{"id":861,"date":"2010-12-27T21:29:01","date_gmt":"2010-12-28T00:29:01","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/2010\/12\/o_jogo_dos_cacos_de_vidro\/"},"modified":"2010-12-27T21:29:01","modified_gmt":"2010-12-28T00:29:01","slug":"o_jogo_dos_cacos_de_vidro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2010\/12\/27\/o_jogo_dos_cacos_de_vidro\/","title":{"rendered":"O jogo dos cacos de vidro"},"content":{"rendered":"<div align=\"center\"><a href=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-content\/uploads\/sites\/224\/2011\/08\/headNSF29.gif\" alt=\"\" border=\"0\" height=\"62\" width=\"320\" \/><\/a><\/div>\n<p>\nTraduzido de: <a href=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/news_summ.jsp?cntn_id=118267&amp;org=NSF&amp;from=news\">Broken Glass Yields Clues to Climate Change<\/a><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nsf.gov\/images\/greenlineshort.jpg\" alt=\"\" border=\"0\" height=\"4\" vspace=\"2\" width=\"368\" \/><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Copos comuns de vidro e as part\u00edculas de poeira atmosf\u00e9rica se quebram em padr\u00f5es semelhantes <\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<table border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" width=\"529\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"padding: 11px\" class=\"cellfiftyfive\" bgcolor=\"#f2f2f2\">\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/mmg\/media\/images\/broken_glass1_f.jpg\" alt=\"Satellite image of a 1992 dust storm over the Red Sea and Saudi Arabia with different sizes of dust.\" class=\"rightimage\" height=\"220\" width=\"172\" \/><\/p>\n<div style=\"text-align: center\">\n<p>Tamanho comparativo das part\u00edculas de poeira na atmosfera, de acordo com uma fotografia de um sat\u00e9lite de uma tempestade de poeira. <br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/news_images.jsp?cntn_id=118267&amp;org=NSF\">Cr\u00e9ditos e imagem ampliada<\/a><\/p>\n<\/div>\n<p>&gt;<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><\/p>\n<p><strong> 27 de dezembro de 2010<\/strong>\n<\/p>\n<p>Pistas para o clima futuro podem ser encontradas na forma com que um copo comum de vidro se espatifa.<\/p>\n<p>Os resultados de um estudo, publicado nesta semana em <em>Proceedings of the National Academy of Sciences<\/em>, indicam que as microsc\u00f3picas part\u00edculas de poeira podem se fragmentar em padr\u00f5es semelhantes aos copos e outros objetos facilmente quebr\u00e1veis.<\/p>\n<p>A pesquisa, realizada pelo cientista Jasper Kok do Centro Nacinal de Pesquisas Atmosf\u00e9ricas (NCAR), indica que existem v\u00e1rias vezes a mais part\u00edculas de poeira em suspens\u00e3o na atmosfera do que se acreditava antes, uma vez que a poeira, quando esfacelada, produz uma quantidade inesperadamente alta de grandes &#8220;cacos&#8221;. <\/p>\n<p>A descoberta tem implica\u00e7\u00f5es na compreens\u00e3o das futuras mudan\u00e7as clim\u00e1ticas porque a poeira desempenha um papel importante no controle da quantidade de energia solar na atmosfera.<\/p>\n<p>Dependendo de seu tamanho e outras caracter\u00edsticas, algumas part\u00edculas refletem a energia do Sol, enquanto outras aprisionam a energia na forma de calor.<\/p>\n<p>&#8220;Pequenas como s\u00e3o, os aglomerados de part\u00edculas de poeira nos solos se comportam quando sofrem um impacto da mesma forma que um copo de vidro caindo no ch\u00e3o da cozinha&#8221;, diz Kok. &#8220;Conhecer esse padr\u00e3o pode nos auxiliar a construir um quadro mais claro sobre como vai se parecer nosso clima no futuro&#8221;. <\/p>\n<p>O estudo pode tamb\u00e9m aumentar a precis\u00e3o da previs\u00e3o do tempo, especialmente nas regi\u00f5es naturalmente poeirentas. As part\u00edculas de poeira afetam a forma\u00e7\u00e3o de nuvens e a precipita\u00e7\u00e3o, assim como as temperaturas. <\/p>\n<p><!-- tabela para inserir imagem --><\/p>\n<table align=\"right\" border=\"1\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" width=\"134\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"padding: 10px\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/mmg\/media\/images\/broken_glass2_r.jpg\" alt=\"Photo showing blue, yellow and red colors of atmosphere.\" height=\"107\" width=\"124\" \/><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"center\">O segredo da poeira na atmosfera e sua rela\u00e7\u00e3o com o clima pode estar em copo comum de vidro.<br \/><a href=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/news_images.jsp?cntn_id=118267&amp;org=NSF\">Cr\u00e9dito e imagem ampliada<\/a><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><!