{"id":1470,"date":"2021-06-18T15:38:51","date_gmt":"2021-06-18T18:38:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/?p=1470"},"modified":"2021-06-18T15:38:53","modified_gmt":"2021-06-18T18:38:53","slug":"elementos-quimicos-na-ficcao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/2021\/06\/18\/elementos-quimicos-na-ficcao\/","title":{"rendered":"Elementos qu\u00edmicos na fic\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n\n\n<p style=\"font-size:28px\"><strong>Ser\u00e1 que filmes e quadrinhos falam sobre os elementos qu\u00edmicos com a precis\u00e3o cient\u00edfica do mundo real?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>[Esse texto foi originalmente publicado na <a href=\"https:\/\/cienciahoje.org.br\/artigo\/a-quimica-da-ficcao\/\">edi\u00e7\u00e3o 359 da Revista Ci\u00eancia Hoje<\/a>]<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Qual foi a \u00faltima vez que voc\u00ea escreveu um texto? J\u00e1 parou para pensar na quantidade de palavras que conseguimos formar com apenas 26 letras do nosso alfabeto? J\u00e1 parou para pensar que voc\u00ea pode mudar a ordem das letras de uma palavra e formar outra de significado completamente diferente?<\/p>\n\n\n\n<p>Na natureza, ocorre algo muito parecido. Toda a mat\u00e9ria que conhecemos \u00e9 formada por partes muito pequenas chamadas de \u00e1tomos. Existem \u00e1tomos de v\u00e1rios tipos diferentes: de hidrog\u00eanio, de oxig\u00eanio, entre outros. Esses tipos de \u00e1tomos, que possuem diferentes propriedades, s\u00e3o o que chamamos de elementos qu\u00edmicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como as 26 letras do alfabeto podem formar v\u00e1rias palavras, os 118 elementos qu\u00edmicos que conhecemos podem originar um n\u00famero inimagin\u00e1vel de materiais. Se voc\u00ea unir v\u00e1rios \u00e1tomos de oxig\u00eanio, por exemplo, voc\u00ea obt\u00e9m o g\u00e1s oxig\u00eanio. Se voc\u00ea unir dois \u00e1tomos de hidrog\u00eanio e um de oxig\u00eanio, voc\u00ea obt\u00e9m uma mol\u00e9cula de \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas ser\u00e1 que os filmes e quadrinhos utilizam a ci\u00eancia dos elementos qu\u00edmicos de forma cientificamente correta?<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:27px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Tony Stark e a s\u00edntese do elemento qu\u00edmico \u2018bad\u00e1ssio\u2019<\/h4>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea acompanha os filmes da Marvel Comics, deve saber que o Homem de Ferro n\u00e3o \u00e9 apenas um her\u00f3i que combate amea\u00e7as \u00e0 Terra. Diferentemente do <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/2020\/06\/27\/magneto\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Magneto (que para a nossa seguran\u00e7a n\u00e3o sabe muito de f\u00edsica)<\/a>, Tony Stark \u00e9 um genial cientista que j\u00e1 fez descobertas de ponta na \u00e1rea tecnol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p>No filme Homem de Ferro (2008), Stark percebe que estava sendo envenenado pelo elemento qu\u00edmico pal\u00e1dio. O pal\u00e1dio era o alimento do reator instalado em seu peito, que gerava energia para suas armaduras. O cientista, ent\u00e3o, faz alguns experimentos no acelerador de part\u00edculas de sua garagem e consegue sintetizar um novo elemento qu\u00edmico. O \u2018bad\u00e1ssio\u2019, como foi chamado, j\u00e1 havia sido previamente teorizado pelo seu pai, tamb\u00e9m cientista. A partir de ent\u00e3o, ele come\u00e7a a utilizar esse elemento e suas armaduras passam a ficar ainda mais poderosas e a consumir mais energia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2021\/06\/ac2nn5dojhigcjx87sxf.jpg\" alt=\"Acelerador de part\u00edculas para gerar elementos qu\u00edmicos\" class=\"wp-image-1483\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2021\/06\/ac2nn5dojhigcjx87sxf.jpg 800w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2021\/06\/ac2nn5dojhigcjx87sxf-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2021\/06\/ac2nn5dojhigcjx87sxf-768x432.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption>Tony Stark trabalhando em seu acelerador de part\u00edculas<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>No mundo real, os elementos qu\u00edmicos de fato s\u00e3o sintetizados de uma forma muito parecida. Utilizando aceleradores de part\u00edculas, cientistas provocam colis\u00f5es de \u00e1tomos de diferentes elementos qu\u00edmicos com a inten\u00e7\u00e3o de fundi-los e gerar novos elementos.