{"id":296,"date":"2026-06-15T16:01:21","date_gmt":"2026-06-15T19:01:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciadoquadril\/?p=296"},"modified":"2026-06-15T16:01:22","modified_gmt":"2026-06-15T19:01:22","slug":"ortobiologicos-na-ortopedia-o-que-a-ciencia-ja-sabe-e-o-que-ainda-precisamos-descobrir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciadoquadril\/ortobiologicos-na-ortopedia-o-que-a-ciencia-ja-sabe-e-o-que-ainda-precisamos-descobrir\/","title":{"rendered":"Ortobiol\u00f3gicos na Ortopedia: o que a ci\u00eancia j\u00e1 sabe \u2014 e o que ainda precisamos descobrir"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Ser\u00e1 que o seu pr\u00f3prio sangue pode curar seus tend\u00f5es e articula\u00e7\u00f5es?<\/h4>\n\n\n\n<p>Parece coisa de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, mas a medicina regenerativa est\u00e1 transformando essa pergunta em realidade \u2014 com cautela, rigor cient\u00edfico e resultados <strong>cada vez mais promissores<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos anos, uma nova categoria de tratamentos ganhou aten\u00e7\u00e3o crescente dentro e fora dos consult\u00f3rios ortop\u00e9dicos: os <strong>ORTOBIOL\u00d3GICOS<\/strong>. S\u00e3o subst\u00e2ncias derivadas do pr\u00f3prio organismo \u2014 ou de fontes biol\u00f3gicas cuidadosamente selecionadas \u2014 capazes de estimular, acelerar ou potencializar a cicatriza\u00e7\u00e3o de ossos, tend\u00f5es, cartilagens e ligamentos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mas o que a ci\u00eancia realmente comprova? O que ainda \u00e9 promessa? E quando esse tratamento faz sentido para voc\u00ea?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O que s\u00e3o os ortobiol\u00f3gicos?<\/h3>\n\n\n\n<p>O termo &#8220;ortobiol\u00f3gico&#8221; re\u00fane uma fam\u00edlia de agentes biol\u00f3gicos utilizados em ortopedia e medicina esportiva com o objetivo de modular os processos naturais de regenera\u00e7\u00e3o tecidual. Os principais s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\ud83e\ude78 Plasma Rico em Plaquetas (PRP)<\/strong><br>Obtido por centrifuga\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio sangue do paciente, concentra fatores de crescimento como PDGF, TGF-\u03b2, VEGF e IGF-1, que estimulam a prolifera\u00e7\u00e3o celular e o remodelamento tecidual.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\ud83e\uddb4 Concentrado de Aspirado de Medula \u00d3ssea (BMAC)<\/strong><br>Rico em c\u00e9lulas-tronco mesenquimais, tem capacidade de diferencia\u00e7\u00e3o em tecido \u00f3sseo, cartilaginoso e tendinoso.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\ud83e\uddec Fra\u00e7\u00e3o Vascular Estromal (SVF) e c\u00e9lulas derivadas do tecido adiposo (ADSC)<\/strong><br>Obtidas a partir da gordura do pr\u00f3prio paciente, apresentam potencial regenerativo promissor, especialmente em modelos de osteoartrite.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u2699\ufe0f Prote\u00ednas Morfogen\u00e9ticas do Osso (BMPs)<\/strong><br>Mol\u00e9culas sinalizadoras com papel central na forma\u00e7\u00e3o e consolida\u00e7\u00e3o \u00f3ssea, especialmente utilizadas em cirurgias de fus\u00e3o vertebral e no tratamento de pseudoartrose.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><strong>O que todos esses agentes t\u00eam em comum?<\/strong> Todos exploram a capacidade natural do organismo de se reparar \u2014 amplificando sinais biol\u00f3gicos que, em condi\u00e7\u00f5es normais, s\u00e3o insuficientes para promover a regenera\u00e7\u00e3o completa de tecidos lesados.