{"id":3101,"date":"2017-01-09T15:24:18","date_gmt":"2017-01-09T18:24:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/?p=3101"},"modified":"2017-01-09T23:14:31","modified_gmt":"2017-01-10T02:14:31","slug":"acesso-aberto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/2017\/01\/09\/acesso-aberto\/","title":{"rendered":"Mudan\u00e7as \u00e0 frente em dire\u00e7\u00e3o ao acesso aberto de revistas cient\u00edficas"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Germana Barata<\/em><\/p>\n<p>Para iniciar 2017, o blog <strong>Ci\u00eancia em Revista<\/strong> dar\u00e1 destaque n\u00e3o apenas \u00e0 ci\u00eancia publicada em revistas brasileiras e latino-americanas, mas tamb\u00e9m \u00e0quelas no qual o acesso aos conte\u00fados \u00e9 aberto, ou seja, gratuito para o leitor. Esperamos, sobretudo num mar revolto para a ci\u00eancia brasileira, que possamos destacar os debates e artigos interessantes para nosso p\u00fablico.<\/p>\n<p>********************<\/p>\n<figure id=\"attachment_3102\" aria-describedby=\"caption-attachment-3102\" style=\"width: 299px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2017\/01\/Screen-Shot-2017-01-06-at-3.04.03-PM.png\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3102\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2017\/01\/Screen-Shot-2017-01-06-at-3.04.03-PM.png\" alt=\"\" width=\"299\" height=\"371\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2017\/01\/Screen-Shot-2017-01-06-at-3.04.03-PM.png 299w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2017\/01\/Screen-Shot-2017-01-06-at-3.04.03-PM-242x300.png 242w\" sizes=\"(max-width: 299px) 100vw, 299px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3102\" class=\"wp-caption-text\">&#8220;The storm on the sea of Galilee&#8221;, Rembrandt (1633). Cr\u00e9dito: Wikipedia<\/figcaption><\/figure>\n<p>Os ventos continuam mudando para as revistas cient\u00edficas, sobretudo gra\u00e7as \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o online e \u00e0s redes sociais que continuam transformando nossa forma de comunicar. De um lado o movimento pr\u00f3 abertura, compartilhamento, colabora\u00e7\u00f5es de conte\u00fados e informa\u00e7\u00f5es cient\u00edficas e, de outro, a press\u00e3o por uma produtividade crescente e a supervaloriza\u00e7\u00e3o dos indicadores de impacto dessa produ\u00e7\u00e3o, \u00a0que favorece as revistas internacionais (de l\u00edngua inglesa) e de editoras comerciais.<\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio, a publica\u00e7\u00e3o em acesso aberto (gratuito para os leitores) ganha credibilidade e espa\u00e7o. A grande onda de otimismo veio com o an\u00fancio da Comiss\u00e3o Europeia dentro das metas do <a href=\"http:\/\/horizon2020projects.com\">Horizon 2020<\/a>, que toda pesquisa financiada com dinheiro p\u00fablico deve ser publicada em acesso aberto at\u00e9 2020.<\/p>\n<p>No final do ano passado, o Open Journal System (<a href=\"https:\/\/pkp.sfu.ca\/ojs\/\">OJS<\/a>), software que facilita a editora\u00e7\u00e3o e submiss\u00e3o online de artigos de revistas em acesso aberto completou 15 anos passando a marca de 2.8 milh\u00f5es de itens publicados em mais de 8 mil revistas com ao menos 10 artigos. A iniciativa, gerida pelo Public Knowledge Project (PKP), foi criada em 1998 por John Willinsky da Universidade British Columbia, no Canad\u00e1. O software foi traduzido para 35 l\u00ednguas, sendo que no Brasil, a vers\u00e3o em portugu\u00eas foi adotada em 2003 e batizada de Sistema Eletr\u00f4nico de Editora\u00e7\u00e3o de Revistas (<a href=\"http:\/\/seer.ibict.br\/\">SEER<\/a>). Com o lan\u00e7amento de vers\u00e3o 3.0, em agosto passado, a expectativa \u00e9 que o OJS seja mais amig\u00e1vel aos usu\u00e1rios e, portanto, atraia novos adeptos ao acesso aberto (AA).