{"id":752,"date":"2009-11-02T20:57:46","date_gmt":"2009-11-02T23:57:46","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/2009\/11\/raios_cosmicos_e_a_vida_das_es\/"},"modified":"2009-11-02T20:57:46","modified_gmt":"2009-11-02T23:57:46","slug":"raios_cosmicos_e_a_vida_das_es","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2009\/11\/02\/raios_cosmicos_e_a_vida_das_es\/","title":{"rendered":"Raios c\u00f3smicos e a vida das estrelas"},"content":{"rendered":"<div style=\"font-family: verdana;text-align: justify\">[ Traduzido livremente de: <a href=\"http:\/\/www.insidescience.org\/research\/cosmic_rays_and_star_longevity\">Cosmic Rays And Star Longevity<\/a> ]<\/p>\n<p><font><b>Os Raios C\u00f3smicos e a Longevidade das Estrelas<\/b><\/font><\/p>\n<p><b>Novas imagens auxiliam a determinar a origem dos raios c\u00f3smicos.<\/b><\/p>\n<p><\/p>\n<p>2 de novembro de 2009<\/p>\n<p><b><i>Por Devin Powell<\/i><\/b><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.insidescience.org\/\">Inside Science News Service<br \/>\n<\/a><\/p>\n<p>\n<\/p>\n<p>\n<!-- tabela para inserir imagem -->\n<\/p>\n<table align=\"left\" border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" width=\"184\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"padding: 10px\">\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.insidescience.org\/polopoly_fs\/1.1065%21image\/1882667350.jpg_gen\/derivatives\/landscape_174\/1882667350.jpg\" alt=\"Large Magellanic Cloud NASA\" height=\"174\" width=\"174\" \/><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/audience\/formedia\/features\/MP_Photo_Guidelines.html\"><\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><\/p>\n<p>WASHINGTON&#8212; A atmosfera da Terra \u00e9 constantemente bombardeada por pequeninas part\u00edculas que chovem do espa\u00e7o. Embora os astr\u00f4nomos tenham batizado esses pedacinhos de radia\u00e7\u00e3o de &#8220;raios c\u00f3smicos&#8221;, a mais de 80 anos, eles n\u00e3o foram capazes de comprovar de onde vinham esses invasores do espa\u00e7o.<\/p>\n<p>Novas imagens, obtidas em terra pelo Sistema Telesc\u00f3pico de Imageamento de Radia\u00e7\u00e3o de Energia Muito Alta e, em \u00f3rbita, pelo Telesc\u00f3pio Espacial de Raios Gama Fermi, podem auxiliar a resolver esse enigma renitente. Imagens de gal\u00e1xias distantes, apresentadas no Simp\u00f3sio do Fermi de 2009 em 2 de novembro em Washington, apoiam a ideia da maioria de que alguns dos raios c\u00f3smicos que atingem a Terra todos os dias sejam os remanescentes de estrelas mortas que explodiram violentamente a milh\u00f5es de anos. <\/p>\n<p>Os raios c\u00f3smicos podem interferir nas comunica\u00e7\u00f5es por sat\u00e9lite e oferecer um risco de sa\u00fade para as pessoas durante longos voos espaciais. Eles tamb\u00e9m auxiliam aos cosmologistas entenderem a estrutura do universo e serviram de inspira\u00e7\u00e3o para a imagina\u00e7\u00e3o de muitos autores de quadrinhos que os usam como &#8220;fonte&#8221; para os super-poderes de seus coloridos her\u00f3is.<\/p>\n<p>&#8220;Esta \u00e9 a primeira vez que conseguimos ver raios c\u00f3smicos em outras gal\u00e1xias&#8221;, declarou o membro da equipe do Fermi, Keith Bechto, do Laborat\u00f3rio Nacional SLAC (sigla origin\u00e1ria de Stanford Linear Accelerator Center) em Menlo Park, Calif\u00f3rnia.