{"id":992,"date":"2015-04-02T00:00:00","date_gmt":"2015-04-02T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdivulgaciencia.wordpress.com\/?p=992"},"modified":"2015-04-02T00:00:00","modified_gmt":"2015-04-02T00:00:00","slug":"divulga-leitura-cirurgias-plasticas-e-psicologia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/2015\/04\/02\/divulga-leitura-cirurgias-plasticas-e-psicologia\/","title":{"rendered":"Divulga Leitura &#8211; Cirurgias pl\u00e1sticas e psicologia"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2015\/04\/cirurgia-plastica.png\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-993\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2015\/04\/cirurgia-plastica.png\" alt=\"cirurgia plastica\" width=\"485\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2015\/04\/cirurgia-plastica.png 485w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemrevista\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2015\/04\/cirurgia-plastica-300x216.png 300w\" sizes=\"(max-width: 485px) 100vw, 485px\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u201cO que as cirurgias pl\u00e1sticas podem nos dizer sobre corpos, padr\u00f5es de beleza, rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero?\u201d, questiona Daniela Feriani em sua resenha sobre o livro <em>O psic\u00f3logo com o bisturi na m\u00e3o: um estudo antropol\u00f3gico da cirurgia pl\u00e1stica<\/em>, de Andrea Tochio.<\/p>\n<p>Ao longo de todo o texto, publicado na revista Cadernos Pagu (n. 43, 2014), a autora procura responder a este questionamento embasada nas propostas do livro. E uma resposta se mostrou fundamental: autoestima. \u201cA preocupa\u00e7\u00e3o com a apar\u00eancia, a insatisfa\u00e7\u00e3o com o corpo, os complexos, os inc\u00f4modos, as dores f\u00edsicas e emocionais, o peso do olhar do outro, a inadequa\u00e7\u00e3o de partes do corpo aos modelos tidos como adequados s\u00e3o quest\u00f5es comuns nas narrativas e as cirurgias aparecem como tentativas de reparar tais desconfortos\u201d, relatou Feriani.<\/p>\n<p>E continuou: \u201cNesse sentido, mesmo uma cirurgia est\u00e9tica, como uma pr\u00f3tese de silicone, por exemplo, n\u00e3o \u00e9 vista apenas voltada para a beleza e a apar\u00eancia: \u00e9 tamb\u00e9m reparadora, voltada para a sa\u00fade, o cuidar de si, o sentir-se bem, sendo a baixa autoestima vista \u2018como uma esp\u00e9cie de doen\u00e7a que a cirurgia poderia curar\u2019&#8221;.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, para Feriani, o ponto forte do livro<em> \u201c<\/em>\u00e9 ter olhado para um contexto de certa forma negligenciado no imagin\u00e1rio sobre as cirurgias pl\u00e1sticas \u2014 o de um hospital p\u00fablico voltado, principalmente, para classes populares \u2014, o que permitiu trazer novos elementos para a compreens\u00e3o do tema\u201d.<\/p>\n<p>Outro questionamento interessante levantado por Tochio no livro, \u00e9 a de que existe uma dissolu\u00e7\u00e3o das fronteiras entre &#8220;est\u00e9tica&#8221; e &#8220;repara\u00e7\u00e3o&#8221;, tamb\u00e9m presente nas falas dos m\u00e9dicos e residentes. \u201cAo afirmar, durante uma palestra, que \u2018o cirurgi\u00e3o pl\u00e1stico \u00e9 o psic\u00f3logo com o bisturi na m\u00e3o\u2019 \u2014 da\u00ed o t\u00edtulo do livro \u2014, Ivo Pitanguy acredita que a cirurgia pl\u00e1stica restaura a correla\u00e7\u00e3o entre o psi e o f\u00edsico do paciente, diluindo a oposi\u00e7\u00e3o entre mente e corpo\u201d.<\/p>\n<p>Assim, a no\u00e7\u00e3o de beleza se expande e se conecta \u00e0 de bem-estar, sa\u00fade e felicidade numa tentativa de livrar a cirurgia pl\u00e1stica de um significado meramente ligado \u00e0 vaidade e \u00e0 futilidade, sugeriu Feriani.<\/p>\n<p>Apontada pela resenha como uma das mais interessantes an\u00e1lises de Tochio, o discurso dos pacientes e dos cirurgi\u00f5es sobre a pl\u00e1stica funciona como um acionador e manipulador de elementos na tentativa de realizar o que \u00e9 desejado. \u201cEm outras palavras, h\u00e1 um jogo ret\u00f3rico, marcado por rela\u00e7\u00f5es de poder e valores morais, no qual ora se dissolve a separa\u00e7\u00e3o entre est\u00e9tica e repara\u00e7\u00e3o, como justificativa, por exemplo, para se fazer a cirurgia; ora se faz uso dessa separa\u00e7\u00e3o para recusar o procedimento\u201d.<\/p>\n<p><strong>Resenha:<\/strong>\u00a0<a title=\"ScIELO\" href=\"http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-83332014000200517&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt\" target=\"_blank\">O psic\u00f3logo com o bisturi na m\u00e3o: um estudo antropol\u00f3gico da cirurgia pl\u00e1stica<br \/>\n<\/a><strong>A<\/strong><strong>utora:<\/strong>\u00a0Daniela\u00a0Feriani<br \/>\n<strong>Revista:<\/strong> Cadernos Pagu (Unicamp)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cO que as cirurgias pl\u00e1sticas podem nos dizer sobre corpos, padr\u00f5es de beleza, rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero?\u201d, questiona Daniela Feriani em sua resenha sobre o livro O psic\u00f3logo com o bisturi na m\u00e3o: um estudo antropol\u00f3gico da cirurgia pl\u00e1stica, de Andrea Tochio. 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