{"id":486,"date":"2015-11-16T10:47:18","date_gmt":"2015-11-16T13:47:18","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/cientistasa\/?p=459"},"modified":"2015-11-16T10:47:18","modified_gmt":"2015-11-16T13:47:18","slug":"a-era-das-parcerias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cientistasa\/2015\/11\/16\/a-era-das-parcerias\/","title":{"rendered":"A era das parcerias"},"content":{"rendered":"<div style=\"width: 1540px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/farm3.staticflickr.com\/2942\/15390041831_f2bf34154e_o_d.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/farm3.staticflickr.com\/2942\/15390041831_f2bf34154e_o_d.jpg\" alt=\"\" width=\"1530\" height=\"1255\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Networking: o lado profissional do &#8220;fazer um social&#8221; (Imagem: Ghozt Tramp\/ Flickr)<\/p><\/div>\n<p>A edi\u00e7\u00e3o mais recente\u00a0da <em>Nature<\/em> trouxe <a href=\"http:\/\/www.nature.com\/nature\/supplements\/nature-index-collaborations\/index.html\">um encarte<\/a> analisando o poder das parcerias na constru\u00e7\u00e3o de pesquisas cient\u00edficas de qualidade. Sua rede de relacionamentos ser\u00e1 uma grande aliada nas suas conquistas. <a href=\"http:\/\/www.nature.com\/nature\/journal\/v527\/n7577_supp\/full\/527S58a.html\">Adam e Loach (2015)<\/a> apontam num coment\u00e1rio desse encarte que pesquisas que ultrapassam institui\u00e7\u00f5es e fronteiras s\u00e3o mais impactantes, mais citadas e mais aceitas em peri\u00f3dicos de alto n\u00edvel. O Brasil j\u00e1 aparece nesse panorama com diversas parcerias internacionais, liderando junto com o M\u00e9xico e o Chile as colabora\u00e7\u00f5es dentro da Am\u00e9rica Latina. Parcerias internacionais s\u00e3o vitais para a constru\u00e7\u00e3o de pesquisas significativas no Brasil. Mas como entrar nessa onda?<!--more--><\/p>\n<p>Cientistas s\u00e3o frequentemente pessoas t\u00edmidas por natureza, diz a piada que para identificar um cientista extrovertido, repare se ele est\u00e1 olhando para a ponta dos sapatos dos outros. Isso j\u00e1 inibe muito nosso <em>networking<\/em> e precisar\u00e1 ser superado se quisermos firmar parcerias internacionais. Se esse \u00e9 o seu caso na hora de abordar um poss\u00edvel colaborador\u00a0cient\u00edfico, pense que provavelmente ele ser\u00e1 igualmente t\u00edmido, portanto ir\u00e1 entend\u00ea-lo. Da mesma forma, sendo assim algu\u00e9m precisar\u00e1 tomar a iniciativa da abordagem. Se voc\u00ea \u00e9 um interessado, tome essa iniciativa. A\u00ed v\u00e3o algumas sugest\u00f5es para facilitar o processo.<\/p>\n<ul>\n<li>ENVOLVA-SE \u2013 \u00c9 claro que s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel formar parcerias internacionais conhecendo pesquisadores estrangeiros. Estar numa grande institui\u00e7\u00e3o j\u00e1 ajuda porque os estrangeiros est\u00e3o circulando nos corredores delas. Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel herdar parcerias do seu orientador, n\u00e3o desperdice essas oportunidades. Mas n\u00e3o h\u00e1 nada melhor do que ir direto \u00e0 fonte. Congressos internacionais da sua \u00e1rea acad\u00eamica s\u00e3o perfeitos para isso. Atenda aos congressos, apresente seu melhor trabalho com o ingl\u00eas editado da melhor maneira poss\u00edvel e mostre que seu pa\u00eds faz parte do mapa de produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica daquela \u00e1rea. Circule e se apresente a outras pessoas que estudem temas\u00a0semelhantes. Troque contatos.<\/li>\n<li>DECIDA \u2013 \u00c9 imposs\u00edvel se relacionar com todo o mundo para quem voc\u00ea \u00e9 apresentado. Voc\u00ea precisar\u00e1 decidir com quem manter\u00e1 mais contato. Para tanto, veja dois fatores: Voc\u00ea pode ajudar a pessoa? A pessoa pode te ajudar? Se a resposta for afirmativa para ambos e essas ajudas forem mutuamente importantes, ent\u00e3o vale a pena investir no relacionamento. A longo prazo reavalie seus contatos. Quem s\u00e3o aqueles que geraram mais frutos e que mais colaborou contigo? Use o <a href=\"http:\/\/www.produtividadeninja.com\/o-principio-que-vai-facilitar-a-sua-vida\/\">princ\u00edpio de Pareto<\/a> para identificar quais s\u00e3o as 20% dos seus contatos que geram 80% dos resultados. Esses dever\u00e3o ser mantidos mais de perto. Mantenha contato, pe\u00e7a conselhos, atualize-os de seus novos projetos. N\u00e3o queime seus contatos, mas invista seu precioso tempo sabiamente.<\/li>\n<li>COMECE PEQUENO \u2013 Reuni\u00f5es muito grandes s\u00e3o intimidadoras para os introvertidos e trazem ru\u00eddo demais aos la\u00e7os feitos. Em vez de ir ao maior congresso mundial da sua \u00e1rea, com 1200 participantes, talvez valha a pena investir num pequeno simp\u00f3sio mais espec\u00edfico e com menos pessoas, mas as pessoas certas. \u00c9 o mesmo princ\u00edpio da festa no Centro Acad\u00eamico versus o\u00a0almo\u00e7o intimista. Os relacionamentos gerados no segundo s\u00e3o mais significativos e profundos. Mesmo que v\u00e1 a um grande evento com centenas de participantes, estreite seu c\u00edrculo. Veja a programa\u00e7\u00e3o antecipadamente e descubra com quem voc\u00ea gostaria de falar. Defina um momento para isso e uma estrat\u00e9gia de abordagem, vale at\u00e9 ler a produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica do seu alvo antecipadamente para ter assunto. Outra op\u00e7\u00e3o \u00e9 descobrir um conhecido em comum com quem voc\u00ea j\u00e1 tenha alguma intimidade e pedir que ele fa\u00e7a as apresenta\u00e7\u00f5es e puxe o in\u00edcio da conversa.