A inovação científico-tecnológica e os desafios do nosso tempo

“O estado da economia demanda ação pronta e ousada, e agiremos – não apenas para criar emprego, mas para construir novos alicerces para o crescimento. Construiremos estradas e pontes, as redes elétricas e digitais que alimentam o nosso comércio e nos unem. Recolocaremos a ciência no lugar que lhe é devido, e usaremos as magias da tecnologia para melhorar a qualidade do atendimento de saúde e reduzir os seus custos. Convocaremos o sol, a terra e o vento para abastecer os nossos carros e as nossas fábricas. E transformaremos as nossas escolas e universidades para responder aos desafios de uma nova era. Tudo isto podemos fazer. Tudo isto iremos fazer!”

Barack H. Obama[1]


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Mistérios da natureza


Um amigo me mandou a foto ao lado, para que eu explicasse a manobra dos sensacionais roedores (na minha opinião, uma redundância).

Ponho a pergunta no ar: é montagem? é verdade? o que o bichinho de cima ganha com isso? as roedoras se emocionam com flores?

Blogues de ciência

Rendeu frutos a ótima iniciativa dos biólogos Carlos Hotta e Atila Iamarino, que reuniram o melhor dos blogues brasileiros de ciência no portal Lablogatórios. Quem hoje tentar entrar no Lablogatórios para acompanhar novidades em ciência será automaticamente direcionado para o Science blogs Brasil, na prática ainda a mesma coisa: 23 blogues brasileiros (e em português) que versam sobre diferentes áreas da ciência.

Mudou a cara e, sobretudo, o reconhecimento da iniciativa. O Science blogs é a maior comunidade de ciência na internet, com mais de 130 blogues em inglês. Faz parte do Seed Media Group, que publica a sensacional revista Seed (não há ainda notícias da Seed Brasil, infelizmente).

Parabéns aos fundadores e aos participantes do Lablogatórios, o reconhecimento é para lá de merecido.

Quando o dia não é da mulher

Na índia, estima-se que em 2001 o fogo matou 163 mil mulheres – 68 mil em zonas urbanas e 95 mil em zonas rurais. A estimativa está em artigo que saiu este mês na revista médica The Lancet. O número é seis vezes mais alto do que informa a polícia. “Acreditamos que a maior parte dessas mortes pode ser prevenidas com regulamentos efetivos, mas precisamos de pesquisa e ação para usar imediatamente a informação disponível da melhor maneira”, dizem Prachi Sanghavi, Kavi Bhalla e Veena Das, que estão, respectivamente, em Cambridge na Harvard Initiative for Global Health (Universidade Harvard) e no departamento de antropologia da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

O artigo analisa os registros de todas as mortes causadas por fogo e mostra que 65% delas são mulheres – 57% destas entre 15 e 34 anos de idade. Os motivos sugeridos pelo artigo seriam acidentes de cozinha, auto-imolação e homicídios relacionados a violência doméstica. Um indício chama atenção: a taxa de acidentes com fogo subitamente cai depois dos 34 anos – sugere que tem a ver com idade reprodutiva mais do que acidentes de cozinha.

Os números mostram que o problema é sério e as autoras concluem: a Índia precisa de um serviço de vigilância de ferimentos. Mas como custa dinheiro, não deve acontecer tão cedo.

O artigo chamou minha atenção – e causou um grande incômodo – porque quando fui à Índia, há já mais de dez anos, era comum ver nos jornais relatos de mulheres incendiadas. A suspeita era sempre a mesma: “dowry crime”, crime do dote. Na tradição local, quando uma mulher se casa ela passa a pertencer à família do marido. Muitas vezes algo como uma escrava. O termo “crime do dote” se refere a quando o pai da noiva não paga o combinado para que a nova família a aceite, mas pode ser também porque surgiram conflitos de outros tipos.

No artigo, as autoras são muito cuidadosas em suas sugestões, desconfio que porque, além de estarem fora do país, preveem que a melhor chance que têm de fazer algo é não pisar nos calos de muita gente. Mas me pergunto que medidas e regulamentos podem mudar práticas tão arraigadas numa cultura.

Tirei a pintura, de Sagar Ratna, daqui.

Festival virtual de música para malucos por ciência

Que tal um festival de música, daqueles cheios de palcos e gente e animação, todo inspirado em ciência? É a proposta do britânico geek pop, que começa hoje… como bom produto geek, todo online.

No site está o mapa com os palcos, basta passear pelo festival e ouvir a música ou baixá-la no seu computador ou tocador de mp3. Mas é também um evento social, com grupo no facebook e twitter.

Os músicos de 2009 já estão todos a postos, mas quem quiser se inscrever para a seleção do ano que vem pode pôr cabeça e mãos à obra. Traduzindo livremente do site: “Se você acha que pode escrever um clássico químico, uma balada biológica ou uma canção física; se você consegue dedilhar um violão/bater numa bateria e apreciar a Tabela Periódica dos Elementos ao mesmo tempo; se você tem uma voz de anjo e a barba de um professor maluco, seus talentos são necessários. Não queremos saber se você tem um contrato com a EMI ou um doutorado em ciência atômica, ou ambos – desde que a música seja boa e, claro, devidamente científica”.

Lixo na praia

Praias paradisíacas da costa do Dendê, ao sul da capital baiana, são praticamente desertas mas não por isso imaculadas. Um estudo liderado pelo oceanógrafo Isaac Santos, agora na Universidade Estadual da Flórida, nos Estados Unidos, averiguou a origem do lixo encontrado nessas praias. Aqui, nota sobre isso que fiz para a Pesquisa.
A linda foto ao lado é de Fabiano Barretto, da Global Garbage. Ele me indicou vídeos com depoimentos maravilhosos de moradores da região, vale a pena.

Árvores em flor: quaresmeira

Tibouchina granulosa

A quaresmeira é uma árvore nativa da Mata Atlântica, comum na região Sudeste brasileira. É muito usada em zonas urbanas, é inclusive planta-símbolo de Belo Horizonte. Essa da foto está no meu jardim e este ano floriu pela primeira vez.

O nome vem da época da floração, próxima ao período da quaresma – que vai da quarta-feira de cinzas até a páscoa.

Da família das melastomatáceas, tem flores roxas ou rosas, conforme a variedade, e folhas ásperas com grandes nervuras praticamente paralelas. Os frutos são pequenos e não comestíveis, liberam sementes que são dispersas pelo vento.

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