{"id":806,"date":"2010-02-24T15:31:43","date_gmt":"2010-02-24T18:31:43","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/2010\/02\/magnetometros_no_bico\/"},"modified":"2010-02-24T15:31:43","modified_gmt":"2010-02-24T18:31:43","slug":"magnetometros_no_bico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2010\/02\/24\/magnetometros_no_bico\/","title":{"rendered":"Magnet\u00f4metros no bico"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"relinst\"><a href=\"http:\/\/www.uni-frankfurt.de\/\">Goethe<br \/>\nUniversity Frankfurt<\/a><\/span><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/pub_releases\/2010-02\/guf-ami022310.php\"><br \/>\n<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/pub_releases\/2010-02\/guf-ami022310.php\"><b>Um magnet\u00f4metro na parte superior dos bicos das aves?<\/b><\/a><\/p>\n<p><i>Como identificar sistemas magneto-sens\u00edveis em v\u00e1rios organismos<\/i><\/p>\n<p>FRANKFURT &#8212; Pequenos ramos de nervos que cont\u00e9m ferro, na parte superior dos bicos das aves pode servir como um magnet\u00f4metro para medir o vetor (intensidade e inclina\u00e7\u00e3o) do campo magn\u00e9tico da Terra e n\u00e3o somente funcionarem como uma b\u00fassola magn\u00e9tica que indica apenas a dire\u00e7\u00e3o das linhas do campo magn\u00e9tico. J\u00e1 fazem alguns anos que os neuro-bi\u00f3logos de Frankfurt, Dra.Gerta Fleissner e seu marido Prof. Dr. G\u00fcnther Fleissner, descobriram essas estruturas em pombos-correio e, em estreita coopera\u00e7\u00e3o com o f\u00edsico experimentar Dr. Gerald Falkenberg (DESY Hamburg), identificado os \u00f3xidos de ferro essenciais.&#8221;Ap\u00f3s termos exibido o sistema de dendritos com compartimentos sub-celulares distintos contendo ferro em pombos-correio, a quest\u00e3o imediata que se seguiu foi se poder\u00edamos encontrar sistemas dendr\u00edticos semelhantes em outras esp\u00e9cies de aves tamb\u00e9m&#8221;, comenta Gerta Fleissner, a principal investigadora. Neste meio tempo, eles foram capazes de descrever estruturas similares e potencialmente satisfat\u00f3rias nos bicos de diversas esp\u00e9cies de aves. Medi\u00e7\u00f5es de fluoresc\u00eancia em Raios-X feitas no DESY, demonstraram que os \u00f3xidos de ferro dentro desses dendritos nervosos s\u00e3o id\u00eanticos. Estas descobertas foram publicadas, h\u00e1 poucos dias, em <i>PlosOne<\/i>.\n<\/p>\n<p>Um n\u00famero maior do que cerca de 500 dendritos na periferia codifica a informa\u00e7\u00e3o sobre o campo magn\u00e9tico que \u00e9 integrada pelo sistema nervoso central em um mapa magn\u00e9tico. Obviamente n\u00e3o vem ao caso se a ave usa esse mapa magn\u00e9tico para navega\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica de longa dist\u00e2ncia, ou n\u00e3o: o equipamento pode ser encontrado em p\u00e1ssaros migrat\u00f3rios, tais como os piscos-de-peito-ruivo e felosas-das-figueiras, assim como nas galinhas dom\u00e9sticas. &#8220;Essa descoberta \u00e9 surpreendente, j\u00e1 que os p\u00e1ssaros estudados t\u00eam diferentes estilos de vida e t\u00eam que realizar tarefas de orienta\u00e7\u00e3o diferentes: pombos-correio, treinados para retornar de diferentes lugares para sua casa, migrat\u00f3rios de curtas dist\u00e2ncias como o pisco-de-peito-ruivo, migrat\u00f3rios de longas dist\u00e2ncias como felosas-das-figueiras e os decididamente dom\u00e9sticos como as galinhas&#8221;, explica Gerta Fleissner.