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O que os estudos cient\u00edficos mostram?<\/h3>\n\n\n\n<p>Com base em artigos recuperados do <strong>PubMed<\/strong>, a literatura cient\u00edfica atual oferece um panorama claro \u2014 e honesto.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"> O boom das publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas<\/h4>\n\n\n\n<p>A crescente onda de publica\u00e7\u00f5es reflete o interesse genu\u00edno da comunidade cient\u00edfica. Uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica publicada no <em>American Journal of Sports Medicine<\/em> analisou <strong>474 artigos ortop\u00e9dicos<\/strong> sobre ortobiol\u00f3gicos publicados entre 2009 e 2019, identificando aumento cont\u00ednuo ao longo do per\u00edodo \u2014 com o maior salto ocorrendo entre 2018 e 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>O <strong>PRP domina o volume de evid\u00eancias<\/strong>, sendo respons\u00e1vel por <strong>91,5%<\/strong> de todos os estudos cl\u00ednicos de n\u00edvel 1 analisados. Contudo, os autores alertam que os padr\u00f5es de relato s\u00e3o amplamente heterog\u00eaneos, refor\u00e7ando a necessidade de crit\u00e9rios m\u00ednimos de padroniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">\ud83e\uddb5 Tendinopatias: um dos campos de maior evid\u00eancia<\/h4>\n\n\n\n<p>A tendinopatia patelar \u2014 o chamado <strong>&#8220;joelho do saltador&#8221;<\/strong> \u2014 \u00e9 uma das condi\u00e7\u00f5es com mais dados favor\u00e1veis ao uso do PRP. M\u00faltiplos estudos demonstraram <strong>melhora cl\u00ednica significativa<\/strong> com efeitos adversos desprez\u00edveis, e a maioria dos trabalhos relata que os efeitos se sustentam ao longo do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Persiste, no entanto, consider\u00e1vel heterogeneidade entre os estudos quanto \u00e0 composi\u00e7\u00e3o do PRP, n\u00famero de inje\u00e7\u00f5es, intervalo de doses e protocolo de reabilita\u00e7\u00e3o p\u00f3s-aplica\u00e7\u00e3o \u2014 o que aponta para a necessidade urgente de <strong>padroniza\u00e7\u00e3o dos protocolos terap\u00eauticos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">\ud83c\udfaf PRP na osteoartrite do joelho: evid\u00eancia de N\u00cdVEL 1<\/h4>\n\n\n\n<p>Um ensaio cl\u00ednico randomizado <strong>duplo-cego<\/strong> publicado no <em>American Journal of Sports Medicine<\/em> em 2024 avaliou a efic\u00e1cia de tr\u00eas inje\u00e7\u00f5es intra-articulares de PRP pobre em leuc\u00f3citos (LP-PRP) em pacientes com osteoartrite leve a moderada do joelho.<\/p>\n\n\n\n<p>O grupo PRP apresentou melhora estatisticamente significativa no escore WOMAC aos 24 meses de seguimento, com <strong>73,3% dos pacientes<\/strong> relatando redu\u00e7\u00e3o de dor superior a 50% \u2014 comparado a apenas <strong>28,6%<\/strong> no grupo placebo.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>O estudo tamb\u00e9m evidenciou redu\u00e7\u00e3o das les\u00f5es de medula \u00f3ssea \u00e0 resson\u00e2ncia magn\u00e9tica no grupo tratado \u2014 sugerindo a\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas sintom\u00e1tica, mas <strong>potencialmente modificadora da doen\u00e7a<\/strong>.