{"id":778,"date":"2010-01-10T14:30:43","date_gmt":"2010-01-10T17:30:43","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/2010\/01\/disco_de_acrecao\/"},"modified":"2010-01-10T14:30:43","modified_gmt":"2010-01-10T17:30:43","slug":"disco_de_acrecao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2010\/01\/10\/disco_de_acrecao\/","title":{"rendered":"Disco de acre\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-content\/uploads\/sites\/224\/2011\/08\/headNSF29.gif\" alt=\"\" border=\"0\" height=\"62\" width=\"320\" \/><\/a><\/p>\n<p>Estas imagens fazem parte da <i>National Science Foundation Multimedia Gallery<\/i>. As imagens e o texto original podem ser encontradas <a href=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/mmg\/mmg_disp.cfm?med_id=66143\">aqui<\/a> e <a href=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/mmg\/mmg_disp.cfm?med_id=66144&amp;from=mmg\">aqui<\/a>.<\/p>\n<table bgcolor=\"#f2f2f2\" border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"10\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td align=\"center\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/mmg\/media\/images\/accretion-old_f.jpg\" alt=\"An artist's conception of the accretion disk in the binary star system WZ Sge.\" border=\"0\" height=\"220\" vspace=\"2\" width=\"350\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<div align=\"center\">\n<div align=\"center\">Uma concep\u00e7\u00e3o art\u00edstica do disco de acre\u00e7\u00e3o no sistema estelar bin\u00e1rio <span class=\"caption\">WZ<br \/>\nSge. Uma nova vers\u00e3o do mesmo foi feita a partir de novos dados obtidos pelo Kitt Peak<br \/>\nNational Observatory e o Spitzer Space Telescope, e aparece no fim deste post.<\/span><\/div>\n<p><span class=\"caption\"><\/span><\/div>\n<p><span class=\"caption\"><br \/>\n<br \/>\n<em><\/em><br \/>\nObserva\u00e7\u00f5es de um sistema estelar bin\u00e1rio interativo, realizado com os telesc\u00f3pios do Kitt<br \/>\nPeak National Observatory (KPNO) e o Spitzer Space Telescope da NASA, indicam que os discos de g\u00e1s quente e poeira que se acumulam em torno de diversos objetos astron\u00f4micos &#8211; desde estrelas an\u00e3s-brancas em sistemas bin\u00e1rios energ\u00e9ticos, at\u00e9 buracos negros super-maci\u00e7os no cora\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias ativas &#8211; provavelmente s\u00e3o muito maiores do que se acreditava at\u00e9 ent\u00e3o.<\/p>\n<p>O alvo dessa investiga\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, chamado WZ Sagittae (WZ Sge), \u00e9 um bin\u00e1rio interativo de estrelas na constela\u00e7\u00e3o Sagitta, a flecha do arqueiro Sagit\u00e1rio. Ela faz parte de um programa chamado<i> Spitzer-NOAO Observing Program for Teachers and Students<\/i> (Programa Spitzer-NOAO de Observa\u00e7\u00e3o para Professores e Estudantes), onde Steve B.<br \/>\nHowell do <i>National Optical Astronomy Observatory<\/i> (Observat\u00f3rio Nacional de Astronomia \u00d3ptica = NOAO) e uma&nbsp; equipe de astr\u00f4nomos e professores coletaram imagens do WZ Sge usando o telesc\u00f3pio de 2,1m da National Science<br \/>\nFoundation&#8217;s (NSF) e o telesc\u00f3pio de 0,9m da WIYN, ambos localizados no KPNO, e a Infrared Array Camera (IRAC) a bordo do Spitzer.<\/p>\n<p>Estrelas bin\u00e1rias interativas, tais como WZ Sge, cont\u00e9m uma an\u00e3-branca (uma estrela compacta, mais ou menos do tamanho da Terra, mas com uma massa pr\u00f3xima da do Sol) e uma estrela companheira, maior, por\u00e9m com menos massa e muito mais fria. O material da estrela acompanhante \u00e9 arrancado de sua superf\u00edcie pela gravidade mais forte da an\u00e3-branca e flui na dire\u00e7\u00e3o da an\u00e3-branca, formando um disco a seu redor, chamado de <a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Disco_de_acre%C3%A7%C3%A3o\">disco de acre\u00e7\u00e3o<\/a>. <\/p>\n<p>Independente de se formarem em sistemas vari\u00e1veis catacl\u00edsmicos, ou em torno dos buracos negros super-maci\u00e7os no cora\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias ativas, os discos de acre\u00e7\u00e3o t\u00eam sido bastante observados e modelados, usando-se medi\u00e7\u00f5es obtidas ao longo de grande parte do espectro eletromagn\u00e9tico, dos raios-X ao infravermelho pr\u00f3ximo. A imagem modelo do &#8220;disco de acre\u00e7\u00e3o padr\u00e3o&#8221; \u00e9 um disco fino de material gasoso em torno da an\u00e3-branca ou buraco negro.