{"id":120,"date":"2026-08-02T00:59:43","date_gmt":"2026-08-02T03:59:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cidadaniageografica\/?p=120"},"modified":"2026-08-02T01:17:34","modified_gmt":"2026-08-02T04:17:34","slug":"conheca-a-proposta-para-a-nova-edicao-do-projeto-nos-propomos-campinas-sp-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cidadaniageografica\/2026\/08\/02\/conheca-a-proposta-para-a-nova-edicao-do-projeto-nos-propomos-campinas-sp-2026\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a a proposta para a nova edi\u00e7\u00e3o do Projeto N\u00f3s Propomos! Campinas-SP &#8211; 2026"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400\">O Projeto N\u00f3s Propomos &#8211; PNP! vai para a sua 3\u00ba edi\u00e7\u00e3o no Col\u00e9gio T\u00e9cnico de Campinas, da Universidade Estadual de Campinas, e conta com algumas novidades. Primeiro, \u00e9 o tema gerador deste ano que \u00e9 <b>\u201c<\/b><strong>Como a escola pode formar para a cidadania territorial ao fortalecer a democracia representativa e participativa no cotidiano dos estudantes?<\/strong><b>\u201d<\/b>, segundo, ser\u00e1 o formato e divulga\u00e7\u00e3o\u00a0 dos trabalhos de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, que se dar\u00e1 por meio da produ\u00e7\u00e3o de chamadas em v\u00eddeo para redes sociais, numa perspectiva de democratiza\u00e7\u00e3o e populariza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia. Em termos gerais,\u00a0 trata-se de uma iniciativa de inova\u00e7\u00e3o na educa\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica que estimula estudantes a identificarem problemas locais em suas comunidades e a apresentarem solu\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas a sociedade e inst\u00e2ncias p\u00fablicas. Essa proposi\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica surgiu no Instituto de Geografia e Ordenamento do Territ\u00f3rio (IGOT), da Universidade de Lisboa, no ano de 2011. Atualmente, para al\u00e9m de Portugal, vem sendo desenvolvido na Col\u00f4mbia, M\u00e9xico, Peru, Mo\u00e7ambique, Espanha e Brasil, neste \u00faltimo em 23 institui\u00e7\u00f5es P\u00fablicas de Ensino Superior, de todas as regi\u00f5es, incluindo a Universidade de S\u00e3o Paulo e Universidade Estadual Paulista \u201cJ\u00falio de Mesquita Filho\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Nesse contexto, iniciamos com o seguinte questionamento: por que uma educa\u00e7\u00e3o pesquisadora promovida por esse projeto \u00e9 fundamental para a efetiva\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica? Em resposta, consideramos que uma educa\u00e7\u00e3o pesquisadora \u00e9 fundamental porque transforma o ensino de Geografia em pr\u00e1tica investigativa, na qual os estudantes analisam problemas territoriais reais, constroem interpreta\u00e7\u00f5es espaciais e desenvolvem consci\u00eancia cidad\u00e3 (Callai, 2013). Ao pesquisar o espa\u00e7o vivido, os estudantes articulam teoria social com a realidade geogr\u00e1fica imediata e desenvolvem diversas capacidades geogr\u00e1ficas, como sensibilidades, pensamentos e imagin\u00e1rios. Dessa maneira, compreendemos que a <\/span><strong>educa\u00e7\u00e3o pesquisadora geogr\u00e1fica<\/strong><span style=\"font-weight: 400\"> configura-se\u00a0 num processo de busca permanente\/forma\u00e7\u00e3o integral do ser humano a partir da compreens\u00e3o da dimens\u00e3o geogr\u00e1fica da sociedade e do desenvolvimento da espacialidade humana por meio de processos aut\u00f4nomos, criativos e emancipat\u00f3rios da ci\u00eancia, que promovem o desenvolvimento do pensamento complexo em Geografia, por meio da pesquisa e do conhecimento cient\u00edfico (Suess, 2022).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">De tal forma, a complexidade nas pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas pela educa\u00e7\u00e3o pesquisadora geogr\u00e1fica desenvolvem complexidades aos processos de constru\u00e7\u00e3o de <\/span><b>sensibilidades, pensamentos e imagin\u00e1rios geogr\u00e1ficos<\/b><span style=\"font-weight: 400\">, ao qual estamos denominando aqui como desenvolvimentos geogr\u00e1ficos. O termo desenvolvimento, segundo Ferreira (2009, p. 304), refere-se ao \u201cato, processo ou efeito de desenvolver(-se)\u201d. No contexto adotado, associamos ao progresso intelectual e \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o das capacidades humanas. Assim, esses desenvolvimentos envolvem o processo formativo no qual os sujeitos ampliam suas capacidades de leitura, interpreta\u00e7\u00e3o e imagina\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o, articulando experi\u00eancia sens\u00edvel, elabora\u00e7\u00e3o conceitual e proje\u00e7\u00e3o de mundos outros.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Dessa maneira, ao transformar o espa\u00e7o vivido em objeto de investiga\u00e7\u00e3o, os estudantes agu\u00e7am sua percep\u00e7\u00e3o sobre as nuances da paisagem, desenvolvem um <\/span><strong>pensamento espacial<\/strong><span style=\"font-weight: 400\"> e (re)constroem seus imagin\u00e1rios sobre os lugares, superando vis\u00f5es estereotipadas e hegem\u00f4nicas. Nesse processo, a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental para o desenvolvimento da condi\u00e7\u00e3o de agente (<\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">agency aspect<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">), ou seja, da capacidade que o indiv\u00edduo possui para agir, provocar mudan\u00e7as e moldar o seu pr\u00f3prio destino, com autonomia e autoria, por meio da interconex\u00e3o entre oportunidades sociais (como a educa\u00e7\u00e3o, em geral, e o ensino de Geografia, em espec\u00edfico), liberdades pol\u00edticas e facilidades econ\u00f4micas (Sen, 2000).