{"id":679,"date":"2009-07-01T21:30:06","date_gmt":"2009-07-02T00:30:06","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/2009\/07\/buraco_negro_tamanho_medio\/"},"modified":"2009-07-01T21:30:06","modified_gmt":"2009-07-02T00:30:06","slug":"buraco_negro_tamanho_medio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2009\/07\/01\/buraco_negro_tamanho_medio\/","title":{"rendered":"Buraco negro \u201ctamanho m\u00e9dio\u201d"},"content":{"rendered":"<div style=\"font-family: verdana;text-align: justify\"><b>[ Adaptado daqui: <a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEMZGM1P0WF_index_0.html\">XMM-Newton discovers a new class of black holes<\/a> ]<\/b><\/p>\n<div class=\"link9\">&nbsp;<\/div>\n<div class=\"nimgwra\"><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEMZGM1P0WF_index_1.html\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.esa.int\/images\/XMM_medium_mass_blackhole_20May09_Heidi_Sagerud_L.jpg\" alt=\"Artist's view of intermediate-mass black hole in its host galaxy\" border=\"0\" height=\"252\" width=\"400\" \/><\/a><\/div>\n<div class=\"clw\"><!-- --><\/div>\n<div class=\"mg_cap_nf true10px\">Concep\u00e7\u00e3o art\u00edstica do HLX-1 (a estrela azul \u00e0 esquerda)<\/div>\n<p> &nbsp; <\/p>\n<p>1 de julho de 2009<\/p>\n<p>Os astr\u00f4nomos que estudavam os dados colhidos pelo Observat\u00f3rio Espacial  XMM-Newton de Raios-X, vindos de uma gal\u00e1xia distante, toparam com algo h\u00e1 muito tempo procurado: um buraco negro com uma massa superior a 500 mas\u00adsas solares, um &#8220;elo perdido&#8221; entre os buracos negros de massa estelar &#8211; menos maci\u00e7os &#8211; e o buracos negros super-maci\u00e7os que costumam ficar nos centros das gal\u00e1xias. Em outras palavras, um buraco negro de &#8220;tamanho m\u00e9dio&#8221;.<\/p>\n<p> A descoberta que ser\u00e1 publicada amanh\u00e3 na  <i>Nature<\/i>, foi feita por uma equipe inter\u00ad\u00adnacional de pesquisadores que trabalham os dados do  XMM-Newton, liderada por Sean Farrell do <i> Centre d&#8217;Etude Spatiale des Rayonnements<\/i>, agora na  Universidade de Leicester.<\/p>\n<p>Os astr\u00f4nomos j\u00e1 conheciam os buracos negros de massa estelar  (de cerca de tr\u00eas a cerca de vinte vezes a massa do Sol) e os super-maci\u00e7os  (de v\u00e1rios milh\u00f5es a v\u00e1rios bilh\u00f5es de vezes a massa do Sol). O enorme intervalo entre os dois extremos sugeria aos astr\u00f4nomos a exist\u00eancia de um terceiro tipo de buracos negros, com massas de cem a v\u00e1rias centenas de vezes a do Sol. Por\u00e9m, at\u00e9 agora, os cientistas n\u00e3o tinham conseguido descobrir um buraco negro que se enquadrasse nessas especifica\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p>A equipe de Farrell estava analisando dados em arquivo obtidos pelo  XMM\u00adNewton, \u00e0 procura de estrelas de n\u00eautrons e an\u00e3s brancas, quando esbarrou em um objeto estranhamente peculiar, observado em  23 de novembro de 2004.<\/p>\n<p>Esse objeto, chamado  HLX-1 (Hyper-Luminous X-ray source 1 = Fonte de Rai\u00ados-X Hiper-Luminosa), fica na periferia da gal\u00e1xia  ESO 243-49, a aproxima\u00addamente  290 milh\u00f5es de anos-luz da Terra. Caso realmente  localizado nessa gal\u00e1xia distante, o  HLX-1 seria altamente luminoso na faixa dos raios-X, com uma luminosidade de pico de 260 milh\u00f5es de vezes a luminosidade do Sol. <\/p>\n<p>Ao analisar a luz vinda do  HLX-1, a equipe descobriu que a assinatura em raios-X era inconsistente com qualquer outro objeto que n\u00e3o fosse um buraco negro que est\u00e1 se alimentando da mat\u00e9ria pr\u00f3xima. A luminosidade medida era fraca demais para que o objeto estivesse dentro de nossa pr\u00f3pria gal\u00e1xia, e a aus\u00eancia de emiss\u00f5es em luz vis\u00edvel e de r\u00e1dio-frequ\u00eancia da posi\u00e7\u00e3o do  HLX-1, somada \u00e0 assinatura em raios-X observada, indica que \u00e9 pouco prov\u00e1vel que seja uma gal\u00e1xia ao fundo.