{"id":784,"date":"2010-01-15T21:49:10","date_gmt":"2010-01-16T00:49:10","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/2010\/01\/isns_depois_do_haiti_temores_d\/"},"modified":"2010-01-15T21:49:10","modified_gmt":"2010-01-16T00:49:10","slug":"isns_depois_do_haiti_temores_d","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2010\/01\/15\/isns_depois_do_haiti_temores_d\/","title":{"rendered":"ISNS: Depois do Haiti, temores de outros grandes terremotos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.insidescience.org\/\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-content\/uploads\/sites\/224\/2011\/08\/masthead15.jpg\" alt=\"Photobucket\" align=\"center\" border=\"0\" height=\"70\" width=\"532\" \/><\/a><\/p>\n<div class=\"ii gt\">\n<br \/>Traduzido de:  <a href=\"http:\/\/www.insidescience.org\/current_affairs\/after_haiti_worries_about_other_big_quakes\">After Haiti, Worries About Other Big Quakes<\/a><\/p>\n<h2>Pesquisadores tentam identificar regi\u00f5es em risco mas n\u00e3o podem prever onde ser\u00e1 o pr\u00f3ximo &#8220;big one&#8221; <\/h2>\n<p>15 de janeiro de 2010<\/p>\n<p><i><b>Por Devin Powell<\/b><\/i><br \/>\nInside Science News Service\n<\/p>\n<\/p>\n<div class=\"related\" style=\"margin-bottom: 10px\">\n<\/div>\n<p><!--END INSIDER DIV--><br \/>\n<!-- tabela para inserir imagem --><\/p>\n<table align=\"right\" border=\"0\" cellpadding=\"5\" cellspacing=\"0\" width=\"180\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"padding: 10px\">\n<p><a href=\"Site.openWin('\/polopoly_fs\/1.1179!image\/2388108287.jpg_gen\/derivatives\/landscape_490\/2388108287.jpg',%20510,%20356)\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.insidescience.org\/polopoly_fs\/1.1179%21image\/2388108287.jpg_gen\/derivatives\/landscape_174\/2388108287.jpg\" alt=\"Caribbean Tectonic Plate \" \/><\/a><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"center\">   <a href=\"Site.openWin('\/polopoly_fs\/1.1179!image\/2388108287.jpg_gen\/derivatives\/landscape_490\/2388108287.jpg',%20510,%20356)\">Imagem ampliada<\/a><br \/>\n\n<\/p>\n<p align=\"center\">A Placa Tect\u00f4nica do Caribe fica espremida entre quatro placas circunvizinhas.<\/p>\n<div align=\"center\">\nCr\u00e9dito: ISNS<\/div>\n<p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><!--- fim da imagem --><\/p>\n<div>\n<div class=\"element teaser\">\n\n<\/div>\n<\/div>\n<p>WASHINGTON<br \/>\n(ISNS) &#8212; Nos \u00faltimos dias, enquanto as aten\u00e7\u00f5es do mundo se voltam para o drama humano do terremoto de ter\u00e7a-feira no Haiti,<br \/>\nos cientistas come\u00e7aram a examinar o drama geol\u00f3gico do terremoto. Quais s\u00e3o os perigos para outras popula\u00e7\u00f5es que vivem pr\u00f3ximas de outras linhas de falha no Caribe &#8211; eles se perguntam &#8211; e quais outras \u00e1reas do mundo correm risco?<\/p>\n<p>Os sismologistas apenas come\u00e7aram o longo processo de analise das reverbera\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas do terremoto de magnitude 7,0. Eles est\u00e3o preocupados que o desastre desta semana possa aumentar as chances de outro tremor no Haiti, embora seus modelos de computador possam acalm\u00e1-los depois que todos os dados estiverem digeridos. <\/p>\n<p>&#8220;O que mais nos preocupa \u00e9 a Pen\u00ednsula Haitiana, a \u00e1rea a Oeste dessa ruptura da falha&#8221;, declarou a sismologista Carol Prentice oo <i>U.S.