{"id":3155,"date":"2017-02-22T15:32:14","date_gmt":"2017-02-22T18:32:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/?p=3155"},"modified":"2017-02-22T17:18:16","modified_gmt":"2017-02-22T20:18:16","slug":"igrejas-como-empreendimentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/2017\/02\/22\/igrejas-como-empreendimentos\/","title":{"rendered":"As igrejas como empreendimentos de mercado"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Germana Barata<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_3157\" aria-describedby=\"caption-attachment-3157\" style=\"width: 223px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2017\/02\/Screen-Shot-2017-02-16-at-4.54.21-PM.png\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-3157\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2017\/02\/Screen-Shot-2017-02-16-at-4.54.21-PM.png\" width=\"223\" height=\"164\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2017\/02\/Screen-Shot-2017-02-16-at-4.54.21-PM.png 312w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2017\/02\/Screen-Shot-2017-02-16-at-4.54.21-PM-300x220.png 300w\" sizes=\"(max-width: 223px) 100vw, 223px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3157\" class=\"wp-caption-text\">Reprodu\u00e7\u00e3o de parte da nota de vinte reais<\/figcaption><\/figure>\n<p>N\u00famero de evang\u00e9licos no Brasil dobrou de 13 milh\u00f5es em 1990, para 26 milh\u00f5es em 2000. Hoje, 22% dos brasileiros se consideram evang\u00e9licos, ou seja 46 milh\u00f5es de pessoas. Parte dessa mobiliza\u00e7\u00e3o est\u00e1 na competi\u00e7\u00e3o e multiplicidade de religi\u00f5es no Brasil que funciona como um mercado religioso. \u201cNo contexto de um ambiente religioso vigoroso, diversificado e competitivo, muitas igrejas atuam como verdadeiros empreendimentos\u201d, afirmam Victor Corr\u00eaa e Gl\u00e1ucia Maria Vasconcellos, ambos da PUC-MG em <a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1590\/1982-7849rac2017150144\">artigo<\/a> publicado na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o da <em>Revista de Administra\u00e7\u00e3o Contempor\u00e2nea<\/em>.<\/p>\n<p>Corr\u00eaa e Vasconcellos trazem nesta an\u00e1lise uma analogia entre religi\u00e3o e mercado, no qual as igrejas passam a funcionar como empresas religiosas que lidam com consumidores religiosos, a chamada Escolha Racional da Religi\u00e3o. \u201cQuanto mais secularizada for a sociedade e menos regulamentado for o ambiente religioso, mais pluralista, diversificada e competitiva ser\u00e1 a oferta de op\u00e7\u00f5es presentes\u201d, esclarecem os autores do artigo.<\/p>\n<p>Essa escolha pela religi\u00e3o \u00e9 considerada racional justamente porque os frequentadores podem mudar a frequ\u00eancia de participa\u00e7\u00e3o, de institui\u00e7\u00e3o ou at\u00e9 mesmo de cren\u00e7a, enquanto os produtores religiosos competem por mais seguidores (por vezes com metas), mais recursos e apoio governamental, inclusive fazendo uso de t\u00e9cnicas de marketing, pesquisa de opini\u00e3o e planejamento de mercado.<\/p>\n<h3><strong>Concorr\u00eancia de cren\u00e7as<\/strong><\/h3>\n<p>O fato de existir a separa\u00e7\u00e3o entre Estado-Igreja incentiva a liberdade de credo, a diversidade, a oferta, e mobiliza a cria\u00e7\u00e3o de novos grupos e a concorr\u00eancia entre eles. Neste cen\u00e1rio, outros estudos mostraram que em ambientes onde h\u00e1 mais concorr\u00eancia entre institui\u00e7\u00f5es religiosas aumenta a cren\u00e7a e a frequ\u00eancia \u00e0s igrejas.<\/p>\n<p>Os autores acreditam que o fen\u00f4meno da mudan\u00e7a da composi\u00e7\u00e3o religiosa no Brasil, com a prolifera\u00e7\u00e3o das igrejas evang\u00e9licas, merece aten\u00e7\u00e3o dos estudiosos da administra\u00e7\u00e3o, com ricas possibilidades de estudos sobre o character empreendedor dos pastores, os nichos de Mercado, as estrat\u00e9gias de marketing e as estrat\u00e9gias para abertura e crescimento de igrejas.<\/p>\n<p>Em 2013, um levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tribut\u00e1rio (IBPI) mostrou que uma igreja era aberta a cada duas horas no pa\u00eds. Os tempos religiosos \u00a0s\u00e3o isentos de impostos. Segundo dados do <a href=\"http:\/\/www.empresometro.com.br\/Site\/Estatisticas\">Empres\u00f4metro<\/a> do IBPI existem hoje 187.448 organiza\u00e7\u00f5es religiosas ativas no Brasil, um aumento de 4,1% em rela\u00e7\u00e3o a 2015.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Leia o artigo completo em:<\/strong><\/p>\n<p>Corr\u00eaa, V. S.; Vale, G.M.V. <a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1590\/1982-7849rac2017150144\">A\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica e Religi\u00e3o: Igrejas como Empreendimentos no Brasil<\/a>. Rev. adm. contemp.\u00a0vol.21\u00a0no.1\u00a0Curitiba\u00a0Jan.\/Feb.\u00a02017.<\/p>\n<h4><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Germana Barata N\u00famero de evang\u00e9licos no Brasil dobrou de 13 milh\u00f5es em 1990, para 26 milh\u00f5es em 2000. Hoje, 22% dos brasileiros se consideram evang\u00e9licos, ou seja 46 milh\u00f5es de pessoas. 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