Calder no Brasil

Adoro móbiles.

Agora, os do Calder… são um deleite total. São delicados, flutuam de uma forma que parece mágica. Giram, espiam, envolvem. Posso ficar muito tempo olhando, uma conversa.

Como não sou entendida em arte, nas vezes em que vi esses móbiles me limitei a olhar extasiada. E empurrar com a pontinha do dedo nas ocasiões mais especiais, contribuir praquele movimento. Nunca questionei, será arte ou será brinquedo? Quem era esse homem que ganhava a vida fazendo isso?

Agora tenho uma nova perspectiva graças ao livro Calder no Brasil, organizado por Roberta Saraiva e publicado pela Cosac Naify, que será lançado na Pinacoteca de Estado de São Paulo no próximo sábado, dia 26 de agosto. Mas o livro não vem sozinho. A ocasião marca também a abertura de uma exposição de obras de Calder elaborada a partir do trabalho da organizadora do livro.

O livro reúne um texto escrito por Roberta, que pesquisou as passagens de Calder pelo Brasil. O contato do artista norte-americano com este país durou de 1939 a 1975. Adorou o Rio de Janeiro, sobretudo o samba. Fez exposições, fez amigos, foi bem recebido, foi a festas, vendeu trabalhos. Influenciou e foi influenciado.

Essas influências e as discussões que rodearam aquela inusitada expressão artística aparecem em textos da época recolhidos por Roberta. Há diversos, deliciosos, escritos pelo crítico de arte Mário Pedrosa. Aparecem também, entre outros, Jean-Paul Sartre, Henrique Mindlin, Fernando Sabino, Carlos Drummond de Andrade e Ferreira Gullar.

Vale a pena ler o livro antes de ir à exposição. Ou, melhor, sentar nalgum banco da Pinacoteca para ler. Nada mais delicioso do que acompanhar as análises de como Calder utilizava o espaço e inventou uma arte que envolve também o tempo, podendo espiar para fora do livro e ver um móbile flutuar logo ali. Contando sua história também.

O lançamento do livro e abertura da exposição são no dia 26 de agosto, das 11 às 14h.
A exposição fica na Pinacoteca até 15 de outubro.
De terça a domingo, das 10 às 18h.
Praça da Luz, 2 – São Paulo

É possível fazer bom jornalismo de ciência?

O tempo anda escasso, mas a roda tem que girar! E essa pergunta anda como pedra no sapato, queria recolher opiniões sobre ela.

Não tenho dúvidas quanto à importância de se divulgar ciência para o grande público. É muito comum as pessoas, ao saber o que faço (agora jornalismo de ciência, mas era igual quando fazia pesquisa em biologia), me fazerem alguma pergunta sobre uma profunda curiosidade. Algo que viram, algo que pensaram, algo que leram e deixou uma pulga atrás da orelha. As pessoas querem sim saber sobre ciência.

Este ano assisti a uma palestra do biólogo (aposentado) da USP José Mariano Amabis, que falou lindamente (como sempre faz) sobre “O papel do biólogo na educação científica da população”. Ele citou Jacob Bronowski, no livro Ciência e valores humanos (1979, Editora Itatiaia): “Qualquer pessoa que abdique do interesse [pela ciência] caminha de olhos abertos para a escravatura”.

Segundo Amabis, o biólogo tem papel fundamental em dar acesso ao conhecimento científico e derrubar estereótipos falsos sobre o funcionamento da ciência e sobre a imagem do cientista. Esse papel é desempenhado sobretudo por professores do ensino médio e fundamental. Ele mencionou três ganhadores do prêmio Nobel – Arthur Kornberg (medicina em 1959), Paul Berg (química em 1980) e Jerome Karle (química em 1985), que tinham um ponto comum em sua biografia: uma professora no colégio secundário!

Fora da escola, muito da transmissão do conhecimento científico se dá através de jornais, revistas e televisão. O papel fundamental aí é do jornalista de ciência, seja qual for sua formação.

