{"id":674,"date":"2009-06-25T22:30:40","date_gmt":"2009-06-26T01:30:40","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/2009\/06\/o_acelerador_de_particulas_da\/"},"modified":"2009-06-25T22:30:40","modified_gmt":"2009-06-26T01:30:40","slug":"o_acelerador_de_particulas_da","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2009\/06\/25\/o_acelerador_de_particulas_da\/","title":{"rendered":"O acelerador de part\u00edculas da Via L\u00e1ctea"},"content":{"rendered":"<div style=\"font-family: verdana;text-align: justify\">\n<p>\n25 de junho de 2009<\/p>\n<p>[ Traduzido daqui:<a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/outreach\/press-rel\/pr-2009\/pr-23-09.html\"> Milky Way&#8217;s super-efficient particle accelerators caught in the act<\/a> ]<\/p>\n<p>Gra\u00e7as a um in\u00e9dito &#8220;estudo bal\u00edstico&#8221; que combina dados do Telesc\u00f3pio Muito Grande (Very Large Telescope) do Observat\u00f3rio Europeu do Sul (ESO) e do Telesc\u00f3pio Espacial de Raios-X Chandra da NASA, os astr\u00f4nomos conseguiram solucionar um mist\u00e9rio antigo dos aceleradores de part\u00edculas da Via L\u00e1ctea. Eles mostram, em um artigo publicado hoje em <i>Science Express<\/i>, que os raios c\u00f3s\u00admicos de nossa gal\u00e1xia s\u00e3o acelerados de maneira muito eficiente pelos rema\u00adnescentes de estrelas que explodiram.<\/p>\n<p><!-- tabela para inserir imagem --><\/p>\n<table align=\"right\" border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" width=\"164\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"padding: 10px\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/gallery\/v\/ESOPIA\/Nebulae\/phot-23a-09-fullres.tif.html\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/outreach\/press-rel\/pr-2009\/images\/phot-23a-09-icon.jpg\" width=\"154\" height=\"87\" \/><\/a><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"center\"><font><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/gallery\/v\/ESOPIA\/Nebulae\/phot-23a-09-fullres.tif.html\">ESO PR Photo 23a\/09<\/a><br \/>\nA borda de RCW 86<\/font><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><!--- fim da imagem --><\/p>\n<p>Durante os voos das astronaves <i>Apollo<\/i> os astronautas relataram terem observado estranhos clar\u00f5es de luz, vis\u00edveis at\u00e9 quando estavam de olhos fechados. Desde ent\u00e3o aprendemos que a causa disso s\u00e3o os raios c\u00f3smicos &#8212; part\u00edculas extremamente energ\u00e9ticas vin\u00addas de fora do sistema solar e que atingem a Terra, e que est\u00e3o constantemente bombardeando sua atmos\u00adfera. Quando elas chegam a atingir a Terra, ainda t\u00eam energia suficiente para causar defeitos em compo\u00adnentes eletr\u00f4nicos.<\/p>\n<p>Os raios c\u00f3smicos gal\u00e1ticos v\u00eam de fontes dentro de nossa gal\u00e1xia, a Via L\u00e1ctea, e consistem principalmente de pr\u00f3tons que se movem quase \u00e0 velocidade da luz, o &#8220;limite m\u00e1ximo de velocidade&#8221; do Universo. Esses pr\u00f3tons foram acelerados a energias que excedem, e muito, as energias que mesmo o Grande Colisor de Hadrons (LHC) do CERN ser\u00e1 capaz de atingir. <\/p>\n<p><!-- tabela para inserir imagem --><\/p>\n<table align=\"left\" border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" width=\"123\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"padding: 10px\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/gallery\/v\/Videos\/Nebulae\/vid-23a-09_FLASH.flv.html\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/outreach\/press-rel\/pr-2009\/images\/vid-23a-09-icon.jpg\" width=\"113\" height=\"62\" \/><\/a><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"center\"><font><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/gallery\/v\/Videos\/Nebulae\/vid-23a-09_FLASH.flv.html\">ESO PR Video 23a\/09<\/a><br \/>\nV\u00eddeo com <em>Zoom-in<\/em><\/font> <font>de RCW 86 <\/font><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><!--- fim da imagem --><\/p>\n<p>&#8220;<em>J\u00e1 se pensava h\u00e1 algum tempo que os super-aceleradores que produziam esses raios c\u00f3smicos na Via L\u00e1ctea fossem as regi\u00f5es circundantes \u00e0s estrelas que explodiram, por\u00e9m nos\u00adsas observa\u00e7\u00f5es revelam a &#8216;arma fumegante&#8217; que prova isso<\/em>&#8221;, diz Eveline Helder do Instituto Astron\u00f4mico da Universidade de Utrecht na Holanda, a primeira autora do novo estudo.<\/p>\n<p>&#8220;<em>Pode-se dizer mesmo que n\u00f3s agora confirmamos o calibre da arma usada para acelerar os raios c\u00f3smicos a suas tre\u00admendas energias<\/em>&#8221;, acrescenta o colaborador Jacco Vink, tamb\u00e9m do Instituto As\u00adtron\u00f4mico de Utrecht.