\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em sua<\/span><b> dimens\u00e3o socioambiental<\/b><span style=\"font-weight: 400\">, ao problematizar op\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, h\u00e1bitos de consumo e modelos de sociedade, o projeto estimula a proposi\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es mais justas, sustent\u00e1veis e solid\u00e1rias, com responsabiliza\u00e7\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o ativa juvenil na produ\u00e7\u00e3o de transforma\u00e7\u00f5es sociais (Brasil, 2018). Assim, justificamos a seguir o subt\u00edtulo do projeto \u201cpor um pa\u00eds justo, sustent\u00e1vel e solid\u00e1rio\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O conceito de <\/span><strong>desenvolvimento sustent\u00e1vel<\/strong><span style=\"font-weight: 400\"> surge como uma resposta \u00e0 crise civilizat\u00f3ria, de forte recorte social, econ\u00f4mico e ambiental, intensificada pelas revolu\u00e7\u00f5es industriais, pela globaliza\u00e7\u00e3o e pela ascens\u00e3o de grupos de extrema-direita ao poder. De acordo com o Relat\u00f3rio Futuro Comum, da Comiss\u00e3o Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento &#8211; CMMAD (1991) a ideia central desse desenvolvimento \u00e9 a equidade intergeracional, o que envolve pensar na correla\u00e7\u00e3o direta entre progresso econ\u00f4mico, social e ambiental, atendendo as necessidades da gera\u00e7\u00e3o atual, sem esgotar ou comprometer os recursos e as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para que as futuras gera\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m se realizem.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Sendo assim, acreditamos que a escola precisa se alinhar urgentemente a esse tipo de desenvolvimento, para que possamos falar em dignidade humana e felicidade terrena (Morin, 2005). Para isso, a mobiliza\u00e7\u00e3o dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ONU, 2024) com o trabalho pedag\u00f3gico, \u00e9 um importante passo, por essas raz\u00f5es, os consideramos como importantes eixos articuladores do PNP!.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Complementam essa compreens\u00e3o de desenvolvimento outros dois conceitos elementares, o de <\/span><strong>justi\u00e7a socioespacial<\/strong><span style=\"font-weight: 400\"> e solidariedade. Esse primeiro, refere-se a um conceito que aglutina a an\u00e1lise da desigualdade social com a dimens\u00e3o do espa\u00e7o geogr\u00e1fico. baseia-se na premissa de que a justi\u00e7a n\u00e3o \u00e9 alcan\u00e7ada apenas com a redistribui\u00e7\u00e3o de renda e bens, mas tamb\u00e9m com a garantia de que os benef\u00edcios e \u00f4nus da vida social sejam distribu\u00eddos espacialmente de modo mais igualit\u00e1rio. Nesse aspecto, essa justi\u00e7a tamb\u00e9m \u00e9 sin\u00f4nimo de corre\u00e7\u00e3o das contradi\u00e7\u00f5es s\u00f3cio-espaciais que dilapidam a qualidade de vida e a capacidade de realiza\u00e7\u00e3o dos sujeitos sociais (Harvey, 2013).\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">J\u00e1 <\/span><strong>solidariedade<\/strong><span style=\"font-weight: 400\">, constitui-se como uma base cient\u00edfica e \u00e9tica para uma reorganiza\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria, que centraliza o bem-estar-coletivo, segundo as necessidades comuns, por meio da coopera\u00e7\u00e3o (Kropotkin, 2009), liga-se igualmente, a atitude humana que rejeita a indiferen\u00e7a \u00e0 dor do outro (Freire, 2013). Logo, faz-se aqui uma dura oposi\u00e7\u00e3o ao neoliberalismo, que nos leva a competir incessantemente entre n\u00f3s, para fundar o apoio m\u00fatuo (Kropotkin, 2009), como um esfor\u00e7o de coopera\u00e7\u00e3o e supera\u00e7\u00e3o de adversidades pautadas na solidariedade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Nesse sentido, o PNP! no contexto educativo, n\u00e3o \u00e9 apenas um esfor\u00e7o metodol\u00f3gico, mas te\u00f3rico-metodol\u00f3gico, que implica imbricamento epistemol\u00f3gico da Geografia\u00a0 com o compromisso social com uma ordem mundial, mais justa, sustent\u00e1vel e solid\u00e1ria, e com um <\/span><strong>desenvolvimento nacional<\/strong><span style=\"font-weight: 400\">, igualmente flexionado, onde a dignidade humana n\u00e3o seja um privil\u00e9gio, mas um ponto de partida para todas(os), no qual o bem-estar coletivo se constitua num imperativo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Numa perspectiva de integra\u00e7\u00e3o curricular entre demandas escolares e emerg\u00eancias sociais defendemos a ado\u00e7\u00e3o de <\/span><strong>tema gerador<\/strong><span style=\"font-weight: 400\"> para as atividades de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica do PNP. Assim, o tema-gerador implica num tema interdisciplinar\/transdisciplinar cercado de d\u00favidas e questionamentos, que ao ser mobilizado oportuniza a democratiza\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o de novos conhecimentos. O tema gerador contribui para o processo de decodifica\u00e7\u00e3o do mundo, constituindo-se num tema-dobradi\u00e7a, que se desdobra em diferentes aspectos da realidade (Freire, 2014).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Desse modo, o tema gerador da edi\u00e7\u00e3o de 2026 \u00e9: &#8220;<\/span><b>Como a escola pode formar para a cidadania territorial ao fortalecer a democracia representativa e participativa no cotidiano dos estudantes?