{"id":77,"date":"2006-05-26T23:32:00","date_gmt":"2006-05-27T02:32:00","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/2006\/05\/physics-news-update-n-778\/"},"modified":"2006-05-26T23:32:00","modified_gmt":"2006-05-27T02:32:00","slug":"physics-news-update-n-778","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2006\/05\/26\/physics-news-update-n-778\/","title":{"rendered":"Physics News Update n\u00b0 778"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: arial\"><br \/>\n<a href=\"www.aip.org\/pnu\"><strong>PHYSICS NEWS UPDATE<\/strong><\/a><br \/>\nO Boletim de Not\u00edcias da F\u00edsica do Instituto Americano de F\u00edsica, n\u00famero 778, de 26 de maio de 2006 por Phillip F. Schewe, Ben Stein, e Davide Castelvecchi<br \/>\n<strong>PHYSICS NEWS UPDATE<\/strong><br \/>\nO ALEIJADO SISTEMA SOLAR. Tendo viajado muito al\u00e9m dos planetas em sua viagem de 28 anos e meio, as duas espa\u00e7onaves Voyager v\u00eam fornecendo novas informa\u00e7\u00f5es sobre a Heliosfera, a bolha em forma de l\u00e9grima que separa o sistema solar do espa\u00e7o interestelar. Na Assembl\u00e9ia Conjunta, nesta semana em Baltimore, da Uni\u00e3o Geof\u00edsica Americana (American Geophysical Union \u2013 AGU), Ed Stone da Caltech relatou que a heliosfera \u00e9 deformada, de acordo com as observa\u00e7\u00f5es das Voyager, com a borda arredondada da l\u00e1grima protuberante no topo (o hemisf\u00e9rio Norte do Sistema Solar) e achatado no fundo (o hemisf\u00e9io Sul). (<a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/vision\/universe\/solarsystem\/voyager_2006agu.html\">Figuras e filmes aqui<\/a>). Como explicou Rob Decker do Laborat\u00f3rio de F\u00edsica Aplicada da Universidade Johns Hopkins, a assimetria se deve a um campo magn\u00e9tico oriundo do espa\u00e7o interestelar que pressiona o hemisf\u00e9rio Sul. O campo tem a intensidade de cerca de 1\/100.000 do campo da Terra, mas seu efeito pode ser sentido por bilh\u00f5es de milhas, uma vez que atua em uma grande \u00e1rea sobre o g\u00e1s extremamente dilu\u00eddo nas bordas do Sistema Solar. O campo interestelar achata at\u00e9 uma importante zona esf\u00e9rica dentro da heliosfera, chamada o  choque de termina\u00e7\u00e3o. De forma an\u00e1loga ao c\u00edrculo que se forma quando a \u00e1gua se despeja sobre uma pia, o choque de termina\u00e7\u00e3o representa a fronteira na qual o veloz vento solar (a corrente de g\u00e1s carregado emitido pelo Sol) freia abruptamente e se acumula. As medi\u00e7\u00f5es da Voyager 2 indicam que a parte Sul da esfera de termina\u00e7\u00e3o podem estar um bilh\u00e3o de milhas mais pr\u00f3xima do Sol do que a parte Norte. Al\u00e9m disso, as for\u00e7as dos ventos solares fazem com que o choque de termina\u00e7\u00e3o &#8220;inspire e expire&#8221; em cerca de cada doze anos. A Voyager 1 j\u00e1 passou al\u00e9m do choque de termina\u00e7\u00e3o, para o heliof\u00f3lio, a regi\u00e3o onde o vento solar e os gases interestelares se misturam. Assim, de certa forma, o final do Sistema Solar n\u00e3o \u00e9 claramente definido. Stone estima que podem se passar outros 10 anos (3 a 4 bilh\u00f5es de milhas) antes que as duas astronaves passem pela heliopausa (a fronteira mais externa da heliosfera) e entrem  no espa\u00e7o puramente interestelar.  