A meu ver, a formação não é o que mais importa. A maior parte dos jornalistas de ciência em atividade no Brasil se formaram em jornalismo. Por interesse ou circunstâncias, foram atrás de cursos ou leituras para obter embasamento que permitisse escrever sobre ciência. Hoje em dia há cursos de especialização em jornalismo científico, que acolhem pessoas com as formações mais diversas para produzir profissionais capazes de divulgar ciência. Eu acabo de terminar o curso do Labjor, na Unicamp, onde comecei a aprender essa nova profissão. Ainda há muito a aprender, como sempre na vida.

Mas o que é um bom jornalista de ciência? A meu ver, um bom texto é aquele em que a gente bate o olho e precisa ler, os olhos correm e a mente devora aquela informação; que traz idéias e fatos que acrescentem algo ao conhecimento do leitor; que faz o leitor pensar, ter idéias, questionar; com conteúdo equilibrado entre os diversos lados de uma questão. Com certeza pensarei em outros aspectos, mas estes são os que me ocorrem como mais essenciais.

Agora, quantas vezes a gente lê um texto assim? É mais freqüente sermos atraídos pelo título e depois ver no corpo do texto que não era bem assim; ou pior ainda, ir atrás do artigo original e perceber que a mensagem principal foi alterada, de uma forma ou doutra; ou não passar da terceira linha.

E fico pensando nos erros que eu mesma fatalmente cometi e cometerei. Me entusiasmar por um aspecto da pesquisa e não enxergar o todo; ser convencida por um pesquisador persuasivo e não ver que a discussão envolve outros lados, quem sabe mais corretos; dar mais ênfase do que deveria a algo. Por aí vai. Tá, todo mundo erra. O Marcelo Leite é um dos jornalistas de ciência mais competentes do Brasil, e vez e outra estou eu (e outros) lá no blogue dele protestando porque acho que ele escreveu algo incorreto. Como fazer?

Os blogues têm essa vantagem de permitir a participação de outros, leigos e especialistas. Por isso acredito que tenham um valor imenso em divulgação de ciência – é um espaço onde podemos aprender uns com os outros, e onde leigos vêem através das discussões que não há necessariamente uma verdade única em ciência. Que o conhecimento avança às custas de muitas discussões, de erros e de busca incessante.

Mas não basta. Os leitores de blogues representam uma fração ínfima da população. E mesmo neles, é preciso escrever algo que tenha credibilidade, senão melhor calar-se. Ser bióloga me dá a vantagem de entender com mais facilidade o que leio ou escuto de pesquisadores, dentro da minha área. Por outro lado, quando conheço o tema é difícil não ter opinião – o que pode me levar a ser parcial quando não deveria.

Todos os dias aprendo e busco me aproximar de um bom trabalho. Tenho que acreditar que é possível fazer um bom jornalismo de ciência. Mas tem dias em que o caminho parece tão pedregoso!

Leia mais sobre o tema aqui
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Evolução a sério

Uma dica para quem está em São Paulo. Hoje, entre 4 e 6 da tarde, uma mesa redonda discutirá os “Caminhos da teoria da evolução ontem e hoje: conhecimento científico e expectativa social”.

Os palestrantes serão Aldo Mellender de Araújo (UFRGS), Charbel Niño El-Hani (UFBA) e Nelio Bizzo (USP). Não conheço todos, mas promete ser interessante. Confira no convite o tema de cada apresentação.

O debate será na Universidade Presbiteriana Mackenzie: Rua da Consolação, 930.

História da Aids no Brasil

Nos anos 1980 surgiu uma nova epidemia, que veio a ser considerada a maior do século XX. Era a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, ou Aids.

A mídia teve a função de apresentar a doença à população num momento em que ainda se conhecia muito pouco sobre suas formas de transmissão e características. A bióloga, jornalista de ciência e historiadora Germana Barata estudou 26 programas em que o “Fantástico” expõe a Aids a seus espectadores.

