{"id":1436,"date":"2021-06-09T22:26:56","date_gmt":"2021-06-10T01:26:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/?p=1436"},"modified":"2021-08-11T00:43:10","modified_gmt":"2021-08-11T03:43:10","slug":"bruxas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/2021\/06\/09\/bruxas\/","title":{"rendered":"As bruxas do passado e do presente"},"content":{"rendered":"<p><strong style=\"color: inherit;font-size: 1.375rem\">Hoje vistas como s\u00edmbolo de maldade e representadas por imagens assustadoras, as bruxas j\u00e1 foram consideradas guardi\u00e3s da vida e da morte, com papel essencial nas comunidades camponesas europeias da Idade M\u00e9dia.<\/strong><\/p>\n<div class=\"vc_row wpb_row section vc_row-fluid vc_inner \">\n<div class=\" full_section_inner clearfix\"><em>[Esse texto foi originalmente publicado na <a href=\"https:\/\/cienciahoje.org.br\/artigo\/as-bruxas-do-passado-e-do-presente\/\">edi\u00e7\u00e3o 364 da Revista Ci\u00eancia Hoje<\/a>]<\/em><\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<\/div>\n\n\n<p>Bruxa. Que imagem vem \u00e0 sua mente quando voc\u00ea l\u00ea essa palavra? Agora, pergunte-se: De onde vem essa imagem? Ser\u00e1 que toda bruxa se assemelha \u00e0 que voc\u00ea pensou?<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 raro imaginarmos a bruxa como uma mulher mais velha dotada de um grande e enverrugado nariz, trajando roupas surradas e chap\u00e9u pontudo, ao lado de seu gato preto e seu caldeir\u00e3o e inevitavelmente ligada \u00e0 maldade. Mas afinal, de onde vem essa peculiar figura? Talvez voc\u00ea se surpreenda em saber que as bruxas existiram, sim, no mundo real. Mas elas n\u00e3o eram exatamente como descrevemos.<\/p>\n<figure id=\"attachment_1437\" aria-describedby=\"caption-attachment-1437\" style=\"width: 593px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1437\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2021\/06\/1280px-Johann_Heinrich_Fussli_019.jpg\" alt=\"Bruxa: as tr\u00eas bruxas de Macbeth (1783), do pintor su\u00ed\u00e7o Johann F\u00fcssli.\" width=\"593\" height=\"408\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2021\/06\/1280px-Johann_Heinrich_Fussli_019.jpg 1280w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2021\/06\/1280px-Johann_Heinrich_Fussli_019-300x206.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2021\/06\/1280px-Johann_Heinrich_Fussli_019-1024x705.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2021\/06\/1280px-Johann_Heinrich_Fussli_019-768x529.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 593px) 100vw, 593px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1437\" class=\"wp-caption-text\"><em>As tr\u00eas bruxas de Macbeth (1783), do pintor su\u00ed\u00e7o Johann F\u00fcssli. A imagem, inspirada na pe\u00e7a do dramaturgo ingl\u00eas William Shakespeare (1564-1616), ilustra tr\u00eas bruxas com tra\u00e7os similares aos de outras bruxas da cultura popular. Cr\u00e9dito: Wikipedia Commons<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Para a popula\u00e7\u00e3o camponesa europeia da Idade M\u00e9dia, as mulheres reconhecidas como \u201cbruxas\u201d eram membros fundamentais da comunidade. Elas eram normalmente mais velhas, acumulando muitos anos de experi\u00eancia, e dominavam os saberes necess\u00e1rios para lidar com a vida e a morte: a dose correta para curar uma doen\u00e7a, o procedimento preciso na hora do parto, as plantas capazes de promover abortos, as ervas que causavam al\u00edvio durante o passamento. \u201cA ela se pede a vida, a morte, rem\u00e9dios, venenos\u201d, como define o historiador Jules Michelet.