{"id":836,"date":"2010-06-11T18:22:18","date_gmt":"2010-06-11T21:22:18","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/2010\/06\/isns_nao_e_a_melhor_equipe_que\/"},"modified":"2010-06-11T18:22:18","modified_gmt":"2010-06-11T21:22:18","slug":"isns_nao_e_a_melhor_equipe_que","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2010\/06\/11\/isns_nao_e_a_melhor_equipe_que\/","title":{"rendered":"ISNS: N\u00e3o \u00e9 a melhor equipe que vence a Copa"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.insidescience.org\/\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-content\/uploads\/sites\/224\/2011\/08\/masthead15.jpg\" alt=\"Photobucket\" align=\"center\" border=\"0\" height=\"70\" width=\"532\" \/><\/a><\/p>\n<div class=\"ii gt\">\n<br \/>[ Original em ingl\u00eas: <a href=\"http:\/\/www.insidescience.org\/current_affairs\/best_team_not_guaranteed_world_cup_success\">Best Team Not Guaranteed World Cup Success<\/a> ]<\/p>\n<h2>Por que \u00e9 importante ter um pouco de sorte, junto com uma s\u00f3lida estrategia para o jogo.<\/h2>\n<p>11 de junho de 2010<\/p>\n<p><em><strong>Por Chris Gorski<\/strong><\/em><br \/>\nInside Science News Service\n<\/p>\n<\/p>\n<div class=\"related\" style=\"margin-bottom: 10px\">\n<\/div>\n<p><!--END INSIDER DIV--><br \/>\n<!-- tabela para inserir imagem --><\/p>\n<table align=\"right\" border=\"1\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" width=\"\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"padding: 10px\">\n<p><a href=\"Site.openWin('\/polopoly_fs\/1.1438!image\/1210545911.jpg_gen\/derivatives\/landscape_490\/1210545911.jpg',%20510,%20346)\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.insidescience.org\/polopoly_fs\/1.1438%21image\/1210545911.jpg_gen\/derivatives\/landscape_174\/1210545911.jpg\" alt=\"Soccer -- GENERIC\" \/><\/a><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"center\"><a href=\"Site.openWin('\/polopoly_fs\/1.1438!image\/1210545911.jpg_gen\/derivatives\/landscape_490\/1210545911.jpg',%20510,%20346)\">Imagem ampliada<\/a><\/p>\n<p>Cr\u00e9dito: Christopher Bruno<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/bit.ly\/cEcCkh\">Informa\u00e7\u00f5es sobre os direitos<\/a>\n<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><!--- fim da imagem --><\/p>\n<p>WASHINGTON (ISNS) &#8212; A Copa do Mundo d\u00e1 aos f\u00e3s do esporte mais popular do mundo a oportunidade de vibrarem e agonizarem com os altos e baixos das equipes de suas na\u00e7\u00f5es. Para os cientistas, sejam ou n\u00e3o f\u00e3s, \u00e9 mais uma oportunidade para coletarem dados e testar hip\u00f3teses acerca do quanto a final reflete mesmo as habilidades relativas e desempenho das duas equipes &#8211; e se elas usaram as melhores estrategias poss\u00edveis para obter a vit\u00f3ria.<\/p>\n<p><strong>Um jogo e um torneio imperfeitos?<\/strong><\/p>\n<p>Quando a poeira assentar, depois do t\u00e9rmino no mes que vem dessa Copa do Mundo, provavelmente o campe\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 o time que jogou melhor, diz Gerald Skinner, astrof\u00edsico da Universidade de Maryland em<br \/>\nCollege Park.  <\/p>\n<p>Ap\u00f3s uma discuss\u00e3o no refeit\u00f3rio com seus fan\u00e1ticos companheiros de mesa,<br \/>\nSkinner, que admite n\u00e3o ser um grande entusiasta por esportes, publicou uma pesquisa em 2009 que detalhavam sua afirma\u00e7\u00e3o, usando t\u00e9cnicas familiares aos astr\u00f4nomos. E as descobertas apoiavam sua posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;&#8220;N\u00e3o chega a ser um processo totalmente aleat\u00f3rio, porem o resultado de uma partida de futebol em particular tem uma grande dose de sorte e aleatoriedade nele&#8221;, argumenta Skinner.