Germana mostra que o programa refletiu preconceitos e medos que já prevaleciam no inconsciente coletivo, postos em palavras muitas vezes pelos próprios médicos entrevistados. Declarações e imagens reforçaram o preconceito contra a doença que atacava homossexuais e dependentes de drogas, além de exacerbar o medo quanto à transmissão da doença.

A dissertação “A primeira década da Aids no Brasil: o Fantástico apresenta a doença ao público (1983 a 1992) está disponível no banco digital de teses da USP.

Mesa à brasileira

Agora é possível saber a composição nutricional da comida brasileira. A informação está na tabela produzida sob a coordenação do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação da Unicamp.

Foto: Miguel Boyayan

Mais na reportagem que acaba de sair na revista Pesquisa Fapesp.

Ciência e raças humanas

Comento o artigo de opinião do médico, geneticista e professor titular da Universidade Federal de Minas Gerais Sérgio Danilo Pena, sobre “Ciência, bruxas e raças”, na Folha de São Paulo (com acesso aberto no Jornal da Ciência) da passada quarta-feira 2 de agosto.

Interessou-me especialmente a ciência prometida pelo título, mas o seu peso no texto era frustrante: 56 de um total de 716 palavras! Esclareço previamente que li com prazer a quase totalidade das restantes 660 palavras do artigo que não concernem à ciência, e que não comentarei. O artigo começa assim:

“Do ponto de vista biológico, raças humanas não existem. Essa constatação, já evidenciada pela genética clássica, hoje se tornou um fato científico irrefutável com os espetaculares avanços do Projeto Genoma Humano. É impossível separar a humanidade em categorias biologicamente significativas, independentemente do critério usado e da definição de “raça” adotada. Há apenas uma raça, a humana.”

Verifiquei, lendo o resto do texto, que Sérgio Pena pretendeu usar uma verdade científica para “instruir a esfera social”, estabelecendo uma analogia com a perseguição da bruxaria nos sécs. 16 e 17. Lê-se no sétimo parágrafo da edição impressa:

“Analogamente [à revolução científica no séc. 17, que tornou impossível a crença continuada em bruxaria], o fato cientificamente comprovado da inexistência das “raças” deve ser absorvido pela sociedade e incorporado às suas convicções e atitudes morais.”

Penso que esta afirmação encerra uma armadilha perigosa que tento revelar com a pergunta que deixo no final do texto.

O tema da realidade biológica das raças humanas é complexo e, ao contrário do que Sérgio Pena afirma, não existe uma opinião consensual sobre a questão na comunidade científica. O debate está longe de estar encerrado. O facto concreto que consubstancia a minha afirmação é sumariamente relatado abaixo.

Em 2003, realizou-se um encontro no National Genome Center at the Howard University em Washington D.C. com o título “Human Genome variation and ‘Race’: The State of the Science”, congregando peritos nas áreas de sociologia, antropologia, história e genética, para quebrar um ciclo de décadas de discussões emocionais e pouco científicas sobre a conexão entre genética e raças humanas.

Francis Collins assinou em 2004 um artigo na revista Nature Genetics 36, Supplement com algumas conclusões resumidas desse encontro em 2003. Todos os outros artigos deste suplemento especial da revista são interessantes e estão acessíveis no link acima. Transcrevi um excerto do artigo de Collins entitulado “What we do and don’t know about ‘race’, ‘ethnicity’, genetics and health at the dawn of the genome era”. Transcrevo os seguintes trechos:

“Is race biologically meaningless?

First, it is essential to point out that ‘race’ and ‘ethnicity’ are terms without generally agreed-upon definitions. Both terms carry complex connotations that reflect culture, history, socioeconomics and political status, as well as a variably important connection to ancestral geographic origins. Well-intentioned statements over the past few years, some coming from geneticists, might lead one to believe there is no connection whatsoever between self-identified race or ethnicity and the frequency of particular genetic variants [1,2]. Increasing scientific evidence, however, indicates that genetic variation can be used to make a reasonably accurate prediction of geographic origins of an individual, at least if that individual’s grandparents all came from the same part of the world [3]. As those ancestral origins in many cases have a correlation, albeit often imprecise, with self-identified race or ethnicity, it is not strictly true that race or ethnicity has no biological connection. It must be emphasized, however, that the connection is generally quite blurry bacause of multiple other nongenetic connotation of race, the lack of defined boundaries between populations and the fact that many individuals have ancestors from multiple regions of the world.

