{"id":763,"date":"2009-12-10T11:15:06","date_gmt":"2009-12-10T14:15:06","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/2009\/12\/isns_sugando_para_sobreviver\/"},"modified":"2009-12-10T11:15:06","modified_gmt":"2009-12-10T14:15:06","slug":"isns_sugando_para_sobreviver","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2009\/12\/10\/isns_sugando_para_sobreviver\/","title":{"rendered":"ISNS: \u201cSugando para sobreviver\u201d"},"content":{"rendered":"<div style=\"font-family: verdana;text-align: justify\">Livremente traduzido de:<a href=\"http:\/\/www.insidescience.org\/research\/sucking_up_to_survive\"> Sucking Up To Survive<\/a> <b><\/p>\n<p>Da capilaridade a l\u00ednguas em forma de canudo que atuam como sif\u00e3o, mosquitos, beija-flores e borboletas empregam uma sofisticada mec\u00e2nica para sugar os l\u00edquidos com nutrientes<\/p>\n<p><\/b><\/p>\n<p>9, de dezembro de 2009<\/p>\n<p><i><b>Por Phillip F. Schewe e Devin Powell<\/b><\/i><\/p>\n<p>\n<a href=\"http:\/\/www.insidescience.org\/\">Inside Science News Service<br \/>\n<\/a><\/p>\n<p>\n<\/p>\n<p>\n<!-- tabela para inserir imagem -->\n<\/p>\n<table align=\"right\" border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" width=\"180\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"padding: 10px\">\n<p><a href=\"Site.openWin('\/polopoly_fs\/1.1137!image\/1369006526.jpg_gen\/derivatives\/landscape_490\/1369006526.jpg',%20510,%20633)\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.insidescience.org\/polopoly_fs\/1.1137%21image\/1369006526.jpg_gen\/derivatives\/landscape_174\/1369006526.jpg\" alt=\"Hummingbird\" \/><\/a><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"center\"><font><a href=\"Site.openWin('\/polopoly_fs\/1.1137!image\/1369006526.jpg_gen\/derivatives\/landscape_490\/1369006526.jpg',%20510,%20633)\">Imagem ampliada<\/a><br \/>\nUm beija-flor sugando n\u00e9ctar.<br \/>\nCr\u00e9dito: www.fnal.gov | Leticia Shaddix<br \/>\n<\/font>\n<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><!--- fim da imagem --><\/p>\n<div class=\"related\" style=\"margin-bottom: 10px\">\n<\/div>\n<p><!--END INSIDER DIV--><\/p>\n<div>\n<div class=\"element teaser\">\n<\/div>\n<\/div>\n<p>WASHINGTON<br \/>\n(ISNS) &#8212; Se encolhermos um ser humano at\u00e9 o tamanho de um inseto, ele n\u00e3o vai mais conseguir chupar limonada por um canudinho. As for\u00e7as que mant\u00e9m o l\u00edquido junto seriam simplesmente grandes demais para serem vencidas nessa escala microsc\u00f3pica.<\/p>\n<p>V\u00e1rias das menores criaturas na natureza exibem dispositivos anat\u00f4micos especiais que lhes permitem sugar o l\u00edquido necess\u00e1rio a sua alimenta\u00e7\u00e3o. Outros exercem quase nenhuma press\u00e3o, empregando sif\u00f5es que extraem o fluido com um m\u00ednimo de esfor\u00e7o. Durante um recente congresso sobre din\u00e2mica de fluidos, os cientistas identificaram v\u00e1rios animais que dependem inteiramente da ligeira diferen\u00e7a de press\u00e3o dos sif\u00f5es para transferir os l\u00edquidos &#8211; sua principal fonte de alimentos &#8211; para dentro de seus corpos.<\/p>\n<p><strong>DENTRO DA CABE\u00c7A DE UM MOSQUITO<\/strong><\/p>\n<p>Quando um mosquito pica sua pele, \u00e9 sempre uma f\u00eamea adulta que est\u00e1 causando o inc\u00f4modo. As f\u00eameas de mosquito precisam das prote\u00ednas e do ferro encontrados no sangue para produzir ovos e s\u00e3o capazes de extrair mais do que tr\u00eas vezes seu pr\u00f3prio peso original em sangue.<\/p>\n<p>Sang Joon Lee, da Universidade Pohang de Ci\u00eancia e Tecnologia na Cor\u00e9ia do Sul, relatou que esse processo de alimenta\u00e7\u00e3o se d\u00e1 em quatro fases. Primeiro, a mosquito pousa e insere seu estilete em forma de baioneta em sua v\u00edtima. Ent\u00e3o, ela estabelece a melhor profundidade de penetra\u00e7\u00e3o e, depois, come\u00e7a a sugar. Finalmente, a mosquito se ergue sobre as patas dianteiras, extraindo o estilete. <\/p>\n<p>Alguns poucos estudos te\u00f3ricos sobre essa sequ\u00eancia tinham sido feitos anteriormente, mas faltavam informa\u00e7\u00f5es detalhadas sobre exatamente como o sangue flui da v\u00edtima para a mosquito. O estudo de Lee examinou o interior da cabe\u00e7a do mosquito para medir exatamente o fluxo produzido por dois conjuntos de bombas