{"id":830,"date":"2010-05-27T20:29:53","date_gmt":"2010-05-27T23:29:53","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/2010\/05\/biodiversidade_regional_vs_bio\/"},"modified":"2010-05-27T20:29:53","modified_gmt":"2010-05-27T23:29:53","slug":"biodiversidade_regional_vs_bio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2010\/05\/27\/biodiversidade_regional_vs_bio\/","title":{"rendered":"Biodiversidade Regional vs. Biodiversidade Local"},"content":{"rendered":"<div align=\"center\"><a href=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-content\/uploads\/sites\/224\/2011\/08\/headNSF29.gif\" alt=\"\" border=\"0\" height=\"62\" width=\"320\" \/><\/a><\/div>\n<p>\nTraduzido de: <a href=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/news_summ.jsp?cntn_id=117008&amp;org=NSF&amp;from=news\">The Great Pond Experiment: Regional vs. Local Biodiversity<\/a><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nsf.gov\/images\/greenlineshort.jpg\" alt=\"\" border=\"0\" height=\"4\" vspace=\"2\" width=\"368\" \/><\/p>\n<p><strong>Experi\u00eancia com sete anos de dura\u00e7\u00e3o mostra que comunidades lacustres ficam com uma duradoura marca de eventos aleat\u00f3rios em seu passado <br \/><\/strong><\/p>\n<p><!-- featured image table --><\/p>\n<table align=\"right\" border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" width=\"360\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"padding: 11px\" class=\"cellfiftyfive\" bgcolor=\"#f2f2f2\">\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/mmg\/media\/images\/pond1_f.jpg\" alt=\"Illustration showing aquatic insects in a pond.\" class=\"rightimage\" height=\"220\" width=\"350\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">Insetos aqu\u00e1ticos est\u00e3o entre os animais estudados na experi\u00eancia de sete anos com lagos.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/news_summ.jsp?cntn_id=117008&amp;org=NSF&amp;from=news\">Cr\u00e9ditos e imagem ampliada<\/a><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><strong>27 de maio de 2010<\/strong>\n<\/p>\n<p>O cientista Jon Chase j\u00e1 trabalhou em um laborat\u00f3rio que criou pequenos ecossistemas lacustes para experi\u00eancias sobre as intera\u00e7\u00f5es entre esp\u00e9cies e cadeias alimentares. <\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s tentamos duplicar comunidades lacustres com um dado tratamento experimental&#8221;, relata ele.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s p\u00fanhamos 10 exemplares de uma esp\u00e9cie em cada laguinho, mais cinco de outra e oito de uma terceira, e 15 mil\u00edmetros de um certo nutriente, mais 5 gramas de outro e &#8211; pimba! &#8211; cada r\u00e9plica come\u00e7ava a fazer uma coisa diferente e nada era igual a outra coisa&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Isso me deixou curioso. O que aconteceria se, em lugar de tentar eliminar a confus\u00e3o, eu tentasse descobrir de onde ela surgia?&#8221;<\/p>\n<p>Os resultados dessa investiga\u00e7\u00e3o ser\u00e3o publicados na edi\u00e7\u00e3o desta semana de <em>Science Express<\/em>. A experi\u00eancia que durou sete anos, isolou uma raz\u00e3o pela qual os laguinhos experimentais desandam: a hist\u00f3ria. <\/p>\n<p><!-- tabela para inserir imagem --><\/p>\n<table align=\"left\" border=\"1\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" width=\"134\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"padding: 10px\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/mmg\/media\/images\/pond3_r.jpg\" alt=\"Scientists collect samples from the pond array.\" height=\"107\" width=\"124\" \/><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"center\">Cientistas coletam amostras dos laguinhos.<br \/><a href=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/news_images.jsp?cntn_id=117008&amp;org=NSF\">Cr\u00e9ditos e imagem ampliada<\/a><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Se um laguinho tem nutrientes suficientes, a comunidade lacustre que vai emergir depende da ordem na qual as esp\u00e9cies foram introduzidas, afirma Chase, ecologista da Universidade Washington em St. Louis.