{"id":809,"date":"2010-03-05T19:07:13","date_gmt":"2010-03-05T22:07:13","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/2010\/03\/chicxulub_revisitada\/"},"modified":"2010-03-05T19:07:13","modified_gmt":"2010-03-05T22:07:13","slug":"chicxulub_revisitada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2010\/03\/05\/chicxulub_revisitada\/","title":{"rendered":"Chicxulub revisitada"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-content\/uploads\/sites\/224\/2011\/08\/headNSF29.gif\" alt=\"\" border=\"0\" height=\"62\" width=\"320\" \/><\/a><\/p>\n<p><!-- BEGIN : content --><\/p>\n<p>\nLivremente traduzido de: <a href=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/news_summ.jsp?cntn_id=116480&amp;WT.mc_id=USNSF_51&amp;WT.mc_ev=click\"><span class=\"pageheadline\">Revisiting Chicxulub<\/span><\/a><\/p>\n<p>\n<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nsf.gov\/images\/greenlineshort.jpg\" alt=\"\" border=\"0\" height=\"4\" vspace=\"2\" width=\"368\" \/><\/p>\n<p><strong>Uma an\u00e1lise ampliada dos ind\u00edcios de que o impacto de um meteoro causou a extin\u00e7\u00e3o do dinossauros <br \/><\/strong><\/p>\n<p><!-- tabela para inserir imagem --><\/p>\n<table align=\"right\" border=\"1\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" width=\"337\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"padding: 10px\">\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/mmg\/media\/images\/chicxulub1_f.jpg\" alt=\"An artist's rendering of the moment of impact at the end of the Cretaceous.\" class=\"rightimage\" height=\"220\" width=\"172\" \/><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"center\">\n<div align=\"center\">Concep\u00e7\u00e3o art\u00edstica do  momento do impacto no final do Cret\u00e1ceo.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/news_images.jsp?cntn_id=116480&amp;org=NSF\">Cr\u00e9dito e imagem ampliada<\/a><\/div>\n<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><!--- fim da imagem --><\/p>\n<p><strong>4 de mar\u00e7o de 2010<\/strong><\/p>\n<p>Por d\u00e9cadas, os cientistas vem acumulando conjuntos cada vez maiores de dados que indicam que uma enorme rocha vinda do espa\u00e7o caiu no oceano ao largo da Pen\u00ednsula de Yucatan, h\u00e1 mais de 65 milh\u00f5es de anos, o que resultou na Extin\u00e7\u00e3o Cret\u00e1ceo-Paleogeno (K-Pl, mais conhecida como <a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Extin%C3%A7%C3%A3o_K-T\">Extin\u00e7\u00e3o K-T<\/a>). <\/p>\n<p>Pesquisas recente, financiadas em parte pela Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Ci\u00eancias (NSF), sugeriam que o impacto devia ter ocorrido 300.000 anos antes da extin\u00e7\u00e3o K-Pl e que uma outra causa &#8211; talvez um segundo impacto, ou uma longa atividade vulc\u00e2nica na regi\u00e3o do <a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Dec%C3%A3o\">Dec\u00e3o<\/a>, na atual \u00cdndia &#8211; levou \u00e0 extin\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias esp\u00e9cies de plantas e animais. <\/p>\n<p>Agora uma equipe multidisciplinar de 41 cientistas de 12 na\u00e7\u00f5es, igualmente financiada em parte pela NSF, preparou um novi artigo para contestar especificamente as alternativas vulc\u00e2nica e segundo-impacto, uma revis\u00e3o abrangente das v\u00e1rias linhas de ind\u00edcios por todo o mundo que relaciona um \u00fanico impacto no que atualmente \u00e9 Chicxulub, M\u00e9xico, \u00e0 sequ\u00eancia de eventos e a amplitude da extin\u00e7\u00e3o K-Pl.<\/p>\n<p>Os pesquisadores, liderados por Peter Schulte da Universidade de Erlangen-Nuremburg, apresenta suas descobertas na edi\u00e7\u00e3o de 5 de maio de 2010 da <em>Science<\/em>. <\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s achamos importante apresentar os abundantes dados agora dispon\u00edveis sobre a not\u00e1vel e exata correla\u00e7\u00e3o entre o impacto no Yucatan e o evento de extin\u00e7\u00e3o na fronteira K-Pl&#8221;, declarou o geof\u00edsico Sean Gulick da Universidade do Texas, um dos autores do artigo.