<\/p>\n<table align=\"right\" border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.esa.int\/global_imgs\/spacer.gif\" alt=\"\" height=\"1\" width=\"11\" \/><\/td>\n<td align=\"center\">\n<table bgcolor=\"#999999\" border=\"0\" cellpadding=\"8\" cellspacing=\"0\" width=\"204\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"true10wh\"><b>&#8220;O HLX-1 \u00e9 muito luminoso na faixa dos raios-X; seu pico de luminosidade \u00e9 de  260 milh\u00f5es de vezes a luminosidade do Sol&#8221;.<\/b><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.esa.int\/global_imgs\/spacer.gif\" alt=\"\" height=\"11\" width=\"1\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Isso tudo quer dizar que a fonte de emiss\u00e3o dos raios-X deve estar dentro da  ESO 243-49. Sua localiza\u00e7\u00e3o \u00e9 muito distante do centro gal\u00e1tico para que seja um buraco negro super-maci\u00e7o e ele \u00e9 muito brilhante para ser um buraco negro de massa estelar que esteja se alimentando no ritmo mais fren\u00e9tico. <\/p>\n<p>Para se assegurar de que essa coisa era mesmo um \u00fanico objeto astron\u00f4mico e n\u00e3o um aglomerado de fontes mais t\u00eanues que brilhavam intensamente em conjunto, a equipe usou novamente o XMM-Newton para observ\u00e1-lo em  28 de novembro de  2008. <\/p>\n<p>Comparando os dados das duas observa\u00e7\u00f5es, descobriu-se que a assinatura em raios-X variava significativamente no tempo, o que levou \u00e0 conclus\u00e3o de que se tratava de um \u00fanico objeto. E a \u00fanica explica\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para sua intensa lumi\u00adnosidade \u00e9 que se tratava mesmo de um buraco negro maior do que 500 massas solares &#8211; nenhuma outra explica\u00e7\u00e3o f\u00edsica cabia nos dados das obseva\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Todos os outros candidatos a buracos negros de massa intermedi\u00e1ria desco\u00adbertos at\u00e9 agora, poderiam ser explicados por outras teorias, por\u00e9m este resistiu \u00e0 peneira por sem mais brilhante do que todos os candidatos anteriores em mais de 10 vezes. A equipe tinha encontrado a melhor detec\u00e7\u00e3o de buracos negros de massa intermedi\u00e1ria at\u00e9 hoje. <\/p>\n<p>Embora seja j\u00e1 sabido que buracos negros de massas estelares sejam os rema\u00adnescentes de estrelas enormes, n\u00e3o se sabe ao certo como se formam os buracos negros super-maci\u00e7os. Uma das possibilidades \u00e9 que eles sejam gerados pela fus\u00e3o de buracos negros de massa intermedi\u00e1ria, mas, para se provar essa teoria, era necess\u00e1rio provar, antes de mais nada, a exist\u00eancia de buracos negros de massa intermedi\u00e1ria. Da\u00ed a import\u00e2ncia da descoberta. <\/p>\n<p>A equipe planeja agora fazer novas observa\u00e7\u00f5es do HLX-1 nas faixas de raios-X, ultravioleta, luz vis\u00edvel, infravermelho e r\u00e1dio-frequ\u00eancia no futuro pr\u00f3ximo, a fim de compreender melhor esse objeto sem par e o ambiente que o circunda. <\/p>\n<p><\/p>\n<hr>\n<p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[ Adaptado daqui: XMM-Newton discovers a new class of black holes ] &nbsp; Concep\u00e7\u00e3o art\u00edstica do HLX-1 (a estrela azul \u00e0 esquerda) &nbsp; 1 de julho de 2009 Os astr\u00f4nomos que estudavam os dados colhidos pelo Observat\u00f3rio Espacial XMM-Newton de Raios-X, vindos de uma gal\u00e1xia distante, toparam com algo h\u00e1 muito tempo procurado: um buraco [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":480,"featured_media":680,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-679","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-astronomia"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-content\/uploads\/sites\/224\/2011\/08\/XMM_medium_mass_blackhole_20May09_Heidi_Sagerud_L.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/679","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/480"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=679"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/679\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/680"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=679"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=679"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=679"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}