Marina a caminho

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Atualização: veja aqui coletiva de imprensa da Marina Silva no dia 30 de agosto, e aqui a cerimônia de filiação. O discurso dela vale a pena, mas o vídeo não me deixa avançar.

 

Dediquei parte do domingo à convenção do Partido Verde, coisa a que nunca me tinha passado pela cabeça fazer. Acompanhei a transmissão ao vivo pela tv do pv por acreditar que algo importante aconteceria por ocasião da filiação de Marina Silva. E acho que aconteceu: abriu-se um caminho para que o partido se reestruture em torno de ideias e ideais. E de pessoas dedicadas a elas e a eles.

O discurso de Marina mostrou que ela está pronta para pensar um novo projeto para o Brasil. Ali estão respostas para muitas das críticas que tenho ouvido à possível candidatura da ex-ministra do meio ambiente à presidência. Sua postura é mais do que conciliadora: ela acha que um projeto bem sucedido e um governo democrático necessariamente precisam incluir opiniões diferentes. Ela deixa muito claro que ter a sustentabilidade como eixo é a melhor maneira de se buscar o desenvolvimento econômico e social.

É uma pena, mas aposto como as pessoas que dizem que é bobagem pensar em ambiente quando tem gente passando fome não viram a Marina falar. Talvez aprendessem que hoje, mais do que nunca, esses problemas são indissociáveis. Eu acompanhei o acontecimento porque queria me informar melhor – se penso votar nela, preciso conhecer a fundo suas propostas. Fico triste em pensar que aqueles que dizem que não votam na Marina de jeito nenhum, sem mais argumentos, provavelmente desmereceram a oportunidade de abrir a mente.

Pretendo pôr aqui os vídeos do discurso e da coletiva de imprensa, assim que os encontre. Se você passou por aqui antes disso, volte para ver!

Há também quem argumente que Marina não é confiável por ser criacionista. A entrevista no éoqhá me foi mandada como prova disso. Mas vê-la teve, para mim, o efeito oposto. Ao contrário de mim ela crê em Deus, e para ela é natural acreditar que Ele fez a Terra e os seres que a povoam. Mas não propõe o criacionismo como verdade científica e muito menos sugere que deveria ser ensinado nas escolas no lugar da evolução. A entrevista é, para mim, uma bela mostra de mente capaz de tolerância e pluralismo. E de amor por este planeta, de que estamos bem precisados entre as lideranças políticas.

O tabaco e a crise dos alimentos

Cuba006.jpg“A plantação de tabaco ocupa cerca de 4 milhões de hectares, área equivalente a todas plantações de laranja e banana existentes no mundo”, disse Luiz Fernando Correia na CBN (e escreveu em seu blogue).

A gente vê por aí muita discussão sobre a invasão das terras pela cana-de-açúcar, que corre o risco (ou não, depende de quem fala) de tomar o lugar de lavouras alimentares. Eu mesma me preocupo com isso.

Mas nunca tinha visto discussão sobre a área ocupada pelas plantações de tabaco. Por mais que eu sonhe com o fim dos combustíveis, ainda acho cana-de-açúcar mais útil do que tabaco.

Aproveito para indicar a matéria sobre os efeitos nocivos do cigarro que saiu na Pesquisa do mês passado. Quem escreveu foi o Carlos Fioravanti, mas eu conversei com os pesquisadores antes, para propor a pauta, e fiquei estarrecida. Se dependesse de mim, teria sido capa – sobretudo agora que a nova lei que proíbe fumar em locais fechados leva fumantes ferrenhos a proclamarem a falta de provas contra o fumo passivo. 

A fumaça do cigarro – tanto aspirada de maneira ativa como passiva – causa alterações no músculo cardíaco, causando problemas muito mais profundos do que hipertensão e entupimento de artérias; impede as células do epitélio nasal de formar os cílios que filtram o ar que entra, transformando as narinas em pórticos abertos para alérgenos e partículas tóxicas. E mais.

Fiquei com a certeza de que é crucial proteger crianças da fumaça de cigarro. Os efeitos podem ser para a vida toda.