<\/p>\n<p>Uma coisa n\u00e3o est\u00e1 em discuss\u00e3o: o final do Cret\u00e1ceo, h\u00e1 65,5 milh\u00f5es de anos, foi marcado por uma das extin\u00e7\u00f5es em massa mais devastadoras que nosso planeta j\u00e1 enfrentou. As v\u00edtimas mais famosas foram os dinossauros (n\u00e3o obstante seus parentes aves), mas o evento tamb\u00e9m presenciou o fim de todos os r\u00e9pteis voadores, a maior parte dos r\u00e9teis marinhos, mais de metade das plantas e insetos terrestres e uma pletora de outros organismos terrestres e marinhos &#8211; 50 a 70% de todas as esp\u00e9cies da Terra. <\/p>\n<p><!-- tabela para inserir imagem --><\/p>\n<table align=\"left\" border=\"1\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" width=\"134\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"padding: 10px\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/mmg\/media\/images\/chicxulub2_r.jpg\" alt=\"The K-Pg boundary as exposed along the side of Interstate 25 near Raton\nPass in southern Colorado.\" height=\"107\" width=\"124\" \/><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"center\">A Fronteira K-Pl exposta na borda da rodovia interestadual 25 perto do Passo Raton no Sul do Colorado<br \/><a href=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/news_images.jsp?cntn_id=116480&amp;org=NSF\">Cr\u00e9dito e imagem ampliada<\/a>\n<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><!--- fim da imagem --><\/p>\n<p>Como em todas as extin\u00e7\u00f5es em massa, os paleontologistas por muito tempo se perguntaram por que tantos organismos desapareceram t\u00e3o rapidamente. A causa, ou causas, teria que influenciar uma grande fatia do planeta, na terra e no mar, e teria que apresentar reflexos no registro geol\u00f3gico. <\/p>\n<p>Como lembra o novo artigo na <em>Science<\/em>, um dos argumentos chave para o impacto \u00e9 uma bem estudada camada de argila que aparece em s\u00edtios de fronteira K-Pl por todo o mundo, usualmente associada com silicatos vitrificados, minerais e outras subst\u00e2ncias t\u00edpicos de impactos de meteoritos. Os autores sublinham que a espessura da camada e a abund\u00e2ncia de materiais de impacto aumentam sistematicamente com a aproxima\u00e7\u00e3o \u00e0 cratera de Chicxulub. <\/p>\n<p>At\u00e9 1980, nenhum dos s\u00edtios de fronteira K-Pl era relacionado com um impacto. Foi somente quando o f\u00edsico Luis Alvarez e seu filho, o ge\u00f3logo Walter Alvarez, examinaram mais detidamente uma incomum camada de argila de sedimentos na fronteira K-Pl na It\u00e1lia que os pesquisdores perceberam que sua origem poderia ser extra-terrestre. <\/p>\n<p>Dentro da camada &#8211; que o artigo atual relaciona com ao menos 350 outros s\u00edtios por todo o mundo &#8211; os pesquisadores encontraram altos n\u00edveis de ir\u00eddio. Este elemento pesado n\u00e3o \u00e9 normalmente encontrado em altas concentra\u00e7\u00f5es na superf\u00edcie da Tera, mas \u00e9 altamente concentrado em v\u00e1rios materiais do sistema solar, tais como aster\u00f3ides e cometas. <\/p>\n<p><!-- tabela para inserir imagem --><\/p>\n<table align=\"right\" border=\"1\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" width=\"134\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"padding: 10px\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/mmg\/media\/images\/chicxulub3_r.jpg\" alt=\"A three-dimensional Bouguer gravity map of the Chicxulub Crater.\" height=\"107\" width=\"124\" \/><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"center\">Um mapa Bouguer gravitacional em tr\u00eas dimens\u00f5es da cratera de Chicxulub.<br \/><a href=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/news_images.jsp?cntn_id=116480&amp;org=NSF\">Cr\u00e9dito e imagem ampliada<\/a>\n<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><!--- fim da imagem --><\/p>\n<p>Desde a descoberta inicial, noovos estudos realizados por v\u00e1rias equipes &#8211; algumas delas com representantes no artigo da <em>Science<\/em> &#8211; descobriram mais ind\u00edcios do impacto na argila, inclusive esf\u00e9rulas de vidro alterado e minerais de impacto. <\/p>\n<p>&#8220;Esta camada de argila &#8211; com ind\u00edcios de um impacto em sua origem &#8211; \u00e9 encontrada em qualquer s\u00edtio bem preservado de fronteira K-Pl no mundo, o que mostra um evento realmente em escala global&#8221;, acrescenta Gulick. <\/p>\n<p>Outros estudos adicionais, tanto no campo como em simula\u00e7\u00f5es em laborat\u00f3rio e modelos, levaram a um&nbsp; crescente consenso em favor da hip\u00f3tese do impacto. Em seu formato atual, ela diz que a extin\u00e7\u00e3o resultou da colis\u00e3o de um pedregulho espacial com mais ou menos 10 km de di\u00e2metro com rochas icas em carbono e enxofre abaixo de onde atualmente fica Chicxulub, M\u00e9xico, criando uma cratera de mais de 180 km de di\u00e2metro, tsunamis, terremotos e inc\u00eandios na regi\u00e3o, uma extensa (por\u00e9m n\u00e3o total) escurid\u00e3o, temperaturas congelantes e chuva \u00e1cida.