<\/p>\n<p>Apesar das <a href=\"http:\/\/www.nature.com\/news\/open-access-index-delists-thousands-of-journals-1.19871\">cr\u00edticas<\/a> em rela\u00e7\u00e3o ao crescimento das revistas de acesso aberto, sobretudo relativas \u00e0 <a href=\"https:\/\/scholarlyoa.com\/2017\/01\/03\/bealls-list-of-predatory-publishers-2017\/\">lista Beall<\/a> de <a href=\"https:\/\/blogdopedlowski.com\/tag\/revistas-predatorias\/\">revistas predat\u00f3rias <\/a>de 2017,\u00a0que chega a 1155 revistas \u2013 um crescimento de 25% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior!! \u2013, os indexadores ou reposit\u00f3rios tem respondido com crit\u00e9rios de sele\u00e7\u00e3o mais rigorosos. Este foi o caso do Diret\u00f3rio de Revistas em Acesso Aberto (DOAJ, na sigla em ingl\u00eas), que hoje possui <a href=\"https:\/\/pkp.sfu.ca\/ojs\/ojs-usage\/ojs-map\/\">9.463 revistas de acesso aberto<\/a> indexadas \u2013 das quais mais de 10% s\u00e3o brasileiras \u2013, contra as quase 11 mil no in\u00edcio de 2016.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3103\" aria-describedby=\"caption-attachment-3103\" style=\"width: 718px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2017\/01\/Screen-Shot-2017-01-06-at-3.09.38-PM.png\" data-rel=\"lightbox-image-1\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-3103\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2017\/01\/Screen-Shot-2017-01-06-at-3.09.38-PM.png\" alt=\"\" width=\"718\" height=\"375\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2017\/01\/Screen-Shot-2017-01-06-at-3.09.38-PM.png 921w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2017\/01\/Screen-Shot-2017-01-06-at-3.09.38-PM-300x157.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2017\/01\/Screen-Shot-2017-01-06-at-3.09.38-PM-768x401.png 768w\" sizes=\"(max-width: 718px) 100vw, 718px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3103\" class=\"wp-caption-text\">Anima\u00e7\u00e3o mostra crescimento da ado\u00e7\u00e3o do sistema OJS no mundo com destaque para o Brasil. Cr\u00e9dito: PKP\/SFU<\/figcaption><\/figure>\n<h3><strong>Brasil na contram\u00e3o?<\/strong><\/h3>\n<p>Apesar do Brasil ser considerado modelo na publica\u00e7\u00e3o em acesso aberto, o pa\u00eds tem perdido boas revistas para as grandes editoras comerciais com a promessa de alavancar a visibilidade, a qualidade editorial e as t\u00e3o almejadas cita\u00e7\u00f5es. Dentre alguns exemplos importantes est\u00e1 a revista <a href=\"http:\/\/www.springer.com\/physics\/journal\/13538\"><em>Brazilian<\/em> <em>Journal of Physics<\/em><\/a> da Sociedade Brasileira de F\u00edsica \u2013 \u00e1rea que publica fortemente em acesso aberto \u2013 e a revista <a href=\"https:\/\/bjst-journal.springeropen.com\"><em>Brazilian Journal of Science and Technology<\/em>\u00a0<\/a>que foram para a Springer, respectivamente em 2011 e 2014, a <a href=\"https:\/\/jvat.biomedcentral.com\"><em>Journal of Venomous Animals and Toxins Including Tropical Diseases<\/em><\/a>, da Unesp, que foi para a BioMed Central, editora de acesso aberto que pertence \u00e0 Springer, e o <a href=\"http:\/\/jped.elsevier.es\/pt\/archivo\/\"><em>Jornal de Pediatria<\/em><\/a> que foi para a Elsevier em 2013, apesar de\u00a0permanecer com acesso aberto.<\/p>\n<p>Fato \u00e9 que, as revistas brasileiras tem enfrentado o corte de verbas e o aumento nos custos de editora\u00e7\u00e3o. Soma-se \u00e0 isso uma pol\u00edtica cient\u00edfica nacional que aponta para a dire\u00e7\u00e3o oposta, ou seja, valoriza os artigos publicados em revistas internacionais (sobretudo de l\u00edngua inglesa), muitas das quais de acesso fechado e pertencentes a editoras comerciais, ou ent\u00e3o em revistas melhor classificadas no Sistema Qualis Peri\u00f3dicos, que mant\u00e9m as revistas estrangeiras no topo da classifica\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 praticamente imposs\u00edvel que peri\u00f3dicos do Brasil adquiram altos n\u00edveis de prest\u00edgio internacional sem indu\u00e7\u00e3o e dependentes da submiss\u00e3o volunt\u00e1ria de manuscritos de qualidade dos programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou Abel Packer, director da SciELO em postagem para o<a href=\"http:\/\/blog.scielo.org\/blog\/2016\/12\/21\/scielo-e-o-futuro-dos-periodicos\/#.WG_s6rGZOi4\"> blog do SciELO <\/a>em dezembro passado.