{"id":734,"date":"2009-09-25T23:13:30","date_gmt":"2009-09-26T02:13:30","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/2009\/09\/geleiras_do_norte_geleiras_do\/"},"modified":"2009-09-25T23:13:30","modified_gmt":"2009-09-26T02:13:30","slug":"geleiras_do_norte_geleiras_do","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2009\/09\/25\/geleiras_do_norte_geleiras_do\/","title":{"rendered":"Geleiras do Norte, geleiras do Sul"},"content":{"rendered":"<div style=\"font-family: verdana;text-align: justify\"><a href=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-content\/uploads\/sites\/224\/2011\/08\/headNSF29.gif\" alt=\"\" border=\"0\" width=\"320\" height=\"62\" \/><\/a><br \/>\n<br \/>Livremente traduzido daqui: <a href=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/news_summ.jsp?cntn_id=115566&amp;WT.mc_id=USNSF_51\">North Meets South? Glaciers Move Together in Far-flung Regions<\/a><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nsf.gov\/images\/greenlineshort.jpg\" alt=\"\" border=\"0\" vspace=\"2\" width=\"368\" height=\"4\" \/><\/p>\n<p><strong>Estudo estabelece liga\u00e7\u00e3o entre flutua\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas no Norte com os tr\u00f3picos<\/strong><\/p>\n<p><!-- featured image table --><\/p>\n<table border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" width=\"540\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"padding: 11px\" class=\"cellfiftyfive\" bgcolor=\"#f2f2f2\">\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/mmg\/media\/images\/Licciardi-Peru_12.JPG\" alt=\"Photo of the Rio Blanco Valley, Peru.\" class=\"rightimage\" width=\"350\" height=\"220\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><\/p>\n<p align=\"center\">Morenas no Vale do Rio Blanco, Peru, depositadas por uma geleria no entorno do ano de 1810.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/news_summ.jsp?cntn_id=115566&amp;WT.mc_id=USNSF_51\">Cr\u00e9dito e imagem ampliada<\/a><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><\/p>\n<p><strong> 24 de setembro de 2009<\/strong>\n<\/p>\n<p>Os resultados de um novo estudo d\u00e3o novos ind\u00edcios de que mudan\u00e7as clim\u00e1ticas no Hemisf\u00e9rio Norte, nos \u00faltimos 12.000 anos, est\u00e3o intimamente ligadas a mudan\u00e7as nos tr\u00f3picos. As descobertas, publicadas na edi\u00e7\u00e3o desta semana de <em>Science<\/em>, indicam que um per\u00edodo de frio prolongado que fez com que as geleiras da Europa e Am\u00e9rica do Norte se expandirem, centenas de anos atr\u00e1s, pode ter afetado os padr\u00f5es clim\u00e1ticos em lugares t\u00e3o ao Sul como o  Peru, fazendo com que as geleiras tropicais tamb\u00e9m se expandissem.<\/p>\n<p>As geleiras, tanto nos tr\u00f3picos como na regi\u00e3o do Atl\u00e2ntico Norte, alcan\u00e7aram suas maiores extens\u00f5es em \u00e9pocas recentes durante a assim chamada &#8220;Pequena Idade do Gelo&#8221;, entre 1650 e 1850, dizem os cientistas que realizaram as pesquisas. Eles fizeram essa descoberta mediante o emprego de uma t\u00e9cnica de ponta para data\u00e7\u00e3o dos dep\u00f3sitos glaciais.<\/p>\n<p>Joe Licciardi, ge\u00f3logo glacial da Universidade de New Hampshire, declarou que &#8220;os resultados nos levam um passo adiante na compreens\u00e3o dos padr\u00f5es em escala global das atividades das gelerias e do clima durante a Pequena Idade do Gelo&#8221;. Compreendendo como as geleiras se comportaram no passado, os geocientistas esperam poder predizer como essas partes do mundo ir\u00e3o reagir ao aquecimento global.<\/p>\n<p><!-- tabela para inserir imagem --><\/p>\n<table align=\"left\" border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" width=\"134\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"padding: 10px\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/mmg\/media\/images\/north_south2_r.jpg\" alt=\"Morenas em um vale; as tendas do acampamento base est\u00e3o vis\u00edveis no canto inferior direito.\" width=\"124\" height=\"107\" \/><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"center\"><font>Morenas em um vale; as tendas do acampamento base est\u00e3o vis\u00edveis no canto inferior direito.