{"id":1739,"date":"2022-07-24T16:05:23","date_gmt":"2022-07-24T19:05:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/?p=1739"},"modified":"2022-07-24T16:13:31","modified_gmt":"2022-07-24T19:13:31","slug":"atravessar-paredes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/2022\/07\/24\/atravessar-paredes\/","title":{"rendered":"Atravessar paredes \u00e9 coisa de fic\u00e7\u00e3o?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\" eplus-wrapper\"> <em>[Esse texto foi originalmente publicado na <a href=\"https:\/\/cienciahoje.org.br\/edicao\/373\/\"><strong><span style=\"color:#0693e3\" class=\"tadv-color\">edi\u00e7\u00e3o 373 da Revista Ci\u00eancia Hoje<\/span><\/strong><\/a>]<\/em> <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio wp-block-embed alignright is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube eplus-wrapper\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Atravessar paredes \u00e9 coisa de fic\u00e7\u00e3o?\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/NRqtgEMg6e8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Se tem algo que aprendemos desde cedo \u00e9 que, no mundo real, \u00e9 imposs\u00edvel atravessar paredes ou qualquer barreira material. Na fic\u00e7\u00e3o, no entanto, alguns seres s\u00e3o capazes de fazer isso. Os fantasmas, por exemplo, s\u00e3o sempre retratados como seres intang\u00edveis que conseguem atravessar objetos s\u00f3lidos com a mesma naturalidade com que voc\u00ea atravessa uma porta aberta. <\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Alguns super-her\u00f3is e vil\u00f5es tamb\u00e9m t\u00eam essa habilidade, como a Lince Negra (dos X-Men), o Surfista Prateado (do Quarteto Fant\u00e1stico), o Flash e o Fantasma (vil\u00e3o dos quadrinhos que foi remodelado e se tornou vil\u00e3 no filme Homem-formiga e a Vespa). Mas ser\u00e1 que esse superpoder encontra algum respaldo na ci\u00eancia do mundo real?<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Este conte\u00fado foi produzido em v\u00eddeo para o canal Ci\u00eancia Nerd. Voc\u00ea pode assisti-lo ao lado ou l\u00ea-lo abaixo!<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator eplus-wrapper\" \/>\n\n\n\n<h2 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\" style=\"font-size:25px\"><strong>MAT\u00c9RIA E SEUS ESPA\u00c7OS VAZIOS<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Toda a mat\u00e9ria que conhecemos \u00e9 feita de \u00e1tomos. Os \u00e1tomos s\u00e3o constitu\u00eddos de um n\u00facleo (onde ficam os n\u00eautrons e pr\u00f3tons) e uma eletrosfera (regi\u00e3o ao redor do n\u00facleo ocupada pelos el\u00e9trons).<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">O n\u00facleo concentra praticamente toda a massa do \u00e1tomo. Apesar disso, ele ocupa um espa\u00e7o t\u00e3o pequeno que caberiam de 10 mil a 100 mil n\u00facleos dentro de um \u00fanico \u00e1tomo. Para voc\u00ea ter uma ideia, se um \u00e1tomo tivesse o tamanho de um est\u00e1dio de futebol, o seu n\u00facleo seria uma pequena formiga no meio do gramado.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image eplus-wrapper\"><figure class=\"alignright size-medium is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2022\/07\/180601-atomi-mn-1540_f415a90a9f0fcbddc7dfa4cc7b5a36c3-300x169.jpg\" alt=\"eletrons atravessando paredes\" class=\"wp-image-1741\" width=\"424\" height=\"238\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2022\/07\/180601-atomi-mn-1540_f415a90a9f0fcbddc7dfa4cc7b5a36c3-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2022\/07\/180601-atomi-mn-1540_f415a90a9f0fcbddc7dfa4cc7b5a36c3-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2022\/07\/180601-atomi-mn-1540_f415a90a9f0fcbddc7dfa4cc7b5a36c3-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2022\/07\/180601-atomi-mn-1540_f415a90a9f0fcbddc7dfa4cc7b5a36c3-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2022\/07\/180601-atomi-mn-1540_f415a90a9f0fcbddc7dfa4cc7b5a36c3-2048x1152.jpg 2048w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2022\/07\/180601-atomi-mn-1540_f415a90a9f0fcbddc7dfa4cc7b5a36c3-500x281.jpg 500w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2022\/07\/180601-atomi-mn-1540_f415a90a9f0fcbddc7dfa4cc7b5a36c3-800x450.jpg 800w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2022\/07\/180601-atomi-mn-1540_f415a90a9f0fcbddc7dfa4cc7b5a36c3-1280x720.jpg 1280w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2022\/07\/180601-atomi-mn-1540_f415a90a9f0fcbddc7dfa4cc7b5a36c3-1920x1080.