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Ortobiol\u00f3gicos e cirurgias de preserva\u00e7\u00e3o articular<\/h4>\n\n\n\n<p>A combina\u00e7\u00e3o de ortobiol\u00f3gicos com osteotomias do joelho tem gerado resultados consistentes. Uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica publicada no <em>Journal of ISAKOS<\/em> demonstrou que a associa\u00e7\u00e3o de PRP, c\u00e9lulas-tronco mesenquimais, BMAC e outras modalidades regenerativas a osteotomias tibiais resultou em <strong>melhora cl\u00ednica estatisticamente significativa<\/strong> em rela\u00e7\u00e3o aos escores pr\u00e9-operat\u00f3rios, sem complica\u00e7\u00f5es relevantes associadas ao uso dos agentes biol\u00f3gicos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">PRP no reparo do menisco: resultados encorajadores, mas ainda inconclusivos<\/h4>\n\n\n\n<p>Uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica de ensaios cl\u00ednicos randomizados publicada no <em>Journal of Orthopaedics and Traumatology<\/em> em 2024 analisou o uso de PRP como adjuvante nas cirurgias de sutura meniscal. Os resultados mostraram <strong>taxa de falha cumulativa significativamente menor<\/strong> no grupo PRP avaliado artroscopicamente, sem registro de complica\u00e7\u00f5es associadas ao uso do produto.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, os autores ressaltam que os desfechos cl\u00ednicos foram heterog\u00eaneos entre os estudos, refor\u00e7ando a necessidade de pesquisas mais robustas nessa indica\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">\u26a0\ufe0f PRP ap\u00f3s reconstru\u00e7\u00e3o do LCA: um CONTRAPONTO importante<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Nem todo estudo aponta benef\u00edcio \u2014 e isso tamb\u00e9m \u00e9 ci\u00eancia.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Um ensaio cl\u00ednico randomizado publicado na <em>JAMA Network Open<\/em> em 2024 avaliou 120 pacientes submetidos \u00e0 reconstru\u00e7\u00e3o do ligamento cruzado anterior e <strong>n\u00e3o encontrou diferen\u00e7a estatisticamente significativa<\/strong> na fun\u00e7\u00e3o do joelho aos 12 meses entre os grupos com e sem inje\u00e7\u00e3o intra-articular de PRP.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo chama aten\u00e7\u00e3o para o fato de que a indica\u00e7\u00e3o do PRP precisa ser precisa: nem toda cirurgia se beneficia igualmente do refor\u00e7o biol\u00f3gico, e a sele\u00e7\u00e3o correta do paciente e do momento de aplica\u00e7\u00e3o \u00e9 <strong>fundamental<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Pseudartrose e n\u00e3o-uni\u00e3o de fraturas: papel promissor<\/h4>\n\n\n\n<p>A cicatriza\u00e7\u00e3o inadequada de fraturas representa um dos desafios mais complexos da ortopedia. Uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica com 20 estudos envolvendo <strong>749 pacientes<\/strong> com n\u00e3o-uni\u00e3o ou retardo de consolida\u00e7\u00e3o mostrou que ortobiol\u00f3gicos \u2014 especialmente PRP, BMPs e c\u00e9lulas-tronco mesenquimais \u2014 tenderam a produzir <strong>melhores resultados<\/strong> do que procedimentos cir\u00fargicos sem fatores biol\u00f3gicos, com melhora nas taxas de consolida\u00e7\u00e3o e nos desfechos funcionais.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O que ainda N\u00c3O sabemos \u2014 e precisamos saber<\/h3>\n\n\n\n<p>A honestidade cient\u00edfica exige que reconhe\u00e7amos as lacunas. Apesar do entusiasmo justific\u00e1vel, a \u00e1rea ainda enfrenta desafios importantes:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\ud83d\udd2c Padroniza\u00e7\u00e3o dos protocolos<\/strong><br>Concentra\u00e7\u00e3o de plaquetas, n\u00famero de centrifuga\u00e7\u00f5es, volume injetado, frequ\u00eancia das aplica\u00e7\u00f5es e associa\u00e7\u00e3o com reabilita\u00e7\u00e3o variam enormemente entre os estudos \u2014 tornando dif\u00edcil comparar resultados e definir o protocolo ideal para cada condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\ud83d\udcca Heterogeneidade dos desfechos<\/strong><br>Escalas funcionais, tempo de seguimento e crit\u00e9rios de sucesso diferem entre os trabalhos, dificultando compara\u00e7\u00f5es diretas e meta-an\u00e1lises de qualidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\ud83e\uddea Escassez de ECRs bem controlados<\/strong><br>Especialmente para BMAC e SVF isolados, cujas evid\u00eancias ainda se baseiam predominantemente em estudos de menor n\u00edvel metodol\u00f3gico.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u2696\ufe0f Regula\u00e7\u00e3o e padroniza\u00e7\u00e3o industrial<\/strong><br>No Brasil e no mundo, a aus\u00eancia de um marco regulat\u00f3rio robusto para alguns ortobiol\u00f3gicos ainda \u00e9 uma barreira real para a incorpora\u00e7\u00e3o consistente na pr\u00e1tica cl\u00ednica e para a prote\u00e7\u00e3o dos pacientes.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">\ud83d\udcac Opini\u00e3o dos Autores<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Por Prof. Dr. Fellipe Takatsu e Prof. Dr. Francisco Fontes Cintra<\/strong><br><em>Cirurgi\u00f5es ortop\u00e9dicos, Professores universit\u00e1rios<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nossa posi\u00e7\u00e3o \u00e9 clara:<\/strong> os ortobiol\u00f3gicos j\u00e1 t\u00eam um papel real e bem definido em nossa pr\u00e1tica cl\u00ednica \u2014 especialmente o <strong>PRP em tendinopatias e na osteoartrite em est\u00e1gios iniciais<\/strong>. Os resultados s\u00e3o clinicamente significativos para muitos pacientes, o perfil de seguran\u00e7a \u00e9 amplamente favor\u00e1vel, e a perspectiva de tratar condi\u00e7\u00f5es m\u00fasculo-esquel\u00e9ticas estimulando os mecanismos naturais de reparo do organismo \u00e9 <strong>plaus\u00edvel<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, somos <strong>c\u00e9ticos<\/strong> em rela\u00e7\u00e3o ao hype que \u00e0s vezes envolve essa \u00e1rea. N\u00e3o \u00e9 porque o tratamento vem &#8220;do seu pr\u00f3prio corpo&#8221; que ele \u00e9 automaticamente superior ou indicado para qualquer condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nossa mensagem para os pacientes \u00e9:<\/strong> converse com seu ortopedista sobre evid\u00eancias reais, n\u00e3o sobre promessas. Pergunte sobre protocolos, sobre o n\u00edvel de evid\u00eancia dispon\u00edvel para a sua condi\u00e7\u00e3o espec\u00edfica e sobre o que esperar de forma realista.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Para os colegas:<\/strong> invistam em padroniza\u00e7\u00e3o, em produ\u00e7\u00e3o de estudos cl\u00ednicos de alta qualidade e na educa\u00e7\u00e3o continuada sobre esse campo que evolui rapidamente.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<h4 class=\"wp-block-heading\">O futuro dos ortobiol\u00f3gicos \u00e9 promissor \u2014 mas ele ser\u00e1 constru\u00eddo pela ci\u00eancia s\u00e9ria, pela transpar\u00eancia com os pacientes e pelo esp\u00edrito cr\u00edtico que sempre deve guiar a pr\u00e1tica m\u00e9dica.<\/h4>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">\ud83d\udcda Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/h3>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Obana KK, Schallmo MS, Hong IS, et al. Current Trends in Orthobiologics: An 11-Year Review of the Orthopaedic Literature. <em>Am J Sports Med.<\/em> 2021;50(11):3121\u20133129. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1177\/03635465211037343\">https:\/\/doi.org\/10.1177\/03635465211037343<\/a><\/li>\n\n\n\n<li>Banerjee S, Balamarthandapuram Gopalakrishna R, Elhence A. Role of orthobiologics in managing patellar tendinopathy: A narrative review. <em>J Exp Orthop.