{"id":1640,"date":"2020-12-04T15:35:00","date_gmt":"2020-12-04T18:35:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciapelosolhosdelas\/?p=1640"},"modified":"2020-12-11T15:22:30","modified_gmt":"2020-12-11T18:22:30","slug":"premio-mentoria-em-ciencia-nature-10-mulheres-laureadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciapelosolhosdelas\/2020\/12\/04\/premio-mentoria-em-ciencia-nature-10-mulheres-laureadas\/","title":{"rendered":"O Pr\u00eamio de Pesquisa para Mentoria em Ci\u00eancia da Nature e as 10 mulheres laureadas at\u00e9 hoje"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center has-small-font-size wp-block-paragraph\"><em>Mosaico com fotos das dez cientistas reconhecidas pelo Pr\u00eamio de Pesquisa para Mentoria em Ci\u00eancia da Nature. Da esquerda para a direita, da primeira para a \u00faltima fileira: Rachel Webster, Barbara Demeneix, Michela Matteoli, Cliona O\u2019Farrelly, Susan L. Forsburg, Julie Overbaugh, Margarita Salas, Anita Corbett, Kjersti Aagaard e Vidita Vaidya. Todos os direitos reservados.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Texto escrito em parceria por Carolina Francelin e Juliana Lobo com contribui\u00e7\u00f5es de Gabriela Mendes.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Compor o <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciapelosolhosdelas\/\"><strong>Ci\u00eancia Pelos Olhos Delas<\/strong><\/a> vai muito al\u00e9m de escrever os textos que publicamos aqui no blog e de gerenciar <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/cienciapelosolhosdelasblog\/\">nossas redes sociais<\/a>. A troca de experi\u00eancias e de vis\u00f5es entre as colaboradoras \u00e9 constante e, muitas vezes, sugest\u00f5es de temas aparecem de uma forma muito org\u00e2nica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi assim que o presente texto surgiu &#8211; por meio de conversas e indaga\u00e7\u00f5es entre as colaboradoras <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciapelosolhosdelas\/author\/carolinafrancelin\/\"><strong>Carolina Francelin<\/strong><\/a> e <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciapelosolhosdelas\/author\/julianalobo\/\"><strong>Juliana Lobo<\/strong><\/a>. A Carol realiza seu p\u00f3s-doutorado na Universidade do Alabama em Birmingham, EUA, onde pesquisa terapia celular para tratamento da <a href=\"https:\/\/retinabrasil.org.br\/doencas\/degeneracao-macular-relacionada-a-idade\/\">degenera\u00e7\u00e3o macular relacionada \u00e0 idade<\/a>; a Ju, por sua vez, \u00e9 aluna especial do Instituto de Filosofia e Ci\u00eancias Humanas &#8211; IFCH\/UNICAMP, e pretende prestar mestrado em Ci\u00eancia Pol\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar de terem trajet\u00f3rias bem diferentes e n\u00e3o estarem inseridas na mesma grande \u00e1rea das ci\u00eancias, a Carol e a Ju dialogam bastante sobre a vida acad\u00eamica em geral. Um dos t\u00f3picos que surgiu h\u00e1 algumas semanas foi a import\u00e2ncia da <strong>mentoria<\/strong> na carreira de pesquisadoras e pesquisadores em forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">At\u00e9 aqui, o m\u00e9rito acad\u00eamico de um(a) professor(a) e\/ou pesquisador(a) principal continua sendo avaliado pelo n\u00famero de suas publica\u00e7\u00f5es e cita\u00e7\u00f5es. Os \u00edndices gerados por elas facilitam a obten\u00e7\u00e3o de financiamento para a pesquisa e de bolsas para os alunos e alunas de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas, e quanto ao processo de orientar? Em que momento a forma de orientar de um professor ou de uma professora \u00e9 analisada para substanciar e refor\u00e7ar a escolha de alunos, que ir\u00e3o confiar a esses profissionais mais experientes o progresso e o sucesso de suas vidas acad\u00eamicas?<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quando a mentoria pode ser essencial no progresso da carreira de pesquisadoras e pesquisadores<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando um aluno ou aluna resolve entrar no programa de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, na maioria das vezes, ele\/ela toma a mesma dire\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os de fomento: visa os pesquisadores com maior n\u00famero de publica\u00e7\u00f5es, cita\u00e7\u00f5es e financiamento. Esses candidatos, que se submetem a uma prova espec\u00edfica e a uma entrevista, iniciam suas escolhas estudando linhas de pesquisa e curr\u00edculos de diversos(as) pesquisadores(as), buscando atrelar a linha de pesquisa de interesse a um perfil de \u201cchefe de sucesso\u201d .