Inovação

Inovação Tecnológica pode ser uma realidade nas Universidades Brasileiras.

Muito se fala sobre inovação e sua importância para um mundo dinâmico e competitivo, mas pouco se fala sobre o que é inovação e, por isso, a maioria das pessoas acha que inovação é algo mirabolante e que apenas pessoas muito geniais podem ser inovadoras. É aí que está o engano. Ser inovador é pensar fora da caixinha, sair da zona de conforto. Este tipo de inovação mirabolante é chamada de Inovação Radical ou de Ruptura, pois é diferente de tudo o que existia anteriormente a ela, mas existe também a Inovação Incremental, que é uma melhoria aplicada a algo que já existia antes.

Inovação é a mesma coisa que criatividade? A resposta é não. A criatividade é a ideia sobre algum assunto e a inovação é a aplicação prática dessa ideia no mercado. O criativo fica apenas na ideia, já o inovador consegue ver uma utilidade prática e consegue colocar sua inovação no mercado.

A inovação pode ocorrer por acaso, no entanto, o mais comum é que ela seja consciente e resultante de um trabalho constante de busca por soluções. Buscamos inovar por diferentes razões: como reação a fatos novos, por necessidade de resolver algum problema, para atender mudanças no mercado ou na percepção das pessoas sobre algo, pela busca de novos conhecimentos, para atender imposições legais ou regulamentares etc.

Para ser inovador é preciso que você esteja atento ao que acontece à sua volta e precisa estar disposto a mudar. A inovação é fator essencial para se manter competitivo, e isso vale para empresas, pessoas, universidades, laboratórios, enfim, para todo mundo, além de ser o fator principal para o desenvolvimento econômico de um país.

Bom, mas o que o Cientista tem a ver com toda essa história de inovação? Cientista é por natureza um curioso e um criativo, alguns também são inovadores, mas a maioria para na ideia, o que falta é transformar esta ideia gerada pelo conhecimento em inovação tecnológica que poderá ser aproveitada no mercado.  Segundo Cruz e Pacheco um dos fatores que influenciam a baixa geração de inovações tecnológicas é o fato de que 73% dos cientistas e engenheiros do Brasil trabalham em universidades sem firmar nenhum tipo de parceria com o mercado, sendo que pouco mais de 29.000 desses profissionais estão espalhados pelas indústria do país gerando inovação tecnológica. O Brasil aparece no quadro mundial de produção científica e é responsável por mais de 1,5% de toda a Ciência produzida no mundo, porém é praticamente inexistente no quadro de inovação tecnológica. A figura abaixo demonstra o processo de geração de inovação tecnológica e para ajudar o cientista a transformar a ideia em inovação, existe um Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) em todas as Universidades Públicas do país. O NIT é um escritório de patentes que tem como objetivo ajudar os pesquisadores a transformarem suas ideias em inovações para o mercado e para isso é importante que essa ideia seja protegida por um registro de patente ou de direito autoral no Instituto Nacional de Inovação Tecnológica (INPI). Calma, não se assuste, o NIT é o responsável dentro das universidades por cuidar de toda a burocracia para que o pesquisador obtenha esses registros.

Figura: Componentes do Processo de Inovação (Adaptado de INPI, 2013).

Figura: Componentes do Processo de Inovação (Adaptado de INPI, 2013).

Será que sua pesquisa é inovadora? Que tal transformá-la em uma patente? Ou ter direitos autorais sobre ela? Em futuros posts falaremos sobre a Lei de Inovação e sobre este processo de pedido de registro de patente e de direito autoral, além de muitos outros assuntos relacionados à criatividade, inovação, propriedade intelectual e gestão do conhecimento. Fique atento e acompanhe o Cientista S/A.

Referências:

Carlos Henrique Brito Cruz e Carlos Américo Pacheco – Conhecimento e Inovação: Desafios do Brasil no Século XXI.

INPI (2005) – Treinamento em Propriedade Industrial e Patentes

Discussão - 2 comentários

  1. […] Num texto anterior nós mencionamos que todo cientista é, por natureza, um criativo. Como todo trabalho criativo, não é possível determinar horários para que a criatividade apareça. A flexibilidade de horários deve ser oferecida aos pós-graduandos, desde que os prazos e produtos sejam cumpridos. É até possível que alguns desses membros da equipe que não foram ao laboratório tenham ficado trabalhando em casa, ambiente onde costuma ser mais fácil se concentrar. Uma gestão rígida e cheia de cobranças é excelente para exterminar a criatividade e a capacidade de auto-gestão da sua equipe. A auto-gestão, inclusive, é uma competência que será exigida dos cientistas em etapas mais avançadas de suas carreiras. […]

    • Eduardo Bessa disse:

      Cleanto, acontece mesmo e colocar o “modificado de” sem modificar nada está errado. Em artigos vejo muito um “ver figura 3 em Fernandes, 2014” para preservar os direitos autorais. A cópia da figura num livro ou artigo só pode ser feita com concessão por parte do detentor dos direitos (autor ou editora, em geral). Nas teses e dissertações, como não são materiais comerciais, o controle é mais frouxo e em geral aceita-se um “obtido de Fernandes, 2014” e daí pode colocar a figura.

      Esperamos ter ajudado

      Bessa e Cris

Envie seu comentário

Seu e-mail não será divulgado. (*) Campos obrigatórios.

Sobre ScienceBlogs Brasil | Anuncie com ScienceBlogs Brasil | Política de Privacidade | Termos e Condições | Contato


ScienceBlogs por Seed Media Group. Group. ©2006-2011 Seed Media Group LLC. Todos direitos garantidos.


Páginas da Seed Media Group Seed Media Group | ScienceBlogs | SEEDMAGAZINE.COM