<br \/><a href=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/news_images.jsp?cntn_id=115566&amp;org=NSF\">Cr\u00e9dito e imagem ampliada<\/a><\/font><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><!--- fim da imagem --><\/p>\n<p>A civiliza\u00e7\u00e3o humana apareceu durante um per\u00edodo de temperaturas razoavelmente est\u00e1veis, desde o fim da \u00faltima Era do Gelo, cerca de 12.000 anos atr\u00e1s. No entanto, as pesquisas mostraram que, mesmo durante esse per\u00edodo, as gelerias variaram grandemente e de modo algumas vezes inesperado. <\/p>\n<p>A maior parte das geleiras do mundo est\u00e1, agora, diminuindo, com o aumento dos n\u00edveis dos gases de efeito estufa emitidos pelaa atividades humanas. O IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change) prediz que as temperaturas globais podem aumentar at\u00e9 mais  1,1 a 6,4\u00b0C, l\u00e1 pelo fim do s\u00e9culo.<\/p>\n<p>&#8220;Se as atuais previs\u00f5es sombrias sobre o aquecimento estiverem corretas, teremos que considerar a possibilidade de que as geleiras desapare\u00e7am em breve&#8221;, diz  Joerg Schaefer, um geoqu\u00edmico no Observat\u00f3rio Terrestre Lamont-Doherty (LDEO) da universidade de Columbia e co-autor do artigo.<\/p>\n<p>Em um mundo mais quente, as regi\u00f5es que  dependem das geleiras para a \u00e1gua pot\u00e1vel, agricultura e gera\u00e7\u00e3o de energia ter\u00e3o que criar novas estrat\u00e9gias para se adaptarem.<\/p>\n<p><!-- tabela para inserir imagem --><\/p>\n<table align=\"right\" border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" width=\"134\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"padding: 10px\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/mmg\/media\/images\/north_south3_r.jpg\" alt=\"Lagoas de barragem formadas por uma morena em um vale no Peru.\" width=\"124\" height=\"107\" \/><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"center\"><font>Lagoas de barragem formadas por uma morena em um vale no Peru.<br \/><a href=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/news_images.jsp?cntn_id=115566&amp;org=NSF\">Cr\u00e9dito e imagem ampliada<\/a><\/font><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><!--- fim da imagem --><\/p>\n<p>Recentes desenvolvimentos em uma t\u00e9cnica, chamada de data\u00e7\u00e3o de exposi\u00e7\u00e3o de superf\u00edcie, permitiram aos cientistas estabelecer com precis\u00e3o muito maior as datas nas flutua\u00e7\u00f5es das geleiras, durante os per\u00edodos recentes, do que era poss\u00edvel anteriormente.<\/p>\n<p>Quando as gelerias avan\u00e7am, arrastam consigo rochas e sedimentos. Quando elas encolhem, deixam para tr\u00e1s uma trilha de escombros, chamados <a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Morena_%28geologia%29\">morenas<\/a>, e os dep\u00f3sitos rec\u00e9m expostos s\u00e3o bombardeados por raios c\u00f3smicos que atravessam a atmosfera terrestre. Os raios c\u00f3smicos reagem com as rochas e, com o tempo, formam pequenos ac\u00famulos do raro is\u00f3topo de ber\u00edlio-10. Medindo o ac\u00famulo desse is\u00f3topo nas rochas das geleiras, os cientistas podem calcular quando as geleiras retrocederam.<\/p>\n<p>Foi com o uso dessa t\u00e9cnica que os autores demonstraram que as geleiras do sul do Peru variaram na mesma \u00e9poca das geleiras do Hemisf\u00e9rio Norte.<\/p>\n<p>Enriqueta Barrera, diretora de programa da Divis\u00e3o de Ci\u00eancias da Terra da NSF, explica que o projeto  CRONUS-Earth [que est\u00e1 aperfei\u00e7oando essa t\u00e9cnica] visa aumentar a precis\u00e3o da medi\u00e7\u00e3o desses is\u00f3topos, para tornar poss\u00edvel uma data\u00e7\u00e3o mais precisa dessas morenas &#8220;jovens&#8221;, na esperan\u00e7a de criar um mapa global das recentes varia\u00e7\u00f5es nas geleiras.<\/p>\n<p>O quadro global \u00e9  complexo. As geleiras nos Alpes do Sul da Nova Zel\u00e2ndia, a 15.000 km da \u00e1rea estudada no  Peru, por exemplo, se expandiram e contra\u00edram mais frequentemente do que as geleiras do Norte, tendo alcan\u00e7ado seu m\u00e1ximo a 6.500 anos atr\u00e1s &#8211; muito antes da Pequena Era do Gelo.<\/p>\n<p><!