<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em alguns casos, existe um per\u00edodo de est\u00e1gio para que a confiabilidade seja criada, mas pouco se conversa sobre o plano de desenvolvimento da carreira do aluno. Esse est\u00e1gio fica mais restrito a algumas conversas e \u00e0 coleta de dados, quando presentes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Contudo, a rela\u00e7\u00e3o orientador-orientando envolve muito mais do que o ensino de experimentos t\u00e9cnicos e escrita cient\u00edfica. Essa rela\u00e7\u00e3o deve ser simbi\u00f3tica, onde ambos os envolvidos precisam contribuir igualmente. O orientando entra com suas responsabilidades para desenvolver o projeto proposto, e disposi\u00e7\u00e3o para ouvir as orienta\u00e7\u00f5es do chefe; enquanto que o orientador deve agir em dire\u00e7\u00e3o aos interesses do orientando, entendendo seus objetivos de carreira e contribuindo com conselhos para seu melhor desenvolvimento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, essa rela\u00e7\u00e3o orientador-orientando compreende e vai al\u00e9m do desenvolvimento de uma hip\u00f3tese, de um projeto de pesquisa, ou da produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica: ela tem tamb\u00e9m a fun\u00e7\u00e3o de colaborar ou, indo mais adiante, de <strong>fundamentar o desenvolvimento da carreira e a aquisi\u00e7\u00e3o dos objetivos de vida do aluno ou da aluna<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em artigo publicado no site da editora e revista cient\u00edfica <strong>Nature<\/strong> em junho de 2017, <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/447791a\">Adrian Lee, Carina Dennis e Philip Campbell<\/a> argumentam que a fun\u00e7\u00e3o de orientar \u00e9 talvez a que ganha menos aten\u00e7\u00e3o dentre todas as atividades desenvolvidas no campo de pesquisa do grupo. E, com isso, pouco se discute quanto \u00e0 excel\u00eancia da mentoria. Deste modo, com essa nova vis\u00e3o sobre as fun\u00e7\u00f5es de orientadores(as) para a forma\u00e7\u00e3o da carreira de seus alunos, a Nature lan\u00e7ou em 2005 o <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/nature\/awards\/mentorship\"><strong>Nature Research Awards for Mentoring in Science.<\/strong><\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>O Pr\u00eamio de Pesquisa para Mentoria em Ci\u00eancia da Nature<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O reconhecimento &#8211; traduzido livremente como <strong><em>\u201cPr\u00eamio de Pesquisa para Mentoria em Ci\u00eancia da Nature\u201d<\/em><\/strong> &#8211; \u00e9 oferecido a pesquisadores(as) e professores(as) que se destacaram pelo excelente trabalho de mentoria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A cada ano, o pr\u00eamio foca em um determinado pa\u00eds ou regi\u00e3o, e as indica\u00e7\u00f5es espec\u00edficas para 2020 funcionam da seguinte maneira: os candidatos podem ser indicados por colegas e ex-colegas ou ent\u00e3o indicarem a si pr\u00f3prios; as indica\u00e7\u00f5es para um candidato ou candidata devem incluir relatos independentes escritos por cinco pesquisadores mentorados pela pessoa indicada, e as mentorias n\u00e3o podem estar ocorrendo ou ter ocorrido num mesmo per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde que teve in\u00edcio, em 2005, a premia\u00e7\u00e3o reconheceu <strong>45 cientistas<\/strong>, todos pertencentes \u00e0s \u00e1reas das Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas e Exatas. Em 15 edi\u00e7\u00f5es, <strong>35 homens (78%)<\/strong> foram laureados e apenas <strong>10 mulheres (22%)<\/strong> receberam a distin\u00e7\u00e3o, como ilustramos no gr\u00e1fico abaixo:<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciapelosolhosdelas\/wp-content\/uploads\/sites\/53\/2020\/12\/Genero-dos-Laureados.