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 424px) 100vw, 424px\" \/><figcaption><strong>Representa\u00e7\u00e3o de um \u00e1tomo. Repare que n\u00e3o est\u00e1 em escala, j\u00e1 que o n\u00facleo \u00e9 dezenas de milhares de vezes menor que o \u00e1tomo.<\/strong><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Pode parecer estranho, mas n\u00e3o h\u00e1 nada no \u00e1tomo (que \u00e9 esse est\u00e1dio de futebol), al\u00e9m do n\u00facleo (que \u00e9 a formiguinha) e dos el\u00e9trons (que s\u00e3o ainda menores do que o n\u00facleo) girando ao seu redor. Isso significa que mais de 99,99% do \u00e1tomo s\u00e3o simplesmente espa\u00e7o vazio. <\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Todos os objetos e at\u00e9 pessoas ao nosso redor s\u00e3o formados quase exclusivamente por espa\u00e7os vazios! <\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Na hist\u00f3ria do Homem-formiga, da Marvel Comics, o poder de encolhimento do super-her\u00f3i \u00e9 justificado com base nessa ideia. As fict\u00edcias \u2018part\u00edculas Pym\u2019, desenvolvidas pelo cientista Hank Pym, fazem com que os \u00e1tomos de Scott Lang reduzam de tamanho diminuindo o espa\u00e7o vazio dentro deles. Ser\u00e1 que a Pokebola faz o mesmo com os Pok\u00e9mons?<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">O problema dessa justificativa \u00e9 que, para reduzir o tamanho dos \u00e1tomos e, consequentemente, as dist\u00e2ncias entre eles, seria necess\u00e1rio alterar constantes fundamentais da f\u00edsica, como a massa do el\u00e9tron, a carga el\u00e9trica do el\u00e9tron e a constante de Planck.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Al\u00e9m disso, se o Homem-formiga realmente atingisse o tamanho de uma formiga, mas mantendo a sua massa original, ele teria uma densidade compar\u00e1vel \u00e0 de uma estrela an\u00e3 branca. Isso geraria uma press\u00e3o t\u00e3o grande que o faria afundar at\u00e9 o centro da Terra. Imagina o que aconteceria se ele tentasse subir em cima de uma formiga!<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized eplus-wrapper\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2022\/07\/Homem-Formiga-1536x864-1-1024x576.jpg\" alt=\"homem formiga atravessando paredes\" class=\"wp-image-1742\" width=\"589\" height=\"331\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2022\/07\/Homem-Formiga-1536x864-1-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2022\/07\/Homem-Formiga-1536x864-1-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2022\/07\/Homem-Formiga-1536x864-1-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2022\/07\/Homem-Formiga-1536x864-1-500x281.jpg 500w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2022\/07\/Homem-Formiga-1536x864-1-800x450.jpg 800w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2022\/07\/Homem-Formiga-1536x864-1-1280x720.jpg 1280w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2022\/07\/Homem-Formiga-1536x864-1.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 589px) 100vw, 589px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:19px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer eplus-wrapper\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\" style=\"font-size:25px\"><strong>POR QUE \u00c9 IMPOSS\u00cdVEL ATRAVESSAR PAREDES?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Se a mat\u00e9ria \u00e9 feita majoritariamente de espa\u00e7os vazios, por que n\u00e3o podemos simplesmente atravessar paredes?<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">O que impede os \u00e1tomos de se aproximarem mais uns dos outros (e tamb\u00e9m impede os \u00e1tomos de encolherem de tamanho e terem menos espa\u00e7o vazio) \u00e9 a intera\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica que existe entre os el\u00e9trons.