<\/b><span style=\"font-weight: 400\">&#8220;. Sendo apresentado como fio condutor das investiga\u00e7\u00f5es, articulado aos aos Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel e aos eixos de desenvolvimentos que ser\u00e3o apresentados (ONU, 2024). Para o seu entendimento, apresentamos abaixo alguns conceitos e suas aplica\u00e7\u00f5es para a elucida\u00e7\u00e3o dessa quest\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A <\/span><strong>cidadania<\/strong><span style=\"font-weight: 400\"> quer dizer a qualidade de ser cidad\u00e3o, e consequentemente sujeito de direitos e deveres, significa tamb\u00e9m tomar parte da vida em sociedade, tendo uma <\/span><strong>participa\u00e7\u00e3o ativa<\/strong><span style=\"font-weight: 400\"> no que diz respeito \u00e0s decis\u00f5es que afetam a sua espacialidade e, consequentemente, o seu modo de estar e ser no seu lugar vivido (Carvalho Sobrinho, 2021). Enquanto os direitos humanos, s\u00e3o universais, os direitos da cidadania, s\u00e3o territoriais, pois mudam conforme o ordenamento jur\u00eddico-pol\u00edtico de cada pa\u00eds. Dessa maneira, pensar a <\/span><strong>cidadania territorial<\/strong><span style=\"font-weight: 400\"> \u00e9 um eixo estruturante para se pensar a cidadania sob o \u00e2ngulo geogr\u00e1fico, uma vez que \u00e9 imposs\u00edvel imaginar uma cidadania concreta que prescinda do componente territorial. Diferentes espa\u00e7os urbanos experimentam acessos diferentes aos direitos, o valor do indiv\u00edduo na sociedade capitalista depende, em larga escala, n\u00e3o apenas de sua posi\u00e7\u00e3o social, mas tamb\u00e9m do lugar que ocupa no territ\u00f3rio (Claudino, 2014; Santos, M., 2007). Nesse aspecto, desenvolver essa cidadania \u00e9 transformar os estudantes em sujeitos ativos no reconhecimento das potencialidades e oportunidades de seus territ\u00f3rios, mobilizando a intelig\u00eancia espacial para o exerc\u00edcio pleno de seus direitos, o cumprimento de seus deveres com a sociedade e a gest\u00e3o coletiva dos espa\u00e7os. Nesse processo, os estudantes estabelecem v\u00ednculos afetivos, constroem identidade e desenvolvem pertencimento \u00e0 sua realidade geogr\u00e1fica, por meio de uma atua\u00e7\u00e3o ativa em sua transforma\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">De acordo com o soci\u00f3logo portugu\u00eas Boaventura Santos (2016), em seu sentido mais amplo, a <\/span><strong>democracia<\/strong><span style=\"font-weight: 400\"> \u00e9 todo o processo de <\/span><strong>transforma\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es desiguais de poder em rela\u00e7\u00f5es de autoridade partilhada<\/strong><span style=\"font-weight: 400\">. Onde quer que haja luta contra o poder desigual, h\u00e1 processo de democratiza\u00e7\u00e3o.\u00a0 Assim, o poder s\u00f3 \u00e9 democr\u00e1tico quando \u00e9 exercido para ampliar e aprofundar a democracia. <\/span><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0Por outro lado, a fil\u00f3sofa Marilena Chau\u00ed destaca a<\/span> <span style=\"font-weight: 400\">democracia como uma forma de sociedade e um modo de vida pol\u00edtico e social que envolve a cria\u00e7\u00e3o e <\/span><strong>expans\u00e3o cont\u00ednua de direitos, reconhecendo a luta de classes e o conflito social como leg\u00edtimos e necess\u00e1rios<\/strong><span style=\"font-weight: 400\">. J\u00e1 os autores franceses Christian Laval e Francis Vergne (2023), a democracia designa a caracter\u00edstica de uma sociedade na qual o<\/span> <strong>princ\u00edpio do autogoverno \u00e9 estendido a todas as institui\u00e7\u00f5es territoriais e produtivas<\/strong><span style=\"font-weight: 400\">, a todas as atividades coletivas, sejam econ\u00f4micas, culturais ou educacionais. A <\/span><strong>democracia<\/strong><b>,<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> assim entendida, pressup\u00f5e a capacidade dos cidad\u00e3os de refletir sobre as institui\u00e7\u00f5es desej\u00e1veis, a atividade permanente de todos os membros da sociedade, o seu poder coletivo de agir em comum para mud\u00e1-las se n\u00e3o mais lhes conv\u00eam.Em termos reais e materiais, ainda temos uma <\/span><strong>democracia de baixa intensidade<\/strong><span style=\"font-weight: 400\">,\u00a0 aquela em que o cidad\u00e3o s\u00f3 participa da pol\u00edtica na hora de votar, de tempos em tempos, permanecendo as decis\u00f5es importantes concentradas nas m\u00e3os de elites e tecnocratas. Em contrapartida, a <\/span><strong>democracia de alta intensidade, onde queremos chegar<\/strong><b>,<\/b><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0representa um projeto emancipat\u00f3rio que visa radicalizar e democratizar as rela\u00e7\u00f5es sociais em todas as esferas da vida, n\u00e3o se limitando ao Estado, ao combinar democracia representativa e democracia participativa (Santos, B., 2016).\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Nessa perspectiva, a <\/span><strong>democracia representativa<\/strong><span style=\"font-weight: 400\"> \u00e9 pautada por regras procedimentais, sufr\u00e1gio universal e pela delega\u00e7\u00e3o do poder popular a representantes eleitos. Uma vez eleitos, estes passam a ser os titulares do poder democr\u00e1tico que exercem com mais ou menos autonomia em rela\u00e7\u00e3o aos cidad\u00e3os. Por outro lado, a <\/span><strong>democracia participativa<\/strong><span style=\"font-weight: 400\"> desenvolve um modelo <\/span><span style=\"font-weight: 400\">que transcende o simples voto representativo ao entender a democracia como um valor social e n\u00e3o apenas como um procedimento formal (Santos, B., 2016). Em vez de focar na delibera\u00e7\u00e3o final, ela assegura a presen\u00e7a ativa dos cidad\u00e3os na constru\u00e7\u00e3o das decis\u00f5es e no acompanhamento da vontade popular, descentralizando o poder das elites dirigentes. Fundamentada na responsabilidade c\u00edvica e no autogoverno comunit\u00e1rio, ela expande os direitos e os espa\u00e7os de voz da sociedade, oferecendo novos caminhos para a media\u00e7\u00e3o e solu\u00e7\u00e3o de conflitos (Cruz, 2010).