<\/p>\n<p>A descoberta tem vastas implica\u00e7\u00f5es para ecossistemas altamente produtivos, tais como a florestas tropicais e os recifes de coral, assim como sobre as tentativas de restaura\u00e7\u00e3o desses ecossistemas.<\/p>\n<p>A restaura\u00e7\u00e3o pode falhar se o ecossistema original trouxer as marcas de seu passado de modos que ainda n\u00e3o s\u00e3o compreendidos.<\/p>\n<p>&#8220;Esse estudo \u00e9 uma importante confirma\u00e7\u00e3o experimentas da influ\u00eancia da produtividade prim\u00e1ria sobre a biodiversidade regional&#8221;, afirma Alan Tessier, diretor de programa na Divis\u00e3o de Biologia Ambiental da Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Ci\u00eancias (NSF), que financiou o estudo. <\/p>\n<p>&#8220;As descobertas tem ampla relev\u00e2ncia para a prote\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o da biodiversidade&#8221;. <\/p>\n<p>No ver\u00e3o de 2002, Chase embarcou na experi\u00eancia de longa dura\u00e7\u00e3o com laguinhos no Centro de Pesquisas Tyson, uma esta\u00e7\u00e3o de campo nas cercanias de St. Louis e pertencente \u00e0 Universidade Washington.<\/p>\n<p>Ele posiicionou 45 reservat\u00f3rios em um velho campo, acrecentou solo a cada um e os encheu de \u00e1gua de po\u00e7o.<\/p>\n<p>Os reservat\u00f3rios de 300 gal\u00f5es (cerca de 1200 litros) n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o grandes como um laguinho de verdade, reconhece ele, mas s\u00e3o &#8220;de um tamanho decente. At\u00e9 gar\u00e7as tentaram pescar neles embora fossem um pouco pequenos demais para isso&#8221;.<\/p>\n<p><!-- tabela para inserir imagem --><\/p>\n<table align=\"right\" border=\"1\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" width=\"134\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"padding: 10px\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/mmg\/media\/images\/pond4_r.jpg\" alt=\"A\nthriving pond in the experimental pond line-up.\" height=\"107\" width=\"124\" \/><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"center\">Um dos laguinhos exibe a exuber\u00e2ncia de seu ecossistema.<br \/><a href=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/news_images.jsp?cntn_id=117008&amp;org=NSF\">Cr\u00e9ditos e imagem ampliada<\/a>\n<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><!--- fim da imagem --><\/p>\n<p>Ele dosou os laguinhos com nutrientes na forma de compostos qu\u00edmicos contendo nitrog\u00eanio ou f\u00f3sforo. Cada laguinho recebeu doses baixas, m\u00e9dias ou altas de nutrientes ao longo da experi\u00eancia.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o ele come\u00e7ou a adicionar esp\u00e9cies aos laguinhos. As esp\u00e9cies se constituiam de zoopl\u00e2ncton; insetos e pequenos invertebrados tais como carac\u00f3is; plantas aqu\u00e1ticas vasculares; e algas filamentosas verdes.<\/p>\n<p>No primeiro ano, cada laguinho recebeu um ter\u00e7o das esp\u00e9cies selecionadas de maneira aleat\u00f3ria. No ano seguinte, metade das esp\u00e9cies restantes, tamb\u00e9m selecionadas de maneira aleat\u00f3ria. No terceiro ano, cada laguinho recebeu uma sopa com as esp\u00e9cies restantes.<\/p>\n<p>Assim, cada laguinho recebeu as esp\u00e9cies em uma ordem diferente, por\u00e9m, no final, cada laguinho recebeu exatamente as mesmas esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>&#8220;A\u00ed deixamos a natureza assumir o comando&#8221;, relata Chase. &#8220;O pl\u00e2ncton circulou com os ventos e nas costas dos sapos, as lib\u00e9lulas hoveraram e depositaram seus ovos, as abelhas zumbiram por l\u00e1 e aquilo virou uma grande comunidade feliz de alagado&#8221;. <\/p>\n<p>Chase e uma equipe de estudantes tirava amostras dos laguinhos a cada ver\u00e3o para ver como cada comunidade ia se saindo.<\/p>\n<p><!