<br \/>\nGeological Survey<\/i> (USGS &#8211; Servi\u00e7o Geol\u00f3gico dos EUA) em Menlo Park, Calif\u00f3rnia, que estuda o Caribe. <\/p>\n<p>Ainda dependendo de uma an\u00e1lise mais detalhada &#8211; que levar\u00e1 semanas e pode ser prejudicada pela falta de equipamentos de coleta de dados no Haiti &#8211; Prentice diz que o terremoto no Haiti pode ter aumentado as chances de um terremoto futuro na vizinha Rep\u00fablica Dominicana tamb\u00e9m. No entanto, ela acrescentou que a probabilidade desse evento repercutir em outras na\u00e7\u00f5es do Caribe, tais como a Jamaica, Cuba e Porto Rico \u00e9 extremamente baixa. <\/p>\n<p>&#8220;Jamaica, Cuba e toda a \u00e1rea precisam se preocupar com terremotos por outras raz\u00f5es&#8221;, diz Prentice. &#8220;Mas este terremoto em particular provavelmente n\u00e3o mudou o estresse nas falhas t\u00e3o longe&#8221;. <\/p>\n<p><strong>Um hist\u00f3rico de viol\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>Por todo o mundo, s\u00e3o relatados terremotos de magnitude 7,0 e mais intensos cerca de 18 vezes a cada ano e ao menos uma d\u00fazia deles ocorreram no Caribe nos \u00faltimos 500 anos. Em 1946 um terremoto de magnitude 7,6 na Rep\u00fablica Dominicana deixou 20.000 desabrigados e o terremoto de 1843 nas Ilhas de Sotavento matou cerca de 5.000. <\/p>\n<p>Conectadas entre si por baixo do oceano, essas na\u00e7\u00f5es insulares est\u00e3o todas sobre um grande peda\u00e7o da crosta terrestre chamado de Placa do Caribe. Esta placa tect\u00f4nica est\u00e1 escorregando lentamente na dire\u00e7\u00e3o Leste, com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vizinha Placa da Am\u00e9rica do Norte. Mas as bordas das duas placas n\u00e3o deslizam suavemente de encontro \u00e0 outra; ao inv\u00e9s, elas se travam e grudam, formando rachaduras ou &#8220;falhas&#8221; nas quais o estresse se acumula. Quando a tens\u00e3o fica grande demais, as rochas de ambos os lados da falha escorregam subitamente e, em casos extremos, produzem um grande terremoto. Duas dessas falhas correm ao longo do Haiti e da Rep\u00fablica Dominicana.<\/p>\n<p>Em<br \/>\n2008 uma equipe de ge\u00f3logos calculou quanta tens\u00e3o tinha se acumulado na falha do sul, respons\u00e1vel pelo terremoto desta semana, a Falha Enriquillo-Plantain Garden, que vai da Jamaica no Oeste, atrav\u00e9s do Haiti at\u00e9 a Rep\u00fablica Dominicana. Usando dispositivos de rastreamento com GPS, eles calcularam que as placas tinham se movido cerca de 1,80m em rela\u00e7\u00e3o com a outra, desde o \u00faltimo grande terremoto de 1751, e previram que a falah tinha acumulado tens\u00e3o suficiente para produzir um terremoto de magnitude 7,2.<\/p>\n<p>C\u00e1lculos semelhantes revelaram outras regi\u00f5es do mundo onde falhas apresentam riscos. <\/p>\n<p>A antiga cidade turca de Istanbul, lar de 12 milh\u00f5es de pessoas, pode estar na lista para um grande terremoto na pr\u00f3xima d\u00e9cada. Ela fica a apenas 20 km da falha do Norte da Anat\u00f3lia, que n\u00e3o teve rupturas desde 1766 e acumulou ainda mais tens\u00e3o do que a falha que causou o terremoto do Haiti.