{"id":662,"date":"2009-06-16T13:19:44","date_gmt":"2009-06-16T16:19:44","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/2009\/06\/magnetar\/"},"modified":"2009-06-16T13:19:44","modified_gmt":"2009-06-16T16:19:44","slug":"magnetar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2009\/06\/16\/magnetar\/","title":{"rendered":"Magnetar!"},"content":{"rendered":"<div style=\"font-family: verdana;text-align: justify\">\n<table width=\"100%\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td height=\"22\"><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<table width=\"215\" align=\"left\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<div class=\"nimgwra\"><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/SPECIALS\/Integral\/SEMLEDQORVF_1.html\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.esa.int\/images\/magnetar_fin_M.jpg\" alt=\"Illustration of a magnetar\" width=\"200\" border=\"0\" height=\"200\" \/><\/a><\/div>\n<\/td>\n<td><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.esa.int\/global_imgs\/spacer.gif\" alt=\"\" width=\"11\" height=\"1\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\"><span class=\"true10px\">IIlustra\u00e7\u00e3o de um magnetar<\/span><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>[Traduzido daqui: <a href=\"http:\/\/www.esa.int\/SPECIALS\/Integral\/SEMLEDQORVF_0.html\"><b>Giant eruption reveals &#8216;dead&#8217; star<\/b><\/a>]<\/p>\n<div class=\"link9\">&nbsp;<\/div>\n<p><span class=\"datear\">16 de junho de 2009<\/span><\/p>\n<p>Uma enorme erup\u00e7\u00e3o chegou \u00e0 Terra, ap\u00f3s uma viagem de milhares de anos atrav\u00e9s do espa\u00e7o. Ao estudar essa explos\u00e3o com os observat\u00f3rios espaciais XMM-Newton e Integral da Ag\u00eancia Es\u00ad\u00adpa\u00adcial Europ\u00e9ia (ESA), os astr\u00f4nomos desco\u00adbriram uma estrela &#8220;morta&#8221; de um tipo raro: os magnetares.<\/p>\n<p>O jato de raios-X emitidos pela explos\u00e3o che\u00adgaram \u00e0 Terra em 22 de agosto de 2008 e acionaram um sensor autom\u00e1tico do sat\u00e9lite Swift da NASA. Apenas doze horas depois, o XMM-Newton &#8220;zerou&#8221; no alvo e come\u00e7ou a coletar a radia\u00e7\u00e3o, o que permitiu o mais detalhado estudo es\u00adpectral do decaimento da radia\u00e7\u00e3o da explos\u00e3o de uma estrela que se trans\u00adformou em um magnetar. <\/p>\n<p>A emiss\u00e3o de raios-X durou por mais de quatro meses, durante os quais cen\u00adtenas de jorros menores foram medidos. Nanda Rea da Universidade de Ams\u00adterdam, que liderou a equipe de pesquisa, explica: &#8220;Os magnetares nos per\u00admitem estudar condi\u00e7\u00f5es extremas da mat\u00e9ria que n\u00e3o podem ser reproduzidas na Terra&#8221;.<\/p>\n<p>Os magnetares s\u00e3o os objetos mais intensamente magnetizados do universo. Seus campos magn\u00e9ticos s\u00e3o cerca de 10 bilh\u00f5es de vezes mais fortes do que o da Terra. Se um magnetar surgisse magicamente \u00e0 meia dist\u00e2ncia da Terra para a Lua, seu campo magn\u00e9tico apagaria os dados de todos os cart\u00f5es de cr\u00e9dito na face da Terra.<\/p>\n<p>Estima-se que este magnetar em particular, conhecido como SGR 0501+4516, fique a cerca de 15.000 anos-luz de dist\u00e2ncia, e ele era desconhecido at\u00e9 que suas emiss\u00f5es o denunciaram. Uma explos\u00e3o ocorre quando a configura\u00e7\u00e3o ins\u00adt\u00e1vel do campo magn\u00e9tico impele para fora a crosta do magnetar, permitindo que a mat\u00e9ria se espalhe pelo espa\u00e7o em uma erup\u00e7\u00e3o vulc\u00e2nica ex\u00f3tica. Essa mat\u00e9ria interage com o campo magn\u00e9tico que pode, ele pr\u00f3prio, mudar sua con\u00adfigura\u00e7\u00e3o, o que libera ainda mais energia. E \u00e9 aqui que entra em cena o Integral.