--- fim da imagem --><\/p>\n<p>&#8220;Esta pesquisa fornece novas informa\u00e7\u00f5es valiosas sobre a natureza e a distribui\u00e7\u00e3o da peira em aerossol na atmosfera&#8221;, declara Sarah Ruth, diretora de programa na Divis\u00e3o de Ci\u00eancias Atmosf\u00e9ricas e Geoespaciais da Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Ci\u00eancias (NSF) que financia o NCAR. &#8220;Os resultados podem levar a melhoramentos em nossa capacidade de modelar e predizer o tempo e o clima&#8221;. <\/p>\n<p>A pesquisa de Kok se focalizou em um tipo de part\u00edcula em suspens\u00e3o conhecida como poeira mineral. Essas part\u00edculas s\u00e3o emitidas usualmente quando gr\u00e3os de areia s\u00e3o soprados de encontro ao solo, espatifando-se e enviando fragmentos pelo ar. <\/p>\n<p>Os fragmentos podem ser &#8220;grandes&#8221; com at\u00e9 cerca de 50 microns de di\u00e2metro, ou seja: um fio fino de cabelo humano. <\/p>\n<p>As menores part\u00edculas, que s\u00e3o classificadas como argila e tem cerca de 2 microns de di\u00e2metro, permanecem na atmosfera por cerca de uma semana, circulando grande parte do mundo e exercendo uma influ\u00eancia refrigerante, ao refletir o calor do Sol de volta para o espa\u00e7o. <\/p>\n<p>Part\u00edculas maiores, classificadas como <a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Silte\">silte<\/a>, caem da atmosfera depois de poucos dias. Quanto maior a part\u00edcula, mais ser\u00e1 sua tend\u00eancia em causar um efeito de aquecimento na atmosfera. .<\/p>\n<p>A pesquisa de Kok indica que a propor\u00e7\u00e3o de part\u00edculas de silte para as part\u00edculas de argila \u00e9 de dois a oito vezes maior do que aquela usada nos modelos clim\u00e1ticos. Uma vez que os climatologistas calibram cuidadosamente os modelos para simular o verdadeiro n\u00famero de part\u00edculas de argila na atmosfera, o artigo sugere que os modelos provavelmente incorporam um erro quando se trata de part\u00edculas de silte.<\/p>\n<p>A maior parte dessas part\u00edculas maiores revolvem pela atmosfera no entorno de 2.000 km das regi\u00f5es des\u00e9rticas, de forma que ajustar sua quantidade nos modelos de computador deve gerar melhores proje\u00e7\u00f5es do clima futuro em regi\u00f5es des\u00e9rticas, tais como o Sudoeste dos Estados Unidos e a \u00c1frica do Norte.<\/p>\n<p>Pesquisas adicionais ser\u00e3o necess\u00e1rias para estabelecer se as temperaturas dessas regi\u00f5es no futuro ir\u00e3o aumentar tanto ou mais do que o indicado pelos atuais modelos computacionais. <\/p>\n<p>Os resultados do estudo tamb\u00e9m indicam que os ecossistemas marinhos, que sequestram carbono da atmosfera, podem estar recebendo uma quantidade muito maior de part\u00edculas de ferro em suspens\u00e3o do que se estimava at\u00e9 agora.O ferro faz aumentar a atividade biol\u00f3gica, o que beneficia as cadeias alimentares dos oceanos, inclusive as plantas que absorvem carbono durante a fotoss\u00edntese. <\/p>\n<p><!-- tabela para inserir imagem --><\/p>\n<table align=\"left\" border=\"1\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" width=\"134\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"padding: 10px\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/mmg\/media\/images\/broken_glass3_r.jpg\" alt=\"Illustration showing Earth's energy budget and incoming solar radiation.\" height=\"107\" width=\"124\" \/><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"center\">O equil\u00edbrio energ\u00e9tico da Terra e a radia\u00e7\u00e3o solar incidente s\u00e3o afetados pela  poeira em suspens\u00e3o na atmosfera.<br \/><a href=\"http:\/\/www.nsf.gov\/news\/news_images.jsp?cntn_id=118267&amp;org=NSF\">Cr\u00e9dito e imagem ampliada<\/a><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><!--- fim da imagem --><\/p>\n<p>Al\u00e9m de influenciarem a quantidade de calor solar na atmosfera, as part\u00edculas de poeira tamb\u00e9m s\u00e3o depositadas na cobertura de neve das montahas, onde absorvem calor e aceleram o derretimento das neves. .<\/p>\n<p>Faz muito tempo que os f\u00edsicos sabem que certos objetos quebradi\u00e7os, tais como vidros, rochas e at\u00e9 n\u00facleos at\u00f4micos, se fragmentam em padr\u00f5es previs\u00edveis. Os fragmentos resultantes seguem certas faixas de tamanhos, com uma distribui\u00e7\u00e3o previs\u00edvel de peda\u00e7os pequenos, m\u00e9dios e grandes. Os cientistas se referem a esses padr\u00f5es como &#8220;invari\u00e2ncia de escala&#8221; ou &#8220;auto-similaridade&#8221;.<\/p>\n<p>Os f\u00edsicos desenvolveram f\u00f3rmulas matem\u00e1ticas para os processos pelos quais as rachaduras se propagam de maneira previs\u00edvel quando um objeto quebradi\u00e7o se espatifa. <\/p>\n<p>Kok teorizou que seria poss\u00edvel empregar essas f\u00f3rmulas para estimar as faixas de tamanhos das part\u00edculas de poeira. Aplicando as f\u00f3rmulas para padr\u00f5es de ruptura de objetos quebradi\u00e7os \u00e0 medi\u00e7\u00e3o dos solos, Kok estabeleceu a distribui\u00e7\u00e3o de faixas de tamanho das part\u00edculas de poeira emitidas.<\/p>\n<p>Para sua surpresa, as f\u00f3rmulas descreviam quase que exatamente as medi\u00e7\u00f5es das part\u00edculas de poeira. .<\/p>\n<p>&#8220;A ideia que todos esses objetos se espatifam da mesma forma \u00e9 uma coisa bela, realmente&#8221;, diz Kok. &#8220;\u00c9 a maneira da natureza de criar ordem a partir do caos&#8221;. <\/p>\n<p><\/p>\n<hr>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Traduzido de: Broken Glass Yields Clues to Climate Change Copos comuns de vidro e as part\u00edculas de poeira atmosf\u00e9rica se quebram em padr\u00f5es semelhantes Tamanho comparativo das part\u00edculas de poeira na atmosfera, de acordo com uma fotografia de um sat\u00e9lite de uma tempestade de poeira. 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