<\/p>\n<p>&#8220;O evento do impacto criou um tsunami v\u00e1rias vezes maior do que a onda que atingiu o Oceano \u00cdndico em 26 de dezembro de 2004&#8221;, declarou o ge\u00f3logo mar\u00edtimo Tim Bralower<br \/>\nda Penn State University, outro dos autores do artigo. &#8220;Essas ondas causaram uma destrui\u00e7\u00e3o em massa no leito do oceano, onde as v\u00e1rias camadas de sedimentos representam a deposi\u00e7\u00e3o do material resultante, misturado com areia e <a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Silte\">silte<\/a>, por ondas e correntes por um per\u00edodo de dias ap\u00f3s o impacto. Na medida em que os n\u00edveis de energia diminuiam gradualmente, os materiais que se depositavam ficavam mais finos&#8221;.<\/p>\n<p><!-- tabela para inserir imagem --><\/p>\n<table align=\"left\" border=\"1\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" width=\"134\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"padding: 10px\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/mmg\/media\/images\/chicxulub4_r.jpg\" alt=\"Scanning electron micrographs of late Paleocene nannoplankton.\" height=\"107\" width=\"124\" \/><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"center\">Escaneamento de nanoplancton do final do Paleoceno.<br \/><a href=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/news_images.jsp?cntn_id=116480&amp;org=NSF\">Cr\u00e9dito e imagem ampliada<\/a>\n<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><!--- fim da imagem --><\/p>\n<p>Em alguns s\u00edtios pr\u00f3ximos da \u00e1rea do impacto, em torno do Golfo do M\u00e9xico e do Mar do Caibe, existem duas camadas com esf\u00e9rulas, por vezes separadas por sedimentos com um metro de espessura, e algo das recentes controv\u00e9rsias decorre dessa aparente dualidade. A camada inferior consiste de part\u00edculas mais grossas, inclusive esf\u00e9rulas e minerais de choque, e a camada superior consiste de part\u00edculas mais finas e tem um maior conte\u00fado de ir\u00eddio.<\/p>\n<p>&#8220;Realtos de v\u00e1rios horizontes com elevadas concentra\u00e7\u00f5es de ir\u00eddio razoavelmente pr\u00f3ximas \u00e0 cratera de Chicxulub levaram a muita confus\u00e3o e \u00e0 sugest\u00e3o de v\u00e1rios impactos&#8221;, diz o co-autor Greg Ravizza, ge\u00f3logo mar\u00edtimo e ambiental da Universidade do Hawaii em Manoa. &#8220;Um ponto chave que n\u00e3o pode ser ignorado \u00e9 que os dados de v\u00e1rios s\u00edtios longe da cratera de Chicxulub n\u00e3o d\u00e3o qualquer ind\u00edcio de v\u00e1rios impactos grandes. Esse detalhe d\u00e1 um forte apoio \u00e0 cuidadosa s\u00edntese estratigr\u00e1fica em nosso artigo que demonstra o car\u00e1ter muito complexo e frequentemente perturbado das se\u00e7\u00f5es mais pr\u00f3ximas \u00e0 cratera de Chicxulub&#8221;.<\/p>\n<p>Os auotres finalisam o artigo, discutindo a velocidade e a escala com as quais o impacto afetou os sistemas vivos, particularmente com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 velocidade e \u00e0 escala da atividade vulc\u00e2nica.&nbsp; <\/p>\n<p>Um impacto do tamanho do evento de Chicxulub liberaria grandes quantidades de \u00e1gua, poeira e gases na atmosfera, modiificando o clima temporariamente. Embora a poeira somente n\u00e3o fosse capaz de causar um inverno global, aeross\u00f3is de carbonatos e fuligem podem ter amplificado os efeitos congelantes do impacto. <\/p>\n<p><!-- tabela para inserir imagem --><\/p>\n<table align=\"right\" border=\"1\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" width=\"134\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"padding: 10px\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/mmg\/media\/images\/chicxulub5_r.jpg\" alt=\"A diorama of a Cretaceous Creekbed.