\u00e7\u00e3o desses deuses, em seu pr\u00f3prio favor, por meio de m\u00e1gica e da prece. A id\u00e9ia de Deus nas religi\u00f5es atualmente ensinadas \u00e9 uma sublima\u00e7\u00e3o desta velha concep\u00e7\u00e3o dos deuses. Seu car\u00e1ter antropom\u00f3rfico \u00e9 mostrado, por exemplo, pelo fato de que as pessoas apelam ao Ser Divino em ora\u00e7\u00f5es e pedem pela satisfa\u00e7\u00e3o de seus desejos.<br \/>\nNingu\u00e9m, certamente, negar\u00e1 que a id\u00e9ia da exist\u00eancia de um Deus pessoal onipotente, justo e oni-beneficente, \u00e9 adequada ao consolo, \u00e0 ajuda e \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o dos homens; igualmente, em virtude de sua simplicidade, ela \u00e9 acess\u00edvel \u00e0 mente menos desenvolvida. Mas, por outro lado, existem fraquezas decisivas ligadas a essa id\u00e9ia, em si, que se fazem sentir dolorosamente, desde o in\u00edcio da hist\u00f3ria. Isto \u00e9, se esse ser \u00e9 onipotente, ent\u00e3o qualquer acontecimento, inclusive todas as a\u00e7\u00f5es humanas, todos os pensamentos humanos, e cada sensa\u00e7\u00e3o e aspira\u00e7\u00e3o humanas s\u00e3o, tamb\u00e9m, obra sua; como ser\u00e1 poss\u00edvel, ent\u00e3o, responsabilizar as pessoas por seus atos e pensamentos perante um Ser t\u00e3o todo-poderoso? Ao distribuir puni\u00e7\u00f5es e recompensas Ele estaria, de uma certa forma, julgando a Si pr\u00f3prio. Como isso pode ser combinado com a bondade e retid\u00e3o que se Lhe atribuem?<br \/>\nA principal fonte de conflitos, nos dias de hoje, entre as esferas da religi\u00e3o e da ci\u00eancia, repousa neste conceito de um Deus pessoal. O alvo da ci\u00eancia \u00e9 estabelecer regras gerais que determinem as conex\u00f5es rec\u00edprocas entre objetos e eventos no tempo e no espa\u00e7o. Para essas regras, ou leis da natureza, uma validade absoluta \u00e9 necess\u00e1ria \u2013 n\u00e3o comprovada. Trata-se principalmente de um programa e a f\u00e9 na possibilidade de seu cumprimento, em princ\u00edpio \u00e9 fundamentado somente em sucesso parcial. Mas dificilmente se poder\u00e1 achar algu\u00e9m que negue esses sucessos parciais e os atribua \u00e0 auto-ilus\u00e3o humana. O fato de que, com base nessas leis, n\u00f3s sejamos aptos a prever o comportamento temporal dos fen\u00f4menos em certos dom\u00ednios com grande precis\u00e3o e certeza, est\u00e1 profundamente imbu\u00eddo na consci\u00eancia do homem moderno, muito embora ele possa ter compreendido muito pouco do conte\u00fado dessas leis. Ele s\u00f3 precisa considerar que as \u00f3rbitas planet\u00e1rias dentro do sistema solar podem ser calculadas com granda exatid\u00e3o, com base em um n\u00famero limitado de leis simples. De uma forma similar, embora n\u00e3o com a mesma precis\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel calcular, antecipadamente, o modo de opera\u00e7\u00e3o de um motor el\u00e9trico, um sistema de transmiss\u00e3o, ou um aparelho sem-fio, mesmo quando se lida com um novo desenvolvimento.<br \/>\nPara ser franco, quando o n\u00famero de fatores intervenientes em um complexo fenomenol\u00f3gico, \u00e9 grande demais, o m\u00e9todo cient\u00edfico, na maior parte das vezes, falha. Basta pensar nas condi\u00e7\u00f5es climatol\u00f3gicas que s\u00e3o imposs\u00edveis de prever, apenas alguns dias \u00e0 frente. N\u00e3o obstante, ningu\u00e9m duvida que estamos nos confrontando com uma conex\u00e3o causal, cujos componentes causais s\u00e3o, em sua maioria, conhecidos. As ocorr\u00eancias nesse dom\u00ednio ficam al\u00e9m do alcance da predi\u00e7\u00e3o exata, por causa da variedade dos fatores em opera\u00e7\u00e3o, n\u00e3o por conta de qualquer falta de ordem na natureza.<br \/>\nN\u00f3s penentramos muito menos profundamente nas regularidades observ\u00e1veis dentro do reino das coisas vivas, por\u00e9m fundo o suficiente para sentir ao menos a regra das necessidades fixas. S\u00f3 precisamos pensar na ordem sistem\u00e1tica da hereditariedade e nos efeitos dos venenos, como, por exemplo, o \u00e1lcool, no comportamento dos seres org\u00e2nicos. O que ainda est\u00e1 faltando \u00e9 uma compreens\u00e3o de conex\u00f5es de profunda generalidade, mas n\u00e3o o conhecimento da exist\u00eancia de uma ordem.