{"id":71,"date":"2006-04-27T01:25:00","date_gmt":"2006-04-27T04:25:00","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/2006\/04\/physics-news-update-n-775\/"},"modified":"2006-04-27T01:25:00","modified_gmt":"2006-04-27T04:25:00","slug":"physics-news-update-n-775","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2006\/04\/27\/physics-news-update-n-775\/","title":{"rendered":"Physics News Update n\u00b0 775"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: arial\"><br \/>\n<strong>PHYSICS NEWS UPDATE<\/strong><br \/>\nO Boletim de Not\u00edcias da F\u00edsica do Instituto Americano de F\u00edsica, n\u00famero 775 de 26 de abril de 2006 por Phillip F. Schewe, Ben Stein, e Davide Castelvecchi<br \/>\n\u00c0 PROCURA DE UMA BRECHA NO UNIVERSO, na forma de um campo muito fraco, percolando o Cosmos, um que exer\u00e7a uma for\u00e7a sobre o spin do el\u00e9tron, que seria o equivalente ao fim da invari\u00e2ncia de Lorentz. A invari\u00e2ncia de Lorentz \u00e9 a proposi\u00e7\u00e3o que declara que as leis da f\u00edsica s\u00e3o as mesmas para um observador em repouso sobre a Terra, ou para um que sofra um rota\u00e7\u00e3o de qualquer \u00e2ngulo, ou ainda que esteja se deslocando a uma velocidade constante com rela\u00e7\u00e3o ao observador em repouso. Um ingrediente importante na Teoria da Relatividade Especial, a invari\u00e2ncia de Lorentz foi confirmada por diversos experimentos. Um novo experimento foi realizado na Universidade de Washington procurou por um tal campo an\u00f4malo e n\u00e3o conseguiu encontr\u00e1-lo, sequer em uma escala de energia da ordem de 10<sup>-21<\/sup> eV. Este \u00e9 o experimento de maior acur\u00e1cia j\u00e1 conduzido at\u00e9 agora (100 vezes mais preciso que o anteiror) sobre efeitos que poderiam violar a invari\u00e2ncia de Lorentz, envolvendo el\u00e9trons. O trabalho de Washington, relatado, nesta semana, no encontro de Abril da Sociedade Americana de F\u00edsica (APS) em Dallas por Claire Cramer, faz parte de uma corrente bateria de testes, realizado com uma aparelhagem, flex\u00edvel e sofisticada, de balan\u00e7a de tor\u00e7\u00e3o. No caso presente, monta-se um p\u00eandulo com blocos cujo magnetismo se origina tanto do movimento orbital de um el\u00e9tron em torno do n\u00facleo, como do spin intr\u00ednseco do pr\u00f3prio el\u00e9tron. Mediante a cuidadosa escolha e disposi\u00e7\u00e3o dos blocos, pode-se criar um dispositivo que tenha magnetiza\u00e7\u00e3o nula, mas ainda tenha um spin eletr\u00f4nico total diferente de zero. Cramer se refere a essa condi\u00e7\u00e3o como um &#8220;dipolo de spin&#8221;, an\u00e1logo ao caso de um dipolo el\u00e9trico, um objeto com carga total zero, mas que, por causa de uma assimetria na disposi\u00e7\u00e3o das cargas positiva e negativa, tem um campo el\u00e9trico definido. A exist\u00eancia de uma for\u00e7a com uma dire\u00e7\u00e3o preferencial, violando a invari\u00e2ncia de Lorentz, relacionada ao spin do el\u00e9tron, teria aparecido na forma de um pequeno desvio na rota\u00e7\u00e3o do p\u00eandulo. Conclus\u00e3o: qualquer campo quase-magn\u00e9tico dessa natureza ter\u00e1 que ter uma intensidade menor do que um femtogauss. Na reuni\u00e3o da APS, Eric Adelberger, chefe do grupo de Washington, fez um sum\u00e1rio de outros esfor\u00e7os em andamento em seu departamento, tais como a procura por ind\u00edcios da exist\u00eancia de outras dimens\u00f5es extra, na forma de diverg\u00eancias com a gravidade newtoniana (por exemplo, da raz\u00e3o inversa do quadrado da dist\u00e2ncia) em uma escala de dezenas de microns. De fato, ele declarou que alguma coisa estranha est\u00e1 acontecendo na escala de cerca de 70 microns, mas admitiu que a explica\u00e7\u00e3o mais prov\u00e1vel seja uma imprecis\u00e3o intr\u00ednseca do experimento.<br \/>\nPLASMA DE QUARKS-GLUONS \u2014: TER\u00c1 SIDO OBSERVADO? Barbara Jacak da Universidade Stony Brook \u00e9 membro da equipe PHENIX, uma das quatro que comp\u00f5em a colabora\u00e7\u00e3o que estuda a colis\u00e3o em altas energias de n\u00facleos de Ouro no Colisor Relativ\u00edstico de \u00cdons Pesados (RHIC) de Brookhaven. Durante uma palestra, na reuni\u00e3o da APS desta semana, Jacak argumentou que os novos dados experimentais fornecem ind\u00edcios de que, nas colis\u00f5es, os n\u00facleos de Ouro, inclusive seus complementos de n\u00eautrons e pr\u00f3tons, e todos os quarks e gluons que os constituem, s\u00e3o derretidos em um verdadeiro plasma de quarks e gluons. Este plasma possui a maior densidade de energia