<\/p>\n<p>\u00c9 justamente da\u00ed que vem a imagem da bruxa como uma idosa, tendo o caldeir\u00e3o como companheiro insepar\u00e1vel (onde se misturavam os ingredientes dos seus preparados). Entre os seus semelhantes, elas n\u00e3o eram vistas como m\u00e1s ou perversas por natureza; eram chamadas <strong>mulheres s\u00e1bias<\/strong> em v\u00e1rias l\u00ednguas, e participavam ativamente da vida comum. Em alguns casos, cobravam pequenos valores pelos seus feiti\u00e7os, em outros, apenas o faziam como um membro da comunidade que cumpre o seu papel. Seja como for, entre as popula\u00e7\u00f5es campesinas da Europa, ela era a m\u00e9dica, a conselheira, a guardi\u00e3 da vida e da morte.<\/p>\n<p>Voc\u00ea pode se perguntar, mas se bruxas eram mulheres reais e tinham trabalhos dignos, por que houve figuras como Circe, a feiticeira que transforma os homens em porcos na \u201cOdisseia\u201d de Homero, e tantas outras mulheres m\u00e1s e assustadoras?<\/p>\n<p>O estudioso de mitologia e religi\u00e3o Joseph Campbell (famoso por teorizar a chamada Jornada do Her\u00f3i) explica que, desde as \u00e9pocas mais remotas da hist\u00f3ria, a mulher \u00e9 vista como for\u00e7a m\u00e1gica e misteriosa da natureza, e esse poder feminino acabou despertando uma das maiores preocupa\u00e7\u00f5es do ser masculino \u2013 como quebr\u00e1-lo, control\u00e1-lo e us\u00e1-lo para seus pr\u00f3prios fins.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><strong>Conhecimento que empodera e incomoda<\/strong><\/h4>\n<p>Durante dez s\u00e9culos de hegemonia do Cristianismo no Ocidente, a Igreja tolerou pr\u00e1ticas consideradas \u201cpag\u00e3s\u201d em toda a Europa, de modo que as cren\u00e7as tradicionais de diversos povos permaneceram vivas e, em muitos casos, sincretizadas ao catolicismo. Por\u00e9m, no final do s\u00e9culo XIV e meados do XV, houve severa investida contra tudo que contrariasse os dogmas crist\u00e3os \u2013 e as mulheres s\u00e1bias se tornaram um alvo preferencial da ira dos ent\u00e3o chamados inquisidores.<\/p>\n<p>As tens\u00f5es j\u00e1 existentes entre masculino e feminino desaguaram numa das mais terr\u00edveis turbul\u00eancias sociais na Europa medieval. A ca\u00e7a \u00e0s bruxas, como ficou conhecida, foi amparada por uma s\u00e9rie de justificativas te\u00f3ricas inventadas por padres em toda a Europa. O mais famoso guia para esse intento foi o \u201cMartelo das Feiticeiras\u201d (Malleus Maleficarum), de 1486, primeiro manual inquisitorial endossado pelo papa. Nele, as \u201cmulheres s\u00e1bias\u201d deixavam de ser membros fundamentais da sociedade para serem entendidas como agentes de Sat\u00e3 na Terra. O livro defendia que a feiti\u00e7aria era resultado direto de um pacto com o dem\u00f4nio; era t\u00edpica da mulher, de qualquer idade, pois ela seria \u201csexualmente insaci\u00e1vel\u201d e, por isso, mais fr\u00e1gil diante do diabo; portanto, sua pr\u00e1tica era mal\u00e9fica por natureza.