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">El\u00e9trons s\u00e3o dotados de carga el\u00e9trica negativa e, por isso, exercem uma for\u00e7a el\u00e9trica repulsiva uns sobre os outros. Quanto mais pr\u00f3ximos dois el\u00e9trons est\u00e3o, mais intensa \u00e9 essa for\u00e7a repulsiva, o que faz com que um \u00e1tomo nunca encoste em outro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">No mundo subat\u00f4mico, as part\u00edculas n\u00e3o costumam encostar umas nas outras, o que nos leva a mais uma conclus\u00e3o muito estranha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Quando nos deitamos em uma cama, os el\u00e9trons da nossa pele ou da nossa roupa est\u00e3o repelindo e sendo repelidos pelos el\u00e9trons da superf\u00edcie da cama sem que haja qualquer contato f\u00edsico direto entre eles, ou seja, \u00e9 como se estiv\u00e9ssemos flutuando.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Mas por que sentimos quando algo \u2018encosta\u2019 em n\u00f3s? O que provoca essa sensa\u00e7\u00e3o de tangibilidade \u00e9 justamente a intera\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica entre os \u00e1tomos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Quando recebemos algum est\u00edmulo do ambiente (quando algo toca a nossa pele, por exemplo), os el\u00e9trons da nossa pele recebem esse est\u00edmulo e o transmitem, por meio das nossas termina\u00e7\u00f5es nervosas, at\u00e9 o c\u00e9rebro, onde o est\u00edmulo ser\u00e1 devidamente interpretado (como uma press\u00e3o na pele, uma sensa\u00e7\u00e3o de dor, c\u00f3cegas, calor etc.).<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:26px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer eplus-wrapper\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\" style=\"font-size:25px\"><strong>ATRAVESSANDO PAREDES NO MUNDO QU\u00c2NTICO<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Se empurrarmos uma bola em dire\u00e7\u00e3o a um morro, duas coisas podem acontecer: ou ela vai subir o morro todo e chegar do outro lado ou ela n\u00e3o vai conseguir chegar ao topo e vai voltar. Se o morro for muito grande e a energia dada para a bola no empurr\u00e3o for pequena, ela provavelmente n\u00e3o ir\u00e1 superar esse obst\u00e1culo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Por outro lado, quando um el\u00e9tron se depara com um obst\u00e1culo (uma barreira que ele n\u00e3o tem energia para atravessar, como um morro), h\u00e1 uma probabilidade razo\u00e1vel de que esse el\u00e9tron simplesmente atravesse essa barreira, como se ele criasse um t\u00fanel e passasse por dentro dela. Mesmo n\u00e3o tendo energia para atravessar determinada barreira, el\u00e9trons e outras part\u00edculas conseguem eventualmente \u2018tunelar\u2019, transpor esse obst\u00e1culo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized eplus-wrapper\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2022\/07\/CIENCIA-E-CULTURA-POP_CH373-012.jpg-1536x858-1-1024x572.png\" alt=\"Tunalemento qu\u00e2ntico: atravessando paredes\" class=\"wp-image-1743\" width=\"958\" height=\"535\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2022\/07\/CIENCIA-E-CULTURA-POP_CH373-012.jpg-1536x858-1-1024x572.png 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2022\/07\/CIENCIA-E-CULTURA-POP_CH373-012.jpg-1536x858-1-300x168.png 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2022\/07\/CIENCIA-E-CULTURA-POP_CH373-012.jpg-1536x858-1-768x429.png 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2022\/07\/CIENCIA-E-CULTURA-POP_CH373-012.jpg-1536x858-1-500x279.png 500w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2022\/07\/CIENCIA-E-CULTURA-POP_CH373-012.jpg-1536x858-1-800x447.png 800w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2022\/07\/CIENCIA-E-CULTURA-POP_CH373-012.jpg-1536x858-1-1280x715.png 1280w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-content\/uploads\/sites\/113\/2022\/07\/CIENCIA-E-CULTURA-POP_CH373-012.jpg-1536x858-1.png 1536w\" sizes=\"(max-width: 958px) 100vw, 958px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">F\u00edsica qu\u00e2ntica realmente parece coisa de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Mas saiba que usamos com frequ\u00eancia esse fen\u00f4meno qu\u00e2ntico para armazenar dados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">A mem\u00f3ria&nbsp;<em>flash<\/em>&nbsp;(que usamos em&nbsp;<em>pendrives<\/em>, cart\u00f5es SSD e celulares) possui milh\u00f5es de c\u00e9lulas de mem\u00f3ria. Cada c\u00e9lula dessas (que tem o tamanho de um milion\u00e9simo de mil\u00edmetro) funciona como uma armadilha de el\u00e9trons.