 

Foto: Kotoviski/Wikimedia Commons

Marina, candidata à presidência

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Antes de confirmada, muito já se discute sobre a candidatura de Marina Silva à presidência.

O Marcelo Leite acha, para resumir, que ela não é nenhum Obama. “O projeto de que o país precisa, diante do xeque-mate planetário armado pelo aquecimento global, terá de delimitar e negociar a contribuição de alguns setores que a neorreligião verde nasceu para demonizar: petróleo, hidrelétricas, energia nuclear, biotecnologia, agronegócio… A candidata Marina Silva não está pronta para isso”, escreveu. Concordo, não há muitos Obamas por aí. Só sei de um. Mas não acho produtiva essa postura de argumentar no vácuo da idealização. Estamos neste país, nesta situação, as pessoas de que dispomos são estas. Quem está preparado para esse projeto? Até onde vi, Marina é quem mais se aproxima.

Há quem diga que ela não pode ser candidata por um suposto criacionismo. Que ela nega em entrevista à Folha de S.Paulo ontem. Diz que tem fé, mas que não considera a criação divina uma explicação científica de como o mundo surgiu. Se trata de escolher presidente, não de contratar um professor de ciências. Crenças religiosas nunca importaram no Brasil, a não ser pelo oposto: um ateu declarado enfrentaria bastante resistência da população crente.

Não sei se Marina Silva seria boa presidente. Ela teria, claro, que fazer alianças. Afinal, só o Partido Verde não sustenta o país (caso se concretize a filiação dada como certa). Sonho que as faria de maneira judiciosa – sem se vender ao PFL/DEM, como o governo anterior, ou ao PMDB, como o atual. Em termos de espírito conciliatório, acho que ela é mais hábil do que José Serra ou Dilma Rousseff, que parecem mais turrões. Puro palpite, admito.

Votei no Lula em todas as eleições em que foi candidato à presidência. Se pudesse voltar atrás, faria tudo igualzinho. Votaria igual, usaria os mesmos broches, desfraldaria a mesma bandeira, choraria de raiva e medo em 1989/1990 e de emoção nas vitórias de Lula. Me entristeço profundamente ao ver o governo preso a alianças que todos que o apoiam sempre repudiaram; preso a uma máquina política e econômica que deixa ideologias em último plano. Mas tudo isso faz parte do amadurecimento desta democracia tão jovem. O país melhorou nos últimos anos – sobretudo a vida de quem mais precisava de ajuda. É muito, e até agora para mim bastou.

Agora quero ver os Suplicys e Mercadantes dizerem e fazerem aquilo que eu esperava quando votei neles. Quero saber para onde vamos com este país. Quero cidades mais saudáveis e bem cuidadas – onde não se respire gases e partículas tóxicas, onde se possa caminhar, ir trabalhar e passear de metrô ou bicicleta, que encha os olhos de beleza. Não é cosmético: cidades assim tornam sua população mais saudável e cidadã. Estou cansada de ouvir proclamarem a dicotomia ambiente versus desenvolvimento. Os governantes brasileiros ainda não se deram conta de que, nestes tempos de revolução da natureza, as duas coisas andam de mãos dadas.

 
É hora de contar o tempo para a reunião de dezembro em Copenhague, onde serão discutidas estratégias para fazer frente ao estrago que fizemos a este planeta. Na rádio CBN, André Trigueiro avisou que está sendo lançada, pensando nessa contagem regressiva, a Campanha Global de Ações pelo Clima. Dessas medidas depende a persistência da Terra como planeta habitável pela maior parte dos organismos que agora vivem. Não exagero. Já começou, mas quando os cortes de emissões e de desperdícios virarem regra, levará vantagem quem já tiver investido em desenvolver estratégias.
 
As tecnologias existem e precisam ser melhoradas. Nada que não seja possível se visto como prioridade. O governo brasileiro parece segurar-se à riquezas petrolíferas como boia de salvação da pobreza, única chance de alçar o Brasil ao clube dos grandes. Não precisamos ser donos do petróleo: o melhor lugar para os combustíveis fósseis é debaixo da terra. Por que o governo não investe em dominar os ventos, as marés, o sol – fontes de energia que não nos faltam?
 