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1643\" width=\"650\" height=\"400\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, \u00e9 importante pontuar que a premia\u00e7\u00e3o \u00e9 dividida em duas categorias:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>O <strong><em>\u201cLifetime Achievement Award\u201d<\/em><\/strong> (em tradu\u00e7\u00e3o livre, <em>\u201cPremia\u00e7\u00e3o pelo Conjunto da Obra\u201d<\/em>, ou seja, um pr\u00eamio voltado a cientistas que est\u00e3o em pontos mais consolidados e avan\u00e7ados de suas carreiras);<\/li><li>E o <strong><em>\u201cMid-career Award\u201d<\/em><\/strong> (novamente, em tradu\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, <em>\u201cPremia\u00e7\u00e3o Intermedi\u00e1ria de Carreira\u201d<\/em>, um reconhecimento destinado \u00e0s e aos cientistas que est\u00e3o no decorrer de suas carreiras &#8211; uma defini\u00e7\u00e3o mais simplista seria \u201cpr\u00eamio de meio de carreira\u201d).<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Procuramos comparar tamb\u00e9m quantos homens e quantas mulheres foram reconhecidos em cada categoria. No caso dos pesquisadores, 22 deles (63%) receberam o <em>\u201cLifetime Achievement Award\u201d<\/em> e 13 (37%), o <em>\u201cMid-career Award\u201d<\/em>:<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciapelosolhosdelas\/wp-content\/uploads\/sites\/53\/2020\/12\/Homens-Laureados-por-Categoria.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1644\" width=\"650\" height=\"400\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s cientistas premiadas, a situa\u00e7\u00e3o se inverte: mais pesquisadoras receberam o <em>\u201cMid-career Award\u201d<\/em> (7 das premiadas, ou 70%), e apenas 3 (30%) foram reconhecidas com o <em>\u201cLifetime Achievement Award\u201d<\/em>:<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciapelosolhosdelas\/wp-content\/uploads\/sites\/53\/2020\/12\/Mulheres-Laureadas-por-Categoria.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1645\" width=\"650\" height=\"400\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dessa forma, fica evidente n\u00e3o s\u00f3 a predomin\u00e2ncia de homens dentre os premiados, como tamb\u00e9m a maior propor\u00e7\u00e3o de mentores laureados com o <em>\u201cLifetime Achievement Award\u201d<\/em> se compararmos com as mentoras. Acreditamos que esse dado pode se relacionar com o chamado <strong>\u201cEfeito Tesoura\u201d<\/strong>\u00b9 observado na academia, que pode ser resumido da seguinte forma: em geral, h\u00e1 mais mulheres do que homens em cursos de gradua\u00e7\u00e3o, mas, conforme a carreira acad\u00eamica progride, essa taxa se inverte, havendo um predom\u00ednio dos homens em posi\u00e7\u00f5es hier\u00e1rquicas mais altas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com isso, e tendo em mente a pr\u00f3pria natureza do <strong>Ci\u00eancia Pelos Olhos Delas<\/strong> &#8211; que \u00e9 a de <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciapelosolhosdelas\/category\/na-historia\/\">celebrar<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciapelosolhosdelas\/category\/colirios-cientificos\/\">difundir<\/a> a <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciapelosolhosdelas\/category\/pelos-olhos-de\/\">contribui\u00e7\u00e3o de mulheres<\/a> nas diversas \u00e1reas da ci\u00eancia &#8211; queremos trazer um pouco da hist\u00f3ria dessas pesquisadoras que se destacaram tamb\u00e9m pela qualidade de suas mentorias. Confira a seguir:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>As 10 cientistas laureadas<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>1. Rachel Webster (Austral\u00e1sia), em 2006<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/findanexpert.unimelb.edu.au\/profile\/14490-rachel-webster\"><strong>Rachel Webster<\/strong><\/a> foi a primeira mulher agraciada pelo Pr\u00eamio de Pesquisa para Mentoria em Ci\u00eancia da Nature. Ela recebeu o <em>Mid-career Award<\/em> na segunda edi\u00e7\u00e3o da premia\u00e7\u00e3o, em 2006, que focou em cientistas da regi\u00e3o da Austral\u00e1sia. Rachel \u00e9 docente do Instituto de F\u00edsica na Universidade de Melbourne, onde