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Cabe destacar que no contexto atual vivemos uma \u201c<\/span><strong>recess\u00e3o democr\u00e1tica<\/strong><span style=\"font-weight: 400\">\u201d express\u00e3o cunhada pelo cientista pol\u00edtico norte americano Larry Diamond para descrever o fim do processo cont\u00ednuo de amplia\u00e7\u00e3o de democracias no mundo, ap\u00f3s significativos crescimento dos regimes democr\u00e1ticos na segunda metade do s\u00e9culo passado, especialmente depois da Segunda Guerra Mundial. A \u00faltima onda de entusiasmo foi na Primavera \u00c1rabe (2010\/2011), mas o fracasso de implementa\u00e7\u00e3o nesses pa\u00edses e a revers\u00e3o de experi\u00eancias similares incipientes na \u00c1frica, no Leste Europeu e na \u00c1sia ensejaram um novo ciclo de an\u00e1lises, em geral pessimistas. Nos \u00faltimos anos, por\u00e9m, a preocupa\u00e7\u00e3o dos estudiosos passou a ser a crise das democracias consolidadas, como Brasil e EUA. (Levitsky; Ziblatt, 2018). <\/span><span style=\"font-weight: 400\">Yascha Mounk (2019), no livro \u201cO Povo Contra a Democracia\u201d, analisa que esse cen\u00e1rio de desconsolida\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, ainda \u00e9 impulsionado por tr\u00eas outros fatores fundamentais: a estagna\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica da classe m\u00e9dia, o p\u00e2nico de identidade diante da transi\u00e7\u00e3o para sociedades multi\u00e9tnicas e o impacto desregulador das redes sociais na dissemina\u00e7\u00e3o de discursos extremistas. Dessa maneira, <\/span><span style=\"font-weight: 400\">h\u00e1 uma percep\u00e7\u00e3o crescente de que a democracia est\u00e1 recuando em todo o mundo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em termos espec\u00edficos, Boaventura Santos (2016) aponta para duas poss\u00edveis causas que ajudam a explicar esse processo, a <\/span><strong>patologia da participa\u00e7\u00e3o<\/strong><span style=\"font-weight: 400\">, sobretudo em vista do aumento dram\u00e1tico do abstencionismo &#8211; \u201cpara que participar se qualquer que seja meu voto, nada muda?\u201d, e a <\/span><strong>patologia da representa\u00e7\u00e3o<\/strong><span style=\"font-weight: 400\">, o fato de os cidad\u00e3os se considerarem cada vez menos representados por aqueles que elegeram \u201cdepois de eleitos, os deputados n\u00e3o servem aos interesses de quem os elegeram\u201d. Outro complicador, para o autor, \u00e9 o fato de que <\/span><b>vivemos em sociedades politicamente democr\u00e1ticas e socialmente fascistas<\/b><span style=\"font-weight: 400\">.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Para entender este atual est\u00e1gio, temos que compreender a distin\u00e7\u00e3o de dois tipos e fascismo, o social e o pol\u00edtico. Primeiramente, o fascismo social ocorre no n\u00edvel das rela\u00e7\u00f5es sociais sempre que a parte mais forte nessas rela\u00e7\u00f5es tem um poder t\u00e3o superior ao da parte mais fraca que lhe permite dispor de um direito n\u00e3o oficial de veto sobre os desejos, as necessidades ou as aspira\u00e7\u00f5es de vida digna da parte mais fraca. Esse direito desp\u00f3tico de veto faz com que a parte mais fraca n\u00e3o possa realisticamente invocar de modo eficaz nenhuma prote\u00e7\u00e3o jur\u00eddica para lutar contra a opress\u00e3o. Quando instalado, inclusive a partir de ganhos eleitorais, <\/span><span style=\"font-weight: 400\">o fascismo pol\u00edtico comp\u00f5e um regime pol\u00edtico ditatorial nacionalista, racista, sexista, xen\u00f3fobo. Logo, <\/span><span style=\"font-weight: 400\">quando mais se restringirem os direitos sociais e econ\u00f4micos e quanto menos eficaz for a a\u00e7\u00e3o judicial contra viola\u00e7\u00f5es dos direitos existentes, maior ser\u00e1 o campo do fascismo social (Santos, 2016).\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Com efeito ilus\u00f3rio, temos a cren\u00e7a de que tudo \u00e9 democr\u00e1tico na sociedade (Santos, B. 2016). Para a fil\u00f3sofa Marilena Chau\u00ed (2014) dizemos que uma sociedade \u2014 e n\u00e3o um simples regime de governo \u2014 \u00e9 democr\u00e1tica quando, al\u00e9m de elei\u00e7\u00f5es, partidos pol\u00edticos e divis\u00e3o dos Tr\u00eas Poderes, institui algo mais profundo, a cria\u00e7\u00e3o cont\u00ednua de direitos. <\/span><strong>No Brasil, o que temos \u00e9 um Estado de Direito sob uma sociedade profundamente autorit\u00e1ria, hier\u00e1rquica e desigual<\/strong><span style=\"font-weight: 400\">. Assim, notamos que pouco \u00e9 democr\u00e1tico nas sociedades com um sistema pol\u00edtico democr\u00e1tico. Para completar, o fil\u00f3sofo da Unicamp, Marcos Nobre (2024), reconhece que a quebra da solidariedade intergeracional, com o desmantelamento de prote\u00e7\u00f5es sociais, como a previd\u00eancia, e crise de legitimidade da a\u00e7\u00e3o do Estado tamb\u00e9m produz, em grande parte, a extrema desorienta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica em que nos encontramos hoje.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Da\u00ed, a necessidade de <\/span><strong>luta pela radicaliza\u00e7\u00e3o da democracia<\/strong><span style=\"font-weight: 400\">. Para ela ser cred\u00edvel, tem de transformar-se num princ\u00edpio que abranja toda a realidade social, incluindo escola, fam\u00edlia, comunidade, produ\u00e7\u00e3o, mercado, cidadania e rela\u00e7\u00f5es internacionais, n\u00e3o apenas o sistema pol\u00edtico. Nesse aspecto, essa luta deve ser conduzida por tr\u00eas palavras-guia: <\/span><strong>democratizar, desmercantilizar e descolonizar<\/strong><span style=\"font-weight: 400\">. Democratizar a pr\u00f3pria democracia, j\u00e1 que a atual se deixou sequestrar por poderes antidemocr\u00e1ticos. Desmercantilizar significa mostrar que usamos, produzimos e trocamos mercadoria, mas que n\u00e3o somos mercadorias nem aceitamos relacionar-nos com os outros e com a natureza como se fossem apenas mercadorias, que haja bens p\u00fablicos e bens comuns, como \u00e1gua, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o. Descolonizar significa erradicar das rela\u00e7\u00f5es sociais a autoriza\u00e7\u00e3o para dominar os outros sob o pretexto de que s\u00e3o inferiores: porque s\u00e3o mulheres, porque t\u00eam uma cor de pele diferente ou porque pertence a uma religi\u00e3o distinta.