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das dificuldades de lidar com elementos sint\u00e9ticos \u00e9 o fato de eles serem mais pesados e, por consequ\u00eancia, mais inst\u00e1veis. Na tabela peri\u00f3dica, chamamos os elementos qu\u00edmicos que est\u00e3o depois do ur\u00e2nio (cujo n\u00facleo possui 92 pr\u00f3tons) de transur\u00e2nicos. Esses elementos, que s\u00e3o muito pesados, s\u00e3o t\u00e3o inst\u00e1veis que praticamente nenhum deles existe mais na Terra. Se, em algum momento, eles existiram, a maior parte j\u00e1 se transformou em outros elementos mais leves. <\/p>\n\n\n\n<p>Assim, quando os cientistas conseguem sintetizar elementos novos (como \u00e9 o caso dos transur\u00e2nicos), eles duram fra\u00e7\u00f5es de segundo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2021\/06\/tabela-periodica-2000x1200-1-1024x614.jpg\" alt=\"Tabela peri\u00f3dica dos elementos qu\u00edmicos\" class=\"wp-image-1481\" width=\"856\" height=\"513\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2021\/06\/tabela-periodica-2000x1200-1-1024x614.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2021\/06\/tabela-periodica-2000x1200-1-300x180.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2021\/06\/tabela-periodica-2000x1200-1-768x461.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2021\/06\/tabela-periodica-2000x1200-1-1536x922.jpg 1536w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2021\/06\/tabela-periodica-2000x1200-1.jpg 2000w\" sizes=\"(max-width: 856px) 100vw, 856px\" \/><figcaption>Tabela peri\u00f3dica dos elementos qu\u00edmicos<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O problema \u00e9 que a tabela peri\u00f3dica j\u00e1 est\u00e1 totalmente preenchida at\u00e9 o oganess\u00f4nio (com 118 pr\u00f3tons no seu n\u00facleo). Por isso, os cientistas acreditam que \u00e9 pouco prov\u00e1vel que ainda exista algum elemento desconhecido que seja est\u00e1vel. <\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, se Tony Stark realmente tiver descoberto um elemento qu\u00edmico novo, ele provavelmente seria muito pesado e n\u00e3o teria estabilidade.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:20px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>A kriptonita no mundo real<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Criada a partir dos restos do planeta fict\u00edcio Krypton, a kriptonita \u00e9 um mineral, geralmente esverdeado, que tem algum grau de radioatividade. A kriptonita \u00e9 muito famosa por ser a maior fraqueza do Super-homem. Mas de que esse mineral \u00e9 feito?<\/p>\n\n\n\n<p>No filme Superman \u2013 o retorno (2006), \u00e9 poss\u00edvel ver, em um recipiente contendo um meteorito com kriptonita, uma descri\u00e7\u00e3o com sua composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica. Segundo o recipiente, a Kriptonita \u00e9 composta de s\u00f3dio, l\u00edtio, boro, silicato, hidr\u00f3xido e fl\u00faor. Isso significa que, ao menos no contexto daquele filme, a kriptonita n\u00e3o \u00e9 um novo elemento qu\u00edmico. Podemos dizer que ela, na verdade, \u00e9 um mineral, formado por \u00e1tomos de v\u00e1rios elementos qu\u00edmicos bem conhecidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o lan\u00e7amento do filme, Chris Stanley, mineralogista do Museu de Hist\u00f3ria Natural de Londres, afirmou que existe uma Kriptonita no mundo real! O cientista afirmou \u00e0 imprensa que o mineral &#8220;jadarita&#8221; tem uma composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica muito similar \u00e0 Kriptonita. A principal diferen\u00e7a na composi\u00e7\u00e3o \u00e9 que a jadarita n\u00e3o possui fl\u00faor.<\/p>\n\n\n\n<p>Visualmente, ambas s\u00e3o bem diferentes. Em vez de verde, a jadarita \u00e9 branca, n\u00e3o \u00e9 muito r\u00edgida, n\u00e3o \u00e9 radioativa e, at\u00e9 onde sabemos, n\u00e3o veio do planeta do Super-homem. Ser\u00e1 que, se acrescentarmos \u00e1tomos de fl\u00faor a esse mineral, chegaremos \u00e0 perigosa e radioativa kriptonita? Pouco prov\u00e1vel, porque os dois minerais s\u00e3o materiais muito diferentes. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-28f84493 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2021\/06\/Cultura-Pop_Figura1_AdobeStock_127664503-1024x682.jpg\" alt=\"Kriptonita. Qu\u00edmica\" class=\"wp-image-1473\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2021\/06\/Cultura-Pop_Figura1_AdobeStock_127664503-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2021\/06\/Cultura-Pop_Figura1_AdobeStock_127664503-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2021\/06\/Cultura-Pop_Figura1_AdobeStock_127664503-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2021\/06\/Cultura-Pop_Figura1_AdobeStock_127664503-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2021\/06\/Cultura-Pop_Figura1_AdobeStock_127664503-120x80.jpg 120w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2021\/06\/Cultura-Pop_Figura1_AdobeStock_127664503.jpg 2000w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Kriptonita, a maior fraqueza do Super-homem<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2021\/06\/Cultura-Pop_Figura2-1.jpg\" alt=\"Jadarita. Qu\u00edmica\" class=\"wp-image-1474\" width=\"373\" height=\"279\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2021\/06\/Cultura-Pop_Figura2-1.jpg 1000w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2021\/06\/Cultura-Pop_Figura2-1-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2021\/06\/Cultura-Pop_Figura2-1-768x576.