<\/p>\n<p>A m\u00e9dia de gols por partida na Copa de 2006 foi de 2,3 gols por partida. Pela an\u00e1lise do n\u00famero de gols e sua distribui\u00e7\u00e3o, que \u00e9 melhor descrita pelo fen\u00f4meno estat\u00edstico chamado de <a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Distribui%C3%A7%C3%A3o_de_Poisson\">distribu\u00e7\u00e3o de Poisson<\/a>,&nbsp; Skinner foi capaz de demonstrar que, se uma partida fosse jogada novamente, o n\u00famero de gols e at\u00e9 o vencedor poderiam variar consideravelmente, mesmo que ambas as equipes jogassem igualmente bem &#8211; em parte porque o futebol \u00e9 um jogo de baixos escores.<\/p>\n<p>Se uma sele\u00e7\u00e3o vence por uma diferen\u00e7a de 3&#215;0, seus torcedores podem estar certos de que o melhor triunfou. Por\u00e9m, segundo Skinner, se o resultado for 2&#215;1 ou 1&#215;0, a coisa n\u00e3o fica t\u00e3o clara. Por exemplo, ele descobriu que nos jogos que acabaram em 2&#215;1, quase um ter\u00e7o das vezes n\u00e3o foi o time com a melhor campanha que ganhou.<\/p>\n<p>Essa incerteza influencia todo o torneio. Skinner afirma que a primeira fase da Copa do Mundo provavelmente revela os melhores times de cada chave, j\u00e1 que todos jogam entre si. Mas as fases seguintes s\u00e3o por elimina\u00e7\u00e3o simples e as incertezas se acumulam em quatro jogos sucessivos. Skinner calculou que a probailidade de ser a melhor equipe que ganhe a Copa do Mundo fica em torno dos 28%. <\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 realmente na fase do mata-mata que a incerteza \u00e9 introduzida no processo&#8221;, argumenta Skinner. &#8220;Voc\u00ea tem que vencer quatro vezes contra a chance de um resultado inesperado&#8221;.&nbsp; <\/p>\n<p>Skinner prop\u00f5e que mudan\u00e7as no jogo que aumentem a m\u00e9dia de gols fariam diminuir a chance de algu\u00e9m ganhar por pura sorte. As op\u00e7\u00f5es incluem aumentar o tamanho do gol, ou fazer com que as equipes continuem jogando at\u00e9 uma diferen\u00e7a significativa no n\u00famero de gols, mas acrescenta &#8220;eu tenho que admitir que essas op\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o real\u00edsticas&#8221;. <\/p>\n<p>Para alguns torcedores, a chance de que qualquer coisa pode acontecer \u00e9 uma das boas coisas nos esportes. N\u00e3o importa o quanto improv\u00e1vel for o vencedor, a marra vai durar por quatro anos.<\/p>\n<p><strong>Os times deveriam ser mais ofensivos?<\/strong><\/p>\n<p>Talvez mesmo porque o futebol seja um jogo de poucos pontos ou talvez porque as equipes temam sofrer um gol de bobeira e perder o jogo, o fato \u00e9 que muitas equipes parecem defender muito mais do que atacar. Um modelo desenvolvido com base na Teoria dos Jogos &#8211; que pode ser usado para descobrir uma estrategia ideal, dado que o(s) advers\u00e1rio(s) tamb\u00e9m procuram estrategias ideiais &#8211; sugere que esse modo de ver pode ser contraproducente.<\/p>\n<p>Este modelo, desenvolvido para analisar estrat\u00e9gias otimizadas em futebol, \u00e9 o trabalho de Ricardo Manuel Santos, economista do Instituto Tecnologico<br \/>\nAutonomo de Mexico na Cidade do Mexico. &#8220;O que eu fa\u00e7o \u00e9 comparar como os times deveriam jogar segundo o modelo e como eles realmente jogam segundo os dados, e eu encontro grandes discrep\u00e2ncias&#8221;, diz ele.