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cEst\u00e1 tudo \u00e0 venda, \u00e9 s\u00f3 n\u00e3o se vende mais porque n\u00e3o h\u00e1 quem compre\u201d (Santos, B., 2016, p. 179). Para esse autor, todas as viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos est\u00e3o relacionadas com o <\/span><strong>neoliberalismo<\/strong><span style=\"font-weight: 400\">, a vers\u00e3o mais antissocial do capitalismo nos \u00faltimos cinquenta anos. Em continuidade, para o ge\u00f3grafo David Harvey (2018), em <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">A Loucura da Raz\u00e3o Econ\u00f4mica<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, as pol\u00edticas neoliberais (privatiza\u00e7\u00e3o, desregulamenta\u00e7\u00e3o e austeridade) constituem mecanismos de transfer\u00eancia de riqueza p\u00fablica ao capital privado. Esse processo revela a busca irracional pela acumula\u00e7\u00e3o infinita de capital (financeiro, acion\u00e1rio e fundos), que prioriza a expans\u00e3o do valor de troca em detrimento da vida e do equil\u00edbrio ecol\u00f3gico, erigindo o lucro como \u00fanica racionalidade. Essa loucura econ\u00f4mica gera uma loucura pol\u00edtica que se manifesta em formas irracionais de protesto e em movimentos reacion\u00e1rios. A raiva e o desespero gerados pela instabilidade e pela desigualdade s\u00e3o canalizados para formas pol\u00edticas que n\u00e3o atacam a raiz do problema (o capital), mas sim bodes expiat\u00f3rios (imigrantes, minorias). Assim, Santos, B. (2016) destaca que o neoliberalismo \u00e9, antes de tudo, uma cultura de medo, de sofrimento e de morte para as grandes maiorias; n\u00e3o se combate com efic\u00e1cia se n\u00e3o se lhe opuser uma cultura de esperan\u00e7a, de felicidade e de vida.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Mas, ent\u00e3o, <\/span><strong>o que devemos fazer para preservar a democracia?<\/strong><span style=\"font-weight: 400\"> Levitsky e Ziblatt (2018), no livro \u201cComo as Democracias Morrem\u201d, defendem que a sua preserva\u00e7\u00e3o conta com a sensatez coletiva dos eleitores. Esses cientistas pol\u00edticos\u00a0 advertem que a identifica\u00e7\u00e3o de potenciais autocratas \u00e9 vi\u00e1vel por meio do exame de sua trajet\u00f3ria e discurso pol\u00edtico, devendo-se acender o sinal de alerta quando lideran\u00e7as: a) rejeitam, expl\u00edcita ou tacitamente, as regras do jogo democr\u00e1tico; b) negam a legitimidade dos opositores; c) toleram ou incentivam a viol\u00eancia pol\u00edtica; e d) demonstram disposi\u00e7\u00e3o para restringir as liberdades civis da oposi\u00e7\u00e3o e da imprensa. Nesse cen\u00e1rio, os partidos pol\u00edticos exercem o papel central de &#8220;guardi\u00f5es da democracia&#8221;, tornando as frentes amplas e unificadas, com todos os espectros democr\u00e1ticos, da direita \u00e0 esquerda, seria um instrumento decisivo para conter retrocessos autorit\u00e1rios (Nobre, 2024).<\/span><\/p>\n<p><strong>A solu\u00e7\u00e3o<\/strong><span style=\"font-weight: 400\">, para o ge\u00f3grafo Harvey (2018), \u00e9 <\/span><strong>a constru\u00e7\u00e3o de um movimento pol\u00edtico<\/strong> <span style=\"font-weight: 400\">que desafie as pr\u00f3prias bases da acumula\u00e7\u00e3o capitalista: a) luta pela redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho e pelo aumento do sal\u00e1rio real; b) controle mais democr\u00e1tico sobre a produ\u00e7\u00e3o e a distribui\u00e7\u00e3o do valor para as m\u00e3os dos trabalhadores e da sociedade; c) reorganiza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o para atender \u00e0s necessidades humanas e ambientais, em vez da acumula\u00e7\u00e3o infinita. A conclus\u00e3o de Harvey \u00e9 um apelo \u00e0 lucidez em meio \u00e0 loucura, visando a constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade p\u00f3s-capitalista baseada na raz\u00e3o e na necessidade humana. Diante dessa situa\u00e7\u00e3o, para o fil\u00f3sofo Marcos Nobre (2024), a taxa\u00e7\u00e3o de riqueza e de uma reforma tribut\u00e1ria redistributiva de car\u00e1ter global, nacional e local, e o combate das desigualdades, especialmente, em pa\u00edses como o Brasil pode colaborar para melhorar a coes\u00e3o entre a popula\u00e7\u00e3o e a democracia. Paralelamente, uma nova forma de fazer pol\u00edtica, fundada na tecnologia digital, com uma regulamenta\u00e7\u00e3o das redes e quebra do monop\u00f3lio do meio digital, pode produzir uma nova democracia de base, mais aberta \u00e0 sociedade civil e \u00e0 interven\u00e7\u00e3o ativa de cidad\u00e3os comuns.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>Diante desse cen\u00e1rio, qual \u00e9 o papel da escola e dos jovens escolares nesse processo?