ensina Astronomia. A Profa. Dra. Webster \u00e9 uma distinta pesquisadora e docente h\u00e1 mais de 20 anos, e atualmente dirige um grupo de pesquisa em Astrof\u00edsica composto por mais de 60 pessoas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>2. Barbara Demeneix (Fran\u00e7a), em 2011<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois de um intervalo de cinco anos, a francesa <a href=\"https:\/\/bdemeneix.wordpress.com\/\"><strong>Barbara Demeneix<\/strong><\/a> foi a segunda mulher a receber a premia\u00e7\u00e3o. Assim como Rachel Webster, a Profa. Demeneix tamb\u00e9m ganhou o <em>Mid-career Award<\/em> na edi\u00e7\u00e3o que avaliou mentores na Fran\u00e7a. Barbara \u00e9 reconhecida internacionalmente pelo seu trabalho a respeito do funcionamento da tireoide e da disrup\u00e7\u00e3o end\u00f3crina, com uma pesquisa que se concentra na evolu\u00e7\u00e3o da sinaliza\u00e7\u00e3o do horm\u00f4nio da tireoide. A Profa. Dra. Demeneix tem 4 livros publicados em franc\u00eas (2 deles traduzidos para o ingl\u00eas), al\u00e9m de ser autora\/coautora de mais de 180 artigos cient\u00edficos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>3. Michela Matteoli (It\u00e1lia), em 2013<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dois anos depois, em 2013, <a href=\"https:\/\/www.hunimed.eu\/member\/michela-matteoli\/\"><strong>Michela Matteoli<\/strong><\/a> foi a terceira mulher a receber o <em>Mid-career Award<\/em>, j\u00e1 na edi\u00e7\u00e3o italiana da premia\u00e7\u00e3o. A Profa. Dra. Matteoli \u00e9 diretora da \u00c1rea de Pesquisa Neurol\u00f3gica e do Instituto de Neuroci\u00eancia da Universidade Humanitas, em Mil\u00e3o. O foco de sua pesquisa \u00e9 entender os mecanismos moleculares na base das disfun\u00e7\u00f5es das sinapses em doen\u00e7as neurodegenerativas e psiqui\u00e1tricas. Al\u00e9m de compor o Conselho Editorial de v\u00e1rias publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas internacionais, a Dra. Matteoli j\u00e1 publicou mais de 120 artigos e revis\u00f5es cient\u00edficas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>4. Cliona O&#8217;Farrelly (Irlanda e Irlanda do Norte), em 2014<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A primeira mulher a receber o <em>Lifetime Achievement Award<\/em> foi <a href=\"http:\/\/trinitynews.ie\/2018\/09\/an-interview-with-cliona-ofarrelly\/\"><strong>Cliona O\u2019Farrelly<\/strong><\/a> na edi\u00e7\u00e3o de 2014 do pr\u00eamio, que avaliou cientistas da Irlanda e da Irlanda do Norte. A Profa. Dra. Cliona O\u2019Farrelly \u00e9 docente da Escola de Bioqu\u00edmica e Imunologia da Trinity College, em Dublin, e foi a primeira mulher a assumir o cargo de <em>Chair of Fellows<\/em> (cargo administrativo que denota o alto reconhecimento do trabalho da\/do profissional) na institui\u00e7\u00e3o. O foco atual do trabalho da Dra. O&#8217;Farrelly \u00e9 a imunologia humana e em como induzir respostas imunol\u00f3gicas com o metabolismo viral. Ela tem mais de 200 publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas e em 2008 recebeu o <em>Irish Society for Immunology Public Lecture Award<\/em><strong> <\/strong>(Pr\u00eamio da Sociedade Irlandesa de Imunologia), em reconhecimento \u00e0s suas contribui\u00e7\u00f5es para a compreens\u00e3o da imunologia.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>5. Susan L. Forsburg (Costa Oeste dos Estados Unidos), em 2016<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2016, <a href=\"https:\/\/dornsife.usc.edu\/bisc\/faculty-susan-forsburg\/\"><strong>Susan. L. Forsburg<\/strong><\/a> foi reconhecida com o <em>Mid-career Award<\/em> na edi\u00e7\u00e3o que se focou em mentores da Costa oeste dos Estados Unidos. Docente de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas na USC &#8211; Universidade do Sul da Calif\u00f3rnia, sua pesquisa tem como foco o estudo de como a duplica\u00e7\u00e3o e a manuten\u00e7\u00e3o de cromossomos contribuem para a estabilidade do genoma. Al\u00e9m de ter artigos publicados em diversos peri\u00f3dicos cient\u00edficos, a Dra. Forsburg j\u00e1 recebeu v\u00e1rias honrarias e premia\u00e7\u00f5es &#8211; em 2020 foi eleita <em>Distinguished