<\/p>\n<p>Pela primeira vez Helder, Vink e seus colegas conseguiram efetuar uma medi\u00e7\u00e3o que resolve o persistente dilema sobre se as explos\u00f5es de estrelas produzem ou n\u00e3o um n\u00famero de part\u00edculas aceleradas que explique a quantidade de raios c\u00f3s\u00admicos que atingem a atmosfera da Terra. O estudo da equipe indica que elas realmente o fazem e nos diz diretamente quanta energia \u00e9 tirada do g\u00e1s impac\u00adtado na explos\u00e3o estelar e usado para acelerar part\u00edculas.<\/p>\n<p>&#8220;<em>Quando uma estrela explode no que chamamos de supernova, uma grande par\u00adte da energia da explos\u00e3o \u00e9 usada para acelerar algumas part\u00edculas a energias ex\u00adtre\u00admamente altas<\/em>&#8221;, diz Helder. &#8220;<em>A energia que \u00e9 usada para acelerar part\u00edculas fica \u00e0s expensas do aquecimento do g\u00e1s que, portanto, fica muito mais frio do que a teoria prediz<\/em>&#8221;.<\/p>\n<p><!-- tabela para inserir imagem --><\/p>\n<table align=\"right\" border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" width=\"130\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"padding: 10px\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/gallery\/v\/ESOPIA\/Nebulae\/phot-23c-09-small.jpg.html\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/outreach\/press-rel\/pr-2009\/images\/phot-23c-09-icon.jpg\" alt=\"\" width=\"120\" height=\"133\" \/><\/a><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"center\"><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/gallery\/v\/ESOPIA\/Nebulae\/phot-23c-09-small.jpg.html\">ESO PR Photo 23c\/09<\/a><br \/>\nImagem DSS <\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><!--- fim da imagem --><\/p>\n<p>Os pesquisadores procuraram nos remanescentes de uma estrela que explodiu no ano 185, tal como registrado por astr\u00f4nomos chineses. Os remanescentes, chamados de RCW 86, ficam localizados a cerca de 8200 anos-luz na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o de Circinus (o Compasso). Este \u00e9 provavelmente o mais antigo registro de uma explos\u00e3o de uma estrela. <\/p>\n<p>Usando o VLT, a equipe mediu a temperatura do g\u00e1s logo atr\u00e1s da onda de choque criada pela explos\u00e3o estelar. Eles tamb\u00e9m mediram a velocidade da onda de choque, usando imagens obtidas pelo Chandra, no intervalo de tr\u00eas anos, e descobriram que ela se movia a uma velocidade entre 10 e 30 milh\u00f5es de km\/h, entre 1<br \/>\ne 3% da velocidade da luz. <\/p>\n<p>A temperatura medida do g\u00e1s se revelou de 30 milh\u00f5es de graus Celsius, o que \u00e9 bem quente em compara\u00e7\u00e3o aos padr\u00f5es cotidianos, mas muito menos do que o esperado, dada a velocidade medida para a onda de choque. Isto deveria ter aquecido o g\u00e1s at\u00e9, ao menos, meio bilh\u00e3o de graus.<\/p>\n<p>&#8220;<em>A energia que falta \u00e9 o que impulsiona os raios c\u00f3smicos<\/em>&#8221;, conclui Vink.<\/p>\n<h3>Mais informa\u00e7\u00f5es<\/h3>\n<p> Esta pequisa foi apresentada em um artigo a ser publicado na <i>Science<\/i>: <i>Measuring the cosmic ray acceleration efficiency<br \/>\nof a supernova remnant<\/i>, por E. A. Helder et al. <\/p>\n<p>A equipe \u00e9 composta por E.A. Helder, J. Vink e F. Verbunt<br \/>\n(Instituto Astron\u00f4mico da Universidade de Utrecht, Holanda),<br \/>\nC.G. Bassa e J.A.M. Bleeker (Instituto Holand\u00eas de Pesquisas Espaciais), A. Bamba (Departamento de Astrof\u00edsica de Altas Energias ISAS\/JAXA, Kanagawa, Jap\u00e3o), S. Funk (Instituto Kavli de Astro\u00adf\u00edsica de Part\u00edculas e Cosmologia, Stanford, EUA), P. Ghavamian<br \/>\n(Instituto de Ci\u00eancias do Telesc\u00f3pio Espacial, Baltimore, EUA), K. J. van der<br \/>\nHeyden (Univer\u00adsidade de Cape Town, \u00c1frica do Sul), e R. Yamazaki<br \/>\n(Departamento de Ci\u00eancia F\u00edsica, Universidade de Hiroshima, Jap\u00e3o).&nbsp;<\/p>\n<p><\/p>\n<p><\/p>\n<hr>\n<p> <\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>25 de junho de 2009 [ Traduzido daqui: Milky Way&#8217;s super-efficient particle accelerators caught in the act ] Gra\u00e7as a um in\u00e9dito &#8220;estudo bal\u00edstico&#8221; que combina dados do Telesc\u00f3pio Muito Grande (Very Large Telescope) do Observat\u00f3rio Europeu do Sul (ESO) e do Telesc\u00f3pio Espacial de Raios-X Chandra da NASA, os astr\u00f4nomos conseguiram solucionar um mist\u00e9rio [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":480,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[2,3],"tags":[],"class_list":["post-674","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-astrofisica","category-astronomia"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/674","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/480"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=674"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/674\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=674"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=674"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=674"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}