{"id":202,"date":"2016-11-09T15:10:35","date_gmt":"2016-11-09T17:10:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemsi\/?p=202"},"modified":"2016-11-09T15:19:17","modified_gmt":"2016-11-09T17:19:17","slug":"lixo-nao-existe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemsi\/2016\/11\/09\/lixo-nao-existe\/","title":{"rendered":"Lixo n\u00e3o existe!"},"content":{"rendered":"<p>A express\u00e3o que d\u00e1 nome ao texto j\u00e1 est\u00e1 bastante disseminada por a\u00ed &#8211; o que \u00e9 muito positivo \u2013 e sua autoria \u00e9 incerta. No entanto, \u00e9 v\u00e1lido um olhar mais atento sobre a quest\u00e3o e entender o que essa frase quer (e n\u00e3o quer) dizer.<\/p>\n<p class=\"western\">Em primeiro lugar, \u00e9 preciso dizer, lixo existe, sim! Pelo menos quando levamos em conta res\u00edduos que n\u00e3o tem qualquer utilidade pr\u00e1tica, nem possibilidade de transforma\u00e7\u00e3o e que, muitas vezes, s\u00e3o muito nocivos ao ambiente e \u00e0 sa\u00fade humana. Os exemplos mais palp\u00e1veis s\u00e3o os rejeitos que ensejam riscos biol\u00f3gicos, como lixo hospitalar e laboratorial, cujo \u00fanico destino aceit\u00e1vel e recomend\u00e1vel \u00e9 a poluente incinera\u00e7\u00e3o, alguma classes de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas sint\u00e9ticas e \u2013 talvez o mais problem\u00e1tico de todos \u2013 o lixo\u00a0<a href=\"http:\/\/jornalggn.com.br\/blog\/luisnassif\/destino-do-lixo-nuclear-no-brasil-continua-sendo-incognita\" target=\"_blank\">radiativo<\/a>, para o qual n\u00e3o existe alternativa conhecida ao armazenamento por tempo indeterminado em local estritamente seguro.<\/p>\n<p class=\"western\">Em segundo lugar, lixo existe, sim!, mas n\u00e3o deveria. \u00c9 este o sentido da frase expressa no t\u00edtulo. O racioc\u00ednio \u00e9 o de<\/p>\n<p class=\"western\">que praticamente tudo que consideramos lixo porque jogamos fora n\u00e3o deveria, efetivamente, ser jogado fora e, portanto, n\u00e3o deveria ser considerado lixo. A real inten\u00e7\u00e3o da express\u00e3o \u00e9 dizer que tudo o que hoje \u00e9 descartado, seja no \u00e2mbito dom\u00e9stico, industrial, comercial, ou no campo, poderia receber outra aplica\u00e7\u00e3o que n\u00e3o fosse a destina\u00e7\u00e3o a lix\u00f5es ou aterros sanit\u00e1rios sem qualquer tratamento. Como todos sabemos, no entanto, a maior parte do que consideramos lixo ainda recebe esse destino <a href=\"https:\/\/www.organicsnewsbrasil.com.br\/meio-ambiente\/especial-lixoes\/lixoes-ainda-fazem-parte-da-realidade-do-brasil-2\/\" target=\"_blank\">no Brasil<\/a> e em grande parte do mundo.<\/p>\n<h3 class=\"western\"><b>O que fazer com o lixo pra ele deixar de ser lixo?<\/b><\/h3>\n<p class=\"western\">O primeiro passo, \u00e9 evitar que ele se torne lixo. Isso est\u00e1 diretamente relacionado com fatores como desperd\u00edcio e consumismo.<\/p>\n<p class=\"western\">O desperd\u00edcio de alimentos, por exemplo, atinge n\u00edveis alarmantes e inaceit\u00e1veis para um planeta no qual a inseguran\u00e7a alimentar ainda \u00e9 uma realidade para quase um bilh\u00e3o de pessoas. Os <a href=\"http:\/\/www.usp.br\/portalbiossistemas\/?p=5230\" target=\"_blank\">levantamentos<\/a> mais recentes trazem a informa\u00e7\u00e3o de que 30 \u00e0 40% de todo alimento produzido no mundo n\u00e3o chega a ser consumido (e o Brasil n\u00e3o ostenta melhor <a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2016-06\/brasil-desperdica-40-mil-toneladas-de-alimento-por-dia-diz-entidade\" target=\"_blank\">cen\u00e1rio<\/a>). Por se tratar de um problema