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 373px) 100vw, 373px\" \/><figcaption>Jadarita, mineral de composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica muito semelhante \u00e0 da Kriptonita, mas com caracter\u00edsticas bem diferentes<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Mas, assim como voc\u00ea pode usar um mesmo conjunto de letras para formar palavras diferentes, tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel usar um mesmo conjunto de elementos qu\u00edmicos para formar materiais diferentes. Quem sabe n\u00e3o \u00e9 esse o caso da kriptonita?<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a condi\u00e7\u00e3o sob a qual um material \u00e9 gerado influencia na maneira como os \u00e1tomos ir\u00e3o se agrupar. Certamente, o planeta Krypton tem caracter\u00edsticas muito diferentes da Terra, como press\u00e3o atmosf\u00e9rica, temperatura, umidade etc. E essa diferen\u00e7a pode ser o suficiente para que elementos qu\u00edmicos iguais se combinem de formas completamente diferentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Se v\u00e1rios \u00e1tomos de carbono se juntarem, por exemplo, eles podem formar o grafite, um material preto, opaco e bom condutor de eletricidade. Por\u00e9m, se esse mesmo material for submetido a uma alt\u00edssima press\u00e3o, os mesmos \u00e1tomos de carbono formam um valioso diamante, transl\u00facido e extremamente duro.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, \u00e9 razo\u00e1vel pensar que a kriptonita pode ter sido gerada em condi\u00e7\u00f5es muito extremas de press\u00e3o e temperatura, seja do planeta Krypton, seja do pr\u00f3prio meteorito que a trouxe at\u00e9 a Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>Em resumo, \u00e9 improv\u00e1vel que Tony Stark tenha criado um elemento qu\u00edmico novo e est\u00e1vel, mas sobre a kriptonita nada podemos afirmar. Afinal, se ela de fato existir, h\u00e1 boas explica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas que justifiquem o fato de ela ter a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica mostrada no filme, mas nunca ningu\u00e9m ter conseguido cri\u00e1-la na Terra.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator is-style-wide\" \/>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-28f84493 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:13%\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-rounded\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2016\/10\/IMG_0727-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1233\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2016\/10\/IMG_0727-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2016\/10\/IMG_0727-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2016\/10\/IMG_0727-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2016\/10\/IMG_0727-768x768.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2016\/10\/IMG_0727-24x24.jpg 24w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2016\/10\/IMG_0727-48x48.jpg 48w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2016\/10\/IMG_0727-96x96.jpg 96w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2016\/10\/IMG_0727.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:66.66%\">\n<p class=\"has-background\" style=\"background-color:#97e0ff\"><strong>Lucas Miranda<br><\/strong>F\u00edsico e divulgador de ci\u00eancias<br>Colunista na Ci\u00eancia Hoje e Editor do Ci\u00eancia Nerd<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ser\u00e1 que os filmes utilizam elementos qu\u00edmicos com a precis\u00e3o cient\u00edfica do mundo real? Podemos descobrir novos elementos, como fez Tony Stark?<\/p>\n","protected":false},"author":173,"featured_media":1473,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[11,95,54,55],"tags":[29,97,96,57,58],"class_list":["post-1470","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-quadrinhos","category-quimica","category-super-herois","category-super-poderes","tag-homem-de-ferro","tag-kriptonita","tag-quimica","tag-super-herois","tag-superpoder"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1470","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-json\/wp\/v2\/users\/173"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1470"}],"version-history":[{"count":11,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1470\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1492,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1470\/revisions\/1492"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1473"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1470"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1470"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1470"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}