Entre governantes, só vejo Obama ter isso claro. Marina Silva também entendeu. “Os grandes atores da economia finalmente percebem que o meio ambiente é parte do business e que não se pode ignorá-lo, sob pena de todos perderem./As mudanças climáticas já chegaram ao mundo real do mercado, que certamente não perdeu a sua lógica, pautada pela realização do lucro. Está apenas reconhecendo, claramente, uma ruptura em curso na história. E, pragmática e inteligentemente, se adapta a ela. A uma velocidade maior do que a do sistema político, que ainda patina na sua cultura pesada, inviável, insustentável”, escreve hoje em sua coluna semanal na Folha de S.Paulo.

Por isso espero ter a oportunidade de votar em Marina Silva. Nos próximos meses, aposto como colecionarei mais motivos.

P.S. O dragão lá de cima, todo de material reciclado, encontrei numa estação de trem em Paris. Será meu símbolo da batalha que temos que enfrentar.

 

Poesia- Fabrício Corsaletti

estou feliz e orgulhosa (e um pouco intimidada) de
entrar no blogue. propus, e maria e joão aceitaram, animar um espaço com poesia.
publicar, com periodicidade aleatória, poemas de qualquer tipo e época,
publicados em livro ou não, escritos em português ou traduzidos, com um único
ponto em comum: o fato de que gosto deles. ou seja: razão suficiente para eu
achar que é muito atrevimento da minha parte. por outro lado, penso que a
contrapartida de minha posição de manda-chuva é o fato de que pelo menos os
leitores podem reclamar de minhas escolhas — coisa que não têm como fazer
quando leem um livro.

hoje, para inaugurar este espaço, escolhi um poema
ainda não publicado do fabrício corsaletti, jovem poeta de anastácio, de um
livro que sairá no ano que vem. tive o privilégio de ler o livro desde já, e não
sei dizer quanto gostei. talvez nem convenha. deixa o poema falar por si. está
num livro chamado esquimó.
 

O QUE EU QUERO DE VOCÊ
 
não quero voltar para casa    
no seu abraço
não busco o que perdi
nunca pensei fazê-la cúmplice
da minha solidão
nem me passou pela cabeça
jogar sujo
com você —
 
você é o vento quente
que me acompanha
o enigma que não precisa ser decifrado
 
de você eu quero apenas
um filhote de lobo
um filhote de lobo
para morder minha mão direita
quando eu estiver no escuro
depois que o amor acabar

Mestrado em divulgação científica e cultural

Para quem quer se aproximar do jornalismo, repasso aviso que acabo de receber:

Estão abertas, de 17/08/2009 a 22/09/2009, as inscrições para o Mestrado em Divulgação Científica e Cultural, do  Instituto e Estudos da Linguagem – IEL e do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo – Labjor/Nudecri, da Universidade Estadual de Campinas – Unicamp.

 

Mais informações no site do Labjor, no linque “cursos”.

A Mata Atlântica dança

Até oito machos se alternam no ar num carrossel vivo que gira em velocidade estonteante. Tudo isso para impressionar a fêmea esverdeada que assiste pousada no galho.

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A sensacional foto dos tangarás-dançarinos acima é da galeria de Schinke no Flickr.

Escrevi uma matéria sobre eles no ano passado para a Pesquisa (não vi a dança…) e comentei aqui.

Fico com vergonha de fazer auto-promoção, mas volto ao assunto porque eles merecem a atenção: a matéria foi finalista no Prêmio de Reportagem Sobre a Biodiversidade da Mata Atlântica, promovido pelas ONGs SOS Mata Atlântica e Conservação Internacional do Brasil. Subi ao palco e recebi uma menção honrosa.