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Quando transferimos uma informa\u00e7\u00e3o para um&nbsp;<em>pendrive<\/em>, por exemplo, essa informa\u00e7\u00e3o (que \u00e9 basicamente formada por el\u00e9trons) entra nessa armadilha e fica presa l\u00e1 dentro, porque ao redor dessa c\u00e9lula h\u00e1 um material isolante. Se, por alguma raz\u00e3o, os el\u00e9trons escapam dessa c\u00e9lula, dados ser\u00e3o perdidos e aquela foto de inf\u00e2ncia guardada no&nbsp;<em>pendrive<\/em>&nbsp;pode se corromper e ser perdida. Mas n\u00e3o se preocupe, essas armadilhas s\u00e3o bastante confi\u00e1veis!<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Mas, se a c\u00e9lula de mem\u00f3ria \u00e9 bem isolada e n\u00e3o permite que os el\u00e9trons saiam, como eles entram l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">\u00c9 a\u00ed que entra em cena o \u2018efeito t\u00fanel\u2019 da mec\u00e2nica qu\u00e2ntica. Aplicando uma pequena tens\u00e3o nos el\u00e9trons externos, alguns deles sofrem o tunelamento e simplesmente atravessam o isolante, como se ele nem sequer existisse. Ao entrarem, ficam presos, e os dados ficam seguramente armazenados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Seria poss\u00edvel uma pessoa \u2018tunelar\u2019 e atravessar uma parede? Quanto maior a massa do corpo e maior a espessura e altura da barreira que se quer atravessar, menores s\u00e3o as chances de o efeito t\u00fanel ocorrer. Para um el\u00e9tron (que tem massa da ordem de 10<sup>-31<\/sup>&nbsp;Kg, um n\u00famero imposs\u00edvel de se imaginar de t\u00e3o pequeno), a probabilidade de o tunelamento ocorrer em barreiras pequenas \u00e9 relativamente alta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Para corpos mais pesados (e para n\u00f3s, humanos, infinitamente mais pesados que um el\u00e9tron), essa probabilidade se reduz a praticamente zero. Esse e outros fen\u00f4menos qu\u00e2nticos ocorrem apenas no universo das part\u00edculas subat\u00f4micas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Logo, podemos concluir que \u00e9 fisicamente imposs\u00edvel que, no mundo real, a Lince Negra e outros super-humanos consigam atravessar paredes. Mas se f\u00f4ssemos capazes de encolher uma pessoa at\u00e9 o n\u00edvel at\u00f4mico, como o Homem-formiga, esse fen\u00f4meno n\u00e3o seria nada fict\u00edcio!<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"is-style-dots wp-block-separator eplus-wrapper\" \/>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons eplus-wrapper is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\"><div class=\"wp-block-button eplus-wrapper eplus-styles-uid-6f3b95\"><a class=\"wp-block-button__link\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UC8gDRqZ_olweOhLewFMjrzA\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u00c9 novo por aqui? 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O que nos impede de simplesmente transpassar as coisas? <\/p>\n","protected":false},"author":173,"featured_media":1744,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"editor_plus_copied_stylings":"{}","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[66,10,98,55],"tags":[32,13,58],"class_list":["post-1739","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ciencia","category-fisica","category-jogos","category-super-poderes","tag-ficcao","tag-fisica","tag-superpoder"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1739","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-json\/wp\/v2\/users\/173"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1739"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1739\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1750,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1739\/revisions\/1750"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1744"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1739"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1739"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/ciencianerd\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1739"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}