Professor<\/em> (Professora Distinta) da USC, um reconhecimento dado a docentes cujas realiza\u00e7\u00f5es trouxeram renome especial \u00e0 institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>6. Julie Overbaugh (Costa Oeste dos Estados Unidos), em 2016<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pela primeira vez numa edi\u00e7\u00e3o do Pr\u00eamio de Pesquisa para Mentoria em Ci\u00eancia, duas mulheres foram laureadas. Al\u00e9m de Susan L. Forsburg, reconhecida como o <em>Mid-career Award<\/em>, <a href=\"https:\/\/www.fredhutch.org\/en\/faculty-lab-directory\/overbaugh-julie.html\"><strong>Julie Overbaugh<\/strong><\/a> foi agraciada com o <em>Lifetime Achievement Award<\/em> em 2016 &#8211; sendo a segunda mulher, desde 2005, a receber o pr\u00eamio. A Profa. Dra. Overbaugh \u00e9 docente da Divis\u00e3o de Biologia Humana, da Divis\u00e3o de Ci\u00eancias da Sa\u00fade P\u00fablica e diretora do Escrit\u00f3rio de Educa\u00e7\u00e3o e Treinamento no <em>Fred Hutchinson Cancer Research Center <\/em>(Centro de Pesquisa em C\u00e2ncer Fred Hutchinson), em Seattle, Washington. O laborat\u00f3rio dirigido pela Dra. Overbaugh pesquisa mecanismos de patog\u00eanese viral e estuda v\u00e1rios retrov\u00edrus, com foco particular nos que levam a uma infec\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica assintom\u00e1tica prolongada seguida por eventual desenvolvimento de doen\u00e7as de imunodefici\u00eancia, como o HIV.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>7. Margarita Salas (Espanha), em 2017<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A terceira &#8211; e at\u00e9 o momento, \u00faltima &#8211; mulher a receber o <em>Lifetime Achievement Award <\/em>foi <a href=\"http:\/\/scielo.isciii.es\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2529-850X2020000100124\"><strong>Margarita Salas<\/strong><\/a> em 2017, na edi\u00e7\u00e3o que premiou cientistas da Espanha. A Profa. Dra. Salas infelizmente faleceu em 2019, aos 80 anos, e, al\u00e9m de ter sido uma refer\u00eancia no campo da biologia molecular, tamb\u00e9m <a href=\"https:\/\/www.agenciasinc.es\/Opinion\/Margarita-Salas-una-luchadora-incansable-por-la-igualdad-de-las-mujeres-en-ciencia\">lutou incansavelmente pela igualdade de g\u00eanero na ci\u00eancia<\/a>. Ao longo de sua brilhante trajet\u00f3ria, a Dra. Salas &#8211; uma das mais celebradas cientistas espanholas &#8211; descobriu um novo mecanismo para a replica\u00e7\u00e3o do DNA. De acordo com o <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/d41586-019-03758-z\">obitu\u00e1rio publicado pela Nature sobre a Dra. Margarita Salas<\/a>, &#8220;a enzima que ela isolou como a chave para essa replica\u00e7\u00e3o transformou o processo de amplifica\u00e7\u00e3o do DNA de amostras muito pequenas e agora \u00e9 amplamente utilizada em estudos forenses, estudos de DNA antigo e oncologia, bem como em pesquisas b\u00e1sicas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>8. Anita Corbett (Sul dos Estados Unidos), em 2018<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A edi\u00e7\u00e3o de 2018 do pr\u00eamio voltou para os Estados Unidos, dessa vez focando-se na regi\u00e3o Sul do pa\u00eds. <a href=\"https:\/\/winshipcancer.emory.edu\/bios\/faculty\/corbett-anita-h.html\"><strong>Anita Corbett<\/strong><\/a><strong>, <\/strong>uma das agraciadas com o <em>Mid-career Award<\/em>, \u00e9 docente do Departamento de Biologia da Universidade Emory, em Atlanta, Georgia. A Profa. Dra. Corbett comp\u00f5e o Programa de Pesquisa em Biologia Celular e Molecular no<em> Winship Cancer Institute<\/em> (Instituto do C\u00e2ncer Winship), e tamb\u00e9m serve como conselheira de doutorandos(as) no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o da Escola de Medicina da Universidade Emory. De acordo com o site institucional de Emory, o laborat\u00f3rio chefiado pela Dra. Corbett estuda a regula\u00e7\u00e3o da importa\u00e7\u00e3o de prote\u00ednas nucleares e o processamento e a exporta\u00e7\u00e3o de RNA mensageiro (mRNA).