<\/p>\n<p>A fim de produzir ind\u00edcios convincentes, foram realizadas v\u00e1rios milhares de medi\u00e7\u00f5es comparativas. O tecido dos bicos foi estudado sob o microsc\u00f3pio para identificar os locais &#8220;quentes&#8221; que continham ferro, como base para subsequentes an\u00e1lises fisico-qu\u00edmicas. No Hamburg Synchrotron<br \/>\nStrahlungslabor no DESY, a distribui\u00e7\u00e3o e a quantidade de v\u00e1rios elementos foi topograficamente mapeada por um dispositivo de raios-X de alta resolu\u00e7\u00e3o. &#8220;Aqui, o tecido dos bicos pode ser investigado sem destrui\u00e7\u00e3o por processos histol\u00f3gicos referentes \u00e0 posi\u00e7\u00e3o e \u00e0 natureza detalhada dos compostos magn\u00e9ticos ferrosos dentro dos dendritos&#8221;, explica Gerta Fleissner, enfatizando que a coopera\u00e7\u00e3o com o f\u00edsico experimental Gerald Falkenberg como l\u00edder do projeto no DESY foi essencial para essa descoberta cient\u00edfica.<\/p>\n<p>Os compostos ferrosos especializados dentro dos dendritos amplificam localmente o campo magn\u00e9tico da Terra e, assim, induzem um potencial receptivo inicial. Muito provavelmente, cada um desses mais de 500 dendritos codifica apenas uma dire\u00e7\u00e3o do campo magn\u00e9tico. Esses dados espaciais s\u00e3o processados no c\u00e9rebro da ave e, devidamente integrados, servem para compor um mapa magn\u00e9tico que facilita a orienta\u00e7\u00e3o espacial. Se esse mapa magn\u00e9tico \u00e9 consultado ou n\u00e3o, depende da esp\u00e9cie de ave e de sua motiva\u00e7\u00e3o corrente para faz\u00ea-lo: p\u00e1ssaros migrat\u00f3rios, por exemplo, exibem orienta\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica apenas durante seu per\u00edodo de inquieta\u00e7\u00e3o migrat\u00f3ria, como demonstrado nas v\u00e1rias experi\u00eancias de comportamento realizadas pelo Prof. Wolfgang<br \/>\nWiltschko, que descobriu a navega\u00e7\u00e3o guiada por campos magn\u00e9ticos nas aves. A coopera\u00e7\u00e3o com sua equipe de pesquisas sugere que a b\u00fassola magn\u00e9tica e o sentido de mapa magn\u00e9tico se baseiam em mecanismos diferentes e se funcionam em locais diferentes: a b\u00fassola funciona nos olhos e o magnet\u00f4metro no bico.<\/p>\n<p>&#8220;Os resultados agora publicados claramente desmentem os velhos mitos referentes \u00e0 magneto-sensitividade ser processada em locais aleat\u00f3rios do corpo [das aves], tais como o sangue, o c\u00e9rebro, ou os ossos da cabe\u00e7a. Em lugar disto, eles apresentam um conceito s\u00f3lido sobre como identificar os sistema magneto-sens\u00edveis em v\u00e1rios organismos&#8221;, relata alegremente G\u00fcnther Fleissner. Esses dados claros e facilmente reproduz\u00edveis podem ser usados como base para futuros projetos experimentais que podem elucidar os variados passos entre a percep\u00e7\u00e3o do campo magn\u00e9tico e seu uso como um farol de navega\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<div align=\"center\">###<\/p>\n<\/div>\n<p>O projeto foi finanaciado pelas Funda\u00e7\u00f5es de Frankfurt (Stiftung<br \/>\nPolytechnische Gesellschaft e Kassel-Stiftung), pelo &#8220;Freunde und<br \/>\nF\u00f6rderer&#8221; da Universidade Goethe, pelo ZEN-program do Hertie-Stiftung e o Deutsche Forschungsgemeinschaft. As medi\u00e7\u00f5es elaboradas no HASYLAB foram patrocinadaas pela Funda\u00e7\u00e3o Helmholtz.<\/p>\n<p>Refer\u00eancia: Falkenberg G, Fleissner Ge, Schuchardt K, Kuehbacher M,<br \/>\nThalau P, et al. (2010) Avian Magnetoreception: Elaborate Iron Mineral<br \/>\nContaining Dendrites in the Upper Beak Seem to Be a Common Feature of<br \/>\nBirds. <i>PLoS ONE<\/i> 5(2): e9231. doi:10.1371\/journal.pone.0009231<br \/>\n(plosone@plos.org)\n<\/p>\n<p><\/p>\n<hr>\n<p>Nota do Tradutor:<\/p>\n<p>Eu adoraria ver experi\u00eancias semelhantes serem realizadas em diversos outros tipos de animais, especialmente nos r\u00e9pteis&#8230; mais especialmente ainda em repteis pr\u00e9-hist\u00f3ricos.<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Goethe University Frankfurt Um magnet\u00f4metro na parte superior dos bicos das aves? 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