{"id":690,"date":"2015-02-08T23:19:18","date_gmt":"2015-02-09T04:19:18","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/cognando\/?p=690"},"modified":"2015-02-08T23:19:18","modified_gmt":"2015-02-09T04:19:18","slug":"o-meu-cerebro-quer-saber-por-que-arranhar-a-unha-no-quadro-de-giz-nos-causa-arrepios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cognando2\/2015\/02\/08\/o-meu-cerebro-quer-saber-por-que-arranhar-a-unha-no-quadro-de-giz-nos-causa-arrepios\/","title":{"rendered":"O meu c\u00e9rebro quer saber: Por que arranhar a unha no quadro de giz nos causa arrepios?"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/cognando\/2015\/02\/o-meu-cerebro-quer-saber-por-que-arranhar-a-unha-no-quadro-de-giz-nos-causa-arrepios\/brain_sounds2\/\" rel=\"attachment wp-att-693\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft  wp-image-693\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cognando2\/wp-content\/uploads\/sites\/221\/2015\/02\/brain_sounds2.jpg\" alt=\"brain_sounds2\" width=\"218\" height=\"158\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cognando2\/wp-content\/uploads\/sites\/221\/2015\/02\/brain_sounds2.jpg 400w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cognando2\/wp-content\/uploads\/sites\/221\/2015\/02\/brain_sounds2-300x218.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 218px) 100vw, 218px\" \/><\/a>Tenho certeza que voc\u00ea se arrepiou s\u00f3 de ler o t\u00edtulo dessa postagem. Essa \u00e9 uma curiosidade muito comum que as pessoas t\u00eam (e que bastante gente j\u00e1 investigou de alguma forma).<\/p>\n<p>Temos praticamente duas respostas para essa pergunta: uma biol\u00f3gica e uma psicol\u00f3gica.<\/p>\n<p>A biol\u00f3gica \u00e9 a seguinte: os sons que n\u00f3s escutamos t\u00eam uma certa frequ\u00eancia. Sabe quando jogamos uma pedra na \u00e1gua e ela forma umas ondas na \u00e1gua? Quando &#8220;jogamos&#8221; som no ar, ele forma uma ondas no ar e o n\u00famero de ondas que esse som forma no ar caracteriza a sua frequ\u00eancia. Essas frequ\u00eancias s\u00e3o medidas em Kilohertz (kHz). V\u00e1rios estudos j\u00e1 demostraram que o nosso ouvido \u00e9 muito sens\u00edvel a frequ\u00eancias entre 2kHz e 4kHz. Basicamente a anatomia do nosso ouvido amplifica essas frequ\u00eancias de tal forma que, assim que entram no nosso ouvido, percebemos os sons como se fossem mais altos. E n\u00e3o s\u00f3 isso, a maioria dos casos de surdez causadas por sons, s\u00e3o oriundas de sons que t\u00eam frequ\u00eancia entre 2kHz e 4kHz. Ou seja, essa frequ\u00eancia n\u00e3o \u00e9 bem vinda aos\u00a0nossos ouvidos. Frequ\u00eancias de sons podem ser modificadas em laborat\u00f3rio. Um estudo recente, por exemplo, modificou a frequ\u00eancia do som que a gente ouve quando algu\u00e9m arranha a unha em um quadro de giz. Com a frequ\u00eancia modificada, as pessoas n\u00e3o sentiam tanto arrepio quanto antes.<\/p>\n<p>A explica\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica \u00e9 um pouco mais complexa. Na verdade existem\u00a0v\u00e1rias. E elas est\u00e3o todas ligadas de certa forma. O nosso c\u00e9rebro est\u00e1 o tempo inteiro aprendendo padr\u00f5es para economizar energia. Assim, para te proteger de sons que supostamente podem te deixar surdo, o seu c\u00e9rebro aprendeu a criar uma resposta negativa a esse tipo de som (ativando \u00e1reas de estresse e liberando subst\u00e2ncias que te deixam em estado de alerta &#8212; por isso o arrepio) para que voc\u00ea fa\u00e7a alguma coisa com rela\u00e7\u00e3o ao som quando ele ocorre (por exemplo, coloque as m\u00e3os nos ouvidos). Mas o nosso c\u00e9rebro \u00e9 bem espertinho, e as vezes ele &#8220;antecipa&#8221; algumas dessas rea\u00e7\u00f5es. Por exemplo, um estudo mostrou que as pessoas come\u00e7am a ter arrepios antes mesmo de uma pessoa come\u00e7ar a arranhar a unha no quadro. Provavelmente foi o que aconteceu quando voc\u00ea leu o t\u00edtulo dessa postagem. Outro estudo mostrou que se voc\u00ea s\u00f3 ouvir o som de unhas passando no quadro, mas achar que \u00e9 uma m\u00fasica contempor\u00e2nea, sua irritabilidade e respostas negativas ser\u00e3o menor.<\/p>\n<p>Esse tipo de rea\u00e7\u00e3o do c\u00e9rebro para certos sons tem uma vantagem evolutiva importante. Al\u00e9m de nos proteger contra sons prejudiciais, ela pode tamb\u00e9m nos deixar mais alerta contra certos predadores e nos deixar mais alertas para enfrentar certos perigos. Um estudo super recente mostrou que o c\u00e9rebro da m\u00e3e de um beb\u00ea rec\u00e9m-nascido reage ao choro do beb\u00ea de uma forma muito semelhante \u00e0 maneira como o nosso c\u00e9rebro reage a sons de unhas arranhando quadro de giz ou quando raspamos um isopor no outro. Esse tipo de resposta cerebral faz com que a m\u00e3e fique mais alerta ao choro do beb\u00ea e busque conforta-lo mais prontamente. J\u00e1 percebeu que seu marido\u00a0nem mexe na cama quando o beb\u00ea chora? A resposta que o homem tem ao choro do beb\u00ea \u00e9 bem diferente e n\u00e3o \u00e9 colocado em estado de alerta assim como o c\u00e9rebro da m\u00e3e.<\/p>\n<p>Tem mais alguma coisa que seu c\u00e9rebro quer saber? Mande pra <a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/andrelesouza\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">mim<\/a>!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tenho certeza que voc\u00ea se arrepiou s\u00f3 de ler o t\u00edtulo dessa postagem. Essa \u00e9 uma curiosidade muito comum que as pessoas t\u00eam (e que bastante gente j\u00e1 investigou de alguma forma). 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