<\/li>\n<li>SEJA PRESTATIVO \u2013 Certamente voc\u00ea \u00e9 capaz de resolver um problema que algu\u00e9m numa sala est\u00e1 enfrentando. Se <em>networking<\/em> te parece tirar proveito de algu\u00e9m, ofere\u00e7a-se. Com o tempo voc\u00ea ir\u00e1 perceber que parece que \u00e9 voc\u00ea que est\u00e1 explorando. Isso \u00e9 sinal de que ambos est\u00e3o cooperando. Se voc\u00ea se aproximou de algu\u00e9m oferecendo algo, n\u00e3o esque\u00e7a de cumprir o que prometeu. Caso contr\u00e1rio seu esfor\u00e7o foi perdido e sua imagem manchada. Alternativamente, apresente pessoas que precisem se conhecer. Construa as pontes e ser\u00e1 reconhecido por isso.<\/li>\n<li>APRESENTE-SE \u2013 Tenha um roteiro de apresenta\u00e7\u00e3o preparado em sua cabe\u00e7a. Grosso modo ele deve conter seu nome, afilia\u00e7\u00e3o, titula\u00e7\u00e3o e que tipo de perguntas cient\u00edficas te interessam. Ensaie esse protocolo, mas lembre-se tamb\u00e9m de ser espont\u00e2neo. Quanto mais voc\u00ea treinar, mais se tornar\u00e1 natural. N\u00e3o se esque\u00e7a de perguntar (e prestar aten\u00e7\u00e3o) as mesmas informa\u00e7\u00f5es do seu interlocutor. Muitas pessoas preconceituosamente acham que <em>networking<\/em> trata-se de usar pessoas para atingir seus objetivos. Isso n\u00e3o \u00e9 verdade porque o <em>networking<\/em> \u00e9 uma via de m\u00e3o dupla. Ao mesmo tempo em que voc\u00ea recebe ajuda, oferece oportunidades. <em>Networking <\/em>\u00e9 diferente de concess\u00e3o de favor, portanto pare de pedir desculpas a seus colaboradores, eles tamb\u00e9m dever\u00e3o estar lucrando.<\/li>\n<li>CONVERSE \u2013 Muitas vezes parece que voc\u00ea n\u00e3o tem nada em comum com alguma pessoa que deseja conhecer para dar in\u00edcio a uma conversa. Isso obviamente est\u00e1 errado. Seu pr\u00f3prio interesse naquela pessoa sugere um assunto em comum que pode servir de substrato para quebrar o gelo inicial. Se est\u00e3o todos num congresso de energia at\u00f4mica \u00e9 porque todos t\u00eam interesse nesse assunto. Entrar numa conversa dando sua opini\u00e3o \u00e9 complicado, ainda mais numa l\u00edngua estrangeira, como frequentemente ser\u00e1 o caso se voc\u00ea estiver firmando parcerias internacionais. Ent\u00e3o experimente come\u00e7ar fazendo uma pergunta. Ou\u00e7a ativamente o outro, fa\u00e7a perguntas para esclarecer o que foi dito, reorganize o que ouviu para garantir que entendeu, chame seu interlocutor pelo nome. Tudo isso dar\u00e1 igni\u00e7\u00e3o \u00e0 conversa.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Com essas seis sugest\u00f5es voc\u00ea j\u00e1 tem muito mais chance de firmar parcerias, talvez internacionais, e potencializar o impacto do seu trabalho. Vivemos uma nova era na qual a ci\u00eancia n\u00e3o pode mais ficar restrita a um pa\u00eds ou um pesquisador. Cada vez mais trabalharemos em grupo e com parceiros distantes. Esteja preparado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A edi\u00e7\u00e3o mais recente\u00a0da Nature trouxe um encarte analisando o poder das parcerias na constru\u00e7\u00e3o de pesquisas cient\u00edficas de qualidade. Sua rede de relacionamentos ser\u00e1 uma grande aliada nas suas conquistas. Adam e Loach (2015) apontam num coment\u00e1rio desse encarte que pesquisas que ultrapassam institui\u00e7\u00f5es e fronteiras s\u00e3o mais impactantes, mais citadas e mais aceitas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":475,"featured_media":463,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[2,18,25,29,32,33,35],"tags":[56,75,82,115,165,166,239],"class_list":["post-486","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-administracao-do-tempo","category-eventos","category-gestao-de-equipes","category-internacionalizacao","category-lingua-estrangeira","category-marketing-pessoal","category-networking","tag-apresentacoes","tag-colaboracoes","tag-congressos","tag-eventos","tag-nature","tag-networking","tag-timidez"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cientistasa\/wp-content\/uploads\/sites\/226\/2015\/11\/15390041831_f2bf34154e_o_d.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cientistasa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/486","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cientistasa\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cientistasa\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cientistasa\/wp-json\/wp\/v2\/users\/475"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cientistasa\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=486"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cientistasa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/486\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cientistasa\/wp-json\/wp\/v2\/media\/463"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cientistasa\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=486"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cientistasa\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=486"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cientistasa\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=486"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}