Alerta nível 5: pandemia iminente

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As notícias sobre a gripe suína andam cada vez mais alarmantes, com casos confirmados em diversos países. Por aqui, ainda são suspeitos. Mas não há motivo para que o Brasil escape.

Evitar uma pandemia global, que a Organização Mundial de Saúde considera iminente, não é tarefa só dos governos e dos profissionais de saúde. Os biólogos Wladimir Alonso (epidemiologista) e Cynthia Schuck-Paim montaram o site “gripe suína: prevenção, tratamento e contenção”, que traz informações e mostra o que cada um pode e deve fazer caso a gripe chegue por estas bandas. Tem até um mapa atualizado diariamente que mostra o avanço dos casos mundo afora.

Para mais sobre a gripe suína, dê uma passeada por outros blogues aqui do Science Blogs Brasil. O brontossauros (com vários textos), o carbono 14 e o ecce medicus, por exemplo, têm contribuições bem interessantes.

Peguei a foto daqui.

Concurso de monografias sobre lixo marinho

praia_pura.jpgSe você termina a graduação em 2009 e vai fazer uma monografia de fim de curso, pense em abordar o lixo marinho. É um tema que à primeira vista pode não atrair, mas que tem espaço para muito trabalho interessante. E importante.

Uma das iniciativas é do oceanógrafo Charles Moore, que monitora o lixo que bóia pelos mares e encontrou no oceano Pacífico uma mancha de lixo que tem duas vezes o tamanho do estado do Texas. O oceanógrafo Curtis Ebbesmeyer usa o movimento de lixo pelos mares – como um carregamento de patinhos de borracha – para estudar as correntes oceânicas.

No nosso litoral, já mencionei aqui um estudo sobre o lixo em praias baianas com a participação da Global Garbage, que fez a campanha ao lado. O assunto também chegou à capa da Ciência Hoje de março.

Foi o fotógrafo Fabiano Barreto, da Global Garbage, que me avisou sobre o “concurso para escolha de melhor monografia de conclusão de curso relacionada ao tema lixo marinho” (mais informações aqui).

A ideia é incentivar jovens pesquisadores a darem atenção ao tema, tanto em áreas onde isso já seria mais esperado, como biologia e oceanografia, como em cursos onde o tema não costuma aparecer: economia, turismo, arquitetura e urbanismo, comunicação, engenharia ambiental, educação artística ou direito, entre outros.

O melhor trabalho receberá um prêmio de R$ 10.000. O prazo para submissão da monografia pronta é 31 de janeiro de 2010.

Cana-de-açúcar, a superplanta

Quando fui incumbida de acompanhar o workshop “Bioen on Sugarcane Improvement”, que aconteceu em março na sede da Fapesp, nunca imaginei que eu fosse achar interessante. Melhoramento de cana?…

(Espero que o Carlos Hotta não se ofenda com meu preconceito – ele estava lá e agradeço infinitamente a paciência que teve para me explicar o conteúdo de palestras impenetráveis.)

Fiquei fascinada com o que aprendi e consegui escrever a matéria que está na edição de abril de Pesquisa Fapesp.

Perigo doméstico

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Esses são o Nicolau, o Raja e o Marley. Uns amores. Mas nada inofensivos. Segundo Tara Parker-Pope, do New York Times, um estudo nos Estados Unidos mostrou que mais de 86 mil pessoas foram parar no pronto-socorro porque tropeçaram em bichos de estimação – 240 por dia, em média.

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Maria e seus podcasts

Um chefe meu disse que eu devia fundar uma banda de roque com esse nome. Como me falta talento musical, fica como título de texto blogado mesmo. A verdade é que vivo me referindo a coisas que ouvi nos podcasts, quem acompanha este blogue já viu. Por isso resolvi pôr na barra lateral uma lista dos meus podcasts favoritos. Faço aqui uma rápida apresentação.

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Vendo a humanidade colorida: um princípio

Um novo princípio se anuncia para o nosso Ciência e ideias aqui no ScienceBlogs, celebremos os que nos acolhem… escrevendo.

Todos os anos, desde há muitos anos, eventos recorrentes nos relembram de certas facetas da humanidade. As Olimpíadas têm convivido com holocaustos, e tribos e comunidades ora convivem ora se degladiam pela própria existência. Falando de discriminação racial, um fato recente sobrepôs-se a todos os outros, pelo seu simbolismo: a eleição e tomada de posse de Barack Hussein Obama como primeiro presidente negro dos Estados Unidos da América.

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Líquen do Obama

Caloplaca obamae é o nome do líquen ao lado (foto de J. C. Lendemer), descoberto em 2007 na ilha de Santa Rosa, na Califórnia. O descobridor, Kerry Knudsen, escolheu o nome como homenagem ao apoio do então candidato a presidente dos Estados Unidos à ciência e à educação.


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O mecânico do Hubble

Já indiquei aqui um vídeo sobre a missão para consertar o telescópio Hubble. Agora a missão – a última nesses moldes – está se preparando para decolar em maio. O site do New York Times traz uma bela apresentação de imagens do Hubble, fotografias feitas por ele e sobre a preparação para consertá-lo. A apresentação é narrada pelo astronauta John Grunsfeld, o mecânico oficial do Hubble. Para ele, esse telescópio virou o queridinho do público porque põe maravilhas do Universo diante dos nossos olhos.

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Sexo animal

Isabella Rossellini remete a filmes como “Veludo azul”. Pois a bela atriz italiana anda envolvida em projetos bem diferentes: ouvi hoje uma entrevista na NPR (em inglês) em que ela conta sobre o “Green porno” (clique no título para ver os vídeos). Não se preocupe com o nome, não há nada para escandalizar. “A linguagem que uso não é diferente do que se vê num documentário da ‘National Geographic'”, comparou a atriz.

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Remédios, para quem?

Ouvi ontem uma entrevista interessante com o médico norte-americano John Abramson, autor do livro Overdosed America – the Broken Promise of American Medicine. Durante sua experiência clínica no estado de Massachusetts, ele se deu conta de que a busca por medicamentos não está a serviço dos pacientes, mas da indústria. Tem a ver com o que o Karl escreveu no Ecce medicus um tempo atrás.

Frustrado, Abramson deixou de clinicar para escrever o livro, direcionado para as vítimas potenciais – os médicos, segundo ele, ainda não estão prontos para ouvir que também estão sendo enganados.

Ele conta que boa parte da pesquisa para desenvolver medicamentos é financiada pela indústria farmacêutica. O mesmo vale para boa parte dos periódicos científicos especializados – a fonte de informação supostamente isenta e fidedigna para pesquisadores e médicos. Além disso, os Estados Unidos são dos poucos países que permitem a propaganda de remédios diretamente ao consumidor – que já chega ao consultório pedindo por um remédio, solicitação a que os médicos tendem a aceder. Com isso tudo, tanto médicos como pacientes acabam sendo enganados e acabam recorrendo a medicamentos mais caros e menos adequados (algo que a Tara Parker-Pope, do New York Times, também denunciou).

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