-- tabela para inserir imagem --><\/p>\n<table align=\"left\" border=\"1\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" width=\"134\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"padding: 10px\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/mmg\/media\/images\/pond5_r.jpg\" alt=\"Illustration showing the wide variety of plant and animal species\nin a pond's ecosystem.\" height=\"107\" width=\"124\" \/><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"center\">O ecossistema de um laguinho inclui uma grande variedade de esp\u00e9cies de plantas e animais.<br \/><a href=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/news_images.jsp?cntn_id=117008&amp;org=NSF\">Cr\u00e9ditos e imagem ampliada<\/a>\n<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><!--- fim da imagem --><\/p>\n<p>Os laguinhos de baixa produtividade pareciam todos iguais. Mas o caso n\u00e3o era o mesmo nos laguinhos de alta produtividade.<\/p>\n<p>&#8220;Os laguinhos de baixa produtividade eram previs\u00edveis&#8221;, relata ele. &#8220;Os laguinhos de alta produtividade eram mais estoc\u00e1sticos [aleat\u00f3rios]. Sua hist\u00f3ria era mais importante&#8221;. <\/p>\n<p>N\u00e3o havia grandes diferen\u00e7as entre os laguinhos quanto ao n\u00famero de esp\u00e9cies. Os de baixa produtividade tinham mais ou menos o mesmo n\u00famero de esp\u00e9cies que os de alta produtividade. <\/p>\n<p>A biodiversidade chegou a uma escala diferente, n\u00e3o em um laguinho, mas em um grupo de laguinhos de alta produtividade.<\/p>\n<p>Este tipos de diversidade \u00e9 chamado de divesidade beta, para distingu\u00ed-la da diversidade local, ou diversidade alfa.<\/p>\n<p>Segundo Chase, isso chama nossa aten\u00e7\u00e3o para uma estrutura de ecossistema que s\u00f3 emerge a partir de uma determinada escala. A diversidade beta s\u00f3 pode emergir claramente se visualizarmos regionalmente, em lugar de localmente. <\/p>\n<p><!-- tabela para inserir imagem --><\/p>\n<table align=\"right\" border=\"1\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" width=\"134\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"padding: 10px\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/mmg\/media\/images\/pond6_r.jpg\" alt=\"Photo of  a dragonfly.\" height=\"107\" width=\"124\" \/><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"center\">As lib\u00e9lulas voavam de laguinho para laguinho durante a experi\u00eancia<br \/><a href=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/news_images.jsp?cntn_id=117008&amp;org=NSF\">Cr\u00e9ditos e imagem ampliada<\/a>\n<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><!--- fim da imagem --><\/p>\n<p>Os restauracionistas dizem que a ecologia \u00e9 assolada pelo mito da c\u00f3pia a carbono &#8211; a id\u00e9ia de que podemos criar uma c\u00f3pia exata de um ecossistema porque a disposi\u00e7\u00e3o da comunidade \u00e9 previs\u00edvel e sempre acaba do mesmo jeito. <\/p>\n<p>Pensava-se que, ao degradarmos um ecossistema, o faz\u00edamos regredir a um est\u00e1gio anterior, a partir do qual ele poderia se desenvolver de maneira previs\u00edvel at\u00e9 um ponto desejado. <\/p>\n<p>Mas a experi\u00eancia mostrou que ecossistemas substitutos frequentemente n\u00e3o chegam a ser a mesma coisa que os originais.<\/p>\n<p>E a experi\u00eancia com os laguinhos de Chase indica por que.<\/p>\n<p>Longe de serem c\u00f3pias a carbono, os ecossistemas s\u00e3o artefatos hist\u00f3ricos, sendo sua forma final um registro sens\u00edvel de seu passado. <\/p>\n<p><\/p>\n<hr>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Traduzido de: The Great Pond Experiment: Regional vs. Local Biodiversity Experi\u00eancia com sete anos de dura\u00e7\u00e3o mostra que comunidades lacustres ficam com uma duradoura marca de eventos aleat\u00f3rios em seu passado Insetos aqu\u00e1ticos est\u00e3o entre os animais estudados na experi\u00eancia de sete anos com lagos. 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