{"id":813,"date":"2010-03-18T15:01:42","date_gmt":"2010-03-18T18:01:42","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/2010\/03\/tempestades_solares_evitando_s\/"},"modified":"2010-03-18T15:01:42","modified_gmt":"2010-03-18T18:01:42","slug":"tempestades_solares_evitando_s","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2010\/03\/18\/tempestades_solares_evitando_s\/","title":{"rendered":"Tempestades Solares: evitando surpresas desagrad\u00e1veis"},"content":{"rendered":"<div align=\"center\"><a href=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-content\/uploads\/sites\/224\/2011\/08\/headNSF29.gif\" alt=\"\" border=\"0\" height=\"62\" width=\"320\" \/><\/a><\/div>\n<p>[ Livremente traduzido de: <a href=\"http:\/\/www.nsf.gov\/discoveries\/disc_summ.jsp?cntn_id=116594&amp;WT.mc_id=USNSF_1\">Taking the &#8220;Surprise&#8221; out of Surprise Solar Storms<\/a> ]<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nsf.gov\/images\/greenlineshort.jpg\" alt=\"\" border=\"0\" height=\"4\" vspace=\"2\" width=\"373\" \/><\/p>\n<p><strong>Os cientistas est\u00e3o aprendendo a prever tempestades solares gigantescas que poderiam, a qualquer momento, atingir a Terra e produzir cat\u00e1strofes em cascata<\/p>\n<p><\/strong><\/p>\n<table border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" width=\"511\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"bodygreybox\">\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/mmg\/media\/images\/solar_storm_f.jpg\" alt=\"Image from a simulated interplanetary disturbance caused by an\nsolar magnetic eruption (SME)\" class=\"rightimage\" height=\"220\" width=\"350\" \/><\/p>\n<p><!-- Display audio video icons, if the media type is not still image --><\/p>\n<div align=\"center\">Imagem de uma simula\u00e7\u00e3o de perturba\u00e7\u00e3o interplanet\u00e1ria causada por uma Erup\u00e7\u00e3o Magn\u00e9tica Solar.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.nsf.gov\/discoveries\/disc_images.jsp?cntn_id=116594&amp;org=NSF\">Cr\u00e9dito e imagem ampliada<\/a><\/div>\n<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><\/p>\n<p><strong>18 de mar\u00e7o de 2010<\/strong><\/p>\n<p>De 1 a 2 de setembro de 1859, O Sol lan\u00e7ou uma enorme e recordista eje\u00e7\u00e3o de massa coronal (EMC) &#8211; uma gigantesca erup\u00e7\u00e3o de gases e plasma ionizados que podem ter atingido a massa de um bilh\u00e3o de toneladas. Se espalhando pelo sistema solar a uma velocidade de muitos milhares de quil\u00f4metros por hora, a EMC eventualmente colidiu com a magnetosfera da Terra &#8211; uma casca invis\u00edvel que envolve o planeta, preenchida por part\u00edculas carregadas, controladas pelo campo magn\u00e9tico da Terra.<\/p>\n<p>Atingida pela EMC, a magnetosfera da Terra ficou temporariamente em um estado de pandem\u00f4nio conhecido como tempestade geomagn\u00e9tica. Como resultado, os c\u00e9us ficaram iluminados por auroras em technicolor, vistas t\u00e3o ao Sul como em Cuba e El Salvador, e literalmente varreram os sistemas mundiais de telegrafia, os dispositivos de comunica\u00e7\u00e3o mais avan\u00e7ados da \u00e9poca.<\/p>\n<p>A tempestade geomagn\u00e9tica de 1859, chamada de Tempestade Carrington [em homenagem ao astr\u00f4nomo ingl\u00eas Richard Carrington que registrou a maior protuber\u00e2ncia solar associada \u00e0 EMC], foi a maior tempestade geomagn\u00e9tica jamais registrada. &#8220;Por\u00e9m n\u00e3o existe qualquer motivo para que a Terra n\u00e3o possa ser atingida por uma tempestade geomagn\u00e9tica t\u00e3o grande ou maior hoje, amanh\u00e3, ou depois de amanh\u00e3&#8221;, afirma Sarah Gibson do Centro Nacional de Pesquisas Atmosf\u00e9ricas (National Center for Atmospheric Research = NCAR) em Boulder, Colorado.<\/p>\n<p>Como a tempestade Carrington aconteceu em uma \u00e9poca de tecnologia relativamente baixa, a confus\u00e3o que ela provocou foi uma amostra muito pequena do que poderia acontecer atualmente se uma tempestade tipo Carrington aingisse nossa sociedade altamenter dependesnte de tecnologias eletr\u00f4nicas. Na verdade, de acordo com um relat\u00f3rio da Academia Nacional de Ci\u00eancias [dos EUA], uma tempestade tipo Carrington poderia disparar uma cat\u00e1strofe em cascata que incluiria o derretimento de transformadores que poderiam derrubar redes de transmiss\u00e3o de energia, resultando em &#8220;apag\u00f5es&#8221; que afetariam at\u00e9 130 milh\u00f5es de pessoas, e afetar sistemas de abastecimento de \u00e1gua e servi\u00e7os de esgotos, a paraliza\u00e7\u00e3o