\" height=\"107\" width=\"124\" \/><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"center\">Um diorama do leito de um arroio no Cret\u00e1ceo.<br \/><a href=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/news_images.jsp?cntn_id=116480&amp;org=NSF\">Cr\u00e9dito e imagem ampliada<\/a>\n<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><!--- fim da imagem --><\/p>\n<p>Estimadas 100 a 500 gigatons (milh\u00f5es de toneladas) de enxofre foram tamb\u00e9m liberadas, contribuindo com devastadoras chuvas \u00e1cidas sobre as terras eoceanos, e produzindo aeross\u00f3is de sulfatos que podem ter esfriado ainda mais a Terra por v\u00e1rios anos.<\/p>\n<p>Uma vez que as temperaturas das profundezas dos oceanos ficaram grandemente intactas, os pesquisadores sugerem que o clima pode ter se recuperado relativamente r\u00e1pido. Uma tal transi\u00e7\u00e3o breve ficaria em oposto ao influxo por centenas de anos de material para a atmosfera que resultaria de atividade vulc\u00e2nica. A despeito da enormidade das crateras do Dec\u00e3o, a libera\u00e7\u00e3o de enxofre, por exemplo, poderia n\u00e3o passar de 1 gigaton em um ano.. <\/p>\n<p>No ritmo mais lento do vulcanismo, os organismos teriam mais tempo para reagir e as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas poderiam ter chegado perto de um aquecimento de 2\u00ba Celsius, ao contr\u00e1rio de um resfriamento.<\/p>\n<p>&#8220;O impacto em Chicxulub foi uma perturba\u00e7\u00e3o extremamente r\u00e1pida nos ecossistemas da Terra, em uma escala maior do que qualquer evento vulc\u00e2nico em qualquer \u00e9poca, ou mesmo qualquer outro evento de impacto conhecido desde que a vida se frimou na Terra&#8221;, acrescenta Gulick. &#8220;O ritmo de mudan\u00e7as e a escala dos efeitos foram claramente a causa da extin\u00e7\u00e3o em massa no final do Cret\u00e1ceo&#8221;. <\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a fronteira entre o fim do Cret\u00e1ceo e o in\u00edcio do Paleogeno \u00e9 marcado por claras mudan\u00e7as nas plantas e animais existentes, uma mudan\u00e7a que n\u00e3o \u00e9 gradual. Esp\u00e9cies ao redor do mundo ou desapareceram, ou apresentaram grandes e abundantes mudan\u00e7as. <\/p>\n<p>A escurid\u00e3o teria afetado seriamente a fotoss\u00edntese para os micro-organismos oce\u00e2nicos, eliminando a base de v\u00e1rias cadeias alimentares. Como resultado, o registro geol\u00f3gico exibe uma extin\u00e7\u00e3o preferencial de organismos em cadeias alimentares que dependiam de pl\u00e2ncton como fonte de alimento, e uma prefer\u00eancia na sobreviv\u00eancia em cadeias alimentares que se baseavam em detritos e mat\u00e9ria em decomposi\u00e7\u00e3o. Muitos dos organismos que sobreviveram eram tamb\u00e9m menores, o que indica que a sobreviv\u00eancia era fun\u00e7\u00e3o da capacidade de sobreviver com recursos limitados.<\/p>\n<p><!-- tabela para inserir imagem --><\/p>\n<table align=\"left\" border=\"1\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" width=\"134\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"padding: 10px\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/mmg\/media\/images\/chicxulub6_r.jpg\" alt=\"A skull of Triceratops collected in a Denver suburb in 2004.\" height=\"107\" width=\"124\" \/><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"center\">Um cr\u00e2nio de <em>Triceratops<\/em> coletado em um sub\u00farbio de Denver em 2004.<br \/><a href=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/news_images.jsp?cntn_id=116480&amp;org=NSF\">Cr\u00e9dito e imagem ampliada<\/a><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><!