{"id":611,"date":"2009-05-13T22:32:23","date_gmt":"2009-05-14T01:32:23","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/2009\/05\/cientistas_registram_para_onde\/"},"modified":"2009-05-13T22:32:23","modified_gmt":"2009-05-14T01:32:23","slug":"cientistas_registram_para_onde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2009\/05\/13\/cientistas_registram_para_onde\/","title":{"rendered":"Cientistas registram para onde vai o petr\u00f3leo de afloramentos naturais"},"content":{"rendered":"<div style=\"font-family: verdana;text-align: justify\">\n<p>\n<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nsf.gov\/images\/x.gif\" alt=\"\" border=\"0\" width=\"1\" height=\"12\" \/><br \/><span class=\"pageheadsubline\">[ <\/span><a href=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/news_summ.jsp?cntn_id=114651&amp;govDel=USNSF_51\"><span class=\"pageheadline\">Scientists Document Fate of Oil Slicks from Natural Seeps<\/span><\/a> ]<\/p>\n<p>\n<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nsf.gov\/images\/greenlineshort.jpg\" alt=\"\" border=\"0\" vspace=\"2\" width=\"368\" height=\"4\" \/><\/p>\n<p><strong>Revelada a &#8220;hist\u00f3ria de vida&#8221; do petr\u00f3leo que vaza em Coal Oil Point, Calif\u00f3rnia<\/strong><\/p>\n<p><!-- featured image table --><\/p>\n<table border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" width=\"372\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"padding: 11px\" class=\"cellfiftyfive\" bgcolor=\"#f2f2f2\">\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/mmg\/media\/images\/oil_slick1_f.jpg\" alt=\"Photo of petroleum seeps off Coal Oil Point, California.\" class=\"rightimage\" width=\"350\" height=\"220\" \/><\/p>\n<p>Os cientistas documentaram o destino do petr\u00f3leo que vaza dos afloramentos em Coal Oil Point, Calif\u00f3rnia.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/news_images.jsp?cntn_id=114651&amp;org=NSF\">Cr\u00e9dito e imagem ampliada<\/a><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><\/p>\n<p><strong> 13 de maio de 2009<\/strong>\n<\/p>\n<p>H\u00e1 vinte anos o petroleiro <em>Exxon Valdez <\/em>estava deixando o Estreito do Pr\u00edncipe William no Alaska quando montou em um recife no meio da noite. <\/p>\n<p>O que aconteceu a seguir foi considerado um dos piores desastres ambientais dos EUA: 48,6 milh\u00f5es de litros de petr\u00f3leo cru vazaram para as l\u00edmpidas \u00e1guas do Alaska, chegando a cobrir 29.000 km\u00b2 de oceano.<\/p>\n<p>Agora, imagine de 8 a 80 vezes a quantidade de petr\u00f3leo derramado no acidente do <em>Exxon Valdez<\/em>.<\/p>\n<p>De acordo com novas descobertas feitas por cientistas da Universidade da Calif\u00f3rnia em Santa Barbara (UCSB)&nbsp; e a Woods Hole Oceanographic Institution<br \/>\n(WHOI), \u00e9 isso tudo que j\u00e1 vazou sobre o fundo do mar dos afloramentos submarinos de petr\u00f3leo perto de Coal Oil Point, ao largo de Goleta, Calif\u00f3rnia, no Canal de Santa Barbara.<\/p>\n<p><!-- tabela para inserir imagem --><\/p>\n<table align=\"right\" border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" width=\"154\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"padding: 10px\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/mmg\/media\/images\/oil_slick2_r.jpg\" alt=\"Photo of seeping oil and methane floating on the ocean's surface off Coal Oil Point.\" width=\"144\" height=\"127\" \/><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"padding: 10px\">\n<p align=\"center\">Petr\u00f3leo e metano afloram e boiam na superf\u00edcie do mar em  Coal Oil Point.<br \/><a href=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/news_images.jsp?cntn_id=114651&amp;org=NSF\">Cr\u00e9dito e imagem ampliada<\/a><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><!--- fim da imagem --><\/p>\n<p>Esses afloramentos naturais liberam umas 20 a 25<br \/>\ntoneladas de petr\u00f3leo diariamente, &#8220;o que d\u00e1 um laborat\u00f3rio ideal para investigar o destino do petr\u00f3leo no oceano costeiro&#8221;, diz o ocean\u00f3grafo David Valentine<br \/>\nda UCSB.<\/p>\n<p>A pesquisa da equipe, relatada em um artigo a ser publicado na edi\u00e7\u00e3o de 15 de maio da revista <em>Environmental Science &amp; Technology<\/em>,<br \/>\ndocumenta como o petr\u00f3leo \u00e9 liberado pelos afloramentos, trazido \u00e0 superf\u00edcie por plumas sinuosas e ent\u00e3o depositado no fundo do oceano em sedimentos que se estendem por quil\u00f4metros a Noroeste de Coal Oil Point.