<\/p>\n<p>O resultado disso \u00e9 que tem crescido a produ\u00e7\u00e3o de artigos em acesso fechado no pa\u00eds, segundo dados que Packer apresentou durante o IX Workshop da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Editores Cient\u00edficos (ABEC) em novembro passado. Em 2011, eram 84% de artigos em acesso aberto de autores brasileiros no Web of Science (importante base indexadora de revistas internacionais) e, em 2015, somaram 62%.<\/p>\n<p>Essas s\u00e3o quest\u00f5es de constante debate na comunidade brasileira, a exemplo da <a href=\"http:\/\/blog.scielo.org\/blog\/2016\/12\/21\/scielo-e-o-futuro-dos-periodicos\/#.WG_s6rGZOi4\">VI Reuni\u00e3o Anual do SciELO <\/a>Brasil, em dezembro, e do <a href=\"http:\/\/www.abecbrasil.org.br\/eventos\/ix_wec\/index.asp\">IX Workshop da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Editores Cient\u00edficos<\/a> (ABEC) em novembro passado. Neste \u00faltimo, Amy Beisel, gerente de parcerias estrat\u00e9gicas da American Journal Experts (AJE), apresentou dados importantes sobre fatos e mitos sobre as revistas cient\u00edficas de acesso aberto, entre eles a errada vis\u00e3o de que lhes falta avalia\u00e7\u00e3o por pares e qualidade.<\/p>\n<p>Amy afirmou que o AA est\u00e1 em pleno crescimento no mundo. As grandes editoras comerciais j\u00e1 entenderam que precisam expandir a oferta deste tipo de publica\u00e7\u00e3o. A favor delas, a credibilidade e a visibilidade que garante atrair cita\u00e7\u00f5es e, portanto, bons autores e artigos. Assim, pouco mais de 50% das grandes editoras oferecem a op\u00e7\u00e3o de se publicar em acesso aberto, por\u00e9m as taxas de publica\u00e7\u00e3o s\u00e3o muito mais elevadas e poucos autores est\u00e3o dispostos a isso lembrou Amy. Por outro lado, apenas 26% das revistas indexadas no DOAJ em 2011 cobravam alguma taxa de publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3><strong>Valoriza\u00e7\u00e3o do acesso para todos<\/strong><\/h3>\n<p>\u00c9 prov\u00e1vel que nos pr\u00f3ximos anos acompanharemos um <em>boom<\/em> nas taxas de publica\u00e7\u00e3o em revistas de acesso aberto (a chamada via dourada), como forma de cobrir o custo de editora\u00e7\u00e3o, como tem sido observado em algumas revistas brasileiras. Lembrando que parte importante\u00a0do acesso aos artigos\u00a0cient\u00edficos indexados no <a href=\"http:\/\/www.scielo.org\">SciELO<\/a>, cerca de 50%, \u00e9 feito por\u00a0leitores n\u00e3o especialistas, como afirmou\u00a0Juan Pablo Alperin, professor assistente da Universidade Simon Fraser, ligado ao projeto PKP, no evento da Abec, citado acima.\u00a0Ou seja, h\u00e1 a\u00ed uma relev\u00e2ncia do papel pedag\u00f3gico e p\u00fablico das revistas de acesso aberto que precisa ser identificado.<\/p>\n<p>Talvez no horizonte \u00e0 frente ainda enfrentemos um mar revolto que vai deixar muitas revistas brasileiras \u00e0 deriva enquanto outras v\u00e3o encontrar lastros com\u00a0mudan\u00e7as editoriais, profissionaliza\u00e7\u00e3o e buscas por outras fontes de renda. As pol\u00edticas cient\u00edficas nacionais, no entanto, precisar\u00e3o valorizar as publica\u00e7\u00f5es em acesso aberto &#8211; como o fez \u00a0a Uni\u00e3o Europeia &#8211; bem como as brasileiras que tem conseguido se internacionalizar e as de relev\u00e2ncia nacional. Como diz o ditado popular \u201cmar calmo nunca fez bom marinheiro\u201d.<\/p>\n<p>Assista \u00e0 anima\u00e7\u00e3o que resume algumas das importantes quest\u00f5es sobre o acesso aberto. Infelizmente apenas em ingl\u00eas&#8230;<\/p>\n<p><iframe title=\"Open Access Explained!\" width=\"640\" height=\"480\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/L5rVH1KGBCY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>Anima\u00e7\u00e3o sobre importantes quest\u00f5es do acesso aberto. em ingl\u00eas. Cr\u00e9dito: Piled Higher and Deeper (PHD Comics)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Germana Barata Para iniciar 2017, o blog Ci\u00eancia em Revista dar\u00e1 destaque n\u00e3o apenas \u00e0 ci\u00eancia publicada em revistas brasileiras e latino-americanas, mas tamb\u00e9m \u00e0quelas no qual o acesso aos conte\u00fados \u00e9 aberto, ou seja, gratuito para o leitor. 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