de qualquer subst\u00e2ncia produzida em um laborat\u00f3rio \u2013 at\u00e9 15 GeV\/cm\u00b3<span style=\"color: #ff0000\"> (corre\u00e7\u00e3o publicada no PNU n\u00b0 776: 15 GeV por fent\u00f4metro c\u00fabico; n\u00e3o por cent\u00edmetro c\u00fabico)<\/span>. Na Reuni\u00e3o de Abril da APS do ano passado, todas as equipes do RHIC unanimemente concordaram que, nas colis\u00f5es, era criado um peculiar l\u00edquido de quarks. Peculiar e inesperado: em lugar de um g\u00e1s de quarks com intera\u00e7\u00f5es fracas, a bola de fogo, decorrente da colis\u00e3o de frente de dois n\u00facleos, resultava em um l\u00edquido de quarks com intera\u00e7\u00f5es fortes (<a href=\"http:\/\/www.aip.org\/pnu\/2005\/split\/728-1.html\">http:\/\/www.aip.org\/pnu\/2005\/split\/728-1.html<\/a> ).  Mas isso n\u00e3o \u00e9 a mesma coisa que afirmar que o fluido fosse um verdadeiro plasma. Para ser um plasma, os quarks deveriam ficar fora de seus costumeiros grupos de dois ou tr\u00eas; dois quarks (um par quark-antiquark) comp\u00f5em um m\u00e9son, enquanto que os agrupamentos de tr\u00eas quarks s\u00e3o chamados de b\u00e1rions. M\u00e9sons e b\u00e1rions s\u00e3o coletivamente chamados de h\u00e1drons. Uma das propriedades observadas dos h\u00e1drons \u00e9 que eles t\u00eam &#8220;cor neutra&#8221; (tal como os \u00e1tomos comuns s\u00e3o eletromagneticamente neutros), sendo a &#8220;cor&#8221; o nome-de-fantasia para o equivalente, em termos de for\u00e7a nuclear forte, da carga eletromagn\u00e9tica. Por exemplo, um pr\u00f3ton normalmente consistiria de quarks de cores vermelho, azul e verde que (em termos de cores) somam zero. E, tal como um plasma el\u00e9trico \u00e9 um no qual as part\u00edculas possuem cargas [eletromagn\u00e9ticas], um plasma nuclear seria um no qual as part\u00edculas tivessem &#8220;cores&#8221;. Na Reuni\u00e3o de Abril do ano passado, foi apresentada a observa\u00e7\u00e3o de que o material formava um l\u00edquido. De acordo com Jacak, estudos posteriores, ao longo deste \u00faltimo ano, forneceram \u2013  ao menos para ela e um crescente n\u00famero de cientistas do RHIC \u2013 a prova necess\u00e1ria de que h\u00e1 um estado de plasma.<br \/>\nUm fato not\u00e1vel que apoia a id\u00e9ia da forma\u00e7\u00e3o de um plasma, \u00e9 o fato \u2013 aparente nas \u00faltimas an\u00e1lises dos dados \u2013 de que os jatos de quarks &#8220;Charm&#8221; s\u00e3o suprimidos. Na bola de fogo s\u00e3o produzidos quarks &#8220;Charm&#8221;, embora em uma taxa muito menor do que os quarks leves (Up, Down e Strange). Por causa de seu peso, os quarks Charm (ou, para ser preciso, os jatos de hadrons que eles engendram) deveriam ser capazes de romper seu caminho para fora do plasma, para serem observados nos detectores externos \u2013 s\u00f3 que n\u00e3o s\u00e3o. O que parece estar acontecendo \u00e9 isto: o plasma, constitu\u00eddo principalmente por quarks leves, est\u00e1 absorvendo ou engolfando os quarks pesados, atrav\u00e9s de frequentes e intensas intera\u00e7\u00f5es. Como diz Jacak, \u00e9 como se um rio caudaloso estivesse pegando as pedras do leito e empurrando-as junto com a corrente. Um rio de h\u00e1drons (quarks embalados em pacotes de cor neutra)n\u00e3o seria capaz de fazer isso t\u00e3o prontamente como um rio de quarks livres.<br \/>\n***********<br \/>\nPHYSICS NEWS UPDATE \u00e9 um resumo de not\u00edcias sobre f\u00edsica que aparecem em conven\u00e7\u00f5es de f\u00edsica, publica\u00e7\u00f5es de f\u00edsica e outras fontes de not\u00edcias. \u00c9 fornecida de gra\u00e7a, como um meio de disseminar informa\u00e7\u00f5es acerca da f\u00edsica e dos f\u00edsicos. Por isso, sinta-se \u00e0 vontade para public\u00e1-la, se quiser, onde outros possam ler, desde que conceda o cr\u00e9dito ao AIP (American Institute of Physics = Instituto Americano de F\u00edsica). O boletim Physics News Update \u00e9 publicado, mais ou menos, uma vez por semana.<br \/>\n**************<br \/>\nComo divulgado no numero anterior, este boletim \u00e9 traduzido por um curioso, com um dom\u00ednio apenas razo\u00e1vel de ingl\u00eas e menos ainda de f\u00edsica. Corre\u00e7\u00f5es s\u00e3o bem-vindas.<br \/>\n<\/span><\/div>\n<div class=\"blogger-post-footer\">http:\/\/chivononpo.blogspot.com\/atom.xml<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PHYSICS NEWS UPDATE O Boletim de Not\u00edcias da F\u00edsica do Instituto Americano de F\u00edsica, n\u00famero 775 de 26 de abril de 2006 por Phillip F. 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