<\/p>\n<p>As descobertas revelam, tamb\u00e9m, que o petr\u00f3leo est\u00e1 t\u00e3o degradado quando acaba enterrado no leito do mar, que \u00e9 uma mera casca do petr\u00f3leo que borbulhou para fora inicialmente dos afloramentos.<\/p>\n<p>&#8220;Foram descobertas espetaculares&#8221;, entusiasma-se Christopher Reddy, um qu\u00edmico marinho da WHOI e, em conjunto com Valentine, um dos autores do artigo.<\/p>\n<p>Outros autores s\u00e3o Libe Washburn da UCSB e Emily Peacock e Robert Nelson, ambos da WHOI.<\/p>\n<p>Don Rice, diretor de programa na Divis\u00e3o de Ci\u00eancias Oce\u00e2nicas da Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Ci\u00eancias (NSF), declara:&nbsp; &#8220;Seja de um afloramento natural ou da ind\u00fastria humana, o petr\u00f3leo que entra no oceano tem uma &#8216;hist\u00f3ria de vida&#8217;. Uma com muitos cap\u00edtulos depois daqueles que todos n\u00f3s vemos &#8211; as manchas na superf\u00edcie, as bolas de piche na praia e os animais marinhos afetados. Esta equipe de cientistas se dispos a escrever o resto da hist\u00f3ria &#8211; e conseguiu&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Em um mundo faminto por energia, \u00e9 uma saga sobre a qual temos que conhecer um bocado&#8221;.<\/p>\n<p>O autor principla \u00e9 Christopher Farwell que, na \u00e9poca da pesquisa, era um estudante de qu\u00edmica na UCSB. Inspirado pelo projeto,<br \/>\nFarwell mudou o rumo de sua carreira e agora \u00e9 um estudante de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o na UCSB, estudando ci\u00eancias do mar e ci\u00eancias da Terra.<\/p>\n<p>&#8220;Foi uma grande oportunidade&#8221;. disse Farwell. &#8220;Eu pude passar para outra disciplina diferente que me permitiu fazer uma contribui\u00e7\u00e3o e compreender o processo da ci\u00eancia como um todo&#8221;.<\/p>\n<p>Valentine, que supervisionou a pesquisa de Farwell, declarou: &#8220;N\u00e3o \u00e9 comum ter um estudante tomar a frente de um estudo com tanto significado e seu sucesso \u00e9 um testemunho da perseveran\u00e7a de Chris&#8221;.<\/p>\n<p>Em um artigo anterior, publicado em 2008,<br \/>\nValentine e Reddy documentaram como micr\u00f3bios devoram muitos componentes do petr\u00f3leo que emana dos afloramentos.<\/p>\n<p>O novo estudo examina o passo final no ciclo de vida do petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>&#8220;Uma das perguntas naturais \u00e9: O que acontece com todo esse petr\u00f3leo?&#8221;, diz Valentine. &#8220;\u00c9 tanto \u00f3leo que vaza para cima e flutua na superf\u00edcie do mar; isso \u00e9 algo que nos intrigou por muito tempo&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s sabemos que parte dele volta para as praias como bolas de piche, mas n\u00e3o fica por l\u00e1. E, depois, temos esses afloramentos enormes. Se pode v\u00ea-los, algumas vezes se estendendo por quase 40 km de dist\u00e2ncia dos afloramentos. Mas qual \u00e9 seu destino final?&#8221;<\/p>\n<p><!-- tabela para inserir imagem --><\/p>\n<table align=\"left\" border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" width=\"154\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"padding: 10px\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/mmg\/media\/images\/oil_slick3_r.jpg\" alt=\"Photo of sea-floor tar and methane gas covered with white sulfide- and methane-eating microbes.\" width=\"144\" height=\"127\" \/><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"padding: 10px\">\n<div align=\"center\">\nO piche e o g\u00e1s metanp ficam cobertos por micr\u00f3bios que se alimentam de sulfetos e metano.<br \/><a href=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/news_images.jsp?cntn_id=114651&amp;org=NSF\">Cr\u00e9dito e imagem ampliada<\/a><\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><!--- fim da imagem --><\/p>\n<p>Com base em pesquisas anteriores, Valentine e Reddy supuseram que o petr\u00f3leo afundava &#8220;porque, para come\u00e7ar, o petr\u00f3leo \u00e9 pesado&#8221;, como disse Valentine.<\/p>\n<p>&#8220;Uma boa aposta \u00e9 que ele termina nos sedimentos, porque ele n\u00e3o acaba na praia, nem dissolve nas \u00e1guas do oceano&#8221;.