<\/p>\n<p>Com esse movimento, a imagem das feiticeiras de autonomia e poder para influir na vida coletiva se transformou. O nascimento da Inquisi\u00e7\u00e3o e o in\u00edcio da ca\u00e7a \u00e0s bruxas, no s\u00e9culo XIV, impulsionaram uma nova narrativa sobre essas mulheres, muito diferente daquela que a comunidade estabelecera. A partir de ent\u00e3o, a figura da \u201cmulher s\u00e1bia\u201d passava a ser substitu\u00edda por nada mais, nada menos do que uma agente das for\u00e7as das profundezas que se re\u00fane com suas semelhantes no chamado (e inventado) \u201csab\u00e1 negro\u201d para praticar magia negra e adorar o diabo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_1440\" aria-describedby=\"caption-attachment-1440\" style=\"width: 473px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-1440\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2021\/06\/364-CIENCIA-E-CULTURA-POP_figura2_GOYA_-_El_aquelarre_Museo_Lazaro_Galdiano_Madrid_1797-98-1.png\" alt=\"Bruxa: Pintura do espanhol Francisco de Goya (1746-1828) conhecida como Sab\u00e1 das bruxas.\" width=\"473\" height=\"665\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2021\/06\/364-CIENCIA-E-CULTURA-POP_figura2_GOYA_-_El_aquelarre_Museo_Lazaro_Galdiano_Madrid_1797-98-1.png 1000w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2021\/06\/364-CIENCIA-E-CULTURA-POP_figura2_GOYA_-_El_aquelarre_Museo_Lazaro_Galdiano_Madrid_1797-98-1-213x300.png 213w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2021\/06\/364-CIENCIA-E-CULTURA-POP_figura2_GOYA_-_El_aquelarre_Museo_Lazaro_Galdiano_Madrid_1797-98-1-728x1024.png 728w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2021\/06\/364-CIENCIA-E-CULTURA-POP_figura2_GOYA_-_El_aquelarre_Museo_Lazaro_Galdiano_Madrid_1797-98-1-768x1081.png 768w\" sizes=\"(max-width: 473px) 100vw, 473px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1440\" class=\"wp-caption-text\"><em>Pintura do espanhol Francisco de Goya (1746-1828) conhecida como Sab\u00e1 das bruxas. O bode (no meio) representa o dem\u00f4nio e, ao seu redor, mulheres (bruxas) lhe oferecem beb\u00eas como alimento. Essa era a cren\u00e7a sobre como eram as reuni\u00f5es das bruxas. Cr\u00e9dito: Wikipedia Commons<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<h4>\u00a0<\/h4>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>As vers\u00f5es de bruxas na cultura<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Se depois do s\u00e9culo XVIII a Inquisi\u00e7\u00e3o j\u00e1 havia acabado, a imagem da bruxa constru\u00edda nesse per\u00edodo permaneceu. No entanto, como resposta a mudan\u00e7as de contexto \u2013 religioso, pol\u00edtico, tecnol\u00f3gico e social \u2013, representa\u00e7\u00f5es alternativas (embora igualmente inventadas) para as bruxas foram surgindo.<\/p>\n\n\n\n<p>Conhecemos, atrav\u00e9s do cinema e da televis\u00e3o, uma variedade enorme de bruxas de fei\u00e7\u00f5es grotescas e caricatas, ou apenas com caracter\u00edsticas distantes do padr\u00e3o de beleza que se v\u00ea nas princesas, evocando um senso de \u201cfeiura\u201d. Dessas caracter\u00edsticas atribu\u00eddas \u00e0 feiura podemos citar a velhice e o nariz grande e enverrugado, em bruxas como a da Branca de Neve; a pele de cor n\u00e3o branca, como no caso da Bruxa M\u00e1 do Oeste, de O M\u00e1gico de Oz; o excesso de peso, que podemos ver na personagem \u00darsula, da Disney, e na Bruxa Onilda. <\/p>\n\n\n\n<p>Atendendo aos anseios de um p\u00fablico masculino que sensualiza as mulheres em qualquer oportunidade, tamb\u00e9m surgiram muitas representa\u00e7\u00f5es de bruxas hipersexualizadas, como no cl\u00e1ssico filme \u201cElvira: A Rainha das Trevas\u201d, no qual a feiticeira induz o homem puro ao pecado da lux\u00faria. Mas uma caracter\u00edstica que parece ser uma constante entre boa parte das bruxas da cultura pop \u00e9 a perversidade: s\u00e3o sempre mulheres pecadoras de caracteres