-- tabela para inserir imagem --><\/p>\n<table align=\"left\" border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" width=\"134\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"padding: 10px\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/mmg\/media\/images\/north_south4_r.jpg\" alt=\"Uma grande rocha no topo de uma morena no Vale do Rio Blanco.\" width=\"124\" height=\"107\" \/><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"center\"><font>Uma grande rocha no topo de uma morena no Vale do Rio Blanco.<br \/><a href=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/news_images.jsp?cntn_id=115566&amp;org=NSF\">Cr\u00e9dito e imagem ampliada<\/a><\/font><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><!--- fim da imagem --><\/p>\n<p>Liciardi diz que, se compararmos os registros da Nova Zel\u00e2ndia, Europa e Peru, podemos afirmar que os Andes tropicais parecem com a Europa, mas n\u00e3o com a Nova Zel\u00e2ndia. O quadro que emerge das recentes glacia\u00e7\u00f5es \u00e9 bem mais complexo.<\/p>\n<p>Licciardi notou pela primeira vez os dep\u00f3sitos glaciais em 2003, quando de f\u00e9rias no  Peru. Indo visitar as ru\u00ednas incas de Machu Picchu, ele ficou admirado com as enormes e bem preservadas morenas que encontrou no caminho. <\/p>\n<p>Dois anos depois, David Lund,  paleoclimatologista da Universidade de<br \/>\nMichigan, passou pela mesma trilha e coletou amostras de rochas, as quais enviou a  Licciardi. &#8220;Foi o catalizador que transformou nossas id\u00e9ias em um projeto&#8221;, diz  Licciardi.<\/p>\n<p>Licciardi retornou em  2006 \u00e0s encostas do  Nevado Salcantay, um pico a 6.271 m de altitude, o mais alto da  Cordillera Vilcabamba.<\/p>\n<p><!-- tabela para inserir imagem --><\/p>\n<table align=\"right\" border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" width=\"144\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"padding: 10px\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/mmg\/media\/images\/north_south5_r.jpg\" alt=\"A estudante Jean Taggart extraindo uma amostra de rocha.\" width=\"124\" height=\"107\" \/><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"center\"><font>A estudante Jean Taggart de Universidade de New Hampshire extraindo uma amostra de rocha.<br \/><a href=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/news_images.jsp?cntn_id=115566&amp;org=NSF\">Cr\u00e9dito e imagem ampliada<\/a><\/font><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><!--- fim da imagem --><\/p>\n<p>Durante os pr\u00f3ximos dois anos, Licciardi e a estudante de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o  Jean Taggart, tamb\u00e9m  co-autora do artigo, coletaram mais amostras de rochas das morenas e as analisaram usando o m\u00e9todo do is\u00f3topo de ber\u00edlio, com a ajuda de  Schaefer.<\/p>\n<p>O m\u00e9todo de data\u00e7\u00e3o com ber\u00edlio apareceu nos anos 80, mas s\u00f3 recentemente se tornou preciso o bastante para rastrear o vai e vem das geleiras durante os \u00faltimos mil anos.<\/p>\n<p>Licciardi diz que, &#8220;at\u00e9 os dois \u00faltimos anos, n\u00e3o t\u00ednhamos como datar os dep\u00f3sitos mais recentes com este m\u00e9todo. Aperfei\u00e7oamentos recentes na t\u00e9cnica permitiram o surgimento desta hist\u00f3ria&#8221;.<\/p>\n<p>Agora, com o clima no  Peru ligado com o Norte da Europa, os cientistas planejam expandir sua pesquisa a outras partes dos tr\u00f3picos da Am\u00e9rica do Sul. Eles esperam estabelecer um padr\u00e3o regional dos avan\u00e7os e recuos das geleiras que possa ser comparado ao de outros lugares no mundo.<\/p>\n<p><\/p>\n<p align=\"left\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nsf.gov\/images\/bluefadesm.jpg\" alt=\"\" width=\"372\" height=\"1\" \/><\/p>\n<p align=\"left\"><\/p>\n<p>\n<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Livremente traduzido daqui: North Meets South? Glaciers Move Together in Far-flung Regions Estudo estabelece liga\u00e7\u00e3o entre flutua\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas no Norte com os tr\u00f3picos Morenas no Vale do Rio Blanco, Peru, depositadas por uma geleria no entorno do ano de 1810. 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