In that vein, the National Human Genome Research Institute convened a Roundtable on Race, Ethnicity, and Genetics on 8-10 March 2004, which was attended by a wide range of thought leaders in genetics, anthropology, sociology, history, law and medicine. A report of that meeting is being prepared for publication. The National Human Genome Research Institute is also sponsoring a consortium of funded investigators, known as the Human Genetic Variation Consortium, which is striving to address many of these unanswered questions.

Recentemente fui convidado por uma jornalista a expressar a minha opinião de especialista (biologia evolutiva) sobre a realidade biológica das raças humanas. Hesitei porque a diversidade biológica das populações humanas não é o meu objeto de estudo. O meu conhecimento científico dessa realidade resulta mais da leitura crítica de bibliografia científica e material de divulgação sobre a matéria. Por outro lado, a minha especialidade é exatamente o estudo da diversidade biológica (genética e fenotípica) e da sua distribuição (filo)geográfica, das interações genéticas e ecológicas entre populações diferenciadas (hibridação sensu lato e miscigenação), e de processos de especiação. Aceitei o convite.

Decidi aplicar os mesmos critérios de análise biológica que tenho aplicado a outros objetos biológicos (anfíbios) a dados de diversidade genética e fenotípica conhecidos para populações humanas. Explicitarei o meu pensamento detalhado noutra altura. Aqui apenas quero afirmar que não foi fácil chegar a uma conclusão dada a complexidade da realidade biológica. Os dados tanto podem ser usados para apoiar a realidade biológica de raças humanas como usados para concluir que a divisão da humanidade em raças não é a melhor forma de descrever a distribuição da sua diversidade genética. No final, escolhi este último caminho como aquele que é mais coerente com o meu percurso científico conceptual. Só que o meu percurso, a minha forma de ver o mundo como um conjunto de continuidades mais ou menos descontínuas está apenas a um passo de outra forma de ver o mundo, como um conjunto de descontinuidades mais ou menos contínuas. É um simples problema de iluminação de gradientes e de fractais. Lembram-se do fractal? Pois aí está, essa minha visão de mundo resulta da análise de gradientes espaço-tempo em realidades quasi-fractais.

A minha frustração com a comunicação de ciência do cientista Sérgio Pena resulta da aparente leveza da sua abordagem, dando a entender que a verdade anunciada é natural e insofismável perante os dados disponíveis. Mas a análise dos dados disponíveis sobre a diversidade genética humana levanta mais questões do ponto de vista biológico do que aquelas que permite responder. Claramente é necessária mais informação para iluminar os vários debates que se desenham no futuro. Estamos longe ainda de qualquer verdade científica! Assim sendo, penso que a comunicação da ciência à sociedade deveria ser, ou pelo menos parecer, mais rigorosa e cuidadosa.

Termino com uma pergunta a Sérgio Pena. Se surgisse algum dado novo que fizesse pesar o prato da balança em favor da realidade biológica das raças humanas, de que modo deveria essa verdade científica “instruir a esfera social”? Ou não deveria?

Proponho que se debata este tema um dia na(o) Roda de ciência.


Os desenhos do Mazen

Beirute não chorará

Outro dia mencionei o Kerblog, que a cada dia me impressiona. Ontem (que lá já era hoje) ele escreveu um texto que me deixou sem fôlego – sua resposta a um jornalista israelense que queria entrevistá-lo.

Nos comentários, dezenas e dezenas de pessoas do mundo todo manifestam carinho e desejo de fazer algo. Parece que há mensagens de ódio também, que ele apaga. Não vi.

