{"id":3337,"date":"2018-08-13T13:44:18","date_gmt":"2018-08-13T16:44:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/?p=3337"},"modified":"2018-08-13T13:44:18","modified_gmt":"2018-08-13T16:44:18","slug":"identificada-nova-variacao-de-febre-maculosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/2018\/08\/13\/identificada-nova-variacao-de-febre-maculosa\/","title":{"rendered":"Identificada nova varia\u00e7\u00e3o de  febre maculosa"},"content":{"rendered":"<p>Por Carolina Medeiros<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Este ano, as regi\u00f5es de Campinas e Piracicaba (SP) j\u00e1 registraram a morte de 19 pessoas por febre maculosa. O n\u00famero corresponde \u00e0 54% dos casos da doen\u00e7a no estado, de acordo com dados da Vigil\u00e2ncia Epidemiol\u00f3gica da regi\u00e3o. Em 2017, no Brasil, foram registrados 123 casos da doen\u00e7a, conforme aponta um levantamento do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Segundo informa\u00e7\u00f5es da Fiocruz, o principal desafio no combate \u00e0 febre maculosa \u00e9 a falta de informa\u00e7\u00e3o, uma vez que os sintomas (febre alta, dores de cabe\u00e7a, n\u00e1useas e v\u00f4mitos) levam a diagn\u00f3sticos errados; em especial de dengue.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">A febre maculosa \u00e9 doen\u00e7a infecciosa febril aguda, que pode causar desde formas assintom\u00e1ticas at\u00e9 casos mais graves, que levam a \u00f3bito. No Brasil a doen\u00e7a \u00e9 causada pela bact\u00e9ria\u00a0<em>Rickettsia rickettsii<\/em>, transmitida pelo carrapato da esp\u00e9cie\u00a0<em>Amblyomma cajennense<\/em>, popularmente conhecido como carrapato-estrela. No entanto, existem no mundo mais de 20 esp\u00e9cies do g\u00eanero <em>Rickettsia<\/em> que podem causar febre maculosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">O artigo <a href=\"http:\/\/revistaopiniaojuridica.unichristus.edu.br\/index.php\/jhbs\/article\/view\/1940\">\u201c<strong>Febre Maculosa por <em>Rickettsia parkeri <\/em>no Brasil: condutas de vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica, diagn\u00f3stico e tratamento\u201d<\/strong><\/a> &#8211; publicado na revista brasileira <em>Journal of Health and Biological Sciences<\/em>, descreve uma nova varia\u00e7\u00e3o da bact\u00e9ria:\u00a0 <em>Rickettsia parkeri<\/em>, cujo perfil cl\u00ednico, epidemiol\u00f3gico e laboratorial \u00e9 diferente da comumente encontrada no pa\u00eds. Embora sejam poucos os casos j\u00e1 diagnosticados por essa bact\u00e9ria, o estudo buscou reunir informa\u00e7\u00f5es que apontem as principais diferen\u00e7as entre os tipos de febre maculosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">O estudo reuniu importantes informa\u00e7\u00f5es a respeito desta nova varia\u00e7\u00e3o, encontrada na Mata Atl\u00e2ntica onde h\u00e1 tamb\u00e9m incid\u00eancia de outras varia\u00e7\u00f5es da doen\u00e7a, sendo a febre o principal sintoma, acompanhado de escaras. Os autores da pesquisa alertam para a necessidade de medica\u00e7\u00e3o, por meio de antibioticoterapia \u2013 uso de antibi\u00f3ticos no tratamento de infec\u00e7\u00f5es &#8211; j\u00e1 no in\u00edcio do diagn\u00f3stico. Segundo \u00c1lvaro Fancini Martinez, membro do Comit\u00ea de Medicina Tropical de Bogot\u00e1 (Colombia) e coordenador do estudo, \u201co estudo tamb\u00e9m estabelece um protocolo para orientar as condutas da vigil\u00e2ncia sanit\u00e1ria, o diagn\u00f3stico e o tratamento desta nova varia\u00e7\u00e3o da febre Maculosa\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/08\/FM_1-1.png\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3339\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/08\/FM_1-1.png\" alt=\"\" width=\"805\" height=\"533\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/08\/FM_1-1.png 805w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/08\/FM_1-1-300x199.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/08\/FM_1-1-768x509.png 768w\" sizes=\"(max-width: 805px) 100vw, 805px\" \/><\/a>Carrapato Estrela &#8211; transmissor da Febre Maculosa (Imagem de Divulga\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Segundo a Fiocruz, embora exista vacina contra a Febre Maculosa, n\u00e3o \u00e9 recomendada a vacina\u00e7\u00e3o em massa j\u00e1 que h\u00e1 tratamento r\u00e1pido e barato e a doen\u00e7a, em geral, afeta um n\u00famero pequeno de pessoas. A Fiocruz tamb\u00e9m faz alguns alertas, em seu blog <a href=\"http:\/\/www.invivo.fiocruz.br\/cgi\/cgilua.exe\/sys\/start.htm?infoid=727&amp;sid=8\">\u201cInvivo\u201d,<\/a> na tentativa de reduzir os \u00edndices de .<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Cuidado com os c\u00e3es:<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Cada f\u00eamea de carrapato infectada pode gerar at\u00e9 16 mil filhotes aptos a transmitir <em>Rickettsias<\/em>, por isso \u00e9 preciso tomar cuidado para que os c\u00e3es n\u00e3o se tornem um reservat\u00f3rio da febre maculosa, uma vez que muitas vezes, n\u00e3o apresentam nenhum sintoma da doen\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Regi\u00f5es Rurais:<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Para evitar incid\u00eancia nestas regi\u00f5es que onde h\u00e1 elevados \u00edndices de febre maculosa, sugere-se aparar o gramado rente ao solo na \u00e9poca de chuvas, de prefer\u00eancia com ro\u00e7adeira mec\u00e2nica. Com o capim baixo, os ovos ficar\u00e3o expostos ao sol e n\u00e3o vingar\u00e3o, quebrando-se o ciclo do parasita.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Entre junho e novembro:<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Esses s\u00e3o os meses com maior incid\u00eancia da doen\u00e7a, per\u00edodo em que predominam as formas jovens do carrapato, conhecidas como micuins. Para se proteger e facilitar a visualiza\u00e7\u00e3o dos carrapatos e dos micuins, \u00e9 importante usar cal\u00e7a e camisa e botas quando for andar por \u00e1reas de mata.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Importante:<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Quando for retirar um carrapato, n\u00e3o o esmague com as unhas, essa a\u00e7\u00e3o promove a libera\u00e7\u00e3o das bact\u00e9rias e assim penetrar no organismo atrav\u00e9s de microles\u00f5es na pele. O mais indicado \u00e9 procurar unidades de sa\u00fade para a retirada, e assim evitar a contamina\u00e7\u00e3o por febre maculosa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Carolina Medeiros Este ano, as regi\u00f5es de Campinas e Piracicaba (SP) j\u00e1 registraram a morte de 19 pessoas por febre maculosa. O n\u00famero corresponde \u00e0 54% dos casos da doen\u00e7a no estado, de acordo com dados da Vigil\u00e2ncia Epidemiol\u00f3gica da regi\u00e3o. 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