<\/em> 2024;11(3):e12099. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1002\/jeo2.12099\">https:\/\/doi.org\/10.1002\/jeo2.12099<\/a><\/li>\n\n\n\n<li>Lana JF, Purita J, Everts PA, et al. Platelet-Rich Plasma Power-Mix Gel (ppm) \u2014 An Orthobiologic Optimization Protocol Rich in Growth Factors and Fibrin. <em>Gels.<\/em> 2023;9(7):553. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.3390\/gels9070553\">https:\/\/doi.org\/10.3390\/gels9070553<\/a><\/li>\n\n\n\n<li>Meena A, D&#8217;Ambrosi R, Farinelli L, et al. Should I add orthobiologics to my knee osteotomy practice? A systematic review. <em>J ISAKOS.<\/em> 2024;9(6):100282. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.jisako.2024.06.001\">https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.jisako.2024.06.001<\/a><\/li>\n\n\n\n<li>Haunschild ED, Gilat R, Fu MC, et al. Biologics in shoulder and elbow pathology. <em>JSES Rev Rep Tech.<\/em> 2020;1(1):1\u20136. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.xrrt.2020.11.002\">https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.xrrt.2020.11.002<\/a><\/li>\n\n\n\n<li>Impieri L, Pezzi A, Hadad H, et al. Orthobiologics in delayed union and non-union of adult long bones fractures: A systematic review. <em>Bone Rep.<\/em> 2024;21:101760. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.bonr.2024.101760\">https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.bonr.2024.101760<\/a><\/li>\n\n\n\n<li>Giusti S, Cerulli S, Giacinto E, Adriani E. Is Umbilical Cord-Derived Platelet-Rich Plasma a Valid Alternative to Conventional Orthobiologics Post-Knee Arthroscopy? <em>Adv Orthop.<\/em> 2025;2025:8026214. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1155\/aort\/8026214\">https:\/\/doi.org\/10.1155\/aort\/8026214<\/a><\/li>\n\n\n\n<li>Murphy CP, Sanchez A, Peebles LA, Provencher MT. Incorporating Ortho-Biologics into Your Clinical Practice. <em>Clin Sports Med.<\/em> 2019;38(1):163\u2013168. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.csm.2018.08.008\">https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.csm.2018.08.008<\/a><\/li>\n\n\n\n<li>Yoshioka T, Arai N, Sugaya H, et al. The Effectiveness of Leukocyte-Poor Platelet-Rich Plasma Injections for Symptomatic Mild to Moderate Osteoarthritis of the Knee: A Randomized, Double-Blind, Placebo-Controlled Clinical Trial. <em>Am J Sports Med.<\/em> 2024;52(10):2493\u20132502. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1177\/03635465241263073\">https:\/\/doi.org\/10.1177\/03635465241263073<\/a><\/li>\n\n\n\n<li>Ye Z, Chen H, Qiao Y, et al. Intra-Articular Platelet-Rich Plasma Injection After Anterior Cruciate Ligament Reconstruction: A Randomized Clinical Trial. <em>JAMA Netw Open.<\/em> 2024;7(5):e2410134. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1001\/jamanetworkopen.2024.10134\">https:\/\/doi.org\/10.1001\/jamanetworkopen.2024.10134<\/a><\/li>\n\n\n\n<li>Utrilla GS, Degano IR, D&#8217;Ambrosi R. Efficacy of platelet-rich plasma in meniscal repair surgery: a systematic review of randomized controlled trials. <em>J Orthop Traumatol.<\/em> 2024;25(1):63. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1186\/s10195-024-00799-7\">https:\/\/doi.org\/10.1186\/s10195-024-00799-7<\/a><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ser\u00e1 que o seu pr\u00f3prio sangue pode curar seus tend\u00f5es e articula\u00e7\u00f5es? 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