alternativas que se movimentam em vai-e-vem, tal como o ritmo de um cora\u00e7\u00e3o de um mam\u00edfero. Lee foi o primeiro a dar um sum\u00e1rio dessa a\u00e7\u00e3o coordenada que maximiza a for\u00e7a de suc\u00e7\u00e3o e regula o movimento do sangue para dentro do trato digestivo do inseto. &nbsp;<\/p>\n<p><strong>A L\u00cdNGUA ORIGAMI DO BEIJA-FLOR<\/strong><\/p>\n<p>Os movimentos extremamente r\u00e1pidos e a capacidade de voo pairado de um beija-flor s\u00e3o uma grande carga sobre seu metabolismo. John Bush do Massachusetts Institute of Technology em Cambridge, Massachusetts, afirma que o elemento crucial do sistema de coleta de n\u00e9ctar do beija-flor \u00e9 sua l\u00edngua. O tamanho m\u00e9dio da l\u00edngua de um beija-flor \u00e9 um pouco menor do que uma polegada, o que \u00e9 o dobro do comprimento do bico.&nbsp; <\/p>\n<p>Quando mergulhada em n\u00e9ctar, a l\u00edngua se enrola em um formato de canudo cil\u00edndrico que funciona como um sif\u00e3o. O n\u00e9ctar sobe rapidamente pela coluna por a\u00e7\u00e3o capilar &#8211; o mesmo fen\u00f4meno que faz uma toalha de papel absorver um l\u00edquido &#8211; permitindo que o beija-flor encha sua l\u00edngua at\u00e9 20 vezes por segundo. Ap\u00f3s cada mergulho, o n\u00e9ctar \u00e9 liberado pela l\u00edngua e engolido. <\/p>\n<p>Os modelos de computador de Bush, o primeiro a analisar a mec\u00e2nica desse processo em detalhes, revelaram que dobrar a l\u00edngua como uma esp\u00e9cie de &#8220;origami capilar&#8221; exige muito pouco esfor\u00e7o por parte do beija-flor. A l\u00edngua se dobra devido a for\u00e7as de tens\u00e3o superficial que montam automaticamente o sif\u00e3o. <\/p>\n<p>Segundo Bush: &#8220;A maior parte das estrat\u00e9gias para beber na natureza tem, ou eventualmente ter\u00e3o, similares industriais&#8221;. <\/p>\n<p><strong>BORBOLETAS E TOALHAS DE PAPEL<\/strong><\/p>\n<p>A tromba de uma borboleta se parece com um canudo &#8211; longo, fino e usado para sugar &#8211; mas funciona mais como uma toalha de papel, de acordo com Konstantin Kornev da Universidade Clemson.&nbsp; Ele espera ser capaz de tomar emprestado o truque desse peda\u00e7o da anatomia do inseto para criar pequenas sondas capazes de retirar amostras de fluidos dentro de c\u00e9lulas.<\/p>\n<p>No mundo em pequena escala de uma borboleta, os l\u00edquidos parecem mais espessos e resistentes \u00e0 suc\u00e7\u00e3o. O alimento do inseto &#8211; \u00e1gua, fluidos animais, sucos de frutas &#8211; t\u00eam viscosidades extremamente variadas. Seriam necess\u00e1rias enormes press\u00f5es para movimentar os l\u00edquidos, se os insetos dependessem de um sistema de bombas para se alimentar.<\/p>\n<p>&#8220;Nenhuma bomba suportaria esse tipo de press\u00e3o&#8221;, afirma Kornev. &#8220;O l\u00edquido ferveria espontaneamente&#8221;.<\/p>\n<p>As descobertas de Kornev indicam que, em lugar de bombear, as borboletas sugam o l\u00edquido para cima usando a capilaridade. A tromba se parece com uma toalha de papel enrolada, com pequenos sulcos que puxam para cima o l\u00edquido ao longo das bordas, carregando consigo a gota de l\u00edquido por dentro do meio do tubo. <\/p>\n<p>Kornev recebeu recentemente uma verba da Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Ci\u00eancias para desenvolver sondas artificiais feitas de nano-fibras que empregam um sistema similar para extrair o l\u00edquido viscoso que h\u00e1 dentro das c\u00e9lulas e examinar seu conte\u00fado.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><\/p>\n<hr>\n<p style=\"text-align: justify\">Este texto \u00e9 fornecido para a <em>media<\/em> pelo <em>Inside Science News Service,<\/em> que \u00e9 apoiado pelo Instituto Americano de F\u00edsica (American Institute of Physics), uma editora sem fins lucrativos de peri\u00f3dicos de ci\u00eancia. <br \/>Contatos: <a href=\"mailto:InsideScience@aip.org\">InsideScience@aip.org<\/a>.<\/p>\n<p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Livremente traduzido de: Sucking Up To Survive Da capilaridade a l\u00ednguas em forma de canudo que atuam como sif\u00e3o, mosquitos, beija-flores e borboletas empregam uma sofisticada mec\u00e2nica para sugar os l\u00edquidos com nutrientes 9, de dezembro de 2009 Por Phillip F. 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