Achei linda uma iniciativa que vi nos comentários. Paul Keller, do blogue “meanwhile…“, imprimiu os desenhos de Mazen em folhas A4 e saiu colando por Amsterdam. Veja aqui as fotografias.

Imagino as pessoas em sua vida normal, dando de cara com as imagens no caixa eletrônico. Deve surtir algum efeito. Keller tem em seu blog um linque para quem quiser baixar os desenhos e seguir seu exemplo.

Está no ar o roda de ciência!

Caros amigos, membros ou não do “Roda de ciência” – o novo blogue já está no ar e pronto para começarmos. Para quem chegou agora e não sabe do que se trata, veja aqui.

Está lá um texto de apresentação, temos agora que decidir qual será nosso primeiro tema. Cabeças e mãos à obra!

Roda de ciência

É interessante como a possibilidade de juntar mentes gera novas idéias. É o que acontece com a pequena mas crescente comunidade bloguística lusófona (eu ia pôr brasileira, mas tem o Caio de Gaia que freqüenta estas paragens) para assuntos científicos e afins.
Há um tempo atrás, a Ana Cláudia do Via Gene deu uma sugestão que achei interessantíssima, mas que até onde sei ficou esquecida. Vou copiar o que ela escreveu numa janela de comentário de seu blogue:

…enquanto o tal “super-blog” não é uma realidade, poderíamos combinar alguns “dias temáticos”, tipo assim: a gente elege um tema (“fuga de cérebros” por exemplo) e cada um “viagene”, “semciência”, “ciência&idéias”, “its equal but…”, “gluon”, “pordentrodaciência”, etc) publica um “post-livre” sobre o assunto (experiência própria, opinião, entrevista, perspectiva, prós e contras (estilo SIM e NÃO – da Folha de SP), crítica de algum artigo/opinião, etc.). Parecido com seus fóruns (era em referência ao Osame), mas um formato diferente: poderia ser 1 tema por semana ou a cada 15 dias (de quarta-feira, por ser o dia de maior acessos de blogs/internet). Imagino que isso seria uma inovação (eu acho, se bem que já devem ter feito de tudo em termos de internet e blog…) e ao mesmo tempo uma maneira de aproximar nossos blogs de ciências elegendo um dia-temático.


A idéia ficou no ar. Hoje a Silvia do Pitáculos em Ciências me sugeriu que eu escolhesse um tema e levasse adiante o projeto da Ana. Conversei então com o João, o deste blogue, e ele lapidou ainda mais a idéia.

Seria assim: a gente faz um outro blogue, que sugerimos que se chame “Roda de ciência”. Ele concentrará o simpósio da semana, da quinzena, do mês ou o que decidirmos. Cada um dos participantes porá nesse blogue uma chamada (um resuminho) com linque para seu próprio blogue, onde estará o texto completo sobre o tema escolhido. Assim organizamos o simpósio e ao mesmo tempo reunimos essa rede blogueira.

O que vocês acham – Ana Cláudia, Silvia, Osame (que anda misteriosamente sumido), João Carlos, Daniel, Suzana, João Giovanelli, Caio… e outros blogueiros que eu tenha esquecido ou que freqüentam esta praia sem se identificar?

Vamos fazer assim: ponham nos comentários o que acham da idéia, além de sugestões para o primeiro tema de debate. E vamos lá!

(A imagem eu peguei aqui)

Imagens do Líbano

Imagens de guerra estão todos os dias nos jornais.
Estas imagens são outras. Mazen Kerbaj, do Kerblog, põe em desenhos seus sentimentos. E põe os desenhos em seu blogue
, diretamente de Beirute – quando há luz.
O primeiro texto é de 14 de julho. Diz que há dois anos enrolava para começar seu blogue. Quando Israel começou a bombardear seu país, restou pouco além de blogar.
Os desenhos são fortes, o (pouco) texto também. Os comentários, inúmeros.
Ele diz que seu blogue não é político, mas sua intenção é acordar o mundo, para que mais e mais de nós digamos não à guerra.

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