indesej\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p>Nos \u00faltimos anos, algumas est\u00f3rias v\u00eam transformando bruxas famosas em anti-hero\u00ednas, ou seja, personagens que praticam atos moralmente negativos, mas motivadas por boas inten\u00e7\u00f5es ou por mero acaso. O livro \u201cWicked: a hist\u00f3ria n\u00e3o contada das bruxas de Oz\u201d, que se tornou um musical premiado da Broadway, nos d\u00e1 outra vers\u00e3o da hist\u00f3ria do M\u00e1gico de Oz, pela perspectiva das bruxas (a m\u00e1 e a boa). <\/p>\n\n\n\n<p>O ditado \u201cnenhuma boa a\u00e7\u00e3o fica sem puni\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 usado na cat\u00e1rtica m\u00fasica \u201cNo Good Deed\u201d, que reflete toda a frustra\u00e7\u00e3o de Elphaba (a bruxa verde e \u201cm\u00e1\u201d) de tentar fazer o bem, de ser motivada por boas a\u00e7\u00f5es, mas acabar causando consequ\u00eancias negativas e sofrer diversas injusti\u00e7as. Vale tamb\u00e9m citar a bruxa Mal\u00e9vola, da Disney, que ganhou dois filmes e teve a chance de contar sua hist\u00f3ria e ser melhor compreendida.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"645\" height=\"800\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2021\/06\/tumblr_n77en6ZNI11qlt4kno1_1280.jpg\" alt=\"Elphaba e Glinda. Bruxa\" class=\"wp-image-1442\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2021\/06\/tumblr_n77en6ZNI11qlt4kno1_1280.jpg 645w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2021\/06\/tumblr_n77en6ZNI11qlt4kno1_1280-242x300.jpg 242w\" sizes=\"(max-width: 645px) 100vw, 645px\" \/><figcaption>Fanart das bruxas Elphaba (Bruxa M\u00e1 do Oeste, a verde) e Glinda (Bruxa Boa do Leste) por James Claridades. Veja mais em: @squeegool ou https:\/\/squeegool.tumblr.com\/search\/elphaba<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Mesmo assim, a imagem de bruxa perversa ainda \u00e9 t\u00e3o forte que se uma crian\u00e7a vai a uma festa fantasiada de Glinda (a Bruxa Boa do M\u00e1gico de Oz), ela certamente ser\u00e1 confundida com uma fada ou princesa.<\/p>\n\n\n\n<p>O que podemos perceber com isso \u00e9 que a imagem que fazermos das bruxas s\u00e3o constru\u00e7\u00f5es que surgiram com o \u00fanico intuito de manter uma estrutura de poder, subjugando o feminino e mantendo a supremacia do masculino. S\u00e3o resqu\u00edcios de uma criminaliza\u00e7\u00e3o institucionalizada da mulher livre, s\u00e1bia e dona do pr\u00f3prio caminho.<\/p>\n\n\n\n<p>A imagem das bruxas mudou com os anos, mas isso n\u00e3o significa que uma vers\u00e3o substituiu a outra, elas coexistem, se relacionam e se retroalimentam. Nesses anos, as bruxas tamb\u00e9m mudaram. Essas mulheres que faziam o mundo acontecer desde a aurora da humanidade, hoje est\u00e3o espalhadas por todas as \u00e1reas do conhecimento da natureza que se possa imaginar. Se algo se manteve constante, foi a dificuldade do homem de dividir o protagonismo da hist\u00f3ria e as tentativas perversas de manuten\u00e7\u00e3o da artificial e suposta superioridade moral, intelectual e biol\u00f3gica do homem.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator is-style-wide\" \/>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:13%\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized is-style-rounded\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2021\/06\/109457329_10218943835199398_8265536214582386284_n.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1450\" width=\"110\" height=\"108\" 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