{"id":1440,"date":"2015-06-30T18:13:19","date_gmt":"2015-06-30T18:13:19","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdivulgaciencia.wordpress.com\/?p=1440"},"modified":"2015-06-30T18:13:19","modified_gmt":"2015-06-30T18:13:19","slug":"oficinas-reconstroem-cotidiano-de-pacientes-de-transplante-de-medula","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/2015\/06\/30\/oficinas-reconstroem-cotidiano-de-pacientes-de-transplante-de-medula\/","title":{"rendered":"Oficinas reconstroem cotidiano de pacientes de transplante de medula"},"content":{"rendered":"<p><em>Encontros com acompanhamento psicol\u00f3gico trazem reinser\u00e7\u00e3o social e profissional<\/em><\/p>\n<p>Por <a class=\"linkautor\" href=\"http:\/\/www.usp.br\/aun\/autor.php?autor=4548\">Bruno Vaiano<\/a>\u00a0&#8211; brunoalmeidavaiano@gmail.com<br \/>\nPublicado originalmente na <a href=\"http:\/\/www.usp.br\/aun\/exibir.php?id=6912&amp;edicao=1210\" target=\"_blank\">Ag\u00eancia Universit\u00e1ria de Not\u00edcias da USP<\/a><\/p>\n<figure id=\"attachment_1441\" aria-describedby=\"caption-attachment-1441\" style=\"width: 274px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2015\/06\/coruja.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1441\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2015\/06\/coruja.jpg?w=274\" alt=\"Coruja produzida durante as oficinas. (cr\u00e9dito: \u00c9rika Cardoso)\" width=\"274\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2015\/06\/coruja.jpg 590w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2015\/06\/coruja-274x300.jpg 274w\" sizes=\"(max-width: 274px) 100vw, 274px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1441\" class=\"wp-caption-text\">Coruja produzida durante as oficinas. (cr\u00e9dito: \u00c9rika Cardoso)<\/figcaption><\/figure>\n<p>O transplante de medula \u00f3ssea (TMO), hoje esperan\u00e7a de cura para muitas doen\u00e7as outrora fatais, restringe severamente, por suas complica\u00e7\u00f5es e seu longo processo de recupera\u00e7\u00e3o, a retomada da rotina original de seus pacientes. \u201cDisfun\u00e7\u00e3o sexual, dificuldade nas rela\u00e7\u00f5es sociais, perda de independ\u00eancia e de capacidade produtiva podem resultar em importantes altera\u00e7\u00f5es psicol\u00f3gicas e psiqui\u00e1tricas\u201d, aponta<strong>\u00a0<\/strong>\u00c9rika Arantes de Oliveira Cardoso, psic\u00f3loga da Faculdade de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras de Ribeir\u00e3o Preto.<\/p>\n<p>J\u00e1 faz 12 anos que a pesquisadora organiza oficinas art\u00edsticas com os beneficiados do Grupo de Apoio ao Transplantado de Medula \u00d3ssea (GATMO), tamb\u00e9m de Ribeir\u00e3o, buscando a reinser\u00e7\u00e3o social dos enfermos e a redu\u00e7\u00e3o do abalo psicol\u00f3gico subsequente. Em 2003, quando come\u00e7aram as atividades, a situa\u00e7\u00e3o era diferente: \u201cOs pacientes ficavam muito inativos, e o mais grave, com a vida centrada no tratamento, ficando \u00e0 espera da hora do rem\u00e9dio, da hora do retorno ao hospital\u201d, comenta \u00c9rika.<\/p>\n<p>O TMO \u00e9 motivo, portanto, de grande preocupa\u00e7\u00e3o tanto entre m\u00e9dicos como entre os familiares dos transplantados. \u201cCreio que n\u00e3o seja poss\u00edvel compreender ou mensurar quais as consequ\u00eancias do \u2018sil\u00eancio\u2019 aos pacientes que n\u00e3o puderam participar das oficinas\u201d, diz\u00a0Bruna Von Zuben, bolsista envolvida com o projeto. Irritabilidade, desorienta\u00e7\u00e3o, perda de motiva\u00e7\u00e3o e medo de morrer s\u00e3o alguns dos problemas verificados no p\u00f3s-operat\u00f3rio. \u201cMuitos estudos mostram a complexidade e intensidade da demandas emocionais, f\u00edsicas e ocupacionais associadas ao transplante\u201d, afirma\u00a0\u00c9rika.<\/p>\n<p>No in\u00edcio, o mosaico, pelo f\u00e1cil manuseio, era a principal t\u00e9cnica aplicada nas oficinas, e os resultados eram vendidos. Ap\u00f3s 2008, por\u00e9m, foram introduzidos jogos, filmes e outras atividades, e em 2014 houve uma nova reformula\u00e7\u00e3o. \u201cO primeiro momento era voltado a musicaliza\u00e7\u00e3o, os estagi\u00e1rios levavam instrumentos e confeccionam outros com os pacientes\u201d, diz\u00a0\u00c9rika. Havia, ent\u00e3o, outras atividades, que inclu\u00edam fotografia. \u201cOs alunos se re\u00fanem comigo e com Manoel Ant\u00f4nio dos Santos [outro professor da \u00e1rea] semanalmente para planejarmos a interven\u00e7\u00e3o da semana e discutirmos a oficina da semana anterior.