<\/strong> <span style=\"font-weight: 400\">N\u00e3o temos d\u00favida que a experi\u00eancia concreta da democracia nas institui\u00e7\u00f5es educativas \u00e9 uma das condi\u00e7\u00f5es para que se expanda e se desenvolva na sociedade uma cultura democr\u00e1tica e ecol\u00f3gica indispens\u00e1vel nos anos e d\u00e9cadas vindouros<\/span><span style=\"font-weight: 400\">. Nessa dire\u00e7\u00e3o, a tarefa da <\/span><b>educa\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> n\u00e3o \u00e9, portanto, somente fazer com que cada indiv\u00edduo se sinta membro de um grupo para com o qual tem obriga\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m ensin\u00e1-lo a tornar-se um participante ativo na determina\u00e7\u00e3o coletiva das regras da vida em comum, no envolvimento de pr\u00e1ticas coletivas junto \u00e0 comunidade escolar, e mais geralmente, um participante ativo da vida social e cultural, da sua renova\u00e7\u00e3o e da sua criatividade. Por isso, a democratiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser somente escolar, pois ao mesmo tempo que exige uma a\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito da escola, tamb\u00e9m se faz necess\u00e1rio a retomada da quest\u00e3o no \u00e2mbito social e pol\u00edtico (Laval; Vergne, 2023)<\/span><span style=\"font-weight: 400\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Laval e Vergne (2023) defendem pelo menos <\/span><strong>cinco princ\u00edpios<\/strong><span style=\"font-weight: 400\"> para a efetiva\u00e7\u00e3o dessa educa\u00e7\u00e3o: a) a <\/span><strong>liberdade de pensamento<\/strong><span style=\"font-weight: 400\">; b) a busca da igualdade no <\/span><strong>acesso \u00e0 cultura e ao conhecimento<\/strong><span style=\"font-weight: 400\">; c) a implementa\u00e7\u00e3o de uma <\/span><strong>cultura comum<\/strong><span style=\"font-weight: 400\">,\u00a0 que integre a autonomia individual, o autogoverno popular e a responsabilidade para com a terra; d) o desenvolvimento de uma <\/span><strong>pedagogia instituinte<\/strong><span style=\"font-weight: 400\">, visando uma coopera\u00e7\u00e3o ativa dos estudantes em sua aprendizagem e a forma\u00e7\u00e3o do entendimento que a democracia se aprende pela pr\u00e1tica da democracia; e e) que o estabelecimento escolar possa ser regido por <\/span><strong>princ\u00edpios realmente democr\u00e1ticos<\/strong><span style=\"font-weight: 400\">, eliminando os excessos de burocracia e hierarquiza\u00e7\u00e3o. Em analogia com a teoria de Boaventura Santos (2016), acrescentamos pelo menos mais dois: o princ\u00edpio da igualdade e o princ\u00edpio da diferen\u00e7a, pois <\/span><b>temos <\/b><strong>o direito a ser iguais quando a diferen\u00e7a nos inferioriza e o direito a ser diferentes quando a igualdade nos descaracteriza<\/strong><span style=\"font-weight: 400\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Salientamos, ainda, que a escola n\u00e3o pode esquecer o objetivo fundamental de <\/span><strong>democratizar o conhecimento historicamente acumulado<\/strong><span style=\"font-weight: 400\">, pois a sua democratiza\u00e7\u00e3o interessa a toda a sociedade, condicionando uma participa\u00e7\u00e3o mais qualificada de todos na delibera\u00e7\u00e3o e na tomada de decis\u00f5es pol\u00edticas. Nesse contexto, uma <\/span><strong>reorienta\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o-tempo escolar<\/strong><span style=\"font-weight: 400\"> \u00e9 fundamental, como a cria\u00e7\u00e3o de locais de reuni\u00e3o, representa\u00e7\u00e3o e exerc\u00edcio democr\u00e1tico, salas de aula com disposi\u00e7\u00e3o e mobili\u00e1rio que pudessem permitir a coopera\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica, tempos dispon\u00edveis para que essas possibilidades se tornem em oportunidades.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Por isso, propomos os seguintes eixos de desenvolvimento do projeto:<\/span><\/p>\n<p><strong>1. Democratiza\u00e7\u00e3o institucional e lugar de fala:<\/strong> <span style=\"font-weight: 400\">qualifica a participa\u00e7\u00e3o dos estudantes nas diferentes inst\u00e2ncias de representa\u00e7\u00e3o institucional e amplia para espa\u00e7os ainda n\u00e3o ocupados que decidem sobre quest\u00f5es que impactam a vida do estudante na escola, como os diferentes conselhos, f\u00f3runs de discuss\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o no uso do or\u00e7amento do col\u00e9gio.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>2. Democratiza\u00e7\u00e3o educacional e democratiza\u00e7\u00e3o do conhecimento:<\/strong> <span style=\"font-weight: 400\">Garante o direito pleno de todos os estudantes \u00e0s aprendizagens essenciais, promovendo a equidade no acesso ao conhecimento rigoroso e o nivelamento qualificado das defasagens educacionais. No contexto do Cotuca, reorienta o ato de aprender, ao articular o suporte pedag\u00f3gico necess\u00e1rio com a pesquisa cient\u00edfica aplicada ao espa\u00e7o vivido. Dessa forma, assegura que nenhum estudante fique para tr\u00e1s.<\/span><\/p>\n<p><strong>3. Democratiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, espa\u00e7o escolar e forma\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7as juvenis:<\/strong> <span style=\"font-weight: 400\">Aprofunda a cidadania territorial ao promover a forma\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7as pol\u00edticas jovens no cotidiano escolar, articulando a viv\u00eancia representativa com formas diretas e cont\u00ednuas de participa\u00e7\u00e3o social. Defende a amplia\u00e7\u00e3o dos canais de escuta e delibera\u00e7\u00e3o, o fortalecimento de inst\u00e2ncias tradicionais \u2014 como o Gr\u00eamio Estudantil e a representa\u00e7\u00e3o de turma \u2014 e o est\u00edmulo a novas e diversas formas de organiza\u00e7\u00e3o estudantil.<\/span><\/p>\n<p><strong>4. Democratiza\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica e desenvolvimento sustent\u00e1vel na escola:<\/strong> <span style=\"font-weight: 400\">Une a dimens\u00e3o da justi\u00e7a social ao debate da sustentabilidade ambiental. Problematiza as marcas da crise ambiental e emerg\u00eancia clim\u00e1tica na vida da comunidade escolar. Inclui pr\u00e1ticas coletivas sustent\u00e1veis e promove interven\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas, participa\u00e7\u00e3o ativa e colaborativa em medidas que reduzem os impactos ambientais gerados pelo col\u00e9gio, como a disposi\u00e7\u00e3o de res\u00edduos s\u00f3lidos e eletr\u00f4nicos, uso consciente e eficiente da \u00e1gua, da energia e dos diferentes recursos e espa\u00e7os, garantindo que o direito ao meio ambiente equilibrado seja constru\u00eddo pela pr\u00e1xis cotidiana.