{"id":1443,"date":"2015-07-01T18:38:30","date_gmt":"2015-07-01T18:38:30","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdivulgaciencia.wordpress.com\/?p=1443"},"modified":"2015-07-01T18:38:30","modified_gmt":"2015-07-01T18:38:30","slug":"rio-negro-acumula-poluentes-persistentes-nos-sedimentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/2015\/07\/01\/rio-negro-acumula-poluentes-persistentes-nos-sedimentos\/","title":{"rendered":"Rio Negro acumula poluentes persistentes nos sedimentos"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_1444\" aria-describedby=\"caption-attachment-1444\" style=\"width: 460px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2015\/07\/dsc01839.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1444\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2015\/07\/dsc01839.jpg?w=300\" alt=\"Regi\u00e3o portu\u00e1ria de Manaus (AM) concentra poluentes no sedimento do rio Negro. Cr\u00e9dito: Hilton Souza \" width=\"460\" height=\"331\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1444\" class=\"wp-caption-text\">Regi\u00e3o portu\u00e1ria de Manaus (AM) concentra poluentes\u00a0no sedimento do rio Negro. Cr\u00e9dito: Hilton Souza<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align:justify\">Na maior bacia fluvial e que det\u00eam uma das maiores biodiversidades do mundo, a Amaz\u00f4nica, estudos de impactos ambientais causados pela destrui\u00e7\u00e3o da floresta s\u00e3o at\u00e9 frequentes, mas pouco ainda se sabe sobre a polui\u00e7\u00e3o dos rios, principais vias de transporte na regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><a href=\"http:\/\/jbcs.sbq.org.br\/imagebank\/pdf\/v26n7a16.pdf\" target=\"_blank\">Artigo<\/a> publicado na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o da revista <em>Journal of the\u00a0<\/em><em>Brazilian Chemical Society<\/em> (Vol.26, no. 7, 2015) traz o resultado de an\u00e1lises de compostos qu\u00edmicos oriundos de combust\u00edveis f\u00f3sseis encontrados em amostras de sedimentos do rio Negro, sobretudo em regi\u00f5es pr\u00f3ximas a regi\u00e3o portu\u00e1ria de Manaus. O objetivo era conhecer a presen\u00e7a e origem dos hidrocarbonetos polic\u00edclicos arom\u00e1ticos (HPAs). Trata-se de subst\u00e2ncias t\u00f3xicas persistentes, que \u201cmesmo em baixa concentra\u00e7\u00e3o podem amea\u00e7ar a sa\u00fade humana e do meio ambiente\u201d, explicam Hilton Souza, da Universidade do Estado do Amazonas, e pesquisadores da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (Inpa) e Universidade Federal do Amazonas (Ufam).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Existem cerca de 100 tipos de HPAs que s\u00e3o fruto da decomposi\u00e7\u00e3o de mol\u00e9culas org\u00e2nicas presentes em dejetos de esgotos ou plantas, na queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis de barcos, por exemplo, res\u00edduos da ind\u00fastria, entre outros. Eles se acumulam no meio ambiente, podem ser transferidos para a cadeia alimentar (sobretudo em peixes) e at\u00e9 causar c\u00e2ncer.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Os autores do artigo avaliaram 18 s\u00edtios ao longo do rio Negro e constataram que as maiores concentra\u00e7\u00f5es de HPAs est\u00e3o em \u00e1reas portu\u00e1rias e pr\u00f3ximas a centros urbanos, corroborando com pesquisas realizadas pelo mundo e em alguns locais no pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Para a caracteriza\u00e7\u00e3o dos contaminantes foram considerados as concentra\u00e7\u00f5es de 16 HPAs priorit\u00e1rios usados em estudos ambientais pela Ag\u00eancia Americana de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (Usepa). Os resultados indicam que das amostras de sedimentos superficiais coletados de tr\u00eas regi\u00f5es naveg\u00e1veis do rio Negro, ao longo de 3 meses de 2012 e um m\u00eas de 2013, 4 apresentaram alta concentra\u00e7\u00e3o (acima de 500 g<sup> -1<\/sup>) de HPAs e 2 contamina\u00e7\u00e3o moderada (entre 250 e 500ng g<sup>-1<\/sup>), todas coletadas na regi\u00e3o portu\u00e1ria de Manaus, onde h\u00e1 intensa atividade n\u00e1utica e esgoto urbano. Outras 7 foram considerados pouco contaminadas (abaixo de 250 g<sup>-1)<\/sup>, e 2 n\u00e3o foram consideradas contaminadas, todas localizadas em \u00e1reas de baixa influ\u00eancia humana.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A an\u00e1lise qu\u00edmica revelou ainda que a maior fonte de contamina\u00e7\u00e3o era formada por HPAs de alto peso molecular, que est\u00e3o ligados ao processo de queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis, mas tamb\u00e9m ao escoamento de \u00e1gua com res\u00edduos de asfalto e de pneus (como as ruas em geral), representando 70% de ocorr\u00eancia nas amostras. Outra fonte bastante presente foram os HPAs alquilados, presentes no \u00f3leo diesel e que indicam derrames, ou outras a\u00e7\u00f5es que podem revelar descuido das embarca\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">\u201cEstudos sobre a presen\u00e7a e ac\u00famulo desses compostos no sedimento s\u00e3o importantes para mitigar os impactos ambientais e reduzir o dano \u00e0 sa\u00fade humana\u201d, afirmam os autores do estudo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A an\u00e1lise qu\u00edmica de HPAs presentes no rio Negro se mostra estrat\u00e9gica para tra\u00e7ar as principais fontes de compostos que est\u00e3o sendo gerados ao longo do leito do rio e identificar, assim, os principais poluidores para se tra\u00e7ar pol\u00edticas de preserva\u00e7\u00e3o ambiental. \u201cSe organismos aqu\u00e1ticos, tais como peixes, est\u00e3o tendo contato com estes tipos de contaminantes, isso pode vir a tornar-se uma preocupa\u00e7\u00e3o de sa\u00fade p\u00fablica\u201d, alerta Hilton Souza.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A pr\u00f3xima fase da pesquisa, informa Souza, ser\u00e1 avalia\u00e7\u00e3o sobre a capacidade de fungos isolados a partir destes ambientes contaminados degradarem os HPAs. \u201cAssim poderemos pensar em propostas de biorremedia\u00e7\u00e3o com microrganismos da pr\u00f3pria regi\u00e3o\u201d, conclui.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Contato:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Hilton Souza,\u00a0Rede Bionorte da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Escola Superior de Ci\u00eancias da Sa\u00fade. Email: hilton_marcelo@hotmail.com. Fone: (92) 98273-9413.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Artigo Completo:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Souza, Hilton; Taniguchi, Satie; B\u00edcego, Marcia; Oliveira, Luiz; Oliveira, Teresa; Barroso, Hil\u00e9ia &amp; Zanotto, Sandra. \u201c<a href=\"http:\/\/jbcs.sbq.org.br\/imagebank\/pdf\/v26n7a16.pdf\" target=\"_blank\">Polycyclic Aromatic Hydrocarbons in superficial sediments of the Negro river in the Amazon region of Brazil<\/a>\u201d. <em>J.Braz. Chem. Soc., <\/em>Vol.26, No. 7, 2015.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na maior bacia fluvial e que det\u00eam uma das maiores biodiversidades do mundo, a Amaz\u00f4nica, estudos de impactos ambientais causados pela destrui\u00e7\u00e3o da floresta s\u00e3o at\u00e9 frequentes, mas pouco ainda se sabe sobre a polui\u00e7\u00e3o dos rios, principais vias de transporte na regi\u00e3o. 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