Árvores em flor: ipê-roxo

ipecortado2.jpg Em junho e julho, os ipês-roxos se encheram de belos pompons cor-de-rosa que atraem aves e abelhas. Parecem árvores de natal privilegiadas pela natureza. Aqui no Cambuí, bairro de Campinas onde moro, sou privilegiada com vários deles – faltou eu sair com a máquina fotográfica de verdade em horário de boa luz… Mas não pude deixar de registrar.

Não fui a única a me encantar. A Luciana Christante e a Elisa mostraram que São Paulo não é só feita de trânsito e céu cinzento.

A árvore, que chega a 30 metros de altura e 90 centímetros de diâmetro, é típica da Mata Atlântica mas no Brasil pode aparecer também no Pantanal matogrossense. É nativa da Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rio de
Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, além do nordeste da
Argentina, sul da Bolívia, leste do Paraguai e Uruguai.

O nome científico varia entre Tabebuia heptaphylla e T. avellanedae, e há quem diga que T. impetiginosa é a mesma espécie. A madeira dura, escura e pouco brilhante é considerada madeira de lei.

É muito usada na medicina popular – mas não vá se medicar sem orientação! A casca tem fama de anticancerígena, anti-reumática e antianêmica, e a folha é usada contra úlceras.

A nossa câmara dos “Lordes”

Por Henrique Juliano

Colaborador honorário deste blogue


Será que o Brasil é, de fato, uma federação? Ou será que o fato do Distrito Federal, com aproximadamente 2,5 milhões de habitantes, ter o mesmo número de parlamentares na principal câmara do congresso, o senado, que São Paulo, com aproximadamente 41 milhões de habitantes, é algo, no mínimo, anormal em uma democracia? Acho que a segunda questão deve ser respondida positivamente.

Não, isso não é uma declaração centralizadora, mas um pensamento que abomina a perpetuação hereditária de poderes provenientes de “currais” eleitorais, que fazem dos Virgílios, Magalhães, Sarneys, Guerras, entre outros, eternos nomes do senado brasileiro com seus longos mandatos de oito anos, caso único na democracia brasileira. Estes homens se dedicam, hoje em dia, não a tratar das discrepâncias regionais do país, ou a discutir leis que dependem do nosso sistema bicameral, mas sim a trocar insultos e a discutir se sai Calheiros, fica Calheiros, ou se sai Sarney, fica Sarney.

Mais incrível é o fato de que alguns destes homens sequer foram eleitos, e na realidade substituem os titulares dos cargos que, por sua vez, saíram do senado para ocupar cargos no executivo. Daí um exercício para o cidadão brasileiro: você sabe quem são os dois suplentes do último senador que você votou?

Formado o circo, estes homens, que se entre-denominam como vossas excelências, fazem o show habitual para a população através da mídia. Esta, um conglomerado controlado pelas famílias donas das Organizações Globo, Editora Abril, e dos jornais Folha e Estado de S. Paulo, faz o que quer com as edições das sessões diárias da “papagaiada”, e elege seus “cristos” de quando em quando, e de acordo com seus interesses. Hora é Calheiros que é o foco, de repente Calheiros some do olho do furacão, e emerge o ex-presidente da república José Sarney, outrora apoiado pela oposição que hoje o ataca, após a aproximação do mesmo com o governo. Mas por que será que o fato, por exemplo, da filha do senador, Roseana Sarney ter sido nomeada assessora de seu gabinete nos anos 80 foi desencavado pelo conglomerado da “informação” mais de 25 anos depois?

Ao povo a notícia que mais estiver próxima ao bel-prazer… da mídia. O acusado de hoje é o bom moço de amanhã. O mauricinho mais indicado de hoje é o impeachment de amanhã.

Quando o senador Arthur Virgílio Neto, se levanta a favor da “ética” no senado federal através de dossiês que denotam a corrupção de determinados parlamentares, isto deve sim ser levado ao conselho de ética daquela câmara. Mas se o mesmo é acusado de ter desviado da tal “ética” que ele tanto fala, o seu destino deve ser o mesmo. Mas para outros porta-vozes da “ética”, acima de quaisquer suspeitas, como os senadores José Agripino Maia, Tasso Jereissatti e Demóstenes Torres, a recíproca é considerada uma truculência e um revanchismo por parte do partido que teceu a representação. Ora, se há representações elas devem ser apuradas igualmente, independentemente do partido, e, acima de tudo, devem ser democraticamente aceitas.