<\/p>\n<p>Uma maratona noturna de coleta de amostras feita pelo navio de pesquisas (R\/V) <em>Atlantis<\/em>, financiada pela NSF, forneceu os meios para testar a hip\u00f3tese. Com Farwell<br \/>\ne Reddy na lideran\u00e7a, a equipe colheu 16 amostras de sedimentos do fundo do oceano, seguindo uma rota cuidadosamente calculada e mapeada por Farwell.<\/p>\n<p>Os pesqusiadores esperavam que sua rota, descrita po Farwell&nbsp; como um &#8220;ret\u00e2ngulo ao longo da costa de Santa Barbara a Point<br \/>\nConception&#8221;, coincidiria com o rastro da pluma.<\/p>\n<p>Os c\u00e1lculos de Farwell estavam perfeitos, afirma Valentine. A rota de 16 pontos revelou um padr\u00e3o inconfund\u00edvel de sedimentos saturados de petr\u00f3leo por toda a rota do navio.<\/p>\n<p>Os cientistas ent\u00e3o cuidadosamente analisaram as amostras usando o cromat\u00f3grafo de gases bidimensional de Reddy. Diz Valentine: &#8220;Vimos que pod\u00edamos ligar o petr\u00f3leo dos afloramentos com o petr\u00f3leo dos sedimentos&#8221;..<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s o podemos fazer atrav\u00e9s da composi\u00e7\u00e3o das mol\u00e9culas que s\u00e3o espec\u00edficas do petr\u00f3leo dos afloramentos. Assim, sendo capazes de estabelecer a liga\u00e7\u00e3o entre eles e sendo capazes de quantificar quanto petr\u00f3leo havia l\u00e1, pod\u00edamos ver o padr\u00e3o do petr\u00f3leo. Ele vinha dos afloramentos&#8221;. <\/p>\n<p>Washburn, que estava usando ondas de r\u00e1dio para mapear as correntes mar\u00edtimas ao largo de Santa Barbara,<br \/>\nforneceu os ind\u00edcios adicionais. &#8220;Libe calculou uma m\u00e9dia de sete anos da m\u00e9dia da corrente que flui pela superf\u00edcie na regi\u00e3o e tra\u00e7ou um gr\u00e1fico. Coincidiu perfeitamente com nossa pluma&#8221;, relata Valentine.<\/p>\n<p>Esta pesquisa se comprovou como uma extens\u00e3o do estudo de 2008 de Valentine e Reddy: que o petr\u00f3leo tinha-se degradado, a maior parte dele comido por micr\u00f3bios, antes de se depositar no leito do oceano e ficar enterrado.<\/p>\n<p>Valentine prossegue: &#8220;Do que se v\u00ea de todas essas amostras, as bact\u00e9rias parecem colidir com uma &#8216;parede&#8217; comum, a partir da qual elas n\u00e3o comem mais. No estudo anteiror, n\u00f3s estavamos procurando por uma biodegrada\u00e7\u00e3o debaixo da superf\u00edcie, onde n\u00e3o h\u00e1 oxig\u00eanio&#8221;. <\/p>\n<p>&#8220;Ainda restam milhares de componentes naquele petr\u00f3leo, mas agora podemos ver a evapora\u00e7\u00e3o e a dissolu\u00e7\u00e3o que acontece com a mancha de petr\u00f3leo e, ent\u00e3o, a biodegrada\u00e7\u00e3o que acontece com a mancha quando h\u00e1 oxig\u00eanio&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Quando ela finalmente cai para o leito do mar, continua a ser biodegradada. Parece que ela \u00e9 biodegradada at\u00e9 o mesmo ponto &#8211; e a\u00ed simplesmente para&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 dram\u00e1tico o quanto o petr\u00f3leo perde neste ciclo de vida&#8221;, diz Reddy. &#8220;\u00c9 quase como se algu\u00e9m que tivesse perdido 200 quilos&#8221;. <\/p>\n<p><\/p>\n<hr>\n<p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[ Scientists Document Fate of Oil Slicks from Natural Seeps ] Revelada a &#8220;hist\u00f3ria de vida&#8221; do petr\u00f3leo que vaza em Coal Oil Point, Calif\u00f3rnia Os cientistas documentaram o destino do petr\u00f3leo que vaza dos afloramentos em Coal Oil Point, Calif\u00f3rnia. Cr\u00e9dito e imagem ampliada 13 de maio de 2009 H\u00e1 vinte anos o petroleiro [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":480,"featured_media":612,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[9,28,40],"tags":[],"class_list":["post-611","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-combustiveis-fosseis","category-mares-do-planeta","category-poluicao"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-content\/uploads\/sites\/224\/2011\/08\/x6.gif","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/611","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/480"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=611"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/611\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/612"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=611"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=611"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=611"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}