<\/p>\n<table width=\"135\" align=\"right\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.esa.int\/global_imgs\/spacer.gif\" alt=\"\" width=\"11\" height=\"1\" \/><\/td>\n<td>\n<div class=\"nimgwra\"><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/SPECIALS\/Integral\/SEMLEDQORVF_1.html#subhead2\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.esa.int\/images\/sgr0501_integral_fin_S.jpg\" alt=\"Integral observations\" width=\"120\" border=\"0\" height=\"120\" \/><\/a><\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><\/td>\n<td align=\"center\"><span class=\"true10px\">Observa\u00e7\u00e3o do Integral<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Apenas cinco dias ap\u00f3s a grande erup\u00e7\u00e3o, o Integral detec\u00adtou raios-X altamente energ\u00e9ticos que vinham da explos\u00e3o, em uma faixa de energia al\u00e9m daquela vis\u00edvel pelo XMM\u00adNewton. Foi a primeira vez que uma emiss\u00e3o transit\u00f3ria de raios-X foi detectada durante a explos\u00e3o. Ela desapareceu em 10 dias e, provavelmente, foi gerada com a mudan\u00e7a da configura\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica. <\/p>\n<p>Explos\u00f5es de magnetares podem atingir a Terra com a mes\u00adma energia de uma erup\u00e7\u00e3o solar, muito embora eles este\u00adjam longe de n\u00f3s, enquanto o Sol est\u00e1 bem pr\u00f3ximo. Existem duas teorias sobre como se formam os magnetares. Uma diz que s\u00e3o os pequenos n\u00facleos rema\u00adnescentes da explosiva morte de uma estrela altamente magn\u00e9tica. No entanto, essas estrelas altamente magn\u00e9ticas s\u00e3o muito raras &#8211; apenas umas poucas s\u00e3o conhecidas em nossa gal\u00e1xia. A outra sup\u00f5e que, durante a morte de uma es\u00adtrela comum, seu pequeno n\u00facleo \u00e9 acelerado, criando um d\u00ednamo que refor\u00e7a seu campo magn\u00e9tico, o que a tranforma em um magnetar.<\/p>\n<p>Atualmente a maior parte dos astr\u00f4nomos est\u00e1 a favor da primeira hip\u00f3tese, mas ainda n\u00e3o h\u00e1 uma prova conclusiva. &#8220;Se pud\u00e9ssemos apenas encontrar um magnetar em um aglomerado de estrelas altamente magn\u00e9ticas, isso seria a prova&#8221;, argumenta Rea.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, somente 15 magnetares ao todo s\u00e3o conhecidos em nossa gal\u00e1xia. O SGR 0501+4516 \u00e9 o primeiro novo repetidor de raios-Gama suaves, um dos dois tipos conhecidos de magnetares, descoberto ap\u00f3s um ano de buscas. De forma que os astr\u00f4nomos continuam a procurar por outros mais, esperando pela pr\u00f3xima erup\u00e7\u00e3o gigante. No que toca ao rec\u00e9m-descoberto SGR 0501+4516, a equipe ter\u00e1 a oportunidade de voltar e observ\u00e1-lo novamente no ano que vem com o XMM-Newton. Agora que eles sabem para onde olhar, esperam detectar o objeto em um estado mais pac\u00edfico &#8211; em lugar de uma explos\u00e3o &#8211; de forma a poderem estudar a calmaria que se segue \u00e0 tempestade.<\/p>\n<p><b>Artigo publicado:<\/b><\/p>\n<p><i>&#8220;The first outburst of the new magnetar candidate SGR 0501+4516&#8221;<\/i> por N.Rea, G.L. Israel, R. Turolla, P. Esposito, S. Mereghetti, D. Gotz, S. Zane, A. Tiengo, K. Hurley, M. Feroci, M. Still, V. Yershov, C. Winkler, R. Perna, F. Bernardini, P. Ubertini, L. Stella, S. Campana, M. van der Klis, P.M. Woods, publicado ontem na vers\u00e3o online de <i>Monthly Notices of the Royal Astronomical Society<\/i>.<br \/>\n<\/p>\n<hr>\n<p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>IIlustra\u00e7\u00e3o de um magnetar [Traduzido daqui: Giant eruption reveals &#8216;dead&#8217; star] &nbsp; 16 de junho de 2009 Uma enorme erup\u00e7\u00e3o chegou \u00e0 Terra, ap\u00f3s uma viagem de milhares de anos atrav\u00e9s do espa\u00e7o. 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