<\/p>\n<p>&#8220;Podemos esperar um terremoto ainda aior que este do Haiti &#8211; o cen\u00e1rio da pior hip\u00f3tese chega aos 7,6 graus&#8221;, declarou o sismologista Oliver Heidbach<br \/>\ndo <i>Helmholtz Centre Potsdam<\/i> na Alemanha, cuja pesquisa ser\u00e1 publicada neste domingo em <i>Nature Geoscience<\/i>. <\/p>\n<p>A parte Sul da falha de San Andreas perto de Los Angeles, quieta a 300 anos atualmente, tamb\u00e9m tem acumulado tens\u00e3o suficiente para produzir um &#8220;big<br \/>\none&#8221; de magnitude 7,0 ou mais, de acordo com o sismologista da Univesidade da Calif\u00f3rnia em San Diego Yuri Fialko. <\/p>\n<p>O USGS mant\u00e9m mapas de riscos que evidenciam \u00e1reas dos Estados Unidos consideradas de maior risco de grandes terremotos. O mais forte terremoto jamais registrado nos EUA &#8211; magnitude 9,2 &#8211; foi o Grande Terremoto do Alaska em 1964. Atualmente, regi\u00f5es na Carolina do Sul e no estado de Washington s\u00e3o consideradas de alto risco e uma aten\u00e7\u00e3o especial \u00e9 dada \u00e0 falha de Nova Madrid &#8211; que corre atrav\u00e9s do Missouri e seis outros estados do Sul e Meio-Oeste. Na \u00faltima vez que houve uma ruptura nessa falha, em 1811, dizem que as vibra\u00e7\u00f5es fizeram os sinos das igrejas tocarem em lugares distantes como Boston.<\/p>\n<p><strong>Terremotos geram terremotos<\/strong><\/p>\n<p>Durante o terremoto do Haiti, somente entre 40 a 80 km da falha de 600 km sofreu uma ruptura e deslizou. O resto dela ficou emperrado, ainda grudado pela fric\u00e7\u00e3o. A \u00e1rea que se rompeu provavelmente aumentou a tens\u00e3o &#8211; e o risco de outro terremoto &#8211; nas outras partes da falha, especialmente nas \u00e1reas a Oeste de Port-au-Prince.<\/p>\n<p>Isso aconteceu em 2004 na Indon\u00e9sia, depois de um terremoto de magnitude 9,4 (mais de 3.000 vezes mais forte do que este do Haiti) aconteceu ao largo da costa de Sumatra. Dados de modelos de computadores, publicados na <i>Science<\/i>, alertavam para que os tremores gigantescos tinham aumentado a tens\u00e3o sobre duas outras \u00e1reas da falha e sobre outra falha no Lesta. Em Mar\u00e7o de 2005, a falha a Leste sofreu um terremoto de magnitude 8,7.<\/p>\n<p>O terremoto mais fraco na falha Enriquillo no Haiti n\u00e3o deve ter tais difundidas consequ\u00eancias, mas pode ter afetado a falha Setentrional mais ao Norte que corre atrav\u00e9s do Haiti e da Rep\u00fablica Dominicana e que tem estado quieta por mais de 800 anos, de acordo com Prentice, a cientista do USGS. <\/p>\n<p>Para calcular como as tens\u00f5es em ambas essas falhas foram modificadas nesta semana, os sismologistas &#8211; como Ross Stein do USGS &#8211; est\u00e3o analisando medi\u00e7\u00f5es que mostram onde e com quanta for\u00e7a a Terra tremeu na ter\u00e7a-feira, e alimentando programas de computador com esses dados para modelar como as tens\u00f5es em outras regi\u00f5es da falha podem ter mudado. Mas os cientistas<br \/>\nadmitem que os modelos n\u00e3o conseguem predizer exatamente o que ocorrer\u00e1 a seguir.