<\/span><\/p>\n<p><strong>5. Democratiza\u00e7\u00e3o social, respeito \u00e0s diferen\u00e7as e justi\u00e7a espacial:<\/strong> <span style=\"font-weight: 400\">Afirma a \u00e9tica da solidariedade e do apoio m\u00fatuo como contraponto \u00e0 competitividade e ao individualismo no ambiente escolar. Constr\u00f3i um cotidiano baseado no respeito \u00e0 diversidade e no combate \u00e0s opress\u00f5es \u2014 como o preconceito, a discrimina\u00e7\u00e3o e a exclus\u00e3o \u2014, garantindo que o espa\u00e7o de conviv\u00eancia dos estudantes seja pautado pelo direito \u00e0 igualdade e pela valoriza\u00e7\u00e3o da diferen\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p><strong>6. Democratiza\u00e7\u00e3o cultural, educa\u00e7\u00e3o patrimonial e pertencimento geogr\u00e1fico:<\/strong> <span style=\"font-weight: 400\">Busca garantir o direito ao acesso aos diferentes meios culturais produzidos pela sociedade, como os patrim\u00f4nios materiais e imateriais brasileiros, mas tamb\u00e9m os saberes tradicionais e as culturas juvenis e digitais, incluindo, a produ\u00e7\u00e3o e frui\u00e7\u00e3o cultural no territ\u00f3rio escolar. Reivindica interven\u00e7\u00f5es culturais, como os eventos culturais, as possibilidades criativas e as manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas, nos espa\u00e7os e tempos da escola.<\/span><\/p>\n<p><b>7. Democratiza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, solu\u00e7\u00e3o solid\u00e1ria e territ\u00f3rio: <\/b><span style=\"font-weight: 400\">Problematiza as transforma\u00e7\u00f5es do mundo produtivo e o papel do col\u00e9gio na forma\u00e7\u00e3o profissional, integrando organicamente a dimens\u00e3o do ensino t\u00e9cnico ao mundo do trabalho. Defende a amplia\u00e7\u00e3o do acesso ao mercado de trabalho para jovens, por meio de est\u00e1gios e oportunidades de emprego. Paralelamente, contrap\u00f5e-se a precariza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es trabalhistas e estimula, ainda, o fortalecimento de iniciativas empreendedoras e colaborativas dos estudantes.<\/span><\/p>\n<p><b>8. Desenvolvimento de tecnologias para a comunidade escolar de suporte \u00e0 democracia representativa e participativa: <\/b><span style=\"font-weight: 400\">Aplica conhecimentos profissionais e t\u00e9cnicos no desenvolvimento de ferramentas digitais de suporte \u00e0 comunidade escolar. Busca ampliar a transpar\u00eancia das a\u00e7\u00f5es, o posicionamento cr\u00edtico e a participa\u00e7\u00e3o efetiva de todos na tomada de decis\u00f5es em assuntos coletivos, por meio de tecnologias, fortalecendo a democracia representativa e participativa no cotidiano do col\u00e9gio.<\/span><\/p>\n<p>Se interessou pela proposta? Aguarde mais not\u00edcias em breve.<\/p>\n<p><b>Refer\u00eancias\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">BRASIL. Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o. <\/span><b>Base Nacional Comum Curricular<\/b><span style=\"font-weight: 400\">: Educa\u00e7\u00e3o \u00e9 a Base. Bras\u00edlia: MEC\/CONSED\/UNDIME, 2018.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">CALLAI, Helena Copetti. A dimens\u00e3o pedag\u00f3gica na forma\u00e7\u00e3o do ge\u00f3grafo. In: CALLAI, Helena Copetti. <\/span><b>A forma\u00e7\u00e3o do profissional da geografia<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. Ijui: Ed. Uniju\u00ed, 2013. p.103-114, 2013.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">CHAU\u00cd, Marilena. <\/span><b>Manifesta\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas do autoritarismo brasileiro<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. Organiza\u00e7\u00e3o de Andr\u00e9 Rocha. 1. ed. S\u00e3o Paulo: Aut\u00eantica, 2014.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">CLAUDINO, S\u00e9rgio. Escola, educa\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica e cidadania territorial. <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">In<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">: COLOQUIO INTERNACIONAL DE GEOCR\u00cdTICA, 13., 2014, Barcelona. <\/span><b>Actas&#8230;<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> Barcelona: Universidad de Barcelona, 2014. p. 1-9.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">CARVALHO SOBRINHO, Hugo de. <\/span><b>Educa\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica e Cidadania<\/b><span style=\"font-weight: 400\">: perspectivas e reflex\u00f5es te\u00f3rico pr\u00e1ticas. S\u00e3o Carlos: Pedro &amp; Jo\u00e3o Editores, 2025. 209p<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">COMISS\u00c3O MUNDIAL SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO (CMMAD). <\/span><b>Nosso futuro comum<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. 2. ed. Rio de Janeiro: Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas, 1991.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">CRUZ, <\/span><span style=\"font-weight: 400\">Paulo M\u00e1rcio<\/span><span style=\"font-weight: 400\">. A democracia representativa e a democracia participativa. <\/span><b>Direitos Fundamentais &amp; Justi\u00e7a<\/b><span style=\"font-weight: 400\">, n. 13, p. 202-224, Out.\/Dez., 2010.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">FERREIRA, Aur\u00e9lio Buarque de Holanda. <\/span><b>Novo dicion\u00e1rio Aur\u00e9lio da l\u00edngua portuguesa<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. 4. ed. Curitiba: Positivo, 2009.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">FREIRE, Paulo. <\/span><b>Pedagogia da toler\u00e2ncia<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. Organiza\u00e7\u00e3o de Ana Maria Ara\u00fajo Freire. S\u00e3o Paulo: Paz e Terra, 2013.