<\/p>\n<p>A equipe de Howell obteve, pela primeira vez, uma s\u00e9rie de observa\u00e7\u00f5es de um disco de acre\u00e7\u00e3o feitas na faixa dos 4,5 e 8 microns, vindas do Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer. Mais ou menos ao mesmo tempo, eles obtiveram os dados das observa\u00e7\u00f5es \u00f3pticas de WZ Sge feitas no KPNO. As observa\u00e7\u00f5es \u00f3pticas confirmavam o modelo aceito de tamanho e temperatura do disco de acre\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Estretando, as observa\u00e7\u00f5es na faixa do infravermelho intermedi\u00e1rio eram totalmente inesperadas e revelaram que um disco bem maior, de material poeirento e frio, fica em torno do disco de acre\u00e7\u00e3o gasoso. Esse disco externo provavelmente contem tanta massa como um aster\u00f3ide de porte m\u00e9dio. O rec\u00e9m-descoberto disco exterior se estende at\u00e9 cerca de 20 vezes o raio do disco gasoso.<\/p>\n<p>As implica\u00e7\u00f5es dessa descoberta tem longo alcance, uma vez que afetam n\u00e3o s\u00f3 os modelos te\u00f3ricos (j\u00e1 que os modelos de forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o dos discos de acre\u00e7\u00e3o foram feitos a partir dos dados at\u00e9 ent\u00e3o dispon\u00edveis sobre seus tamanho, temperatura e composi\u00e7\u00e3o &#8211; todos quantidades que precisam agora serem revistas), como tamb\u00e9m todas as oberva\u00e7\u00f5es anteriores de sistemas que contem discos de acre\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/mmg\/media\/images\/accretion-new_f.jpg\" alt=\"An artist's conception of the accretion disk in the binary star system WZ Sge.\" border=\"0\" height=\"220\" vspace=\"2\" width=\"350\" \/>&nbsp;<\/p>\n<p>Concep\u00e7\u00e3o art\u00edstica do disco de acre\u00e7\u00e3o do sistema estelar bin\u00e1rio <span class=\"caption\">WZ Sge. [A vers\u00e3o anterior \u00e9 a que aparece acima neste post]<br \/>\nEste novo conceito foi criado usado dados do Kitt Peak National<br \/>\nObservatory e do Spitzer Space Telescope. O novo quadro do disco de acre\u00e7\u00e3o mostra um disco maior e mais grosso de material poeirento frio em torno de grande parte do disco de acre\u00e7\u00e3o gasoso. Uma pequena parte da estrela acompanhante, mais fria e alaranjada, \u00e9 vis\u00edvel \u00e0 esquerda. A an\u00e3-branca, mais quente, aparece no centro do disco de acre\u00e7\u00e3o. O material da estrela mais fria flui para o disco de acre\u00e7\u00e3o e, da\u00ed, para a an\u00e3-branca.<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><b><span class=\"caption\">Cr\u00e9dito: <em>P. Marenfeld\/NOAO\/AURA\/NSF<\/em><\/span><\/p>\n<p><\/b><a href=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/mmg\/media\/images\/accretion-old_h.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\">Download<\/a> da primeira imagem em alta defini\u00e7\u00e3o (JPG). (2.2 MB)<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/mmg\/media\/images\/accretion-new_h.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-rel=\"lightbox-image-1\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\">Download<\/a> da segunda imagem em alta defini\u00e7\u00e3o (JPG). (7.5 MB)<\/p>\n<p><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estas imagens fazem parte da National Science Foundation Multimedia Gallery. As imagens e o texto original podem ser encontradas aqui e aqui. Uma concep\u00e7\u00e3o art\u00edstica do disco de acre\u00e7\u00e3o no sistema estelar bin\u00e1rio WZ Sge. 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