Em suma, para encarar esta realidade viciada de políticos e meios de comunicação dominados pela mesma árvore genealógica, precisamos de gente nova e otimista, que não ache que política é coisa pros políticos que aí estão. Não. Nosso Brasil é coisa nossa, e precisa de renovação nos seus poderes. É claro que uma reforma política é necessária, e que o senado não pode existir se for para ser uma “fogueira de vaidades” como o é hoje. Temos que contestar o quarto poder da união, representado pelo conglomerado.

Ah! Se o Brasil é, de fato, uma federação?

Não sei.

Mas que ele é um estado democrático, isso ele é sim.

 
 
Rio de Janeiro, 6 de agosto de 2009.

Nos jardins de Burle Marx

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Esta semana o paisagista Roberto Burle Marx teria completado um século de existência. Felizmente, suas obras de arte – a maior parte delas na forma de jardins – continua a trazer beleza e poesia à vida de quem passa por elas.

No caminho de ser pintor, Burle Marx por acaso descobriu o esplendor das plantas brasileiras. Depois disso se embrenhou pelas matas, aprendeu um bom tanto de ecologia vegetal e trouxe a natureza tropical para mais perto das cidades brasileiras.

São dele o projeto paisagístico do aterro do Flamengo no Rio de Janeiro, os desenhos em pedra portuguesa do calçadão de Copacabana, o Eixo Monumental de Brasília (onde estão os belos jardins do Palácio do Itamaraty e da Justiça). E os jardins da sede carioca do Instituto Moreira Salles.

Para comemorar o centenário, o Instituto Moreira Salles planejou uma exposição “Burle Marx por Gautherot” e fará passeios guiados pelo jardim. Tive a sorte de participar escrevendo o texto do Guia dos jardins de Roberto Burle Marx no Instituto Moreira Salles. A capa, acima, reproduz um desenho do jardim a guache feito pelo próprio paisagista. O lindo projeto gráfico é da Elisa (no blogue dela tem mais fotos do guia, além de muitas outras coisas bonitas). Adorei trabalhar com ela, aliás.

Foi delicioso fazer esse projeto, a começar pela oportunidade de conhecer o jardim um pouco mais a fundo. Tive o privilégio de ter uma visita guiada por Haruyoshi Ono, a quem Burle Marx passou a direção de seu escritório de paisagismo já uns dez anos antes do fim da vida.

Haruyoshi (que assume sua identidade secreta quando crianças o abordam perguntando se é o sensei Miyagi do filme “Karate kid”) mostrou recantos, apontou conceitos que se perderam ao longo dos anos em que a manutenção passou de mão em mão, explicou um pouco do que há por trás de se pensar um jardim.

Vale uma viagem ao Rio para visitar o jardim. Depois me contem se o guia ajudou a encontrar recantos e descobrir detalhes.

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Haruyoshi Ono junto ao laguinho com mural de Burle Marx (faltam as ninfeias que, segundo o projeto, deveriam ocupar a superfície da água com suas folhas em forma de disco e flores de quatro cores).

Jardineiras da floresta

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Ao encontrar frutos caídos no chão da floresta, formigas arrancam a polpa naco a naco e deixam a semente limpinha, pronta para germinar. E muitas vezes carregam as sementes para perto do formigueiro, onde as condições são ideais para germinação.

Pode ser surpreendente para quem está habituado a ver formigas como exércitos de desmanche de plantas vivas, que carregam flolhas, flores e o que mais encontrarem para o ninho – como as que fotografei em Paraty, ao lado.

Paulo Oliveira, da Unicamp, explica: “as saúvas dão má fama às formigas, mas são na verdade minoria”. Escrevi sobre alguns dos resultados dos 15 anos de trabalho do grupo de Oliveira na edição de julho da Pesquisa, veja aqui.

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