<\/p>\n<p>&#8220;Temos que ser realmente humildes como cientistas da Terra&#8221;, diz Stein. &#8220;Temos um hist\u00f3rico colossal em falhar em predizer [antecipadamente os terremotos]&#8221;; <\/p>\n<p>O caso do Haiti pode ser particularmente desafiador porque os sismologistas como Stein normalmente veriificariam os sism\u00f3grafos locais \u00e0 procura de pequenos terremotos &#8220;<a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/R%C3%A9plica_%28sismologia%29\">r\u00e9plicas<\/a>&#8221; nas regi\u00f5es sob estresse indicadas pelos modelos. No Haiti, isso pode ser imposs\u00edvel porque a ilha tem muito poucos sism\u00f3grafos e um cat\u00e1logo de r\u00e9plicas, para dizer o m\u00ednimo, rudimentar. Mesmo os dados que descrevem o terremoto principal vieram principalmente de isntrumentos distantes nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s teremos um quadro mais pobre de como a falha deslizou do que ter\u00edamos se fosse um terremoto nos Estados Unidos ou no Jap\u00e3o, e teremos um quadro bem mais pobre das r\u00e9plicas que o seguiram&#8221;, diz Stein. &#8220;Isso nos deixa com uma ou at\u00e9 as duas m\u00e3os atadas nas costas&#8221;. <\/p>\n<p><strong>Sem tempo<\/strong><\/p>\n<p>Vai levar semanas antes que os cientistas saibam se esses modelos v\u00e3o nos dar uma melhor ideia dos novos riscos no Caribe. Mas Stein diz que, mesmo quando os modelos conseguem identificar \u00e1reas de risco &#8211; seja no Caribe, na Turquia, ou na Calif\u00f3rnia &#8211; eles n\u00e3o conseguem prever quando o pr\u00f3ximo terremoto vai acontecer. <\/p>\n<p>Para prever quando os terremotos ir\u00e3o acontecer, alguns cientistas examinam o registro hist\u00f3rico de quando e qu\u00e3o frequentemente os terremotos ocorreram no passado. Isto apresenta dificuldades &#8211; segundo Stein &#8211; porque somente os tremores mais fracos &#8211; de magnitudes de 1 a 2 &#8211; tendem a ocorrer em intervalos regulares. <\/p>\n<p>&#8220;Tem havido algum progresso na previs\u00e3o a longo prazo de terremotos, onde estimamos a probabilidade em um per\u00edodo de anos a d\u00e9cadas para a ocorr\u00eancia de um terremoto&#8221;, diz Michael Hamburger da Universidade de Indiana em Bloomington. &#8220;Mas isso n\u00e3o \u00e9 a mesma coisa que uma previs\u00e3o de ocorr\u00eancia de terremotos de curto prazo&nbsp; &#8211; poder afirmar que um terremoto vai ocorrer nas pr\u00f3ximas semanas e que devemos evacuar uma cidade&#8221;. <\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<hr>\n<\/div>\n<div><em>Todo o texto deste artigo est\u00e1 dispon\u00edvel para uso por sua organiza\u00e7\u00e3o de not\u00edcias, com a condi\u00e7\u00e3o de que todo o material produzido pelo Inside Science News Service seja inteiramente creditado a sua fonte original em sua publica\u00e7\u00e3o. Para mais detalhes, entre em contato com o ISNS atrav\u00e9s de <\/em><a href=\"mailto:InsideScience@aip.org\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><em>InsideScience@aip.org<\/em><\/a><\/p>\n<p><a href=\"mailto:InsideScience@aip.org\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Traduzido de: After Haiti, Worries About Other Big Quakes Pesquisadores tentam identificar regi\u00f5es em risco mas n\u00e3o podem prever onde ser\u00e1 o pr\u00f3ximo &#8220;big one&#8221; 15 de janeiro de 2010 Por Devin Powell Inside Science News Service Imagem ampliada A Placa Tect\u00f4nica do Caribe fica espremida entre quatro placas circunvizinhas. 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