amplo e complexo, n\u00e3o s\u00f3 os cidad\u00e3os devem se<\/p>\n<figure id=\"attachment_204\" aria-describedby=\"caption-attachment-204\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-204\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemsi\/wp-content\/uploads\/sites\/95\/2016\/11\/14398148021_db00b020b0_z-300x199.jpg\" alt=\"Desperd\u00edcio de alimentos no Brasil. Cr\u00e9dito: Est\u00fadio Urbano\" width=\"300\" height=\"199\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemsi\/wp-content\/uploads\/sites\/95\/2016\/11\/14398148021_db00b020b0_z-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemsi\/wp-content\/uploads\/sites\/95\/2016\/11\/14398148021_db00b020b0_z.jpg 640w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-204\" class=\"wp-caption-text\">Desperd\u00edcio de alimentos no Brasil. Cr\u00e9dito: <a href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/estudio_urbano\/14398148021\/in\/photolist-rrn6sz-s6zA7w-sob3SZ-skT2a7-s6HAsr-7zpEkd-a47moF-4BfLnX-nWjgMp-awKzeS-apNEWw-4YBeym-s6AMFJ-bUwUaG-rrn6CV-rrn6et-skT1kS-s4QQBV-rraQeG-rraPK5-rraPxG-9TeJE9-so1zXS-s6zzQQ-rrn5jT-9TeJtL-rrn4zg-s6ALPy-ap98Z-rraNqb\" target=\"_blank\">Est\u00fadio Urbano<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"western\">conscientizar a n\u00e3o desperdi\u00e7ar alimentos, quanto os \u00f3rg\u00e3o p\u00fablicos e universidades devem se voltar mais a pesquisas que levem \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o destes n\u00fameros ao longo da cadeia produtiva.<\/p>\n<p class=\"western\">Evitar usar copos descart\u00e1veis, canudos pl\u00e1sticos, papel toalha em excesso, por exemplo, s\u00e3o outros meios de se evitar o desperd\u00edcio de materiais.<\/p>\n<p class=\"western\">O consumismo exacerbado da atualidade \u2013 infelizmente incentivado em contextos como a publicidade, m\u00fasica ou mesmo nas rela\u00e7\u00f5es sociais \u2013 faz com que compremos muitas coisas que n\u00e3o nos s\u00e3o realmente necess\u00e1rias e que, invariavelmente, ser\u00e3o descartadas e se tornar\u00e3o lixo. O chamado lixo eletr\u00f4nico ou lixo tecnol\u00f3gico \u00e9 a face mais vis\u00edvel desse problema, e traz consigo riscos \u00e0 sa\u00fade relacionados com os materiais (metais pesados, por exemplo) que constituem os componentes de computadores, celulares, etc.<\/p>\n<p class=\"western\">Uma vez que os produtos j\u00e1 foram adquiridos e utilizados \u00e9 importante darmos aos res\u00edduos o destino correto. Restos de alimentos podem ser direcionados \u00e0 compostagem, processo atrav\u00e9s do qual se obt\u00eam composto org\u00e2nico que pode ser utilizado na aduba\u00e7\u00e3o de hortas e planta\u00e7\u00f5es. O processo \u00e9 totalmente vi\u00e1vel a n\u00edvel dom\u00e9stico, entretanto, pol\u00edticas p\u00fablicas que tratem os res\u00edduos org\u00e2nicos desta maneira a n\u00edvel municipal s\u00e3o indispens\u00e1veis. (Nota: Res\u00edduo espec\u00edfico, o \u00f3leo de cozinha merece destino adequado, atrav\u00e9s de coletores especializados, e n\u00e3o deve ser descartados na pia.)<\/p>\n<p class=\"western\">Outra maneira importante de redu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de lixo \u00e9 a <a href=\"http:\/\/www.ecycle.com.br\/component\/content\/article\/67-dia-a-dia\/1326-26-coisas-que-voce-pode-reutilizar-em-casa-.html\" target=\"_blank\">reutiliza\u00e7\u00e3o<\/a> de materiais, como garrafas, recipientes, caixas, roupas velhas, etc para empreg\u00e1-los numa variedade de outras formas.