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>9. Kjersti Aagaard (Sul dos Estados Unidos), em 2018<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Numa \u201cdobradinha\u201d com Anita Corbett, <a href=\"https:\/\/www.bcm.edu\/people-search\/kjersti-aagaard-17012\"><strong>Kjersti Aagaard<\/strong><\/a><strong> <\/strong>tamb\u00e9m recebeu o <em>Mid-career Award<\/em> em 2018. A Profa. Dra. Aagaard, que publicou mais de 120 artigos cient\u00edficos ao longo de sua carreira, \u00e9 docente da <em>Baylor College of Medicine <\/em>(Faculdade de Medicina de Baylor), em Houston, Texas, e atua nos departamentos de Obstetr\u00edcia e Ginecologia, Biologia Molecular &amp; Celular, Gen\u00e9tica Molecular &amp; Humana, e Fisiologia Molecular &amp; Biof\u00edsica. Os interesses de pesquisa da Dra. Aagaard incluem as rela\u00e7\u00f5es entre a microbiota e o nascimento de beb\u00eas prematuros, e o ambiente <em>in utero<\/em> com a epigen\u00e9tica na programa\u00e7\u00e3o e no desenvolvimento fetal.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>10. Vidita Vaidya (\u00cdndia), em 2019<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Finalizando a nossa lista, <a href=\"https:\/\/www.tifr.res.in\/~dbs\/faculty\/V_Vaidya.html\"><strong>Vidita Vaidya<\/strong><\/a><strong> <\/strong>recebeu o <em>Mid-career Award<\/em> em 2019 no ano em que a premia\u00e7\u00e3o laureou pesquisadores da \u00cdndia. A Profa. Dra. Vaidya \u00e9 uma reconhecida neurocientista e docente no Departamento de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas do <em>Tata Institute of Fundamental Research<\/em> (Instituto Tata de Pesquisa Fundamental) em Mumbai. Sua pesquisa \u00e9 focada na neurobiologia das emo\u00e7\u00f5es, e o laborat\u00f3rio que \u00e9 encabe\u00e7ado pela Dra. Vaidya busca compreender \u201c(1) os neurocircuitos da emo\u00e7\u00e3o, (2) a modula\u00e7\u00e3o desses neurocircuitos pela experi\u00eancia e (3) as altera\u00e7\u00f5es desses neurocircuitos em situa\u00e7\u00f5es de desordens psiqui\u00e1tricas, como a depress\u00e3o\u201d. Em uma entrevista feita em 2016, a Dra. Vaidya, que j\u00e1 recebeu in\u00fameras distin\u00e7\u00f5es, <a href=\"https:\/\/www.asianscientist.com\/2016\/08\/features\/asias-rising-scientists-vidita-vaidya-tifr-india\/\">resumiu o objetivo principal de sua pesquisa da seguinte forma<\/a>: \u201cestudar como os neurocircuitos relacionados \u00e0s emo\u00e7\u00f5es s\u00e3o modulados pelas nossas experi\u00eancias de vida e pelo uso de antidepressivos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><strong>*****<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A edi\u00e7\u00e3o de 2020 do Pr\u00eamio de Pesquisa para Mentoria em Ci\u00eancia da Nature reconhecer\u00e1 cientistas de Israel que trabalham nas Ci\u00eancias Naturais, Sociais e Aplicadas. Os ganhadores ainda n\u00e3o haviam sido anunciados at\u00e9 a data de publica\u00e7\u00e3o deste texto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><strong>*****<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diante do curr\u00edculo acad\u00eamico das cientistas acima destacadas, podemos afirmar que a excel\u00eancia na mentoria n\u00e3o retira a aten\u00e7\u00e3o do(a) professor(a) para as demais atividades acad\u00eamicas deles\/delas. Como exposto pelos autores do artigo publicado pela Nature em 2017 (que foi mencionado no in\u00edcio deste texto), a fun\u00e7\u00e3o de mentorar \u00e9 a que menos tem aten\u00e7\u00e3o na academia. Contudo, \u00e9 a que mais influencia o progresso de alunos em forma\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda achamos importante refletir sobre o hist\u00f3rico dessa premia\u00e7\u00e3o, que apresenta a predomin\u00e2ncia de homens agraciados. Tamb\u00e9m julgamos v\u00e1lido destacar que, das 10 mulheres reconhecidas, todas s\u00e3o cisg\u00eanero e 9 delas s\u00e3o brancas &#8211; o que, para n\u00f3s, refor\u00e7a n\u00e3o s\u00f3 <strong>a relev\u00e2ncia da promo\u00e7\u00e3o da equidade de g\u00eanero na ci\u00eancia<\/strong> como tamb\u00e9m a<strong> import\u00e2ncia do incentivo e do reconhecimento das potencialidades de pesquisadoras e pesquisadores de outras ra\u00e7as e identidades de g\u00eanero<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ademais, esperamos que as pr\u00f3ximas edi\u00e7\u00f5es da Premia\u00e7\u00e3o &#8211; que ter\u00e3o como foco <strong>cientistas do Brasil em 2021<\/strong> <em>(enviem suas recomenda\u00e7\u00f5es!)