<\/p>\n<p>O estudo dos raios c\u00f3smicos em nossa pr\u00f3pria gal\u00e1xia se provou uma tarefa dif\u00edcil. <\/p>\n<p>\u00c9 como tentar visualizar uma floresta a partir de dentro dela, cercado por \u00e1rvores, disse outro membro da equipe Fermi, Charles Dermer do Laborat\u00f3rio Naval de Pesquisas em Washington. Em lugar disso, os cientistas podem fazer uso de poderosos telesc\u00f3pios para olhar para gal\u00e1xias t\u00e3o distantes que sua luz demora milh\u00f5es de anos para chegar \u00e0 Terra. <\/p>\n<p>Dessa dist\u00e2ncia, esses telesc\u00f3pios n\u00e3o podem detectar diretamente raios c\u00f3smicos, que tendem a ficar presos dentro das gal\u00e1xias onde s\u00e3o criados, &#8220;como um l\u00edquido encerrado em uma garrafa&#8221;, descreve J\u00fcrgen Kn\u00f6dlseder do Centro para Estudos de Radia\u00e7\u00f5es do Espa\u00e7o em Toulouse, Fran\u00e7a. Mas eles podem enxergar raios gama, um tipo de luz que pode ter um trilh\u00e3o de vezes mais energia do que a luz vis\u00edvel. Acredita-se que os raios gama sejam criados quando raios c\u00f3smicos colidam com part\u00edculas de g\u00e1s ou poeira, e eles podem ser rastreados atrav\u00e9s de vastas regi\u00f5es do espa\u00e7o intergal\u00e1tico at\u00e9 o local onde ocorreram as colis\u00f5es.<\/p>\n<p>O cons\u00f3rcio VERITAS detectou raios gama de alta energia irradiados a partir da gal\u00e1xia <i>starburst<\/i> M 82 [antes que me corrijam: esse termo \u00e9 empregado pelo Observat\u00f3rio Nacional assim, em ingl\u00eas mesmo], uma f\u00e1brica de estrelas que engendra novas estrelas 10 vezes mais r\u00e1pido do que nossa gal\u00e1xia. Pelos padr\u00f5es c\u00f3smicos, as estrelas nessa gal\u00e1xia s\u00e3o, tipicamente, jovens, em torno de 5 a 10 milh\u00f5es de anos de idade, e grandes, cerca de 20 vezes maiores que o Sol. Tais estrelas tem uma vida veloz e furiosa e morrem, ainda jovens, em uma grandiosa explos\u00e3o, chamada de &#8220;supernova&#8221;. Acredita-se que os raios c\u00f3smicos gal\u00e1ticos sejam gerados ou por supernovas que liberam uma enorme onda de mar\u00e9 de part\u00edculas de alta energia, ou pelos ventos criados pelas estrelas grandes quando perdem massa.<\/p>\n<p>A equipe do Fermi descobriu raios gama de menor energia vindos da M82 e de uma segunda gal\u00e1xia <i>starburst<\/i> chamada NGC 252. Eles tamb\u00e9m deram uma espiadela mais detida na gal\u00e1xia mais pr\u00f3xima de nossa Via L\u00e1ctea &#8211; a Grande Nuvem de Magalh\u00e3es &#8211; e rastrearam os raios gama at\u00e9 a Nebulosa da Tar\u00e2ntula, uma pequena \u00e1rea dentro da Grande Nuvem de Magalh\u00e3es onde as estrelas novas nascem e, eventualmente, morrem. <\/p>\n<p>&#8220;Isso mostra uma clara conex\u00e3o entre os raios gama e a forma\u00e7\u00e3o de estrelas&#8221;, declarou Niklas Karlssen so&nbsp; Planet\u00e1rio Adler em Chicag e membro da equipe do VERITAS, que publicou suas descobertas na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o da <a href=\"http:\/\/www.nature.com\/nature\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Nature<\/a>.<\/p>\n<p><\/p>\n<hr>\n<p style=\"text-align: justify\">Este texto \u00e9 fornecido para a <em>media<\/em> pelo <em>Inside Science News Service,<\/em> que \u00e9 apoiado pelo Instituto Americano de F\u00edsica (American Institute of Physics), uma editora sem fins lucrativos de peri\u00f3dicos de ci\u00eancia. <br \/>Contatos: <a href=\"mailto:InsideScience@aip.org\">InsideScience@aip.org<\/a>.<\/p>\n<p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[ Traduzido livremente de: Cosmic Rays And Star Longevity ] Os Raios C\u00f3smicos e a Longevidade das Estrelas Novas imagens auxiliam a determinar a origem dos raios c\u00f3smicos. 2 de novembro de 2009 Por Devin Powell Inside Science News Service WASHINGTON&#8212; A atmosfera da Terra \u00e9 constantemente bombardeada por pequeninas part\u00edculas que chovem do espa\u00e7o. 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