<\/p>\n<p class=\"western\">Os materiais n\u00e3o org\u00e2nicos devem ser totalmente destinados \u00e0 reciclagem, o que, ainda n\u00e3o \u00e9 uma realidade no Brasil. No caso de materiais complexos e de res\u00edduos com potencial poluente (utens\u00edlios tecnol\u00f3gicos, pilhas, l\u00e2mpadas fluorescentes, \u00f3leo lubrificante, etc), deve-se empregar o processo de log\u00edstica reversa, que depende grandemente da iniciativa das empresas em trazer de volta e dar o destino adequado a seus produtos. O site <a href=\"http:\/\/www.ecycle.com.br\/\" target=\"_blank\">e-cycle<\/a>, \u00e9 uma ferramente bastante \u00fatil para saber, em sua cidade, onde est\u00e3o os pontos de coleta para cada material.<\/p>\n<p class=\"western\">Todas estas informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o bastante \u00fateis para reduzirmos o lixo produzido, a polui\u00e7\u00e3o ambiental e a extra\u00e7\u00e3o de recursos do ambiente. Elas se resumem na conhecida regra dos 4 R \u2013 reduzir, reutilizar, reciclar e &#8211; mais importante &#8211; repensar.<\/p>\n<p class=\"western\">\n<p class=\"western\"><em>Cr\u00e9dito da imagem de capa: <a href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/cuducos\/135163005\/in\/photolist-9pzuvM-9pCwGY-9pCwF7-9pCwms-9pzuHn-6VEFNq-xmH9U-71VGSV-cWfQUs-9Wckz3-cWKfD-jeZ7wg-9kJMY4-awGSuF-99Lak2-jf1vrF-9FXxpA-arMwFY-9kJMRr-9NUNmR-oSFZFM-oSH6VB-oSGAAs-arMwmW-7zpEkd-aDyKCk-9kJN6Z-oSH7hD-8tuuRn-p9VN1R-oSH7ae-eJ7bC-q1xuur-8tuuVn-9FUBVR-paaoZy-6XxskD-38kPbr-7mxNs3-6FLjVk-fhJDBf-9dNDdh-76T4jq-7WoZ9W-76Pcag-6tJkPf-6FQq2d-bBWk5W-9u4QKH-DrmBVW\" target=\"_blank\">Eduardo Cuducos<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>A express\u00e3o que d\u00e1 nome ao texto j\u00e1 est\u00e1 bastante disseminada por a\u00ed &#8211; o que \u00e9 muito positivo \u2013 e sua autoria \u00e9 incerta. <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemsi\/2016\/11\/09\/lixo-nao-existe\/\" title=\"Lixo n\u00e3o existe!\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":130,"featured_media":208,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[39],"tags":[8,40,51,23,50,32],"class_list":["post-202","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ecologia","tag-alimentos","tag-ambiente","tag-desperdicio","tag-ecologia","tag-lixo","tag-saude"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemsi\/wp-content\/uploads\/sites\/95\/2016\/11\/135163005_18da0ac549_z.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemsi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/202","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemsi\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemsi\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemsi\/wp-json\/wp\/v2\/users\/130"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemsi\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=202"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemsi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/202\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":209,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemsi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/202\/revisions\/209"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemsi\/wp-json\/wp\/v2\/media\/208"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemsi\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=202"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemsi\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=202"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciaemsi\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=202"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}