<\/em> e de Singapura em 2022 &#8211; reflitam tanto a mentoria de excel\u00eancia que resulta em pesquisas ricas que v\u00eam sendo feitas no Sul Global quanto <strong>a diversidade daquelas e daqueles que fazem ci\u00eancia<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><strong>*****<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em><strong>Nota das autoras:<\/strong> Ap\u00f3s a delimita\u00e7\u00e3o do tema e o in\u00edcio da pesquisa para a produ\u00e7\u00e3o deste texto, a <\/em><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/ncomms\/\"><em>Nature Communications<\/em><\/a><em> publicou em seu site no dia 17 de novembro um <\/em><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41467-020-19723-8\"><em>artigo<\/em><\/a><em> em que as autoras Bedoor AlShebli e Kinga Makovi e o autor Talal Rahwan, da New York University Abu Dhabi, nos Emirados \u00c1rabes Unidos, argumentam que \u201co aumento da propor\u00e7\u00e3o de mentoras femininas est\u00e1 associado n\u00e3o apenas a uma redu\u00e7\u00e3o no impacto p\u00f3s-mentoria das orientadas, mas tamb\u00e9m a uma redu\u00e7\u00e3o no ganho das mentoras femininas.\u201d Eles complementam: \u201cEmbora as pol\u00edticas atuais de diversidade incentivem a mentoria de pessoas do mesmo sexo a reter mulheres na academia, nossas descobertas levantam a possibilidade de que a mentoria de sexos opostos possa realmente aumentar o impacto das mulheres que buscam uma carreira cient\u00edfica.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Tal artigo foi prontamente recebido com surpresa por v\u00e1rios membros da comunidade cient\u00edfica, que questionaram as metodologias utilizadas na pesquisa e criticaram o trabalho por n\u00e3o considerar os vieses institucionais que ainda permanecem no meio acad\u00eamico, <\/em><a href=\"https:\/\/www.sciencemag.org\/news\/2020\/11\/after-scalding-critiques-study-gender-and-mentorship-journal-says-it-reviewing-work\"><em>como Lindzi Wessel apontou em mat\u00e9ria para o site da Science<\/em><\/a><em>. Ap\u00f3s as cr\u00edticas, a Nature Communications atualizou o artigo original com uma nota no dia 19 de novembro que diz que os editores est\u00e3o \u201cinvestigando as preocupa\u00e7\u00f5es levantadas e uma resposta editorial seguir\u00e1 a resolu\u00e7\u00e3o dessas quest\u00f5es\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Aqui no Brasil, pesquisadoras e pesquisadores de v\u00e1rias \u00e1reas come\u00e7aram a utilizar a hashtag <\/em><a href=\"https:\/\/twitter.com\/hashtag\/MinhaSuperOrientadora\"><strong><em>#MinhaSuperOrientadora<\/em><\/strong><\/a><em> para valorizar o trabalho e a import\u00e2ncia de suas mentoras e orientadoras, e a <\/em><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/kunhaase\/\"><strong><em>Rede Kunh\u00e3 As\u00e9 de Mulheres na Ci\u00eancia<\/em><\/strong><\/a><strong><em> <\/em><\/strong><em>elaborou uma carta em resposta ao artigo de AlShebli et al. <\/em><a href=\"https:\/\/docs.google.com\/forms\/d\/e\/1FAIpQLScwqjoLfhcRp82t_7q--j6AgtgdmL1CErN27BPauqGvm5gR_w\/viewform\"><em>que pode ser acessada e assinada aqui<\/em><\/a><em>. <strong>Encorajamos nossas leitoras e nossos leitores a conferirem a carta da Rede Kunh\u00e3 As\u00e9 para terem um contraponto substanciado ao artigo em quest\u00e3o.<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Nota<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:15px\">\u00b9 Para saber mais sobre o efeito tesoura e a desigualdade de g\u00eanero na ci\u00eancia e na academia brasileira, recomendamos o artigo \u201cGeographic and Gender Diversity in the Brazilian Academy of Sciences\u201d (2017): <a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/pdf\/aabc\/v90n2s1\/0001-3765-aabc-201820170107.pdf\">https:\/\/www.scielo.br\/pdf\/aabc\/v90n2s1\/0001-3765-aabc-201820170107.pdf<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Refer\u00eancias&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/nature\/awards\/mentorship\">https:\/\/www.nature.com\/nature\/awards\/mentorship<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/447791a\">https:\/\/www.nature.com\/articles\/447791a<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/findanexpert.unimelb.edu.au\/profile\/14490-rachel-webster\">https:\/\/findanexpert.unimelb.edu.au\/profile\/14490-rachel-webster<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/bdemeneix.wordpress.com\/\">https:\/\/bdemeneix.wordpress.com\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.hunimed.eu\/member\/michela-matteoli\/\">https:\/\/www.hunimed.eu\/member\/michela-matteoli\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"http:\/\/trinitynews.ie\/2018\/09\/an-interview-with-cliona-ofarrelly\/\">http:\/\/trinitynews.ie\/2018\/09\/an-interview-with-cliona-ofarrelly\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/dornsife.usc.edu\/bisc\/faculty-susan-forsburg\">https:\/\/dornsife.usc.edu\/bisc\/faculty-susan-forsburg<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.fredhutch.org\/en\/faculty-lab-directory\/overbaugh-julie.html\">https:\/\/www.fredhutch.org\/en\/faculty-lab-directory\/overbaugh-julie.html<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/d41586-019-03758-z\">https:\/\/www.nature.com\/articles\/d41586-019-03758-z<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/winshipcancer.emory.edu\/bios\/faculty\/corbett-anita-h.html\">https:\/\/winshipcancer.emory.edu\/bios\/faculty\/corbett-anita-h.html<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.bcm.edu\/people-search\/kjersti-aagaard-17012\">https:\/\/www.bcm.edu\/people-search\/kjersti-aagaard-17012<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.tifr.res.in\/~dbs\/faculty\/V_Vaidya.html\">https:\/\/www.tifr.res.in\/~dbs\/faculty\/V_Vaidya.html<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Feito em parceria pelas colaboradoras Carolina Francelin e Juliana Lobo, o texto fala sobre o Pr\u00eamio de Pesquisa para Mentoria em Ci\u00eancia da Nature e apresenta as 10 cientistas laureadas com o reconhecimento desde 2005. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m \u00e9 abordada a import\u00e2ncia da mentoria para a progress\u00e3o da carreira de pesquisadoras e pesquisadores.<\/p>\n","protected":false},"author":403,"featured_media":1642,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[173,174,178,175,170,177,171,172,149,74,176],"class_list":["post-1640","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-colirios-cientificos","tag-ciencias-biologicas","tag-ciencias-exatas-2","tag-equidade-de-genero-2","tag-mentor","tag-mentora","tag-mentoras","tag-mentoria","tag-mentoria-em-ciencia","tag-mulheres-na-ciencia-2","tag-nature","tag-premiacao"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciapelosolhosdelas\/wp-content\/uploads\/sites\/53\/2020\/12\/Nature-Award-for-Mentorship.png","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciapelosolhosdelas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1640","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciapelosolhosdelas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciapelosolhosdelas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciapelosolhosdelas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/403"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciapelosolhosdelas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1640"}],"version-history":[{"count":20,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciapelosolhosdelas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1640\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1684,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciapelosolhosdelas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1640\/revisions\/1684"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciapelosolhosdelas\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1642"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciapelosolhosdelas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1640"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciapelosolhosdelas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1640"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciapelosolhosdelas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1640"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}