<br \/>\nQuanto mais uma pessoa est\u00e1 imbu\u00edda da ordenada regularidade de todos os eventos, mais firme se torna sua convic\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o existe espa\u00e7o dispon\u00edvel do lado desta regularidade ordenada para causas de uma natureza diferente. Para esta pessoa, nem as regras humanas, nem as regras divinas poder\u00e3o existir como uma causa de eventos naturais. Para ser franco, a id\u00e9ia de um Deus pessoal que interfere nos eventos naturais, nunca pode ser refutada, no sentido real, pela ci\u00eancia, porque esta doutrina sempre pode se refugiar naqueles dom\u00ednios onde o conhecimento cient\u00edfico ainda n\u00e3o conseguiu firmar um p\u00e9.<br \/>\nMas eu estou persuadido de que tal comportamento, por parte dos representantes da religi\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 seriam contraproducentes, mas tamb\u00e9m fatais. Porque uma doutrina que n\u00e3o consegue se manter na clar luz, mas somente na escurid\u00e3o, perder\u00e1, necessariamente, seu efeito sobre a humanidade, com um incr\u00edvel dano ao progresso humano. Em sua luta pelo bem \u00e9tico, os professores de religi\u00e3o devem ter a estatura suficiente para desistir de uma doutrina de um Deus pessoal, isto \u00e9, desistir dessa fonte de medo e esperan\u00e7a que, no passado, colocou um poder t\u00e3o vasto nas m\u00e3os dos padres. Em seus trabalhos, eles ter\u00e3o que se valer dessas for\u00e7as que s\u00e3o capazes de cultivar a Bondade, a Verdade e a Beleza no pr\u00f3prio ser humano.<br \/>\nEsta \u00e9, certamente, uma tarefa mais dif\u00edcl, mas incoparavelmente mais valiosa. (Este pensamento \u00e9 convincentemente apresentado no livro &#8220;Cren\u00e7a e A\u00e7\u00e3o&#8221; de Herbert Samuel). Depois que os professores de religi\u00e3o consigam obter o processo de refinamento indicado, eles seguramente reconhecer\u00e3o com alegria que a verdadeira religi\u00e3o foi enorbrecida e tornada mais profunda com o conhecimento cient\u00edfico.<br \/>\nSe uma das metas da religi\u00e3o \u00e9 libertar a humanidade, tanto quanto poss\u00edvel, dos grilh\u00f5es das \u00e2nsias, dos desejos e dos medos egoc\u00eantricos, o racioc\u00ednio cient\u00edfico pode auxiliar a religi\u00e3o em ainda outro sentido. Embora seja verdade que a meta da ci\u00eancia \u00e9 descobrir regras que permitam a associa\u00e7\u00e3o e a predi\u00e7\u00e3o de fatos, este n\u00e3o \u00e9 seu \u00fanico alvo. Ela tamb\u00e9m busca reduzir as conex\u00f5es descobertas ao menor n\u00famero poss\u00edvel de elementos conceituais independentes. \u00c9 nessa busca fren\u00e9tica da unifica\u00e7\u00e3o racional dos diversos aspectos que ela tem encontrado seus maiores sucessos, embora seja precisamente por conta dessa tentativa que ela corre o maior risco de se tornar uma presa das ilus\u00f5es. Mas qualquer um que tenha passado pela intensa experi\u00eancia dos avan\u00e7os bem sucedidos neste dom\u00ednio, \u00e9 movido por uma profunda rever\u00eancia pela racionalidade que se manifesta na exist\u00eancia. Por meio da compreens\u00e3o ele alcan\u00e7a uma emancipa\u00e7\u00e3o de longo alcance das algemas das esperan\u00e7as e desejos pessoais e, dessa forma, atinge a humilde atitude mental com respeito \u00e0 grandeza da raz\u00e3o encarnada na exist\u00eancia e que, em suas maiores profundiades, \u00e9 inacess\u00edvel ao homem. Esta atitude me parece, entretanto, ser religiosa, no mais alto sentido da palavra. E, assim, me parece que a ci\u00eancia n\u00e3o s\u00f3 purifica o impulso religioso do ran\u00e7o de seu antropomorfismo, mas tamb\u00e9m contribui para uma espiritualiza\u00e7\u00e3o religiosa de nosso entendimento da vida.<br \/>\nQuanto mais a humanidade avan\u00e7ar espiritualmente, mais certo me parece que o caminho para a genu\u00edna religiosidade n\u00e3o reside no medo da vida e no medo da morte, e na f\u00e9 cega, mas na persegui\u00e7\u00e3o do conhecimento racional. Neste sentido, eu acredito que o padre deve se tornar um professor, se ele quiser fazer justi\u00e7a a sua elevada miss\u00e3o educacional.<br \/>\nTraduzido e divulgado <strong>sem<\/strong> a adequada permiss\u00e3o de \u201cScience and Religion\u201d in The Conference on Science, Philosophy and Religion \u00a9 Jewish Theological Seminary, 1941.<\/p><\/blockquote>\n<p><\/span><\/div>\n<div class=\"blogger-post-footer\">http:\/\/chivononpo.blogspot.com\/atom.xml<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Salve, Pessoal! 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