\u201d<strong>.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:left\" align=\"center\"><strong>Experi\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>Acompanhado, no in\u00edcio, pela terapeuta Ana Paula Mastropietro, hoje o projeto da pesquisadora j\u00e1 tem no hist\u00f3rico bolsistas oriundos dos cursos de psicologia, enfermagem e terapia ocupacional. Bruna, que terminou sua gradua\u00e7\u00e3o em psicologia na USP de Ribeir\u00e3o Preto em 2014, foi bolsista de projetos de cultura e extens\u00e3o entre 2012 e 2014. Logo no in\u00edcio do programa<strong>,\u00a0<\/strong>come\u00e7ou a colaborar com as oficinas terap\u00eauticas da GATMO, experi\u00eancia que gerou um artigo publicado na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o da <a href=\"http:\/\/www.revistas.usp.br\/rce\/article\/view\/97601\/96472\">Revista de Cultura e Extens\u00e3o da USP<\/a>.<\/p>\n<p>\u201cPara ser sincera, a \u00e1rea da psicologia hospitalar nunca fora minha \u00e1rea pretendida\u201d, conta Bruna, que optou pela \u00e1rea no est\u00e1gio para aumentar seu leque de experi\u00eancias. \u201cSurpreendi-me com tal experi\u00eancia positivamente, o resgate da pot\u00eancia dos pacientes por meio de sua express\u00e3o nas atividades propostas fez com que eu me envolvesse ainda mais com o projeto\u201d.<\/p>\n<p>A terapia, al\u00e9m de atingir seus objetivos, foi al\u00e9m. \u00c9rika se lembra do caso de Pedro, menino de baixa renda que na \u00e9poca de sua entrada na cl\u00ednica, com apenas 11 anos, j\u00e1 havia se envolvido com atividades il\u00edcitas. \u201cResolvemos tentar aproveitar a experi\u00eancia dele do passado, que envolvia negocia\u00e7\u00f5es, e fizemos a proposta para que ele nos ajudasse na compra e na venda dos materiais da oficina\u201d. Pedro se animou, produziu a coruja que ilustra a reportagem, com a qual presenteou a pesquisadora, e hoje trabalha no com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>Fl\u00e1via Prado Patroc\u00ednio, outra bolsista, sempre foi interessada em psicologia hospitalar e doen\u00e7as cr\u00f4nicas. Come\u00e7ou a participar das oficinas no terceiro ano de gradua\u00e7\u00e3o, e renovou a bolsa: \u201c[As\u00a0oficinas] proporcionaram o primeiro contato direto com pacientes e a pr\u00e1tica profissional, visto que no nosso curso os est\u00e1gios come\u00e7am apenas no quarto ano\u201d.\u00a0Ela se lembra de outro paciente, que ap\u00f3s oferecer grande resist\u00eancia \u00e0 iniciativa, deu a sugest\u00e3o de que fizessem um filme para contar como era um dia no GATMO.<\/p>\n<p>\u201cAtualmente sou aluna de mestrado e continuo inserida nesse contexto de hospital e de pacientes cr\u00f4nicos, mas agora com \u00eanfase em doen\u00e7as neurodegenerativas\u201d, comenta<strong>\u00a0<\/strong>Fl\u00e1via.<\/p>\n<p>O <a href=\"http:\/\/www.revistas.usp.br\/rce\/article\/view\/97601\/96472\">artigo completo<\/a> est\u00e1 dispon\u00edvel no portal de revistas da USP.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Encontros com acompanhamento psicol\u00f3gico trazem reinser\u00e7\u00e3o social e profissional Por Bruno Vaiano\u00a0&#8211; brunoalmeidavaiano@gmail.com Publicado originalmente na Ag\u00eancia Universit\u00e1ria de Not\u00edcias da USP O transplante de medula \u00f3ssea (TMO), hoje esperan\u00e7a de cura para muitas doen\u00e7as outrora fatais, restringe severamente, por suas complica\u00e7\u00f5es e seu longo processo de recupera\u00e7\u00e3o, a retomada da rotina original de seus&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":32,"featured_media":1441,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[98,414,580,806,845,963],"class_list":["post-1440","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-novos-artigos","tag-aun","tag-gatmo","tag-medula-ossea","tag-revista-de-cultura-e-extensao-da-usp","tag-saude-2","tag-usp"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2015\/06\/coruja.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1440","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/wp-json\/wp\/v2\/users\/32"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1440"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1440\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1441"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1440"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1440"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1440"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}