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">FREIRE, Paulo. <\/span><b>Pedagogia do Oprimido<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. S\u00e3o Paulo: Paz e Terra, 2014.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">HARVEY, David. <\/span><b>Justi\u00e7a social e a cidade<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. S\u00e3o Paulo: Perspectiva, 2013.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">HARVEY, David. <\/span><b>A loucura da raz\u00e3o econ\u00f4mica<\/b><span style=\"font-weight: 400\">: Marx e o capital no s\u00e9culo XXI. Tradu\u00e7\u00e3o: Artur Renzo. 1. ed. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2018.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">KROPOTKIN, Piotr. <\/span><b>Apoio M\u00fatuo<\/b><span style=\"font-weight: 400\">: Um Fator de Evolu\u00e7\u00e3o. Tradu\u00e7\u00e3o de Valdir Azevedo Jr. S\u00e3o Sebasti\u00e3o: A Senhora, 2009.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">LAVAL, Christian; VERGNE, Francis. <\/span><b>Educa\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica<\/b><span style=\"font-weight: 400\">: a revolu\u00e7\u00e3o escolar iminente. Petr\u00f3polis: Vozes, 2023<\/span><span style=\"font-weight: 400\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">LEVITSKY, Steven; ZIBLATT, Daniel. <\/span><b>Como as democracias morrem<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. Tradu\u00e7\u00e3o: Renato Aguiar. Rio de Janeiro: Zahar, 2018.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">LEVITSKY, Steven; ZIBLATT, Daniel. <\/span><b>Como salvar a democracia<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. Tradu\u00e7\u00e3o: Berilo Vargas. 1. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2023.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">MORIN, Edgar. <\/span><b>Ci\u00eancia com Consci\u00eancia<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">MOUNK, Yascha. <\/span><b>O povo contra a democracia<\/b><span style=\"font-weight: 400\">: por que nossa liberdade corre perigo e como salv\u00e1-la. Tradu\u00e7\u00e3o de C\u00e1ssio de Arantes Leite e D\u00e9bora Landsberg. 1. ed. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2019.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">NOBRE, Marcos. <\/span><b>Limites da democracia<\/b><span style=\"font-weight: 400\">: de junho de 2013 ao governo Bolsonaro. S\u00e3o Paulo: Todavia, 2022.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">ORGANIZA\u00c7\u00c3O DAS NA\u00c7\u00d5ES UNIDAS &#8211; ONU &#8211; BRASIL. <\/span><b>Sobre o nosso trabalho para alcan\u00e7ar os Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel no Brasil<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. Bras\u00edlia, Casa ONU Brasil, 2024. Dispon\u00edvel:<\/span><a href=\"https:\/\/brasil.un.org\/pt-br\/sdgs\"> <span style=\"font-weight: 400\">https:\/\/brasil.un.org\/pt-br\/sdgs<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">. Acesso em: 31 jul. 2026.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">SANTOS, Boaventura de Sousa. <\/span><b>A dif\u00edcil democracia<\/b><span style=\"font-weight: 400\">: reinventar as esquerdas. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2016.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">SANTOS, Milton. <\/span><b>O espa\u00e7o do cidad\u00e3o<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. 7. ed. S\u00e3o Paulo: EDUSP, 2007.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">SEN, A. <\/span><b>Desenvolvimento como liberdade<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2000.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">SUESS, Rodrigo Capelle. <\/span><b>Educa\u00e7\u00e3o (pesquisadora) pelo professor (pesquisador) em Geografia<\/b><span style=\"font-weight: 400\">: desafios e possibilidades no\/do espa\u00e7o geogr\u00e1fico da rede p\u00fablica de ensino do Distrito Federal. 2022. 367 f., il. Tese (Doutorado em Geografia) \u2014 Universidade de Bras\u00edlia, Bras\u00edlia, 2022.<\/span><\/p>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Projeto N\u00f3s Propomos &#8211; PNP! vai para a sua 3\u00ba edi\u00e7\u00e3o no Col\u00e9gio T\u00e9cnico de Campinas, da Universidade Estadual de Campinas, e conta com algumas novidades. Primeiro, \u00e9 o tema gerador deste ano que \u00e9 \u201cComo a escola pode formar para a cidadania territorial ao fortalecer a democracia representativa e participativa no cotidiano dos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":778,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-120","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cidadaniageografica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/120","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cidadaniageografica\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cidadaniageografica\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cidadaniageografica\/wp-json\/wp\/v2\/users\/778"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cidadaniageografica\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=120"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cidadaniageografica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/120\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":126,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cidadaniageografica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/120\/revisions\/126"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cidadaniageografica\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=120"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cidadaniageografica\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=120"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cidadaniageografica\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=120"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}