<\/p>\n<p>Santos analisou dados de nove anos da Liga dos Campe\u00f5es da UEFA, que reune as melhores euquipes da Europa e, felizmente, guarda numerosas estat\u00edsticas. Ele usou uma t\u00e9cnica chamada an\u00e1lise de fatores que ele descreve como uma maneira de estudar algo que n\u00e3o \u00e9 diretamente observ\u00e1vel, tal como felicidade ou comportamento de um time.<\/p>\n<p>A partir das estat\u00edsticas da UEFA, Santos estimou a estrategia dos times baseado no n\u00famero de chutes a gol, corners, faltas e outros fatores. O modelo refletiu como a estrategia causa impacto em um jogo. <\/p>\n<p>&#8220;Eu sou capaz de encontrar a probabilidade de fazer qualquer n\u00famero de gols, bem como a de levar qualquer n\u00famero de gols&#8221;, afirma Santos. &#8220;Eu posso ver como os times jogam, como isso afeta a probabilidade de vencer ou perder o jogo&#8221;. <\/p>\n<p>Santos admite que a Liga dos Campe\u00f5es n\u00e3o \u00e9 a mesma coisa que a Copa do Mundo, mas ele acredita que as descobertas devem ser aplic\u00e1veis a esta \u00faltima. E ele concede que os t\u00e9cnicos podem n\u00e3o colocar seus times no ataque porque isso pode cans\u00e1-los muito cedo em uma partida, ou por outro motivo n\u00e3o aparente nas estat\u00edsticas.<\/p>\n<p>Pode ser que os t\u00e9cnicos sejam simplesmente muito conservadores.<\/p>\n<p>&#8220;O que eu percebo \u00e9 que os times deveriam atacar muito mais do que aparentemente o fazem&#8221;, diz Santos. &#8220;Eles deveriam atacar muito, quando na verdade eles parecem defender muito&#8221;. <\/p>\n<p>Ser\u00e1 que um time ofensivo pode tomar conhecimento dessa pesquisa, ter um ou dois lances de sorte e ganhar a Copa do Mundo? Possivelmente. <\/p>\n<p>Uma coisa \u00e9 certa: o mundo inteiro vai estar de olho.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><\/p>\n<hr>\n<p>Nota do tradutor:<\/p>\n<p>Outra coisa \u00e9 certa: americano n\u00e3o entende chongas de futebol, adora estat\u00edsticas que n\u00e3o levam a nada, e, se dependesse dos cientistas, o que se consegue \u00e9 uma Jabulani&#8230; Uma &#8220;tecnologia de ponta&#8221; que \u00e9, simplesmente, ruim&#8230;<\/p>\n<p>Atualizando em 12\/06 17:39: a\u00ed vem o goleiro da sele\u00e7\u00e3o da Inglaterra e engole um frango \u00e9pico e manda as probabilidades de Santos para o vinagre&#8230;<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[ Original em ingl\u00eas: Best Team Not Guaranteed World Cup Success ] Por que \u00e9 importante ter um pouco de sorte, junto com uma s\u00f3lida estrategia para o jogo. 11 de junho de 2010 Por Chris Gorski Inside Science News Service Imagem ampliada Cr\u00e9dito: Christopher Bruno Informa\u00e7\u00f5es sobre os direitos WASHINGTON (ISNS) &#8212; A Copa [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":480,"featured_media":837,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[49],"tags":[],"class_list":["post-836","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-variedades-cientificas"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-content\/uploads\/sites\/224\/2011\/08\/masthead10.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/836","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/480"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=836"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/836\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/837"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=836"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=836"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=836"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}