--- fim da imagem --><\/p>\n<p>&#8220;Como aconteceu no oceano, ecossistemas em terra exibem o mesmo padr\u00e3o de maior impacto em cadeias alimentares dependentes de plantas vivas&#8221;, declara o paleobot\u00e2nico Kirk Johnson do Museu de Natureza &amp; Ci\u00eancia de Denver, outro autor do artigo. &#8220;Todos os grandes animais terrestres pereceram. Os sobreviventes incluiam grupos de animais que viviam em rios, riachos e lagos, ou que eram pequenos ou viviam em tocas. As florestas foram destru\u00eddas em escala global e as primeiras paisagens do Paleogeno eram cobertas por samambaiaias, um tipo de planta que cresce diretamente de esporos &#8211; ao contr\u00e1rio de con\u00edferas e plantas florescentes que precisam de polen para interagir com outra planta viva para reprodu\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Por todos os ecossistemas, o Paleogeno tamb\u00e9m \u00e9 a marca de uma r\u00e1pida irradia\u00e7\u00e3o de novas esp\u00e9cies que preenchem nichos ecol\u00f3gicos vazios, um processo que seria improv\u00e1vel em sequ\u00eancia a uma extin\u00e7\u00e3o mais gradual. Um tal ind\u00edcio biol\u00f3gico, asseguram os autores, se ajusta perfeitamente a um cen\u00e1rio de impacto, corroborando os ind\u00edcios do registro biol\u00f3gico.<\/p>\n<p>&#8220;Eu penso que \u00e9 prov\u00e1vel que o vulcanismo no Dec\u00e3o tenha tido um efeito global sobre o clima da Terra, por\u00e9m centenas de milhares de anos antes da extin\u00e7\u00e3o em massa do final do Cret\u00e1ceo&#8221;, acrescenta Ravizza. &#8220;Faltam os ind\u00edcios claros que demonstrem a ocorr\u00eancia de vulcanismo massivo bem no horizonte da extin\u00e7\u00e3o em massa. Embora essa correla\u00e7\u00e3o seja tentadora, os dados existentes que restringem o <i>timing<\/i> e a dura\u00e7\u00e3o do vulcanismo, simplesmente n\u00e3o apoiam a ideia&#8221;. <\/p>\n<p><!-- tabela para inserir imagem --><\/p>\n<table align=\"right\" border=\"1\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" width=\"134\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"padding: 10px\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/mmg\/media\/images\/chicxulub7_r.jpg\" alt=\"&lt;i&gt;Edmontosaurus&lt;\/i&gt;, a duck-billed dinosaur, from\nDawson County Montana.\" height=\"107\" width=\"124\" \/><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"center\"><i>Edmontosaurus<\/i>, um dinossauro de bico de pato, de Dawson County Montana.<br \/><a href=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/news_images.jsp?cntn_id=116480&amp;org=NSF\">Cr\u00e9dito e imagem ampliada<\/a>\n<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><!--- fim da imagem --><\/p>\n<p>De acordo com os autores, nenhuma das teorias alternativas at\u00e9 agora propostas explica a distribui\u00e7\u00e3o global de ind\u00edcios da extin\u00e7\u00e3o Cret\u00e1ceo-Paleogeno, nem alguma delas apresenta mecanismos claros que pudessem levar a mudan\u00e7as bi\u00f3ticas t\u00e3o abruptas e completas. <\/p>\n<p>&#8220;A correla\u00e7\u00e3o precisa entre esta enorme cratera de impacto com uma camada por todo o mundo de escombros de impacto &#8211; uma que repousa diretamente por cima do n\u00edvel de extin\u00e7\u00e3o de plantas e animais terrestres e marinhos &#8211; \u00e9 uma das descobertas mais fenomenais da hist\u00f3ria da Terra&#8221;, declara Johnson. &#8220;A ci\u00eancia \u00e9 complexa, mas a hist\u00f3ria \u00e9 simples: um \u00fanico impacto de um aster\u00f3ide causou a extin\u00e7\u00e3o global da fronteira K-Pl&#8221;. <\/p>\n<p><\/p>\n<hr>\n<p><\/p>\n<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Livremente traduzido de: Revisiting Chicxulub Uma an\u00e1lise ampliada dos ind\u00edcios de que o impacto de um meteoro causou a extin\u00e7\u00e3o do dinossauros Concep\u00e7\u00e3o art\u00edstica do momento do impacto no final do Cret\u00e1ceo. Cr\u00e9dito e imagem ampliada 4 de mar\u00e7o de 2010 Por d\u00e9cadas, os cientistas vem acumulando conjuntos cada vez maiores de dados que indicam [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":480,"featured_media":810,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[],"class_list":["post-809","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geologia"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-content\/uploads\/sites\/224\/2011\/08\/headNSF16.gif","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/809","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/480"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=809"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/809\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/810"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=809"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=809"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=809"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}