dos transportes movidos ou gerenciados por energia el\u00e9trica, assim como os sistemas de distribui\u00e7\u00e3o de \u00e1gua pot\u00e1vel, alimentos, medicamentos e combust\u00edveis. <\/p>\n<p>No entanto uma tempestade geomagn\u00e9tica n\u00e3o teria nem que ter a intensidade recorde da Carrington para causar s\u00e9rios danos. Nos \u00faltimos anos, tempestades geomagn\u00e9ticas mais fracas danificaram sistemas tecnol\u00f3gicos tais como sat\u00e9lites, aumentaram os riscos de exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 radia\u00e7\u00e3o de astronautas, interromperam as comunica\u00e7\u00f5es e sistemas de navega\u00e7\u00e3o e causaram grandes &#8220;apag\u00f5es&#8221;.<\/p>\n<p>As EMC est\u00e3o associadas aos picos de atividade das manchas solares que s\u00e3o &#8220;n\u00f3s-magn\u00e9ticos&#8221; na superf\u00edcie do Sol gerados por movimentos de material solar abaixo da superf\u00edcie<br \/>\n(as manchas solares parecem escuras porque s\u00e3o mais frias e portanto menos brilhantes do que seu entorno mais quente). A atividade das manchas solares atinge um pico em ciclos de cerca de 11 anos que \u00e9, por sua vez, relacionado com um ciclo de 22 anos de revers\u00f5es no campo magn\u00e9tico do Sol.<\/p>\n<p>Durante um ciclo t\u00edpico de 11 anos, o Sol ejeta cerca de 100 grandes EMC e cerca de quatro enormes EMC no sistema solar &#8211; das quais apenas uma fra\u00e7\u00e3o usualmente atinge a Terra. Essas EMC tem maior probabilidade de ocorrer durantes os picos de atividade das manchas solares e s\u00e3o menos frequentes durante os per\u00edodos de baixa atividade das manchas solares.<\/p>\n<p>&#8220;Entretanto&#8221;, alerta Gibson, &#8220;as EMC ainda ocorrem durante os per\u00edodos de baixa atiividade das manchas solares, mas elas s\u00e3o apenas menos numerosas e mais espa\u00e7adas entre si do que nos per\u00edodos de atividade das manchas solares. Portanto, ainda \u00e9 muito poss\u00edvel que uma intensa tempestade geomagn\u00e9tica aconte\u00e7a durante um ped\u00edodo de m\u00ednimo solar&#8221;. <\/p>\n<p>Uma vez que os cientistas vigiam constantemente as EMC atrav\u00e9s de sofisticados telesc\u00f3pios e porque usualmente leva de dois a tr\u00eas dias para o impacto de uma EMC chegar \u00e0 Terra, os cientistas podem antecipar a ocorr\u00eancia de tempestades geomagn\u00e9ticas quando uma EMC direcionada para a Terra come\u00e7a. N\u00e3o obstante, os cientistas ainda n\u00e3o podem prever quando vai ocorrer uma EMC.<\/p>\n<p>Com financiamento da Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Ci\u00eancias, os cientistas do NCAR est\u00e3o empregando v\u00e1rios processos para melhorar sua compreens\u00e3o das EMC e sua capacidade de prev\u00ea-las. Entre esses processos est\u00e3o simula\u00e7\u00f5es em computador das EMC que descrevem suas propriedades f\u00edsicas, com base nas condi\u00e7\u00f5es existentes no Sol e na Terra, assim como as leis do magnetismo, eletricidade, gravidade e termodin\u00e2mica &#8211; como mostrado na imagem acima e em uma <a href=\"http:\/\/www.nsf.gov\/cgi-bin\/goodbye?http:\/\/www.vets.ucar.edu\/vg\/SME\/index.shtml\">simula\u00e7\u00e3o animada<\/a>&nbsp; de uma EMC.<\/p>\n<p>Algumas simula\u00e7\u00f5es se baseiam em dados hipot\u00e9ticos que s\u00e3o projetados para refletir eventos solares t\u00edpicos. Por\u00e9m outras simula\u00e7\u00f5es s\u00e3o baseadas em dados espec\u00edficos coletados em um dado dia e projetados para recriar verdadeiras EMC. Os dados incorporados em tais simula\u00e7\u00f5es podem incluir, por exemplo, a posi\u00e7\u00e3o da Terra com rela\u00e7\u00e3o ao Sol durante a EMC; a massa, composi\u00e7\u00e3o, tamanho e carga da EMC; e as consi\u00e7\u00f5es no entorno imediato da Terra quando da chegada da EMC. Comparando suas simula\u00e7\u00f5es com as observa\u00e7\u00f5es diretas de EMC reais cujo comportamento foram criadas para simular, os cientistas podem avaliar a precis\u00e3o de suas simula\u00e7\u00f5es e melhor\u00e1-las. <\/p>\n<p><\/p>\n<hr>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[ Livremente traduzido de: Taking the &#8220;Surprise&#8221; out of Surprise Solar Storms ] Os cientistas est\u00e3o aprendendo a prever tempestades solares gigantescas que poderiam, a qualquer momento, atingir a Terra e produzir cat\u00e1strofes em cascata Imagem de uma simula\u00e7\u00e3o de perturba\u00e7\u00e3o interplanet\u00e1ria causada por uma Erup\u00e7\u00e3o Magn\u00e9tica Solar. 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