As espa\u00e7onaves ainda t\u00eam energia dispon\u00edvel para cerca de mais 15 anos. (Sess\u00e3o SH02 na Assembl\u00e9ia; ver <a href=\"http:\/\/www.agu.org\/meetings\/ja06\/?content=search\">http:\/\/www.agu.org\/meetings\/ja06\/?content=search)<\/a><br \/>\n<span style=\"color: #ff0000\">Nota do tradutor: eu n\u00e3o estou bem certo dos termos t\u00e9cnicos de astronomia\/astrof\u00edsica usados em portugu\u00eas para &#8220;heliosphere&#8221;, &#8220;termination shock&#8221;, etc. Para facilitar a visualiza\u00e7\u00e3o dessas zonas, eu sugiro uma vista \u00e0 <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Image:Heliosphere_drawing.gif\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\">figura<\/a> da WikiPedia (em ingl\u00eas) associada \u00e0 p\u00e1gina &#8220;<a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Heliosphere\">Heliosphere<\/a>&#8220;.<\/span><br \/>\nCONTANDO F\u00d3TONS DA FAIXA DOS TERAHERTZ. Cientistas da Universidade de Tokyo e da Corpora\u00e7\u00e3o de Ci\u00eancia e Tecnologia do Jap\u00e3o conseguiram detectar f\u00f3tons isolados na regi\u00e3o de terahertz do espectro eletromagn\u00e9tico, pela primeira vez. At\u00e9 agora, esses f\u00f3tons, com energias de cerca de 4 mili-el\u00e9tron-volts, n\u00e3o podiam ser observados individualmente. A radia\u00e7\u00e3o da faixa de THz, essencialmente no infravermelho longo, \u00e9, potencialmente, uma importante portadora para telecomunica\u00e7\u00f5es. Pode-se realizar n\u00e3o s\u00f3 a detec\u00e7\u00e3o, como tamb\u00e9m microscopia nas faixas ultra-baixas de THz. Por meio da varredura com um feixe de ponto qu\u00e2ntico (altamente sens\u00edvel \u00e0 luz da faixa do THz) na superf\u00edcie de uma amostra, pode-se capturar uma imagem da amostra com uma resolu\u00e7\u00e3o de 50 microns (a pr\u00f3pria radia\u00e7\u00e3o tem um comprimentode onda de 132 m\u00edcrons). Isto \u00e9 ainda mais not\u00e1vel quando se considera que a pot\u00eancia emitida a partir da superf\u00edcie explorada fica no n\u00edvel de 10<sup>-19<\/sup> Watts (0,1 attowatt). A atual microscopia de contagem de f\u00f3tons consegue um vislumbre de uns poucos el\u00e9trons de cada vez, oscilando nas freq\u00fc\u00eancias de THz em dispositivos semicondutores em fortes campor magn\u00e9ticos. De acordo com Kenji Ikushima, a extraordinariamente alta sensibilidade da t\u00e9cnica de contagem de f\u00f3tons em breve vai facilitar o estudo do &#8220;rock &amp; roll&#8221; (<em>&#8220;shaking, rattling and rolling&#8221;<\/em>) de umas poucas mol\u00e9culas de cada vez, vibrando nas freq\u00fc\u00eancias de THz em dispositivos semicondutores em fortes campos magn\u00e9ticos.  (Ikushima et al., Applied Physics Letters, 10 de abril de 2006; <a href=\"www.dbs.c.u-tokyo.acjp\/%7Ekomiyama\">www.dbs.c.u-tokyo.acjp\/~komiyama<\/a> )<br \/>\n***********<br \/>\nPHYSICS NEWS UPDATE \u00e9 um resumo de not\u00edcias sobre f\u00edsica que aparecem em conven\u00e7\u00f5es de f\u00edsica, publica\u00e7\u00f5es de f\u00edsica e outras fontes de not\u00edcias. \u00c9 fornecida de gra\u00e7a, como um meio de disseminar informa\u00e7\u00f5es acerca da f\u00edsica e dos f\u00edsicos. Por isso, sinta-se \u00e0 vontade para public\u00e1-la, se quiser, onde outros possam ler, desde que conceda o cr\u00e9dito ao AIP (American Institute of Physics = Instituto Americano de F\u00edsica). O boletim Physics News Update \u00e9 publicado, mais ou menos, uma vez por semana.<br \/>\n**************<br \/>\nComo divulgado no numero anterior, este boletim \u00e9 traduzido por um curioso, com um dom\u00ednio apenas razo\u00e1vel de ingl\u00eas e menos ainda de f\u00edsica. Corre\u00e7\u00f5es s\u00e3o bem-vindas.<br \/>\n<\/span><\/div>\n<div class=\"blogger-post-footer\">http:\/\/chivononpo.blogspot.com\/atom.xml<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PHYSICS NEWS UPDATE O Boletim de Not\u00edcias da F\u00edsica do Instituto Americano de F\u00edsica, n\u00famero 778, de 26 de maio de 2006 por Phillip F. Schewe, Ben Stein, e Davide Castelvecchi PHYSICS NEWS UPDATE O ALEIJADO SISTEMA SOLAR. 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