{"id":985,"date":"2015-04-01T02:52:45","date_gmt":"2015-04-01T02:52:45","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdivulgaciencia.wordpress.com\/?p=985"},"modified":"2015-04-01T02:52:45","modified_gmt":"2015-04-01T02:52:45","slug":"edicoes-anteriores-dia-da-mentira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/2015\/04\/01\/edicoes-anteriores-dia-da-mentira\/","title":{"rendered":"Edi\u00e7\u00f5es Anteriores &#8211; Dia da Mentira"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2015\/04\/dia-da-mentira.png\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-986\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2015\/04\/dia-da-mentira.png\" alt=\"dia da mentira\" width=\"616\" height=\"570\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2015\/04\/dia-da-mentira.png 616w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2015\/04\/dia-da-mentira-300x278.png 300w\" sizes=\"(max-width: 616px) 100vw, 616px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Era uma vez, um boneco de madeira que sonhava em se tornar um menino de verdade. Em \u00a0su hist\u00f3ria, rica de aventuras, e desventuras, Pin\u00f3quio erra, sofre, mas se redime para se tornar assim um ser humano. Entre seus erros, a mentira, denunciada com o crescer desmedido de seu nariz.<\/p>\n<p>O romance As Aventuras de Pin\u00f3quio, escrito pelo italiano Carlos Collodi, em 1881, em Floren\u00e7a, \u00e9 um dos cl\u00e1ssicos da literatura infanto-juvenil mundial. Em seu enredo central, o boneco de madeira que sonha em se tornar ser humano, mas que para realiz\u00e1-lo, precisa enfrentar seus lados sombrios, como a mentira.<\/p>\n<p>Mundialmente conhecido como Dia da Mentira \u2014 ou dos Bobos, ou dos Tolos \u2014 \u00a0o 1\u00ba de abril \u00e9 celebrado como um dia de divers\u00e3o e brincadeiras. Uma das explica\u00e7\u00f5es mais difundidas para a origem da data conta que, em\u00a01564, depois da ado\u00e7\u00e3o do\u00a0calend\u00e1rio gregoriano, o rei\u00a0Carlos IX, da Fran\u00e7a,\u00a0determinou que o\u00a0ano novo\u00a0seria comemorado no dia\u00a01\u00ba de janeiro \u2014 anteriormente era comemorado no dia 25 de mar\u00e7o, data que marca o in\u00edcio da primavera na Europa.<\/p>\n<p>Alguns\u00a0franceses\u00a0resistiram \u00e0 mudan\u00e7a e continuaram a seguir o calend\u00e1rio antigo, pelo qual o ano iniciaria em 1\u00ba de abril. Gozadores passaram ent\u00e3o a ridiculariz\u00e1-los, a enviar\u00a0presentes\u00a0estranhos e\u00a0convites\u00a0para\u00a0festas\u00a0que n\u00e3o existiam. Nascia assim, o Dia da Mentira.<\/p>\n<p>Entretanto, nem s\u00f3 de brincadeira \u00e9 lembrado a data. Ao menos para alguns cientistas que estudam o fen\u00f4meno da mentira.<\/p>\n<p>Por isso, o\u00a0<strong>Divulga Ci\u00eancia<\/strong> sugere a leitura de dois artigos sobre o tema, ambos publicados em peri\u00f3dicos de psicologia.<\/p>\n<p>O primeiro, <em>A banaliza\u00e7\u00e3o da mentira como uma das pervers\u00f5es da sociedade contempor\u00e2nea e sua internaliza\u00e7\u00e3o como destrutividade ps\u00edquica, <\/em>publicado na revista Psicologia &amp; Sociedade (vol. 19, n. 3, 2007)<strong><em>, <\/em><\/strong>trata da mentira como \u201cum dos principais atributos das rela\u00e7\u00f5es sociais, instituindo-se como valor eticamente perverso\u201d<\/p>\n<p>Para a autora do estudo, a mentira pode ser utilizada para justificar a\u00e7\u00f5es b\u00e9licas contra povos com fins prioritariamente econ\u00f4micos.<\/p>\n<p>J\u00e1 o segundo artigo, <em>Estere\u00f3tipos, mentiras e videotape: estudos experimentais sobre a acur\u00e1cia na identifica\u00e7\u00e3o da mentira, <\/em>publicado na revista Psicologia &amp; Estudo (vol. 11, n. 1, 2006), procurou outro caminho, e investigou a precis\u00e3o da avalia\u00e7\u00e3o da mentira, e como essa avalia\u00e7\u00e3o pode ou n\u00e3o interferir na percep\u00e7\u00e3o e no julgamento social.<\/p>\n<p><strong>Artigo:<\/strong>\u00a0<a title=\"SciELO\" href=\"http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0102-71822007000300014&amp;lng=pt&amp;nrm=iso\" target=\"_blank\">A banaliza\u00e7\u00e3o da mentira como uma das pervers\u00f5es da sociedade contempor\u00e2nea e sua internaliza\u00e7\u00e3o como destrutividade ps\u00edquica<\/a><br \/>\n<strong>Autora:<\/strong>\u00a0Angela Caniato<br \/>\n<strong>Revista:<\/strong>\u00a0Psicologia &amp; Sociedade (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Psicologia Social)<\/p>\n<p><strong>Artigo:<\/strong>\u00a0<a title=\"SciELO\" href=\"http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1413-73722006000100024&amp;lng=pt&amp;nrm=iso\" target=\"_blank\">Estere\u00f3tipos, mentiras e videotape: estudos experimentais sobre a acur\u00e1cia na identifica\u00e7\u00e3o da mentira<\/a><br \/>\n<strong>Autores:<\/strong>\u00a0Marcos Emanoel Pereira,\u00a0Roberta Brasileiro,\u00a0Joice Ferreira da Silva,\u00a0Paula Bacellar e Silva,\u00a0Daniela Brachi\u00a0e\u00a0Flora Albuquerque<br \/>\n<strong>Revista:<\/strong>\u00a0Psicologia &amp; Estudo (Universidade Estadual de Maring\u00e1)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Era uma vez, um boneco de madeira que sonhava em se tornar um menino de verdade. 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